quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Lula lá é isso aí...


Depois de três uísques: "Chile es una mierda..."

"Hay momentos, mis queridos, que tengo ganas de mandar a Kirchner a la puta que lo parió", habría afirmado Lula.

"Sobre el entonces presidente de Uruguay, Lula habría dicho: "Aquel no es uruguayo, carajo! Aquel fue criado en los Estados Unidos. Es cachorro de los (norte)americanos".

"Gato" na rede?

O blog esteve fora do ar, como todos os ligados à rede Virtua no sul do Acampamento Brasil, por problemas que o Padim Ciço explicará. Vai ver que está cheio de "gato" por aí. Ninguém, certamente, receberá desconto pelo dia perdido. Mas, ahá!, pague no dia seguinte ao do vencimento e a multa descerá no seu lombo sem piedade!

Afinal, vivemos num pedaço de continente que não é capitalista, e está aí a origem de todos os problemas. Isto aqui é um grande ônibus.

Sobre este ponto, porém, voltarei durante a semana (e se não falar nada, por favor, me cobrem, mesmo que vocês não sejam "cobradores" desse ônibus desgovernado).

Aliás, há algo a dizer ainda depois do desabafo brasileiro do senador Jefferson Peres? Que vontade de jogar tudo às favas!

quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Acampamento de corruptos


O senador Jefferson Peres lavou a alma dos brasileiros que não compactuam com a corrupção e, por isso mesmo, não desejam a continuidade do lulo-petismo no poder. E disse uma verdade duríssima: reelegendo Lula, o povo brasileiro dará uma clara demonstração de que é conivente com a mentira e a imoralidade. Aliás, pesquisa realizada tempos atrás, e já comentada aqui, demonstrou que o Bananão é um Acampamento de corruptos. E o escritor João Ubaldo Ribeiro corroborou: "Somos um país corrupto". Abaixo, reproduzo a matéria publicada no Blog do Noblat (link ao lado).

"Jefferson Perez renuncia à vida pública e critica o povo
.

Com mais quatro anos de mandato a cumprir e a eleição para a Presidência República a disputar na condição de vice do candidato Cristovam Buarque, o senador Jefferson Peres (PDT-AM) anunciou há pouco em discurso no plenário do Senado que abandonará a vida pública com a reeleição iminente de Lula.

- Estamos aqui no faz-de-conta. Como disse o Ministro Marco Aurélio (presidente do Tribunal Superior Eleitoral), este é o país do faz-de-conta. Estamos fingindo que fazemos uma sessão do Senado, estamos em casa sem trabalhar. Estou em Manaus há quase um mês recebendo sem fazer nada para o Congresso Nacional.

- Como se ter animação em um país como este com um presidente que, até poucas semanas atrás, até poucos meses atrás, era sabidamente – como o é – um presidente conivente com um dos piores escândalos de corrupção que já aconteceu neste país e este presidente está marchando para ser eleito talvez em primeiro turno?

- É desinformação da população? Não, não é. Se fizermos uma enquete em qualquer lugar deste país, todos concordarão ou a grande maioria que o presidente sabia de tudo; então votam nele sabendo que ele sabia. A crise ética não é só da classe política, não, parece que ela atinge grande parte da sociedade brasileira.

- Ele vai voltar porque o povo quer que ele volte. A democracia é isso. Curvo-me à vontade popular, mas inconformado. Esta será uma das eleições mais decepcionantes da minha vida. É a declaração pública, solene, histórica do povo brasileiro de que desvios éticos por parte de governantes não têm mais importância.

- (...) Vou continuar protestando sempre, cumprindo o meu dever. Isso não seria justificativa para dizer que não vou fazer mais nada. Vou cumprir rigorosamente o meu dever neste Senado até o último dia de mandato, mas para cá não quero mais voltar, não.

- Um país que tem um Congresso desse, que tem uma classe política dessa, que tem um povo desse. Senador Antonio Carlos Magalhães, dizem que político não deve falar mal do povo. Eu falo, eu falo. Parte da população que compactua com isso, é lamentável. E que sabe, não é por desinformação, não. E que não é só o povão, não, é parte da elite, inclusive intelectuais.

- Compactuam com isso é porque são iguais, se não piores. Vou continuar nessa vida pública? Para quê?, Senador Antonio Carlos Magalhães, que é um pouco mais velho do que eu e vai continuar ainda. Mas, para mim, chega."


Longa vida ao Senador Peres!

Tudo à venda

Enquanto isso, num determinado partido...

