segunda-feira, 31 de julho de 2006
Receita para um bom financiamento
- inclusão social (e daí se segue inclusão racial, digital etc.);
- exclusão social (sempre em tom de denúncia e indignação, claro);
- preservação ambiental;
- defesa da ecologia (desde que não trate de humanos);
- ética (nas prateleiras de supermercados, já há até "produtos éticos e orgânicos");
- respeito às minorias (mesmo que sejam maioria);
- direitos humanos (geralmente relativos a bandidos, não às vítimas);
- desenvolvimento sustentado (não pergunte: sustentado em quê?);
- políticas afirmativas (discriminações positivas, melhor dizendo);
- equilíbrio ecológico (de preferência, não mexa no jardim);
- biodiversidade;
- diversidade cultural;
- diversidade sexual (huuummm);
- entidade sem fins lucrativos (de preferência, religiosa);
- incentivo à prática esportiva (ai!);
- preservação da cultura (mesmo que se refira só à sua família);
- organização não governamental (serve até "confraria", por mais oficialista ou governista que seja);
Nota: a pauta vale tanto para entidades financiadoras nacionais quanto internacionais. Boa sorte!
***
(Aviso aos navegantes: Reinaldo Azevedo está em novo endereço: http://reinaldoazevedo.com).
domingo, 30 de julho de 2006
O banquete
Entre outras coisas, os empresários pedirão "estímulo à fidelidade partidária" e à "ética na política" - e ninguém rirá.
Discursos, abraços, promessas. E a hipocrisia escorrendo pelas paredes.
Como disse o amigo Aluízio, fala sério!!!
P.S.: em homenagem ao visitante, passe o mouse - em sentido vertical - na imagem dele, aí ao lado.
sábado, 29 de julho de 2006
Terrorista italiano é lider partidário no Bananão

Achille Lollo, o simpático senhor da foto ao lado, é um assassino que fugiu da Itália. Veio para o lugar certo, claro: impunidade é aqui no Acampamento Brasil. Hoje é figura importante do PSOL, onde diz até "que partido queremos" (é um dos fundadores da sigla). Foi preso no Rio de Janeiro mas teve a extradição negada em 1993.
Lollo pertencia a um dos braços armados da esquerda italiana nos anos 70 e botou fogo na casa de um gari (Mário Mattei) que era membro do Movimento Social Italiano (MSI), de direita. No incêndio, morreram dois dos filhos de Mattei. Condenado a 18 anos, fugiu para cá - para os EUA é que não iria, ora, porque lá tem lei.
Leia o relato aqui, escrito por um aluno da UnB.
P.S.: nada surpreendente, num país em que um filósofo como Toni Negri, também condenado por ligações com o terrorismo italiano (Brigadas Vermelhas), dá lições à academia e aos sindicatos. Ah, com elogios ao governo Lula...
(Agradeço a colaboração de Fernando Bertoldi).
sexta-feira, 28 de julho de 2006
Festa permanente

O Fórum Social se globalizou. E dá-lhe viagem para a bugrada, com tudo pago por Ongs milionárias. Muito discurso contra a globalização, o capitalismo, o "imperialismo" etc. Um outro mundo é possível a cada decolagem.
Veja aqui o roteiro da festa global.
(Dica do Diplomatizzando)
Indústria de indenizações
Update: aliás, nós todos, cidadãos "deste país", deveríamos receber adicionais de periculosidade e insalubridade sobre nossos salários.
O comandante dá lições aos estudantes
Bene, pelo menos não falou em expropriar a mídia inimiga.
P.S.: Stédile jamais seria convidado em algum encontro de estudantes de ciências...
Dinheiro e política
(Dica do Blog do Deu no Jornal).
quinta-feira, 27 de julho de 2006
Eita, mundo variado...

Até onde chega a cara de pau dos pastores criacionistas! Na tentativa de provar a existência de Deus, apelam agora para o que pode ser chamado de "Argumento da Banana". Num vídeo, dizem que
a banana é tão perfeita, mas tão perfeita que não poderia ter surgido por acaso. Pense bem: a banana se encaixa perfeitamente na mão do homem, sua superfície não é escorregadia, o que ajuda na empunhadura, sua cor indica quando ela está no ponto ideal para o consumo, seu diâmetro e forma recurvada não poderiam ser mais adequados à boca humana e, como se não bastasse a facilidade para retirar sua casca macia, Deus, digo, o arquiteto cósmico que concebeu esta magnífica fruta, ainda a dotou de um apêndice que facilita sua abertura tal qual uma latinha de refrigerante, com a que você pode sacudir a vontade uma banana que o conteúdo dela não vai explodir na sua cara.
Esse tipo de raciocínio dá uma banana para a lógica. O blog O dragão na garagem não deixou passar em branco, contra-atacando com o "Argumento do Pequi". E, embora os pastores se levem muito a sério, é pra rir mesmo.
quarta-feira, 26 de julho de 2006
Ele quer bala?
Update: execução com acompanhamento musical de outro Paschoal, o Hermeto, aquele que tira som de chaleira, pedra, pau etc.
"Ecologia Profunda"
a maior parte daquilo que os cientistas fazem não atua no sentido de promover a vida nem de preservá-la, mas sim no sentido de destruir a vida. Com os físicos projetando sistemas de armamentos que ameaçam eliminar a vida do planeta, com os químicos contaminando o meio ambiente global, com os biólogos pondo à solta tipos novos e desconhecidos de microorganismos sem saber as conseqüências, com psicólogos e outros cientistas torturando animais em nome do progresso científico - com todas essas atividades em andamento, parece da máxima urgência introduzir padrões "ecoéticos" na ciência.
Fritjof Capra já virou guru até de anarquistas. Humm....
terça-feira, 25 de julho de 2006
Um líder carismático
O programa defendia a “obrigação do governo de prover aos cidadãos oportunidades adequadas de emprego e vida”. Alertava que “as atividades dos indivíduos não podem se chocar com os interesses da comunidade, devendo ficar limitadas e confinadas ao objetivo do bem geral”. Demandava o “fim do poder dos interesses financeiros”, assim como a “divisão dos lucros pelas grandes empresas”. Também demandava “uma grande expansão dos cuidados aos idosos”, e alegava que “o governo deve oferecer uma educação pública muito mais abrangente e subsidiar a educação das crianças com pais pobres”.
Adivinhou de quem se trata? Pois não tire conclusões apressadas. Você pode se surpreender. Leia até o final...
segunda-feira, 24 de julho de 2006
Hominídeos à solta
"Acampamento Brasil", designação aqui criada e sempre martelada, já não satisfaz. Que os antropólogos, tão interessados em "culturas" marginais, auxiliem o blog a denominar esta terra ainda vastamente povoada por tribos de primatas sem lei.
Champinha, como todos sabem, é o monstro que estuprou uma jovem por vários dias, com ajuda de outros monstros, antes de assassiná-la (e ao namorado), no interior de São Paulo. Como "menor", o assassino está em algum inútil centro de "reabilitação", certamente sob a constante vigilância e proteção de ongueiros, promotores da "infância" et caterva, e será solto ao completar 18 anos. Padrecos, ongs e similares defenderão sua liberdade sob o jargão dos "direitos humanos" etc.
Me tragam o saquinho plástico, por favor!
(O leitor Romeu Martins, jornalista sempre atento, acaba de informar que outra jornalista diz - na Caros Amigos, só podia ser - que tudo não passa de "ódio de classe". O texto da dita, Marilene Felinto, é tão horripilante quanto o crime: insinua o tempo todo que o caso só teve repercussão porque a vítima pertencia à comunidade hebraica. Fascismo perde. Mais uma dúzia de saquinhos, por favor!).
domingo, 23 de julho de 2006
Arengas contra a democracia

O ex-frei Leonardo Boff, fiel lulista que agora empenha a vida a escrever livrinhos oportunistas para adolescentes sobre ecologia etc. (inventou até o neologismo "eco-espiritualidade"), dedica sua coluna de ontem em vários jornais a desancar a concepção de liberdade no sentido clássico, isto é, liberal. Para o meditabundo aí ao lado, o princípio segundo o qual "minha liberdade acaba onde começa a do outro" é coisa de individualista, "do eu sozinho, separado da sociedade".
O que propõe Boff? "Minha liberdade somente começa quando começa também a tua". Essa, sim, é liberdade da boa, conforme "o legado deixado por Paulo Freire: jamais seremos livres sozinhos; só seremos livres juntos."
Não é preciso ir muito longe para vislumbrar que tipo de sociedade quer o religioso. O artiguete não deixa dúvidas. As últimas palavras são de ninguém menos que Che Guevara: "somente serei verdadeiramente livre quando o último homem tiver conquistado também a sua liberdade."
Seguidor de uma ideologia que manifesta horror ao individualismo (bem aceita, aliás, na cultura ibérico-católica da América Latina), Boff quer uma sociedade "solidária", longe da "liberdade dos mercados", em que prevaleça "o social sobre o individual".
O leitor já deve ter adivinhado o desfecho dessa sociedade ideal. Não é a sociedade democrática. É a velha ditadura comunista.
P.S.: ah, o "teólogo da libertação" também reserva à democracia uma qualificação depreciativa: "democracia delegatícia".
sábado, 22 de julho de 2006
Perigo em Havana
É a nova casa do embaixador Tilden Santiago, aquele que já ameaçou com "paredón" quem tentasse "desestabilizar o Lula".
Chapa-branca rende canja para o blog

Diarinho é um jornal popular de Itajaí. Sem pretender dar lições ao leitor, vende que nem água. O amigo Cesar Valente mantém lá uma coluna diária, De Olho na Capital, onde se diverte falando da situação local e nacional. Na edição de hoje, dá uma canja para este blog a propósito da nota "Um chapa-branca na SBPC" (ver abaixo). Transcrevo o texto:
CONSPIRAÇÕES
O jornalista Paulo Henrique Amorim (na fotinha) esteve na SBPC, numa mesa redonda sobre “O poder da imprensa e os seus limites”. Meu amigo Orlando Tambosi conta que ele fez um surpreendente discurso chapa-branca. O colega Amorim enxerga nas notícias que a imprensa publica sobre Lula e o PT, uma conspiração para “abreviar o mandato do presidente Lula”. Mensalão, dinheiro na cueca e outras mazelas fazem parte da busca desenfreada de pretextos para o impeachment. Pode?
(Na foto, Paulo Henrique Amorim: o chapa-branca diz o que disse e ainda ri?).
Corrupção, ainda.
A corrupção nos partidos
Não determinado - 617
PT - 95
PMDB - 57
PSDB 52
PFL - 50
PTB - 26
PP - 22-
PL - 21
PSB - 21
PPS - 21
PDT - 21
PC do B - 4
PRP - 2
PSC - 2
PRONA - 2
PMN - 2
PRN - 1-PHS
1- PTC -
1- PV - 1
PSD - 1
PSDC - 1
PSL - 1-
PTN - 1
sexta-feira, 21 de julho de 2006
Mercocucaracha
Bem se sabe que ditadores não estão habituados a questões fora do script.
Apolo 11, 1969.
Ontem, 20 de julho, fez 37 anos que o homem chegou à Lua. Neil Armstrong e Edwin Aldrin, os astronautas da Apolo 11, pousavam no satélite terrestre. Um salto na história da espécie.
Com ele, a definitiva comprovação de que vivemos num grão de areia perdido num oceano sem praias.
quinta-feira, 20 de julho de 2006
O lulismo e o fim da história

Antes de alcançar o poder, a etnia petista se gabava de contar com a nata dos intelectuais do Bananão. Puro engodo. O que se viu foi esse deserto de idéias. O lulo-petismo tem apenas alguns "quadros" a soldo, que vão das universidades à imprensa. Mas intelectuais é que não são, mesmo que se use o elástico conceito de Gramsci. Não passam de cumpridores de ordens. Curvam a espinha com facilidade, como bem disse a filósofa Maria Sylvia de Carvalho Franco.
Intelectual jamais perde a capacidade de discernir e de criticar, quaisquer que sejam os governantes, ainda que os tenha ajudado a eleger. E jamais sacrifica o intelecto em favor da ideologia. Se algum mérito tem, é este.
Com gente dessa fibra não conta o governismo, obrigado a se satisfazer com figuras como Marilena Chauí e Emir Sader, cujo pensamento ficou congelado nos anos 80. Ambos devem detestar Francis Fukuyama, que escreveu sobre "o fim da história", mas para eles o fim da história já chegou. É Lula.
Para quem não perdeu o espírito crítico, a história sequer tem direção. Vale para estes o que disse Bobbio: a história é um labirinto. Estamos todos nesse labirinto e não sabemos onde fica a saída. Lá fora, não há ninguém para indicá-la. O que aprendemos não é o caminho certo, mas quais os caminhos que não levam a lugar algum.
Quem com Lula se ilumina, arrogante, acha que já saiu do labirinto. Bobagem. Apenas repete, sempre e sempre, a mesma trilha.
Futebol e ciência
quarta-feira, 19 de julho de 2006
Um chapa-branca na SBPC
É a mesma visão conspiratória da filósofa Marilena Chauí - aliás, citada pelo jornalista. A mídia está aí só para provocar crises, desestabilizar e derrubar governos. Mensalão? Ora, só pretexto para impeachment. Fatos? Que fatos? Portanto, nós, leitores, somos apenas idiotas ludibriados pelos proprietários da mídia. Ainda bem que temos gente iluminada como Paulo Henrique para nos mostrar "a verdade".
A platéia teve uma aula de oficialismo.
P.S.: Bob Fernandes, ex-editor da Carta Capital, foi na mesma linha. Esteve aí só para desancar o governo anterior.
Diplomas a granel
No site do movimento há fotos do tempo em que Tarso era ministro da Educação e louvores ao ProUni, que joga dinheiro público em espeluncas privadas, sem qualquer critério de seleção (não se prioriza as boas escolas privadas - poucas, é verdade).
A demogagogia governista vai fazer de tudo para enfiar mais gente na universidade pública pela janela. Adeus, mérito.
terça-feira, 18 de julho de 2006
Vaga garantida no inferno

"Quote of the day" (no canto direito da página, lá embaixo) traz uma oportuna citação de Dante Alighieri, segundo o qual os lugares mais negros do inferno estão reservados àqueles que se mantêm "neutros" em tempos de crise moral (melhor dizendo, àqueles que se calam).
Bene, no caso brasileiro, então, já têm cadeira cativa por lá muitos intelectuais, empresários, políticos e religiosos que cultivam um silêncio cúmplice ante a bandalheira nacional (quando não são partícipes diretos).
Claro que a lista pode aumentar...
(Ilustração de Gustave Doré para A Divina Comédia).
Koestler e o fascismo
"Hitler est mort, vive le fascisme" é uma possível variação para os futuros anos e seria melhor se nos compenetrássemos disto de uma vez, se não quisermos ter surpresas, exatamente como no caso do domador que foi dormir com a cabeça na boca do leão. O fascismo não será vencido somente nos campos de batalha; deve ser vencido no interior dos cérebros, dos corações e das glândulas; pois é simplesmente uma palavra nova para um estado de espírito muito velho.
Os sinais do fascismo

