terça-feira, 5 de junho de 2018

O triunfo do Ninguém nas urnas do Tocantins

Se os candidatos não tornarem menos bisonho o discurso de campanha, a desilusão será vitoriosa também nas eleições de outubro, adverte Augusto Nunes:


O resultado da eleição suplementar no Tocantins terá sido uma perturbadora antecipação do que acontecerá em outubro se os candidatos não tornarem menos bisonho o discurso de campanha. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral, exatamente 306.811 eleitores (mais de 30% do total do eleitorado) nem saíram de casa para escolher o novo governador.

Entre os que compareceram às seções eleitorais, 121.877 (mais de 17% do total) anularam o voto. Outros 14.460 votaram em branco. Tudo somado, o vitorioso foi o Ninguém, aprovado por quase metade do eleitorado do Tocantins. No mundo inteiro, partidos e candidatos procuram eleitores. Nestes trêfegos trópicos, milhões de eleitores estão à procura de partidos e candidatos que os representem.

Se a paisagem formada pelos concorrentes não melhorar nos próximos quatro meses, todos os participantes da corrida eleitoral, inclusive os eleitos, serão derrotados pela frustração, pelo asco ou pelo desencanto da imensidão de eleitores que vivem buscando inutilmente porta-vozes genuínos. Quase sempre acabam topando com algum integrante do imenso bloco que junta vigaristas, demagogos, oportunistas e ladrões, fora o resto.

2 comentários:

Anônimo disse...

Eu irei justificar ou anular meus votos na próxima eleições, mas isto não mudará nada, só não desejo mais participar desta farça. Mas isto não mudará nada pois, se apenas 10% do eleitorado votar o resultado será mantido. Sufrágio universal não funciona, principalmente no modelo brasileiro onde até presos votam. Um sistema eleitoral com mais de 70 partidos é tão nocivo quanto um sistema com um único partido, principalmente quandos estes 70 partidos tem pouca ou nenhuma diferença entre eles, sendo todos basicamente de centro-esquerda com conceitos oligarcas e patrimonialistas.

Anônimo disse...

As pessoas têm de se esforçar um pouco, pesquisar e tentar encontrar o trigo misturado no joio. Se o povo de Tocantins deixar de fora a "namoradeira", já fará um belo serviço ao País. Mas ainda fica faltando eleger gente boa no lugar de tantas nulidades.