Festival esotérico em Floripa



ARAUTOS DA "NOVA ERA" INVADEM A "ILHA DA MAGIA"

Florianópolis sediará, de 1 a 7 de setembro, um exótico Festival Mundial da Paz, aberto por ninguém menos que o festivo e saracoteante ministro Gilberto Gil (foto), providencialmente designado como "Embaixador da Paz". O programa é realizado simultaneamente em todos os continentes e, no Brasil, haverá manifestações nos 28 campi de uma tal Universidade da Paz (Unipaz), que também se intitula Universidade Holística Internacional.

A Unipaz pretende disseminar idéias tão vagas quanto estas: promover "a inteireza do ser a partir do paradigma transdisciplinar e holístico" e "construir pontes sobre todas as fronteiras, contribuindo para a formação de uma nova consciência." Tem cara e cheiro de coisa esotérica (estilo New Age), contando com generosos financiamentos internacionais (claro, a abtrata bandeira da Paz sempre foi um bom negócio: nenhuma instituição estatal ou privada se negará a dar um dinheirinho em favor da paz, certo?). O evento, aqui, tem apoio do governo do Estado de SC e utilizará instalações da Universidade Federal de Santa Catarina.

Pseudociências

Estarrecedora é a bibliografia recomendada pela "universidade": vai de astrologia a pensamento hindu, passando por títulos como "Energética do psiquismo", "O fator Maia", "A mensagem do mestre", "Luz emergente", "Porta para o infinito" etc. Livros de ciência não têm vez. Contente-se com obras-primas esotéricas como o "Tao da Física", do físico e místico Fritiof Capra, "Viagem ao Ixtlam", do misterioso bruxo Carlos Castañeda, "A conspiração aquariana", de M. Ferguson, entre outras. Ah, e tem também os "nossos" Frei Betto, conselheiro de Lula ("A obra do artista: uma visão holística do universo"), e o ex-frei Leonardo Boff ("Saber cuidar - ética do humano"). Huuumm...

Não poderia faltar no
Festival, é claro, a "Caminhada da Paz", com a Chama igualmente "da paz" carregada pela Avenida Beira-mar Norte, aqui em Floripa. Obviamente, sem a participação deste blogueiro, que nem por isso é "da Guerra".

Eita, mundo variado!

Update: e o embaixador Gil certamente fará um discurso tão eloqüente, articulado, didático e cristalino quanto este daqui, em que "afina a interioridade" (!?).

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Já jogaram a toalha


O noticiário de hoje nos jornais dá conta de que já se prepara a repartição do butim pós-eleitoral. É um salve-se quem puder. As "oposições" praticamente reconhecem a reeleição de Lula. Tratam, portanto, de negociatas, como convém a um vasto Acampamento de tribos ignorantes e tão corruptas quanto seus eleitos. Terra de leis elásticas e lassidão ética, o Bananão faz jus ao que diz seu hino, ah, "deitado eternamente em berço esplêndido" (esplêndido para os de cima, bem entendido).

E deitado está: com seus 180 milhões de habitantes, praticamente empata com a Austrália e seus 20 milhões de habitantes em termos de PIB, como lembrou outro dia o Zappi, que para lá se foi e lembra, em seu blog, um encontro inusitado, num aeroporto, com algumas personagens da República - uma delas ainda viva e saltitante: a Sapa Verde.

E ainda há quem se ufane "deste país".

(Ilustração: Victor Dubreuil).

Perigo à vista!


Tremei, democratas, tremei empresários da comunicação. Lula ameaça "democratizar" a mídia num eventual segundo mandato. Em poucas palavras, fará aqui o que Chávez já fez na Venezuela: perseguição aos jornais independentes e incentivo à criação de uma imprensa chapa-branca e oficialista, além de cassação de concessões de rádio e TV.

Veja a matéria da Folha de ontem:

Um eventual segundo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende adotar medidas "vigorosas" para regular e "democratizar" os meios de comunicação. Segundo texto em discussão na campanha petista, tais medidas incluem mudanças na legislação para assegurar mais "equilíbrio e proporção" na cobertura de mídia eletrônica, incentivos econômicos para a formação de jornais e revistas independentes e a criação de conselhos populares que teriam poder sobre as atuais e futuras concessões de rádio e TV. A coordenação de tudo ficaria a cargo da nova Secretaria Especial de Democratização da Comunicação, subordinada à Presidência da República. As metas estão no documento "Comunicação e Democracia", preparado por um grupo de trabalho da campanha. O texto, obtido pela Folha, vem com o cabeçalho "versão submetida à comissão de programa de governo em 22/08/ 2006". Ele é preliminar e pode ser alterado antes de ser incluído no programa de governo."A democratização dos meios de comunicação deve ser entendida, ao lado das reformas políticas e da promoção das justiças sociais e econômicas, como um ponto fundamental para o aprofundamento da democracia no Brasil", afirma o documento, que segue: "O governo deve assumir o compromisso com um plano vigoroso e específico de democratização da comunicação social".

Em fevereiro passado, este blog já alertou para o caráter antidemocrático da mentalidade petista, revelando o que está por trás dessa tal "democratização dos meios de comunicação de massa". Reveja o tópico "Uma rede Pravda para o petismo"
e tire suas conclusões.

O empresariado brasileiro vai pagar para ver?

(Na foto, Lenin lê o Pravda).

Update: e veja aqui a perseguição que o senador José Sarney, aliado do lulismo, continua a promover contra um blog no Amapá.

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Coerência é isso aí...

Cristovam Buarque, candidato do PDT à presidência, já fala em apoiar Lula num eventual segundo turno.

Vivo fosse, Brizolla diria: francamente!

Me tragam o saquinho, por favor.

P.S.: quanto mais ainda poderemos descer aqui no Bananão?

A ética do Maluquinho

Menino Maluquinho vai ensinar ética para as crianças na Operação Eleições Limpas.

É, mas o pai dele, Ziraldo, vota em Lula.

Vai lá, Marco Aurélio!

Índios bolivianos ameaçam cortar o gás para o Brasil. Onde andará o assessor de Lula para Relações Internacionais, o "embaixador" Marco Aurélio Garcia? Amigo de Morales (e de Chávez), desapareceu depois que surgiram os problemas com o governo do cocaleiro boliviano.

Festa nas espeluncas

Aconteceu o que já se previa e só a incompetência (ou cumplicidade) oficial não enxergava. Através do ProUni, o governo está jogando dinheiro público na bolsa dos mantenedores de espeluncas autodenominadas educacionais ou universitárias. Relata a Folha:

O Programa Universidade para Todos, uma das bandeiras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha à reeleição, oferece bolsas de estudo a alunos carentes em 237 cursos de ensino superior que tiveram os piores conceitos em avaliação nos últimos dois anos. Eles representam 48% dos 492 cursos de instituições privadas com as notas mais baixas -1 e 2- no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) de 2004 e 2005. Também foram os que menos agregaram conhecimento aos alunos nos anos da graduação - índice chamado de IDD.

Nenhuma surpresa, num governo que extinguiu o Provão, experiência bem sucedida até o lulo-petismo desembarcar no poder com mala, cuia e o totó pulguento. Aliás, nessa área, o governo tem sido um Midas às avessas...


P.S.: este escrevinhador já alertou para o retrocesso em artigo publicado no Observatório da Imprensa em 2003: "Mais ciência e menos ideologia".

domingo, 27 de agosto de 2006

Democracia sem adjetivos

A propósito de comentários ao post sobre ideologia, ouso dizer que a democracia não comporta adjetivação. Ela só é adjetivada por movimentos e partidos que lhe são contrários ou pouco apreço têm por ela. E que, em geral, a qualificam como democracia "burguesa", "formal", "substantiva", "socialista", "popular" - ou procuram "reinventá-la." A reinvenção não faz mais que deturpá-la.

Democracia é o sistema de governo que mantém os direitos de liberdade (os liberais, clássicos: liberdade de ir e vir, de expressão, de reunião, de imprensa etc.) e procura expandir os direitos sociais (direito à educação, à saude, à segurança etc.). É coisa difícil de conquistar, mas não de reconhecer onde existe.

Fora disso, só há ditaduras ou formas - mais, ou menos - autoritárias de governo. Autoritários e amantes da ditadura podem, inclusive, ser consagrados nas eleições, que são um instrumento democrático. Direta ou indiretamente, já passaram por alguma forma de eleição personagens como Hitler, Mussolini e Stálin, para não falar no comandante Fidel e seu burlesco discípulo Chávez.

Por tudo isso é que se diz que a democracia é, dentre todos os sistemas de governo, o menos ruim (melhor, vá lá), embora imperfeito e fragilíssimo, justamente porque mantém a porta aberta até para seus inimigos.

Xô, censura !

A jornalista Alcinéa , do Amapá, está sendo processada por ter reproduzido em seu blog uma caricatura do senador José Sarney num muro da capital amapaense. Só aqui nesta republiqueta continental mesmo!

Em países civilizados, os ex-presidentes fundam algum instituto e dão palestras país (ou mundo) afora. Aqui, o maranhense José Sarney se elegeu por um Estado com o qual nada tem a ver, volta para o Congresso, onde sustenta o governo Lula contra boa parte de seu partido, e reprime as críticas até nos muros do Estado que supostamente representa. Eita, Bananão!

sábado, 26 de agosto de 2006

E viva a ideologia!

AMÉRICA LATINA É O NOVO FAROL DA CIVILIZAÇÃO !?!

Depois do escritor paquistanês Tariq Ali, agora é o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, figurinha carimbada em encontros de esquerda, que identifica na América Latina o novo farol da civilização. A região seria, nada mais, nada menos que "o centro de resistência ao capitalismo global", que mostra ao mundo "os limites da democracia liberal" e cria "substâncias e formulações caseiras". E onde estão os exemplos dessa solução caseira? Ora, ora, na Venezuela de Chávez e na Bolívia de Morales.

A platéia para a qual ele disse isso não poderia ser mais atenciosa: os sociólogos, ideólogos e cientistas sociais reunidos na IV Conferência Latino-Americana de Ciências Sociais (Clacso), realizada na UERJ, no Rio de Janeiro, para discutir a "reinvenção da democracia" (toc, toc, toc). Um encontro que só poderia culminar, sem surpresa, na eleição de Emir Sader como novo secretário-executivo da Clacso. Agora vai!

Quanto a Boaventura, sua posição também não surpreende. Relativista pós-moderno lá na velha Coimbra (!), escreveu livros como Introdução a uma ciência pós-moderna e Um discurso sobre as ciências, onde afirma coisas assim:

A ciência social será sempre uma ciência subjetiva e não objetiva como as ciências naturais; tem de compreender os fenômenos sociais a partir das atitudes mentais, e do sentido em que os agentes conferem às suas ações, para o que é necessário utilizar métodos de investigação e mesmo critérios epistemológicos diferentes dos correntes nas ciências naturais, métodos qualitativos em vez de métodos quantitativos, com vista à obtenção de um conhecimento intersubjetivo, descritivo e compreensivo, em vez de um conhecimento objetivo.

Bom, isso aí pode ser tudo, menos ciência. Aliás, o velho sociólogo também já escreveu que "a ciência moderna não é a única explicação possível da realidade", nem é "melhor que as explicações alternativas da metafísica, da astrologia, da religião, da arte ou da poesia." Feyerabend, o pai do "anarquismo metodológico, aplaudiria de pé.

Diante de um relativismo tão elástico, também não espanta que Boaventura se entusiasme com "soluções caseiras" para a democracia. Desde que seja na casa dos outros, claro.

Mas reconheça-se: aqui no Bananão ele estava na campanhia certa para dizer o que disse. Viva a ideologia, abaixo a ciência.

Pastores do capeta


Ontem, este blog disse que a religião virou uma grande indústria que fatura em cima do "capeta" (ver abaixo). Algumas, porém, sequer são indústria. São organizações criminosas mesmo: praticam até a abominável escravidão. Reproduzo, a propósito, editorial da Folha de S. Paulo, edição de hoje ("Fé que enriquece").

As informações relativas à seita religiosa "Jesus: a Verdade que Marca", reveladas pelo jornal "Agora", sugerem um enredo de exploração de mão-de-obra, lavagem de dinheiro e aliciamento ideológico que é preciso investigar. Os pastores responsáveis mantêm cerca de 600 fiéis em comunidades religiosas em cinco fazendas no sul de Minas. Muitos são recrutados na Grande São Paulo. De acordo com as polícias Civil e Federal e o Ministério Público, que apresentaram denúncia à Justiça, a rede movimentou, de agosto de 2003 a maio de 2006, mais de R$ 10 milhões em compras de imóveis, terras, estabelecimentos comerciais, carros e rádios clandestinas. As denúncias mais graves dizem respeito às condições de trabalho dos fiéis. De acordo com depoimentos de ex-integrantes do grupo, nunca houve salário: o pagamento era feito em roupas e alimentos extraídos da lavoura da fazenda. "Fomos percebendo que éramos escravos", afirmou um deles ao jornal. Mães revelaram ainda que foram impedidas pelos pastores de visitar os filhos nas comunidades. Não é a primeira vez que uma seita religiosa é suspeita de enriquecer mediante doações não declaradas de seus fiéis. A se confirmarem as acusações, contudo, terá se configurado um caso particularmente grave de exploração da atividade religiosa. É verdade que a adesão a grupos desse tipo é voluntária. Mas o que em outras épocas se travestia apenas de obscurantismo transformou-se num ramo atrativo comercialmente, em que se cometem ilícitos ao abrigo da fiscalização do Estado. Os pastores foram indiciados pela polícia por estelionato, ocultação de bens e atentado contra as relações de trabalho. Mas só o prosseguimento das investigações pode revelar o efetivo teor da exploração.

Espera-se que estes pastores "desencapetem" na cadeia.

