
Ontem, ele apanhou com um instrumento desses aí ao lado. Hoje, deve apanhar de seus colegas, numa noite que promete ser longa. Esperneou, esperneou, mas sua hora chegou. E, claro, ele deve bater de novo às portas do STF...

Este escrevinhador sempre criticou - e publicou críticas de outros, além de matérias de jornais e de associações de magistrados - a politização do Supremo Tribunal Federal (STF), cuja submissão ao governo foi denunciada até à ONU pelos juízes gaúchos (resumo aqui). Há uma solução à vista: a proposta de emenda constitucional protocolada hoje pelo senador Jefferson Péres (AM), que encaminhou cópia a este blog.


A imprensa alemã bota as lentes no governo LuLLa. Veja no blog do amigo Aluízio (aqui). Começa assim: "o governo de Lula distribuiu um pouquinho de dinheiro para os pobres..." Nada longe da nota que O Iconoclasta postou anteriormente. É bom saber, senhores otimistas, como os de fora vêem quem não pode sair dessa jaula.
Lucro dos bancos chega a 10 bilhões nos últimos anos (aqui, para assinantes). Renda média do trabalhador, nos últimos 10 anos, caiu 30,8% só em São Paulo (assinantes, aqui). "Ricos ficam mais pobres e concentração de renda cai", mancheteou a Folha de São Paulo de sábado, com dados do IBGE (aqui). 

Com a clareza didática e o rigor lógico de sempre, Desidério Murcho analisa o conceito de verdade, aplicando-o às situações do cotidiano. Um texto iluminador para todos nós, brasileiros, que hoje vivemos sob o jugo da mentira e da farsa, expostas diariamente nos jornais e na televisão (ainda bem que existe liberdade de imprensa). Cito um dos parágrafos:
"Acusando sem provas, intelectuais petistas espalham boatos irresponsáveis sobre um fantástico golpe de Estado midiático. Tal desonestidade segue receita infalível: grita, mas sem indicar os pretensos golpistas. "Elite" e "imprensa" são nomes abstratos e arrebanham a tudo e a todos. Calando o endereço de grupos ou indivíduos ("elite" supõe tanto a classe média empobrecida como os banqueiros que nadam nos lucros garantidos pelo governo dos "companheiros"), os falastrões petistas atacam a "imprensa burguesa". Esta servia bem quando os petistas não se refestelavam no poder. Todas as fraudes são usadas na tarefa nauseante de caluniar jornais e profissionais da imprensa. Vladimir Poleto, com a face luzidia, diz que foi "constrangido" por um jornalista a mentir para a revista "Veja". E alega a própria torpeza: estava com o bandulho cheio de cachaça. Na cópia eletrônica da entrevista surgiu a mentira real. Ocorre um asqueroso espetáculo barroco desempenhado pelo petismo: a mentira cobre a mentira, a fraude esconde e revela a fraude. Já outro tipo de intelectual petista, com base em reportagens da imprensa, espalha boatos indignos de qualquer acadêmico sério. É o caso de uma professora que proclama seguir Espinosa, mas cujo manual predileto se encontra nas prateleiras do conhecido "Agitprop", a outra face da repressão stalinista. "
Quando poderemos ler, ver ou ouvir notícias ou comentários sobre o atual governo e seu partido que não se refiram a corrupção, hipocrisia, mentira, arrogância, cinismo?


