quarta-feira, 25 de julho de 2018

Programa do PT: rançoso, estatista, antiliberal.

Além disso, o programa exposto por Haddad promete mais do mesmo: reeditar a catastrófica política econômica de Dilma - vade retro. A propósito, segue texto de Vera Magalhães, via Estadão:


No roadshow que promoveu na função de dublê de coordenador de programa de governo e candidato a candidato real à Presidência pelo PT, Fernando Haddad usou sua conhecida ironia para dizer que a proposta de governo do partido promoveria um “choque de liberalismo”.

Trata-se, isso sim, de um libelo em favor do intervencionismo estatal, da tutela a instituições públicas e privadas e até a outros Poderes e da reedição da política econômica de Dilma Rousseff que mergulhou o País na recessão.

Haddad diz que falta regulação às concessões de comunicações, mas, quando se põe a detalhar sua proposta, revela a intenção de controle sobre o conteúdo da imprensa, ao falar em espaço para “representatividade étnica”, “liberdade de expressão para camadas vulneráveis” e “compromisso com a diversidade”, todos eles conceitos subjetivos o suficiente para abranger alta carga de ideologização e partidarização.

Da mesma maneira, quando fala em controle “social” do Judiciário e do Ministério Público, resta subjacente a intenção de tutela do Poder e da instituição que nos últimos anos foram escolhidos pelo PT como inimigos, que promoveriam uma suposta perseguição ao partido. 

A proposta petista de redução dos spreads bancários aumentando a tributação remete ao ápice da tese dilmista de baixar juros ou preço de tarifas na canetada. “Conceitualmente a proposta está errada porque usa um instrumento (tributo) para atingir um objetivo (reduzir o poder de mercado dos bancos) que não é atendido pelo instrumento. Tributo não é instrumento de elevação de competição”, diz o economista Samuel Pessôa.

O PT chegou ao poder em 2002 com um discurso, aí sim, pró-mercado, expresso na tal carta ao povo brasileiro. Colhido pelo mensalão e o petrolão e apeado do poder depois de 13 anos pelo impeachment de Dilma, o partido retroage às ideias econômicas pré-2002 – que, empregadas no governo dela, deram em desastre. 

Na política, mira as instituições com tutela para tentar atribuir a um complô o fato de seus principais líderes estarem presos ou denunciados. 

O resultado é um programa intervencionista, mas que é vendido por Haddad como um “diálogo com a modernidade da base para o topo”.

3 comentários:

Anônimo disse...

Prá quem gosta de merda, eis aí exclente prato, escolhendo o PT(PSDB-MDB) e a volta dos carreiristas politiqueiro$ de sempre, de olho nas bocada$ - as redes nos informam sempre seus nomes, os de sempre nas legislaturas!
Xô, cachorrada martelo e foice!

Anônimo disse...

E 30% dos retardados desta nação votam cegamente nisso.

Anônimo disse...

É tanta besteira que nem dá pra entrar no cipoal e começar a comentar. É tudo abaixo da crítica, padrão professorzinho da usp.