(Ilustração: Inferno, de Bosch).

Tenha dó, Alckmin !

E o Geraldo (o Alckmin sumiu) relembra, na propaganda de hoje, os tempos de obstetra em Pindamonhangaba. Mostrar o que o lulismo é, nem pensar. Nada de "ataques" (ah, sim, o bom moço acha que rememorar o que a "quadrilha" fez no governo é ataque).

Tristes e medíocres tempos! O Bananão é mesmo uma imensa Pinda. Repito aqui o que já disse à náusea: o lulo-petismo não tem uma oposição à altura daquela que ele próprio exerceu contra os outros.

Brejo, lá vamos nós.

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Sai, capeta !


Esta é a indústria que mais cresce no Bananão. Religião é bom negócio. Recolhe dinheiro fácil, sem pagar impostos, e elege bancadas de deputados e senadores - por acaso, quase todos envolvidos com os sanguessugas, como noticiaram os jornais.

Porca miséria, só dá capeta em Brasília?

E fica a pergunta: se Deus é brasileiro, por que tem tanta gente "encapetada" por aqui?

(Foto surrupiada do Duvido!!, link ao lado)

Brigando com os números

Não seria de estranhar, numa seita que nega os fatos e não tem muita estima pelas ciências. Confrontado com a pesquisa do IBGE que mostra o desemprego aumentando país afora, o ex-sindicalista e ministro do Trabalho Luiz Marinho - aquele das orgias na Alemanha , lembram? - limitou-se a dizer: "não sei onde o IBGE encontrou esses números."

É de lascar!

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Geme, carro de boi !

Vai, Brasil, vai com teu fantástico ritmo de crescimento econômico, tua Justiça célere, tuas instituições maduras e sólidas, tua cultura criativa, superior e universal, tua tecnologia de ponta. Vai, segue veloz para o grande futuro que designaram para ti, guiado pelo próprio Deus, que brasileiro é e mantém nas rédeas o filho redivivo, não contaminado pela instrução, humilde com seu chapéu de palha e a bênção das divinas entidades pastorais e financeiras. Avante, Brasil!

Questões filosóficas (Nagel)


A filosofia é diferente da ciência e da matemática. Ao contrário da ciência, não assenta em experimentações nem na observação, mas apenas no pensamento. E, ao contrário da matemática, não tem métodos formais de prova. A filosofia faz-se colocando questões, argumentando, ensaiando idéias e pensando em argumentos possíveis contra elas e procurando saber como funcionam realmente os nossos conceitos. A preocupação fundamental da filosofia consiste em questionarmos e compreendermos idéias muito comuns que usamos todos os dias sem pensarmos nelas.

Thomas Nagel, Uma breve introdução à filosofia, lançado pela Editora Martins Fontes (há também uma edição portuguesa, com outro título: Que quer dizer tudo isto?, pela Editora Gradiva). Tanto quanto o livro de Searle, indicado abaixo, esta é outra obra recomendável a estudantes de qualquer área, interessados e curiosos em geral. Caso queira adquirir, clique na capa, no final da seção Livros, ao lado).

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

No país do "profeta" Jabor

O futuro do Brasil é o presente, que é apenas resto de um passado inglório no deserto em que o atraso reina. Se futuro há, apesar das deslumbradas projeções de históricos aventureiros, está lá fora, além do horizonte geográfico. O Brasil é o engodo permanente: político, religioso, econômico - e o que mais você puder pensar. É um país que não consegue programar a semana seguinte, vítima do curto prazo da esperteza e do longo prazo infeliz das hordas messiânicas. Herdeiro de degredados, pela fome ou como pena, não vai além do pratinho de comida ou da bolsa cheia dos espertos, públicos ou privados, especialmente generosos na temporada de caça aos votos e na distribuição de recursos. É o país do eterno: eterna mediocridade. Costurado em regras nebulosas e movediças, com suficientes lacunas para serem aproveitadas pela delinqüência bacharelesca, tanto pior quanto mais próxima do Estado, o novo, aqui, é sempre o velho. O país que se finge grande, poderoso e moderno, é geograficamente grande, mas tão insignificante que, se um meteoro o destruísse, uma semana depois ninguém mais falaria nisso, neste planeta em que Bush e Bin Laden decidem o que merece permanecer ou desaparecer do mapa.

P.S.: uisquinho, tlec, tlec.

P.S. 2: e que a maldição esteja convosco.

P.S. 3: nenhuma crítica, jamais, ao cinema brasileiro.Tlec, tlec.


P.S. 4: e viva a Rede Globo! Hic!

