terça-feira, 15 de maio de 2018

Brasil em risco no próximo governo, alerta FMI.

O Brasil poderá entrar em nova crise, e até em recessão, se o próximo governo abandonar a pauta de ajustes e reformas, alertou diretor do Fundo. Editorial do Estadão:


O Brasil poderá entrar em nova crise, e até em recessão, se o próximo governo abandonar a pauta de ajustes e reformas, disse o diretor do Departamento de Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), Alejandro Werner. Ele destacou a importância da reforma da Previdência, mas um crescimento mais rápido e sustentável, acrescentou, dependerá de mudanças mais amplas. Uma política inovadora deve incluir, entre outros pontos, segundo o diretor do FMI, abertura econômica e simplificação do sistema tributário. Werner comentou as perspectivas do País ontem, em Nova York, num evento da Fundação Getúlio Vargas e da Câmara de Comércio Brasileira e Americana.

Advertências muito parecidas têm sido formuladas no Brasil por economistas conhecidos pela competência técnica e pelo bom senso. As avaliações apresentadas por Alejandro Werner põem a discussão, no entanto, num cenário mais amplo. Ele dirige uma equipe familiarizada com a economia de toda a América Latina e empenhada em acompanhar 0 dia a dia das crises, das políticas, das estratégias de ajustes e mudanças e, naturalmente, dos sucessos e fracassos.

Esse panorama é discutido no relatório de perspectivas econômicas das Américas divulgado na sexta-feira passada numa entrevista coletiva em Lima. As economias estão em crescimento em quase todo o hemisfério, do Canadá à Argentina e ao Chile, mas, em vez de apenas festejar a recuperação, os autores do estudo lançam uma exortação: é preciso aproveitar o impulso para levar adiante as pautas de reformas.

A exortação vale especialmente para os países latino-americanos, e, dentro desse conjunto, para Brasil e Argentina. Apesar da retomada do crescimento e da melhora de alguns indicadores importantes, as duas maiores economias da América do Sul ainda têm de enfrentar uma pesada agenda de consertos e reformas. A Argentina, muito vulnerável a problemas externos e, portanto, a pressões cambiais, acabou pedindo ajuda ao Fundo pouco antes da divulgação do relatório. O Brasil, com bom volume de reservas, contas externas saudáveis e inflação bem abaixo da meta oficial, tem mais espaço para se mexer. Não pode, no entanto, retardar por muito tempo, a continuação do programa iniciado pelo governo Temer. Os perigos maiores foram apontados com clareza no pronunciamento de Alejandro Werner em Nova York.

Sem rápida melhora das finanças oficiais, a dívida pública poderá em breve superar 100% do Produto Interno Bruto (PIB). Sem perspectiva de melhora, os mercados poderão retrair-se. Com isso o financiamento se tornará muito difícil e custoso, o País poderá entrar em nova crise e afundar de novo em recessão. A lista de ações para arrumar a economia, torná-la mais segura e aumentar a capacidade de crescimento inclui, além da reforma da Previdência e de mudanças no sistema tributário, alterações na alocação de crédito, abertura ao comércio, maior integração nos mercados globais, melhora da infraestrutura e redução da burocracia.

Dois fatores positivos são apontados: 1) o atual governo tomou iniciativas na direção correta, propondo o teto de gastos e iniciando as correções; 2) a reativação da economia proporciona condições para um ajuste mais intenso na fase inicial e para o avanço na pauta de reformas. A proposta de aproveitar o impulso vale para todo o hemisfério, especialmente para a América Latina, mas aplica-se muito especialmente ao Brasil.

O caso brasileiro se destaca, no entanto, por mais um fator de preocupação: o “risco-chave”, segundo o relatório, é o de alteração do programa econômico depois das eleições presidenciais, com “maior instabilidade no mercado e maior incerteza quanto às perspectivas de médio prazo”. De modo geral, a expectativa de continuidade dos ajustes aparece nos comentários sobre os demais países da América Latina. Ao traduzir o quadro eleitoral em termos de grave incerteza econômica, os técnicos do FMI mostram boa informação e realismo. Longe de ser um excesso retórico, a expressão “risco-chave” é um alerta preciso.

3 comentários:

Anônimo disse...

DE FATO, o Brasil correrá esse e mais riscos ainda se adotar candidatos das agendas socialistas ou comunistas, ávidos para transformarem aqui numa Venezuela II - com esses estaremos fudidos, apesar que que o povo está sendo bem instruído para não cair no canto da sereia vermelha.
Seria uma camuflada advertencia para não adotar o Bolsonaro, mas preferir uma réplica do jumento Lula?
Aliás, foi visitado pelo monge TL Marcelo Barros na prisão, como bom ator, chorou e disse que quando criança não teve coragem de roubar nem uma maçã...
Q çugeito onestýcimu, q imzempro pra juventude, "sô"!
Ah, veio aqui um pensamento maRvado: esperou só a mãe morrer para mudar de ideia...

Anônimo disse...

Corrigindo uma informação do editorial: as duas maiores economias da América do Sul são Brasil e Colômbia, que já ultrapassou a Argentina, tão castigada pelo populismo. Se regredirmos no "risco-chavez", acabaremos sendo deixados pra trás até pelo Suriname...

Anônimo disse...

É o caso do tóxico e comunista bandidão PT e de seus apoiadores, mesmo doutros partidos: quando desgovernava, vivia de pilhagens e de falsas propagandas, com intuito de enganar o povo para os dessa mafia continuarem tranquilamente saqueando a nação, impunes, porém, quando lhe meteram o pé no rabo, tenta avacalhar o governo Temer de todas as formas, PODERIA SER MELHOR,
se não existissem os comunistas obstruindo as votações e o que puderem para incentivarem o caos, são uns delinquentes incorrigiveis, adotantes do quanto pior, melhor!
A gente sabe que na cabeça de comunistas, uns tarados, psicopatas e pior ainda, são possessos, só têm muita merda!