Numa série de artigos ("Considerações sobre o fascismo"), o professor Roberto Romano analisa a ressurgência de práticas e hábitos fascistas, no Bananão e no mundo. O segundo da série, que reproduzo em parte, já está disponível no blog Filosofia Política. Convém acompanhar.
"Vivemos, no Brasil e no mundo, o ressurgimento do terror fascista. Este, como no século 20, pode se vestir de marrom ou vermelho. O fato é que ele mata, escraviza, dinamita famílias e países, sempre em nome dos seus dirigentes, estejam eles nas celas da bandidagem comum ou nos palácios. Note-se o uso eleitoral dos atentados, em São Paulo, pelos que se formaram na escola totalitária. Estudar o idioma e os hábitos corporais dos fascistas é o meio, para quem busca a democracia, de se prevenir. Deixar-se envolver ou intimidar pelas balas e discursos dos facínoras é perder a esperança de se atingir uma sociedade regida pela justiça, divina ou humana. Nos próximos artigos discutirei alguns enunciados de Klemperer. O leitor, tenho certeza, será surpreendido pela inusitada união de estética e violência praticada por Goebbels e por seus filhotes, os publicitários de nossos dias."
(Mussolini, de G. Bertelli).
segunda-feira, 17 de julho de 2006
Plágio na UFRGS: enfim, punido.
Mais informações, na página do professor que denunciou o plágio.
Bene, a tal "aura", do Benjamin, já foi para o brejo há muito tempo.
P.S.: leia também a reportagem "Universidade em tempos de plágio", do No mínimo.
(Com agradecimentos ao De Gustibus)
Ciência na UFSC
P.S.: a filósofa da corte, Marilena Chauí, está no ar nesse momento. Qual é o papo? Utopia, ora pois. O que isto tem a ver com ciência? Bene, sempre há verbas oficiais (e certo oficialismo) nessas reuniões. Os dirigentes que o digam.
domingo, 16 de julho de 2006
Ciência e religião

Roma, 22 de junho de 1633. O Tribunal da Inquisição pronuncia a condenação de Galileu Galilei (1564-1642):
"... Dizemos, pronunciamos, sentenciamos e declaramos que tu, o dito Galileu, em função dos assuntos aduzidos em julgamento e por ti confessados, chegaste ao julgamento deste Santo Ofício veementemente suspeito de heresia, nomeadamente, de ter sustentado e acreditado na doutrina --- que é falsa e contrária às sagradas e divinas Escrituras --- segundo a qual o Sol é o centro do mundo e não se move de Oriente a Ocidente, e a Terra se move e não é o centro do mundo; e que conseqüentemente incorreste em todas as censuras e penalidades impostas e promulgadas nos sagrados cânones e outras constituições, gerais e particulares, contra tais delinqüências. Das quais entendemos que sejas absolvido, desde que, primeiro, com coração sincero e inabalável fé, abjures, maldigas e detestes diante de nós as ditas heresias e erros e qualquer outro erro e heresia contrária à Igreja Católica Apostólica Romana, na forma por nós prescrita. E, para que este teu grave e pernicioso erro e transgressão não fiquem impunes e para que sejas mais cauteloso no futuro e um exemplo para que outros se abstenham de delinqüências similares, determinamos que o livro «Diálogos" de Galilei seja proibido por édito público. Condenamos-te à prisão formal deste Santo Ofício durante o tempo que entendermos, e para fins de salutar penitência, determinamos que durante os três anos que se seguem, repitas uma vez por semana os sete salmos penitenciais. Reservamo-nos a liberdade de moderar, comutar, ou retirar, no todo ou em parte, as ditas punições e penitência... ".
As relações entre ciência e religião sempre foram conflituosas. Galilei, o pai do método científico moderno, já não é mais contestado (alguém duvida da teoria heliocêntica?), mas o mesmo não acontece com Darwin e sua teoria da evolução, atacados intensamente pelas doutrinas criacionistas. O fato é que as ciências solapam os dogmas, enquanto as religiões não se sustentam sem eles (e não vai aqui nenhum juízo de valor). Eis um conflito insanável.
(Ilustração e texto disponíveis no Museu de História das Ciências, de Florença, que vale a pena visitar).
sábado, 15 de julho de 2006
Visita ao museu

Esqueça o Bananão (só por enquanto, claro). O blog convida a uma visita virtual ao Museu Nacional do Prado, de Madri, para ver a exposição "Picasso, tradición y vanguardia". Controle tudo com o mouse e...bom passeio. (Acima, Las Meninas, 1957).
sexta-feira, 14 de julho de 2006
Darwin no Brasil

E, por falar em Darwin, convém lembrar suas impressões sobre o Bananão. Ele aqui esteve em 1831 e descreve uma situação que nos é bastante familiar ainda hoje (basta abrir os jornais):
É algo aterrador ouvir os crimes monstruosos que se cometem diariamente e escapam sem punição (...) Não importa o tamanho das acusações que possam existir contra um homem de posses, é seguro que em pouco tempo ele estará livre. Todos aqui podem ser subornados. Um homem pode tornar-se marujo ou médico, ou assumir qualquer outra profissão, se puder pagar o suficiente. Foi asseverado com gravidade por brasileiros que a única falha que eles encontravam nas leis inglesas foi a de não poderem perceber que as pessoas ricas e respeitáveis tivessem qualquer tipo de vantagem sobre os miseráveis e pobres.
Darwin ficou tão estarrecido com o tratamento dispensado aos escravos que agradeceu nunca mais ter que botar os pés aqui:
"Agradeço a Deus nunca mais ter que visitar um país escravagista. Até hoje, quando ouço um grito distante, ele me faz lembrar com dolorosa vivacidade meus sentimentos quando, passando em frente de uma casa próxima de Pernambuco [na verdade, Recife], no Brasil, ouvi os mais penosos gemidos, e não podia suspeitar que pobres escravos estavam sendo torturados [...] Perto do Rio de Janeiro eu morava em frente à casa de uma velha senhora, que mantinha torniquetes de metal para esmagar os dedos de suas escravas. Eu fiquei em uma casa em que um jovem caseiro mulato, diariamente e de hora em hora, era vituperado, espancado e perseguido o suficiente para arrasar com o espírito de qualquer animal. Eu vi um garotinho, de 6 ou 7 anos, ser castigado três vezes com um chicote para cavalo (antes que eu pudesse interferir) por ter me servido um copo de água que não estava muito limpo."
E, para arrematar, sobre a índole do povo brasileiro:
"Se ao que a Natureza concedeu aos brasileiros o homem acrescentasse seus justos e adequados esforços, de que país poderiam jactar-se seus habitantes! Mas onde a maioria está ainda em estado de escravidão e onde o sistema se mantém por todo um embargo da educação, fonte principal das ações humanas, o que se pode esperar a não ser que seja o todo poluído por sua parte?"
Disse ou não disse tudo?! Como se vê, Darwin foi também um notável observador dos costumes.
(Com agradecimentos ao blog científico Semciência, do Osame. Jovem Darwin: Wikipedia).
Exportador de leis
Faz jus à tradição bacharelesca, que afunda raízes na velha Coimbra. Agora já virou exportador do "produto", principalmente para a África.
O golpe da merreca
Ave, Darwin.
quinta-feira, 13 de julho de 2006
A misteriosa "Força Nacional" de Lula
Alô, jornais, quando é que o leitor terá informações sobre essa tal Força?
Vai uma pautinha aí?
A morte do artista
Trata-se de um "reality-show dos afetos, da amizade e da morte", organizado por um ator português portador de doença terminal.
O que pensar e dizer sobre isto?
(Com agradecimentos ao blog A Mão Invisível, link ao lado.)
Mais uma lei no país dos fora-da-lei
Stédile, o bispo e as invasões.
Dito e feito: o cerco às cidades já começou. No Rio, uma velha mansão de 15 quartos foi tomada por 19 famílias. Não sem antes adotarem medidas preventivas e sofisticadas como esta, obviamente bem instruídas:
Os invasores já pediram à Justiça liminar que lhes assegure a permanência. Por absurdo que pareça, isso significa que qualquer ação da proprietária para reaver o que lhe pertence deverá aguardar o julgamento da medida proposta por quem lhe tomou a casa. É uma espécie de transposição para a cidade do pensamento campesino de João Pedro Stédile, segundo o qual “o conceito de propriedade produtiva é discutível”. Como o lugar só pode produzir história e cultura, sempre será possível dizer que esses pratos não alimentam ninguém. Leia aqui.
quarta-feira, 12 de julho de 2006
terça-feira, 11 de julho de 2006
"Marilenada" à vista na SBPC

Marilena Chauí, aquela que culpou a mídia pelas crises do governo Lula e um dia disse que "o mundo se ilumina" quando o presidente fala, será a palestrante da conferência plenária da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Florianópolis, no próximo dia 17. Seu tema, como era previsível, é "Utopia".
Ora, o que as idéias utópicas da filósofa da corte têm a ver com conhecimento científico? Logo ela, que dá tão pouco valor aos fatos?! Quando tia Marilena entra por uma porta, a ciência sai pela outra.
P.S.: quem quiser conhecer mais de perto as marilenadas, visite o blog do filósofo Roberto Romano e leia a série de artigos "O 'silêncio' palavroso de Marilena Chauí".
P.S.2: mais marilenadas no encontro da Fenaj. Bem feito! Eles merecem!
segunda-feira, 10 de julho de 2006
Sangue e pó
Pense-se em algum crime que o general não tenha cometido (ou permitido que se cometesse)...
A tentação autoritária
"A ameaça de revoluções socialistas ou antiimperialistas, na esteira da Revolução Cubana, levou o governo americano a apoiar golpes militares, que serviam a seus interesses estratégicos. Mas os golpes foram também conseqüência das condições internas de cada país, em cujo caldo fermentaram as Forças Armadas, associadas a elites políticas e empresariais, em nome da hierarquia e da ordem. Hoje, as preocupações são outras e em nenhum dos países mencionados há sintomas de que a corporação militar pretenda voltar à arena política. No caso brasileiro, alguns passos institucionais importantes foram dados, como a criação do Ministério da Defesa, mesmo que seu papel até aqui tenha sido obscurecido. Ao mesmo tempo, vozes da sociedade civil organizada têm contribuído para cortar pela raiz ensaios de medidas autoritárias esboçados nos últimos anos. Entretanto, esse quadro não nos induz ao otimismo sem qualificações porque há circunstâncias negativas em jogo, nada desprezíveis. Ainda tomando o exemplo brasileiro, assinalo o descrédito gradativo do regime democrático, resultante da desmoralização de partidos e de muitos políticos; o funcionamento precário das instituições; a decepção com os frutos sociais da democracia, neste último caso produto da ilusão de que a democracia daria de tudo a todos.
O descrédito tem sido responsável pela emergência de personagens neopopulistas, não raro de origem militar, cuja inclinação autoritária é evidente. É o caso do coronel Humala, que quase chegou ao poder no Peru, de Evo Morales na Bolívia, com sua especificidade étnica e, principalmente, de Hugo Chávez.
Na presidência da Venezuela, este encarna uma forma aguda de erosão da democracia, por caminho diverso dos golpes militares. Eleito segundo as regras democráticas, o presidente venezuelano vem impondo, passo a passo, um regime autoritário, de que são exemplos as restrições à mídia -a televisão foi alvo recente de suas atitudes intimidadoras -, a intervenção no Poder Judiciário, a militarização da massa de aderentes, a imposição de um currículo escolar baseado nos princípios da chamada revolução bolivariana.
Chávez sustenta também a necessidade de sua sucessiva reeleição, preparando o clima para farsas eleitorais plebiscitárias. É cedo para se dizer quão longe ele irá. Há sintomas de que sua influência na América Latina está declinando, por força da malsucedida tentativa de intrometer-se em assuntos internos de outros países, como se viu no decorrer das campanhas eleitorais do Peru e do México.
Ao mesmo tempo, a entrada da Venezuela no cambaleante Mercosul, bem-vinda em outras circunstâncias, tende a gerar conflitos entre parceiros, mais do que integração, dadas as pretensões à liderança continental do presidente venezuelano. Em resumo, o golpismo tradicional perdeu força e sentido, alguns ventos benignos sopram na América Latina, mas a escalada autoritária, por outras vias, continua sendo ameaçadora. Esse é o preço que se paga pela perversão dos princípios democráticos e a persistência das gritantes iniqüidades sociais."
Boris Fausto é autor de vários livros, entre eles História concisa do Brasil, SP, Edusp-Imprensa Oficial, 2001 (ja com várias reimpressões).
domingo, 9 de julho de 2006
Cerco a São Paulo?
Conversando (via e-mail) com um amigo do Ceará, chego à conclusão de que há algo estranho nos acontecimentos de São Paulo nos últimos meses. Depois dos ataques em massa do PCC, no mês passado, seguiram-se: assassinato de agentes penitenciários, destruição nas prisões, ataque a órgão da Justiça Federal, ato de terrorismo num trem de subúrbio (é para causar vítimas de modo indiscriminado).
Protesto de camelôs? "Não é coisa de bandido, parece outra atividade", diz o amigo. "Bandido e camelô não agem dessa forma, ainda mais usando bomba com pregos, grosseira imitação da granada utilizada por exércitos em guerra e arma proibida pela ONU depois da Segunda Guerra." Ele já lidou com criminosos e conclui: "o bandido pode matar perversamente, mas não visando o pânico social. O petardo noticiado provoca inquietação coletiva."
Por último, há o ataque à casa da mãe de Reinaldo Azevedo, editor da extinta revista Primeira Leitura e acerbo crítico do governo, agora editando um blog (ver links permanentes). Nada levaram, apenas destruíram - é como se fosse um recado, disse o próprio Reinaldo.
A quem interessariam as violações e os ataques contínuos às instituições em São Paulo? A camelôs é que não, nem, parece, só a bandidos do PCC. São Paulo é o centro econômico do país, e lá a oposição - com Serra - está à frente nas pesquisas. Cabe a clássica pergunta latina: Qui Prodest? Quem tiraria proveito desses crimes? Será que não se tenta provocar uma intervenção federal em São Paulo? A ver...
E o amigo cearense dá uma última espetada: México, Peru, Chile e Colômbia,que viveram recentemente períodos eleitorais, não sofreram atos de terrorismo.
P.S.: será isto só coincidência?
Relativismo über alles
sábado, 8 de julho de 2006
Keith Jarrett
Como quase todos os grandes músicos do jazz contemporâneo, o pianista Keith Jarrett também passou pela banda de Miles Davis, que renovou a música nos anos 70 a partir de "Bitches Brew". Menino-prodígio, Jarrett começou a estudar piano aos três anos de idade, fazendo, aos sete, seu primeiro concerto como solista. Daí em diante, passou a tocar profissionalmente, realizando um concerto, aos 17 anos, com composições próprias. Tornou-se conhecido primeiramente na Europa, onde fez apresentações solo, algumas delas gravadas em disco, como é o caso do célebre "Köln Concert" (foto), generosa amostra de sua capacidade de improvisar. A extensão de seus solos e a riqueza de suas idéias musicais - que podem misturar jazz livre, melodias líricas e cânticos sacros numa só estrutura - surpreenderam o mundo.Um exemplo do talento de Jarrett pode ser visto e ouvido aqui, num solo improvisado (provavelmente gravado no Japão em 1984), bem ao estilo do Concerto de Colônia. Bom final de semana.
sexta-feira, 7 de julho de 2006
Arautos do fim do mundo
As idéias pré-darwinianas do ambientalismo radicalAquecimento global, furacões e outras catástrofes são sempre atribuídas ao ser humano. É como se a natureza, revoltada, estivesse se vingando da nossa espécie. Nasce aí a indústria do medo criada pelos ecologistas e ambientalistas radicais, que, com apoio da mídia, tratam como fatos alguns estudos que são apenas hipotéticos (não estou insinuando que sejam inúteis).
Parece que o planeta se tornaria dócil se a humanidade, suposta causadora de todos os males ambientais, de repente mudasse de comportamento. Ora, essa visão supõe que a Terra esteja "acabada", isto é, que já tenha esgotado todos os seus processos naturais de mudança. O planeta, enfim, cumpriria uma finalidade. E respeitando tal finalidade, nossa espécie teria seu futuro garantido. Ah, o antropocentrismo.
Isto leva o ensaísta Carlos Alberto Dória a dizer, com razão, que "a indústria do medo que gera os negócios ambientais se apóia na ciência pré-darwinista". Cito aqui um trecho de seu belo artigo sobre as visões catastrofistas, "A ecologia do fim do mundo":
Mas o que conhecemos de fato sobre as grandes leis que movem a natureza? Ao presenciar um terremoto no sul do Chile, em 1835, Darwin se deu conta de que a Terra não estava “acabada” e que seus processos de mudança eram tão grandiosos que seria impossível conhecer-lhes as leis da perspectiva limitada do tempo histórico humano. O que determina as eras glaciais? Qual a periodicidade das acomodações nas placas tectônicas? A pretensão de se conhecer os “ciclos térmicos” de modo a afirmar categoricamente que vivemos um aquecimento global e progressivo por conta da poluição é algo que Darwin, modestamente, se recusaria a subscrever. Restaria ainda saber se seríamos capazes de intervir na natureza de modo a mudar-lhe o curso.
quinta-feira, 6 de julho de 2006
Caminho das pedras
Por isso mesmo, fuja da escola. Deixe seus filhos jogarem bola o dia inteiro, funde um sindicato, crie uma ONG ou invente uma religião. É garantia de dinheiro fácil e sem imposto. E otário é o que não falta.
Ah, e se depois você terminar a "carreira" como político profissional, será a glória.
O desafio de gerar, aplicar e divulgar o conhecimento científico.

O artigo com este título, publicado originalmente na revista Nexus, de Florianópolis (2001), e no Jornal da Ciência, figura ainda em vários sites brasileiros. Transcrevo aqui o primeiro parágrafo.
"A ciência e a tecnologia estão hoje tão imbricadas que já se tornou comum aplicar-lhes a sigla C&T. Essa recente associação, contudo, tende a ofuscar algumas diferenças fundamentais. A ciência, como pesquisa básica e processo racional de conhecimento, produz idéias, hipóteses e teorias, enquanto a tecnologia produz objetos e bens utilizáveis. A tecnologia possui história própria e é muito mais antiga que a ciência, originalidade do gênio grego. É tão antiga quanto a própria humanidade: da agricultura primitiva ao domínio dos metais, da engenharia chinesa às catedrais do Renascimento, seus êxitos não dependeram de ciência. Pode-se mesmo dizer que esta não teve algum impacto sobre a tecnologia até o século XIX." (Leia o texto completo na seção Artigos).
quarta-feira, 5 de julho de 2006
O Grande Sanguessuga
Só suecos e franceses trabalham mais que nós para engordar os cofres dos governos (189 dias os primeiros e 149 os segundos). Mas lá há investimento público em educação, saúde, segurança etc.
No Bananão, é a velha história: impostos suecos para serviços africanos.
Os dados são do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Ver também a nota "Mãos ao alto".
Estado arrecadador
Como o Estado reverte tudo em benefício da sociedade, temos educação, saúde e segurança de primeira, pois não?
Veja no blog ph ácido.
Sem comentários
(Elio Gaspari, na coluna de hoje, FSP).
terça-feira, 4 de julho de 2006
Agora é azurra !

Hoje vi futebol. Batalhado, raçudo. Dois times lutando palmo a palmo, com gana, até o último chute. Não vi times de vedetes velhas, gordas, marqueteiras e presunçosas. Futebol, simplesmente, como eu e o Ilton víamos nos velhos tempos.
A "ilustração" ao lado, obviamente (e com uma pitadinha de maldade), é em homenagem ao bando do Parreira, outrora chamado de escrete canarinho.
E o coxudo diz bye-bye: só agora?
segunda-feira, 3 de julho de 2006
Um autoritário a menos
Revolução?
O termo "revolução", aliás, foi surrupiado da astronomia. Pode ser aplicado às ciências, já que houve "revoluções científicas". Na política, deu em ditadura, violência e atraso. Sirvam de exemplo as "revoluções" do século XX.
Chavismo à boliviana?
E isso é o que os sobreviventes do flagelo ideológico do século XX chamam de "esquerda"...
domingo, 2 de julho de 2006
Mais escola e "menas" bola
Pois é, nem acordando e dormindo com a bola desde criancinha os brasileiros venceram. Um time de bola e escola mandou-os de volta para casa. Venceu a racionalidade cartesiana.
O Bananão precisa de mais escola e "menas" bola.
Mãos ao alto!

Enquanto você lê este post, a mão grande do Estado já está no seu bolso.
IBPT - INSTITUTO BRASILEIRO DE PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO
Percentual de Tributos sobre o Preço Final
PRODUTO % Tributos/preço final
Mesa de madeira 30,57%
Cadeira de madeira 30,57%
Sofá de madeira/plástico 34,50%
Armário de madeira 30,57%
Cama de madeira 30,57%
Motocicleta de até 125 cc 44,40%
Motocicleta acima de 125 cc 49,78%
Bicicleta 34,50%
Vassoura 26,25%
Tapete 34,50%
Passagens aéreas 8,65%
Transporte Rod. Interestadual Passageiros 16,65%
Transporte Rod. Interestadual Cargas 21,65%
Transporte Aéreo de Cargas 8,65%
Transporte Urbano Passag. - Metropolitano 22,98%
MEDICAMENTOS 36%
CONTA DE ÁGUA 29,83%
CONTA DE LUZ 45,81%
CONTA DE TELEFONE 47,87%
Cigarro 81,68%
Gasolina 57,03%
PRODUTOS ALIMENTÍCIOS BÁSICOS
Carne bovina 18,63%
Frango 17,91%
Peixe 18,02%
Sal 29,48%
Trigo 34,47%
Arroz 18%
Óleo de soja 37,18%
Farinha 34,47%
Feijão 18%
Açúcar 40,4%
Leite 33,63%
Café 36,52%
Macarrão 35,20%
Margarina 37,18%
Margarina 37,18%
Molho de tomate 36,66%
Ervilha 35,86%
Milho verde 37,37%
Biscoito 38,5%
Chocolate 32%
Achocolatado 37,84%
Ovos 21,79%
Frutas 22,98%
Álcool 43,28%
Detergente 40,50%
Saponáceo 40,50%
Sabão em barra 40,50%
Sabão em pó 42,27%
Desinfetante 37,84%
Água sanitária 37,84%
Esponja de aço 44,35%
PRODUTOS BÁSICOS DE HIGIENE
Sabonete 42%
Xampu 52,35%
Condicionador 47,01%
Desodorante 47,25%
Aparelho de barbear 41,98%
Papel Higiênico 40,50%
Pasta de Dente 42,00%
MATERIAL ESCOLAR
Caneta 48,69%
Lápis 36,19%
Borracha 44,39%
Estojo 41,53%
Pastas plásticas 41,17%
Agenda 44,39%
Papel sulfite 38,97%
Livros 13,18%
Papel 38,97%
Agenda 44,39%
Mochilas 40,82%
Régua 45,85%
Pincel 36,90%
Tinta plástica 37,42%
BEBIDAS
Refresco em pó 38,32%
Suco 37,84%
Água 45,11%
Cerveja 56%
Cachaça 83,07%
Refrigerante 47%
CD 47,25%
DVD 51,59%
Brinquedos 41,98%
LOUÇAS
Pratos 44,76%
Copos 45,60%
Garrafa térmica 43,16%
Talheres 42,70%
Panelas 44,47%
PRODUTOS DE CAMA, MESA E BANHO
Toalhas - (mesa e banho) 36,33%
Lençol 37,51%
Travesseiro 36%
Cobertor 37,42%
Automóvel 43,63%
ELETRODOMÉSTICOS
Fogão 39,50%
Microondas 56,99%
Ferro de Passar 44,35%
Telefone Celular 41,00%
Liquidificador 43,64%
Ventilador 43,16%
Refrigerador 47,06%
Vídeo-cassete 52,06%
Aparelho de som 38,00%
Computador 38,00%
Batedeira 43,64%
Roupas 37,84%
Sapatos 37,37%
MATERIAL DE CONSTRUÇÃO
Casa popular 49,02%
Telha 34,47%
Tijolo 34,23%
Vaso sanitário 44,11%
Tinta 45,77%
Fertilizantes 27,07%
Móveis (estantes, cama, armários) 37,56%
Mensalidade Escolar 37,68% (COM ISS DE 5%)
(Agradecimentos ao Paulo Roberto Almeida, do blog Diplomatizzando, link ao lado).
sábado, 1 de julho de 2006
Burrice ideológica
Diferentemente do conhecimento, as ideologias não são necessariamente verdadeiras. Escrevi a propósito, meses atrás, a nota "Conhecimento vs ideologia", lembrando que o século XX foi o "século das ideologias". Por isso mesmo, deu no que deu: burrice e massacres.
País do futebol?
Los hermanos é que têm razão: somos hoje o que eles foram ontem.
P.S.: os dois aviões da Globo retornam hoje mesmo?
P.S.2: ufa!, as trombetas apocalípticas da "Bola de Neve Church" silenciaram...
Trombetas do inferno em Floripa
Será por isso que as revistas nacionais indicam a capital catarinense como cidade com boa "qualidade de vida"?
Vade retro!
O pobre agnóstico aqui acha que, se existe mesmo um Deus, ele está muito mal servido e mal representado.
Diante dessa gritaria monocórdia do emissário do Senhor, chego até a achar melodioso o funhééééé...
P.S.: nunca vi nem ouvi descrentes incomodarem a população com urros delirantes.