"Update: tirante a comparação entre Bush e Bin Laden, o pior é que o "profeta" e ex-cineasta tem razão mesmo, na sua loquacidade. (O arremedo aí em cima, claro, é da minha lavra).

Memória de 2002 (censurada)

O Blog da Santa rememora a "construção" do Pequeno Timoneiro em 2002, revelada no filme "Entreatos", do cineasta politicamente correto João Moreira Salles. Como todos lembram, ele autocensurou o filme. Passem lá no blog para ver algumas cenas...

P.S.: aliás, sempre que falo em cineastas brasileiros, mantenho ao lado um saquinho. No mais, lamento que a famigerada "arte do século XX" não tenha morrido junto com o próprio (e lá vêm pedras!).

P.S. 2: o que Platão dizia dos poetas vale mesmo é para os cineastas...

Blá, blá, blá.

"Muitos eleitores se sentem órfãos da sucessão, insatisfeitos com os quatro principais candidatos. Consideram que, somados, o "presidenciável" Luís Geraldo Helena Buarque não daria um bom candidato.
Até hoje, nenhum dos candidatos apresentou seu programa de governo - e estamos a menos de 40 dias da eleição. O Brasil é um país estranho: as alianças políticas são estabelecidas e as pesquisas eleitorais são realizadas sem que os partidos ou os eleitores saibam o que pensam os candidatos. E todos acham isso absolutamente natural. O que foi apresentado são idéias vagas sobre alguns temas - e apenas porque os candidatos são provocados por perguntas de jornalistas."

Do professor Marco Antônio Villa (hoje na Folha), que captou bem o sentimento difuso entre grande parte do eleitorado. O eleitor brasileiro é tratado como idiota. Bene, os políticos devem conhecer seu eleitorado...

Questões filosóficas (Searle)


As investigações filosóficas tendem, num sentido amplo, a tratar de questões conceituais. Quando perguntamos, num tom de voz filosófico, o que é verdade, justiça, virtude ou causalidade, não estamos fazendo perguntas que podem ser respondidas simplesmente por meio de uma boa observação do meio ambiente ou mesmo pela realização de uma série adequada de experiências no meio ambiente. Tais questões exigem, ao menos em parte, uma análise dos conceitos de "verdade", "justiça", "virtude" e "causa", e isso significa que o exame da linguagem é um instrumento essencial do filósofo, porque a linguagem é o veículo para a articulação de nossos conceitos.

John R. Searle, Mente, linguagem e sociedade (uma boa introdução à filosofia, para alunos de qualquer área, ou curiosos e interessados em geral; ver link no final da seção Livros, à direita).

História e ignorância


"A história ensina-nos que a história não nos ensina nada."
(G. B. Shaw, 1856-1950)
P. S.: Shaw conhecia o Brasil?

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Debandada gaúcha

Os gaúchos experimentaram por longo tempo. Porque conhecem a seita a fundo, não querem mais nem ouvir falar dela.

Assim não dá, Geraldo.

Geraldo Alckmin é candidato a presidente? Ah, bom. Pela propaganda que acabo de ver na TV, é candidato a governador de São Paulo (obras, realizações etc.). E recheada de "pobrismo", como já apontaram outros blogs. Assim, vai para o brejo mesmo!

P.S.: enquanto isso, Lula fala como se tivesse saído da primeira comunhão.

Update: Paraguai, lá vou eu...

Olha o rumo aí, gente !


Na Rússia, ele caiu em 1991. Aqui, continua de pé em algumas cabeças coroadas do petismo (ministeriais inclusive) e do Psol. Ah, velhas e indeléveis leituras...

Delenda Bananão

Bom dia, senhores habitantes do Acampamento.

Só para provocar: vocês querem o quê de um povo que viveu mais tempo na escravidão e na ditadura do que na democracia?

(O significado de delenda pode ser encontrado aqui no Adital. Pelo menos para isto o site dos padrecos cucarachos "revolucionários" serve. Disso eles entendem bem. Ave).

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Nunca antes "neste país"


A culpa é do Jus Sperniandi .

O aiatolá quer bomba


Ordens de cima?

Alerta

Cristovam Buarque, candidato do PDT à presidência, tem feito um alerta que deve ser levado em conta. Se Lula for eleito com votação expressiva no primeiro turno, diz ele, não escapará à tentação autoritária, de que já deu mostra várias vezes. Cristovam conhece a seita: foi petista, além de ministro de Lula.

O empresariado brasileiro, sempre com seu olho gordo fixado no curto prazo, e a oposição pífia (exceção para Bornhausen, solitário - e que venham as pedras!), estão brincando com fogo ao apoiar - no primeiro caso - ou combater frouxamente - no segundo - um governo que jogou o país na lama. Cuidado com a visão curta.

Há um cavaleiro de olho (vejam abaixo).

Gargalhada

Querem transparência? Rá, rá , rá!!!

Ideologia é bom negócio?

Basta curvar a espinha...

domingo, 20 de agosto de 2006

Cuidado! Cavaleiro à espreita.


Sacrificam tudo para ver o festeiro neto do Dr. Tancredo no Planalto em 2010? Vale até dar de bandeja um segundo mandato a Lula? Que acordão ridículo é este, o Lulécio? Faltou avisar o idiota do eleitor.

E muito antes pode vir o cavaleiro aí de cima (toc, toc, toc). Basta uma grave crise internacional no segundo mandato com que a falsa oposição quer brindar Lula para se tentar uma saída radical (à venezuelana, digamos).


Em benefício pessoal, essas "lideranças" podem estar rifando até os valores democráticos. A ética já foi para o lixo, o narcotráfico se espraia país afora, há complacência com o crime e as instituições são mais frágeis do que pensam os panglossianos deste Acampamento.

Cuidado com o cavaleiro. Ele só muda a cor da camisa.


P.S.: mas, quem sabe, já nos braços do PMDB, Lula acabe abandonando o PT e seus conselheiros radicais...

(Na foto, Mussolini, o ditador fascista).

A façanha de FHC e Lula

MARMITA PARA TODOS !

FHC e Lula deveriam se juntar em algum restaurante de luxo e comemorar com o bom e caro vinho francês que costumam beber. Enfim, conseguiram destruir a praga da classe média, esse mal que só se perpetua nos países civilizados. Por que incluo FHC? Porque seu segundo governo e o de Lula são um só em termos de massacre dos remediados. Lula apenas agravou o problema. Os dois tirararam do roto para dar ao esfarrapado, deixando intactas as grandes fortunas.

É verdade que reduziram um pouco a pobreza absoluta, mas precisamente às custas das classes médias. Então ficamos assim, aqui no Bananão: há ricos e pobres. FHC e Lula conseguiram a proeza de realizar a polarização que o velho marxismo previa e jamais aconteceu nos países desenvolvidos: "burgueses" X "proletários". No meio, nada. E dá-lhe marmita. E tome assistencialismo!

Confiram os dados da matéria de capa da Folha de hoje, "Endividamento chega ao limite e inibe crescimento":

A expansão do crédito como um dos motores do atual crescimento econômico chegou ao seu limite e está desacelerando. Ao mesmo tempo, há recordes no aumento do número de endividados e no comprometimento da renda com dívidas.Em julho, o Brasil sofreu um aumento considerado "histórico" nos registros de CPFs de pessoas que não honraram suas dívidas. Houve um salto de 89,2% sobre julho de 2005 na média de 15 Estados (não inclui São Paulo), segundo o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). A alta acumulada no primeiro semestre é de 35%.Em São Paulo, 38% dos consumidores declararam, em julho, estar com a renda comprometida com dívidas por mais de um ano. Um recorde, diz a Fecomercio SP, que reúne as empresas comerciais do Estado.Segundo a entidade, mais de 55% dos paulistanos têm dívidas. Desses, 37,3% estão com as contas em atraso.De acordo com o Banco Central, 7,7% das pessoas físicas estavam inadimplentes em maio. Do final de 2004 para cá, a inadimplência cresceu 24,2%. No crédito para a aquisição de bens de consumo, o não-pagamento chega a 11,3%. Como resposta, vários bancos já estão pisando no freio na oferta de crédito.Segundo Marcel Solimeo, economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), se os dados do BC excluíssem as operações de crédito consignado (com desconto direto em folha de pagamento e hoje 50% do crédito concedido), a inadimplência seria ainda maior." Leia na íntegra aqui (assinantes).

P. S.: vale lembrar que as esquerdas, historicamente, sempre abominaram a classe média, pejorativamente chamada de "pequena-burguesia".

Dominical

(Do blog Dr Howdy)

sábado, 19 de agosto de 2006

A encruzilhada jurídica de Lula


Multado pelo Tribunal Superior Eleitoral, o candidato Lula quer empurrar a penalidade para seu partido (ou mesmo para o governo, isto é, quer tirar do nosso bolso). Ora, de acordo com a lei, multa é sanção personalíssima. Nenhum candidato faz impressos em nome do partido ou da coligação, mas em seu próprio nome. Não é o partido que concorre, mas os candidatos, individualmente. A pessoa física é que foi condenada por infração eleitoral.

Corretíssimo, portanto, o entendimento do TSE. Recorrer ao Supremo Tribunal Federal é apenas, como dizem os juristas, procrastinar - contando o candidato, talvez, com a a benevolência de algum ministro-relator nomeado pelo presidente, ele próprio.

Também não cabem embargos de declaração, como pretende Lula, pois não há nada "lacunoso" ou "obscuro" no processo. Tudo está muito claro: Lula aceitou os impressos e a distribuição ilegal de propaganda (tentando comparar seu governo com o anterior). Só o Procurador Geral da República não viu. Acabará virando, também ele, um “Engavetador Geral” (como aquele do FHC).

O "conselheiro jurídico" do blog coloca uma questão extremamente importante. Segundo a lei, a multa impede o registro da candidatura. E, se a multa impede o registro da candidatura, o eleito (caso o seja) - multado antes e dependendo a cobrança do trânsito em julgado da condenação - terá o registro cassado? Quem não pode ser candidato, pode desempenhar o mandato se condenado por pena - multa - impeditiva do seu registro? Ai, ai, ai...


O problema perseguirá Lula. Que só tem mesmo uma saída: tentar mudar tudo lá no STF. Mas, dura lex sed lex (ou não?).

***

A matéria da Folha de S. Paulo sobre a multa:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra a condenação ao pagamento da multa de R$ 900 mil para protelar o desfecho da ação para depois das eleições. Apesar disso, é improvável que consiga reverter a derrota. O primeiro recurso, à Justiça Eleitoral, deve ocorrer na próxima semana. Será um embargo de declaração, ou seja, um pedido de explicação sobre trechos da sentença que estariam "obscuros". Serão dois os pontos questionados pela campanha de Lula. Primeiro, qual exatamente é a responsabilidade pessoal do presidente na impressão de uma cartilha enaltecendo realizações de seu governo. Segundo, se o presidente tem de arcar sozinho com a multa, ou se a responsabilidade é coletiva de seu governo. Após receber o resultado do pedido de esclarecimento, Lula irá ao STF. Vai questionar a constitucionalidade da sentença do TSE -ou seja, se os ritos e a possibilidade de defesa foi respeitada- e argumentar que a multa deve ser paga pela campanha, não por Lula. A lei nº 9.504, de 1997, que define normas das eleições, classifica entre os gastos eleitorais "multas aplicadas aos partidos ou candidatos por infração do disposto na legislação eleitoral". Ontem à noite, em São Paulo, Lula disse não estar preocupado com a multa. "Há possibilidade de recurso, portanto eu não estou preocupado com isso", afirmou ao deixar um encontro com sindicalistas vinculados à Força Sindical, evento de sua campanha à reeleição. O valor da multa supera o patrimônio pessoal do presidente, de R$ 839 mil, segundo declaração prestada ao TSE ao registrar a sua candidatura. Advogados ouvidos pela Folha disseram que são remotas as chances de prosperar no próprio TSE e no STF o argumento do advogado da campanha, José Antonio Toffoli, de inconstitucionalidades na tramitação do processo que resultou na aplicação da multa. Anteontem à noite, o TSE julgou ação movida pelo PSDB contra Lula. Por quatro votos a dois, o tribunal o considerou responsável pela produção e distribuição do jornal "Brasil, Um País de Todos", em janeiro, que fez "louvor" à administração petista, segundo o relator, ministro José Delgado. O presidente foi condenado por propaganda eleitoral antecipada, antes de 6 de julho. O advogado de Lula argumentará que a tramitação da ação no TSE foi inconstitucional: o PSDB perdeu o prazo para contestar o seu arquivamento, que tinha sido determinado pelo ex-relator, Humberto Gomes de Barros. O PSDB recorreu com dois dias de atraso. No TSE, a maioria entendeu que a defesa de Lula deveria ter questionado a perda do prazo em março, quando o PSDB entrou com o recurso, não agora, na fase final do processo.


P.S.: e, por falar em multa, leia também matéria no Valor Econômico.

Corrupção na escola


Corrupção começa na escola? Bom, pelo menos a corrupção acadêmica e a corrupção nos negócios andam de mãos dadas. Vejam esta: nos países onde há mais corrupção, os alunos também "colam" mais.

Para variar,
a pesquisa mostra que estudantes da América Latina e do Leste Europeu (ex-comunista) são os que mais colam nas provas.Os mais honestos são os nórdicos. Alguma surpresa?

Cevados na cultura do "jeitinho" e da "vantagem em tudo", 80 por cento dos estudantes brasileiros admitem a fraude...


(Colaboração do Sérgio)

À deriva

E lá vai o Bananão...

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

Não mesmo!

Zoológico eleitoral


E o Bananão continua desfilando sua variada fauna no horário político da TV. