quinta-feira, 14 de junho de 2018

Atenção, intervencionistas!

"A mídia militante, aquela que soluça ao noticiar vitórias eleitorais da direita, encontrou na mobilização dos intervencionistas motivos para empacotar num único discurso o “golpe” contra Dilma, a eleição sem Lula, a “extrema-direita raivosa”, e o “golpe” de 1964. Resultado: ao colocar todas as fichas numa ruptura institucional sem futuro, que a caserna rejeita eloquente e reiteradamente, os intervencionistas estão ajudando a esquerda, criando antagonismos com o grupo do centro ideológico, semeando desânimo à direita e afastando da eleição milhões de agentes de uma necessária renovação de quadros políticos". Artigo de Percival Puggina:


No dia 7 de outubro decide-se o rumo que a nação irá percorrer pelos próximos quatro anos. Como se sabe, a correção de quaisquer erros decorrentes dessa escolha envolve prolongadas crises e instabilidades que afetam negativamente a vida de todos. Os corruptos do “mecanismo” estão bem identificados e aptos a serem rejeitados nas urnas. O autorrotulado progressismo quebrou o Brasil, derrubou a economia nacional, criou verdadeiro caos moral e entregou o povo à bandidagem das ruas e das estruturas do poder.

A conhecida hegemonia cultural da esquerda e o efeito político das fake analysis nos meios de comunicação vêm sendo impactados pela força da direita nas redes sociais. Ideias liberais e princípios conservadores prosperam junto à opinião pública e é razoável esperar uma reversão da gangorra. Trata-se então, principalmente, de convocar os eleitores às urnas, convencê-los de que chegou a hora de escolherem bem e de se empenharem pela vitória dos melhores. Em contrapartida e num cenário tão adverso, os inimigos do país, que madrugarão nas filas de votação – sublinhe-se! -, sonham com que os bons cidadãos não apareçam nas seções eleitorais.

No entanto, em orquestrado coro, os intervencionistas vêm proclamando não só a vulnerabilidade das urnas eletrônicas, mas afirmam, como coisa decidida e consabida, a inutilidade da eleição. Certo? Errado! Errado e exagerado. Você acredita que os eleitores da tropa de choque petista ficarão em casa no dia 7 de outubro? Dirão eles, a si mesmos, que “é inútil votar em urnas fraudadas”? Ou, tão pueril quanto isso, considerar-se-ão dispensados porque, afinal, as urnas serão fraudadas em favor deles mesmos?

A greve dos caminhoneiros, ao se tornar um cardápio político acompanhado de desastre econômico, pôs uma pedra no meio do caminho. Os esquerdistas queriam o caos porque sabiam o quanto ele sempre os beneficiou em sucessivas experiências históricas; os intervencionistas queriam o mesmo caos na expectativa de que uma salvadora ruptura institucional resolvesse os problemas do Brasil. Suposto antagonismo em esforço conjunto...

Na Economia, removida a pedra, colheu-se apenas o caos com sua inexorável planilha de custos e preços. O PIB perdeu cerca de 80 bilhões, as expectativas de crescimento para o ano caíram abaixo de 2%, os preços subiram 1% em 30 dias (sinalizando para uma elevação do custo de vida), a Petrobras perdeu 14% de seu valor, o dólar disparou, a bolsa caiu. Ligeirinho, os 86% a favor da paralização viraram 70% contra. E até a demanda por frete, claro, diminuiu com a desaceleração dos negócios.

Na política, removida a pedra, não ficou mais barato. A mídia militante, aquela que soluça ao noticiar vitórias eleitorais da direita, encontrou na mobilização dos intervencionistas motivos para empacotar num único discurso o “golpe” contra Dilma, a eleição sem Lula, a “extrema-direita raivosa”, e o “golpe” de 1964. Resultado: ao colocar todas as fichas numa ruptura institucional sem futuro, que a caserna rejeita eloquente e reiteradamente, os intervencionistas estão ajudando a esquerda, criando antagonismos com o grupo do centro ideológico, semeando desânimo à direita e afastando da eleição milhões de agentes de uma necessária renovação de quadros políticos.

Motivados pela necessidade de renovação, bons candidatos liberais e conservadores disputarão esta eleição em todos os Estados. Se há algo de que eles não precisam é que seus potenciais eleitores fiquem em casa. A esperança vã numa solução que não vem, tanto quanto o desalento, só serve aos corruptos, aos incompetentes e aos artesãos do caos.

3 comentários:

Anônimo disse...

Artur Nogueira diz:
Asunto cansativo.
Primeiramente, é sabido que o brasileiro- de todas classes sociais- , tem pouca ou nenhuma noção de cidadania e insiste em não assumir a maturidade política, outorgando suas ações de direitos/deveres à outrem – pode ser o padre, o bispo, o pai de santo, o pajé, os políticos, o Estado ( o caso das forças armadas),- arrisco-me a dizer que nosso nó górdio continua sendo o “complexo de vira-lata” ou seja, nosso atraso cultural, educacional , nossas deficiências morais.
Só que – como se diz na gíria, “ entregaram o ouro ao bandido” . Os ditos representantes do povo – independente de partidos, extremamentes avessos ao civismo, se uniram e re-(afundaram) a já cambalida república do Brasil. Aí foi só festa. O grande vácuo deixado pela política brasileira, principalmente depois da chamada redemocratização(nome pomposo hein?) , deu origem aos desmandos, roubos, corrupção , irresponsabilidades fiscais, etc, etc...
Segundo : o que mais asfixia a liberdade: a intervenção militar (no caso de caos extremo com inseguranças jurídicas/políticas, etc ) ou a nefasta hegemonia esquerdista que vem intervindo há tempos no país, desestruturando a cena política, econômica, social e moral??? -
E mais:- mudando apenas a forma de governo, mudaria o conteúdo que mantém esse quadro de caos?? ou o conteúdo permaneceria como está???

Anônimo disse...

1º Essas viúvas do regime militar ou a geração de Baby Boomers brasileiros não vão desistir nunca da fantasia do militares novamente no poder o inexplicável é ver jovens aderindo ao coro sem conseguir dizer as tais maravilhas deixadas pelos mágicos militares. Culpa disto são dos boomers comunistas que não esquecem o assunto e procuram generais embaixo da cama até hoje.

2º Depositar todas as esperanças em eleições, partidos, políticos e etc é pular etapas ou simplesmente insanidade. O sistema brasileiro é podre e o povo brasileiro é incapaz de adotar planos a longo prazo ou aceitar medidas impopulares como cortar todos os subsídios e programas que transferem benesses governamentais para determinados grupos. Ou primeiro muda-se a mentalidade nacional ou nada mudará, mais uma eleição e teremos um punhado de candidatos vendendo feijões mágicos.

Anônimo disse...

Artur Nogueira diz:
"não há nada tão ruim que não possa piorar"....
STF acaba de atender à esquerda brasileira (PT/OAB e assemelhados) e a maioria de seus membros vão CONTRA a condução coercitiva. Mas isso vale só para os amigos. Para os inimigos, ah... dane-se os inimigos...