O texto a seguir, publicado hoje no Correio Popular, de Campinas, é de Roberto Romano, professor de Ética e Filosofia Política na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele analisa meu livro O declínio do marxismo e a herança hegeliana (Florianópolis, UFSC, 1999), traduzido na Itália em 2001, pela Mondadori, sob o título Perché il marxismo ha fallito. Lucio Colletti e la storia di una grande illusione. Romano é autor de vários livros (Moral e ciência. A monstruosidade no século XVIII, São Paulo, Senac, 2003, entre outros), conferencista e colaborador de jornais e revistas, além de participar com freqüência em programas de debates na Globo News. Transcrevo o artigo integralmente, com meus agradecimentos ao mestre. Para acessar o texto no Correio, clique aqui.
Eles querem utopia. Pouco importa que a utopia de que se nutriram ao longo dos anos tenha dado no que deu: o governo LuLLa e sua pífia gestão do existente. Dispensando a análise dos fatos (coisa de "positivistas", não de sábios dialéticos), sempre procuraram o brilho fácil do discurso, vá lá, utópico. Muita ideologia, pouca ciência -este poderia ser o seu lema.
Vale a pena reler o artigo "O Estado jogou uma geração no ralo", de Élio Gaspari, no jornal O Globo de 14/9/2005. Ele mostra que o país tem caminhado para trás no último quarto de século. E quem empurra é o Estado.
Desidério Murcho, doutorando em Oxford (Inglaterra), traduziu e colocou à disposição em seu site um capítulo do livro Philosophy of Physics, de Lawrence Sklar, professor da Universidade de Michigan. O texto aborda as relações entre filosofia e ciência. Transcrevo um parágrafo:
Na pessoa do professor Victor Gentilli, da Universidade Federal do Espírito Santo, editor do "Diretório Acadêmico" no Observatório da Imprensa e do blog Com licença, por favor, O Iconoclasta agradece a todos os amigos, conhecidos e desconhecidos, que fizeram link para esta página. Gentilli postou (eita, termo!) a seguinte nota em seu blog: Iconoclasta, diz o Houaiss, é "aquele que ataca crenças estabelecidas ou instituições veneradas ou que é contra qualquer tradição". É assim que Orlando Tambosi define seu blogue. Leitura pra gente inteligente. Clique obrigatório para quem gosta de pensar.Venho acompanhando O Iconoclasta todos os dias. Sempre surpreendente. Na maioria das vezes, surpresa positiva e boa. Vale a pena clicar. Com tantos e tão importantes compromissos em Florianópolis, preciso achar uma noite para um jantar com Orlando Tambosi.
"O procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, encaminhou ontem ao STF (Supremo Tribunal Federal) um parecer que impõe grave ameaça às pesquisas científicas no Brasil. Ele se posicionou favorável à ação que pede a decretação da inconstitucionalidade do artigo 5o da Lei de Biossegurança.

"Nos relatos jornalísticos descreve-se habitualmente em termos políticos a distinção entre a universidade tradicional e o discurso do pós-modernismo: a universidade tradicional reclama o amor ao conhecimento pelo seu próprio valor e pelas suas aplicações práticas, e procura ser apolítica ou pelo menos politicamente neutra; a universidade do pós-modernismo pensa que todo o discurso é em qualquer caso político e procura usar a universidade para fins políticos benéficos e não repressivos. 
No distante ano de 1928, o professor L. Laboriau, "cathedratico de Metallurgia da Escola Polytechnica", num texto para o primeiro número da revista O Cruzeiro (10/11/28), ousava publicar suas previsões para o ano 2000. Confira seus acertos e equívocos.
O ativista francês José Bové, um dos símbolos do movimento contra os transgênicos, foi condenado ontem pela Corte de Apelações de Toulouse a 4 meses de prisão por destruir cultivos de milho transgênico no ano passado. O arruaceiro, que, nas horas vagas, é camponês e produz queijos sob o generoso subsídio do governo, anda muito pela América do Sul e já chegou a atacar plantações até no Brasil. Junto com o pessoal do MST e alguns petistas gaúchos, o bigodudo arrasou há 3 anos um plantio que pertencia ao setor de pesquisa da Monsanto, no interior do Rio Grande do Sul. Para o camponês destruidor de lavouras alheias, pouco importa se o plantio é para pesquisa científica. É transgênico, é "do mal" (veja aqui).
O professor e filósofo Roberto Mangabeira Unger (Harvard) assina artigo na Folha de São Paulo de hoje em que sustenta que o governo LuLLa é o mais corrupto da história brasileira e afirma ser obrigação do Congresso Nacional "declarar prontamente o impedimento do presidente". O artigo, "Pôr fim ao governo Lula", é transcrito aqui: