terça-feira, 10 de julho de 2018

No colinho da deusa Têmis

"O Supremo de hoje, que breve será presidido por Dias Toffoli – imaginem só! – junta o que de pior é pensado pela “esquerda do Direito” com os produtos cada vez mais numerosos da magistratura militante, a escancarado serviço de suas causas ideológicas. Como regra, estão do lado do bandido e contra a sociedade". Artigo de Percival Puggina:


Cada vez que, em viagem, passo pelo guichê da PF, saúdo o agente que ali está com a exclamação: “Polícia Federal, orgulho nacional!”. Digo o que penso para expressar reconhecimento e falo alto para ser ouvido. Recolho o sorriso do policial e manifestações de aprovação ao redor. É o mesmo conceito que tenho dos procuradores de justiça da operação Lava Jato, do juiz Sérgio Moro, do TRF4 (com a exceção que recentemente se expôs aos holofotes) e do STJ.

Já o STF... Ele é institucionalmente tão necessário que, durante anos, o levei a sério. Os indicados, afinal, atendiam às exigências de caráter e cultura jurídica. Eu respeitava aquele poder do Estado mesmo quando as ações penais contra inquilinos das penthouses do poder hibernavam, e veraneavam, e voltavam a hibernar entre ácaros e fungos nas suas empoeiradas prateleiras. Era um poder lento, muito lento, mas honorável. E assim foi até o advento do petismo, cujo legado acabou com a credibilidade e a dignidade do poder. O Supremo de hoje, que breve será presidido por Dias Toffoli – imaginem só! – junta o que de pior é pensado pela “esquerda do Direito” com os produtos cada vez mais numerosos da magistratura militante, a escancarado serviço de suas causas ideológicas. Como regra, estão do lado do bandido e contra a sociedade.

Se não, vejamos. Em poucos meses, a Lava Jato desmontou o esquema de corrupção organizado em torno dos negócios da Petrobras. Os inequívocos crimes começaram a ser confessados, valores foram devolvidos, as quadrilhas se desfizeram em delações e foi o que se viu. A sociedade exultou. E o STF? Aparelhado pelo PT, num crescendo de manifestações individuais que evoluiu para decisões colegiadas, passou a inibir a eficiência da operação e a proteger os bandidos. Marco Aurélio Mello (o primo de Fernando Collor) foi o primeiro a denunciar os “julgamentos de cambulhada”. Depois vieram as restrições às algemas e às conduções coercitivas, os fatiamentos dos inquéritos, as críticas às colaborações premiadas, as tentativas de restaurar a impunidade eterna com o fim da prisão após condenação em segunda instância e, por fim, as inacreditáveis solturas de cambulhada.

Para assegurar a renovação dos mandatos dos quadrilheiros do Congresso Nacional, nada melhor do que impedir o financiamento privado das campanhas eleitorais. Assim, mediante decisão que atropelou o poder legislativo, o STF, em nome da “ética”, preparou o caminho por onde bilhões de reais, em recursos públicos, chegarão aos corruptos para usarem de modo privado, antagonizando os anseios nacionais por renovação nos parlamentos.

Temos um STF desafinado, a proteger a bandidagem endinheirada enquanto a sociedade se exaspera em vão, impotente, vendo esvair-se a possibilidade de higienizar a cena política do país. Os grandes bandidos brasileiros estão bem cuidados, aconchegados e acarinhados no colo da deusa Têmis. E nós?

3 comentários:

Anônimo disse...

Nós: sem pai nem mãe nem vizinho, pelados, a pé e na chuva.

Anônimo disse...

Confiram sobre a situação atual do Olavo de Carvalho O QUE DÁ UNS PILANTRAS NO STF e demais órgãos do Judiciario e necessitamos reagir a esses larapios e chantagistas comunistas:
"Subestimem como idiotas a perigosíssima seita socialista, e eles vão arrebentar vocês de novo. O petismo ainda é dominante em 3 zonas: 1) nas universidades, especializações, mestrados e doutorados; 2) fortíssimo no campo jurídico, reduto de 'justiceiros sociais' completamente doutrinados; 3) na arte, devido ao espírito anti-conservador da geração beat e do pós-modernismo. Com a condenação de Lula, eles estarão cada vez mais obcecados e ressentidos, com um sentimento de vingança mais do que profundo na raiz da alma, e estão neuróticos achando que enveredaram em uma cruzada final contra o 'mal', contra o 'grande capital'. A doença mental difusa do PT e do esquerdismo em geral tem uma racionalidade própria, possui auxílio direto da KGB, do serviço secreto cubano, além de seguirem recebendo dinheiro dos globalistas, e enquanto a burguesia brasileira solta foguete com a prisão do Lula, eles estão se reformulando, trocando de pele porque este é o ofício da cobra. Membros de uma seita não desistem nunca. É preciso ver a prisão de Lula como uma janela, uma oportunidade para entrar com bisturi na guerra cultural que mal começou no país. Estamos no olho do furacão de uma reviravolta cultural que vai durar uns 200 anos. Recomendo que treine os seus filhos, pois precisaremos deles.
NÃO NOS ILUDAMOS!
A ação realizada ontem pelo PT foi uma manobra Estratégica conhecida como reconhecimento em força. O objetivo principal era apenas o de avaliar o dispositivo de defesa das Instituições de Estado, Poder Judiciário, Ministério Público, Forças Armadas. A reação da sociedade. A força das redes sociais. O comportamento da mídia. Os flancos expostos. É uma operação que precede o ataque. O ataque final está por vir. A decisão sobre o quando e o como será tomada por ocasião da reunião do Foro de São Paulo em Cuba. Dirceu foi solto para coordenar isto. A via de acesso que será utilizada está pavimentada e todos já conhecemos: o STF. A hora se aproxima, e será logo após o recesso da Corte . Estejamos preparados! Não há o que comemorar. O que o obtivemos ontem foi uma vitória de Pirro"(isto é, vitoria temporaria).
E SE NECESSARIO, TODOS NAS RUAS DE NOVO!

Marat Silva disse...

Acredito em jogada ensaiada, Temer viaja, é momento para isso? Carminha assume a presidência da república e libera a do STF para Tofoli, assim ela lava as mãos, não se queima com os donos dela e o incompetente plantonista do STF vai fazer aquela lambança. Quem sobreviver verá!
Não adianta clamar pelos militares, a CF está sendo respeitada e eles continuam em berço explêndido.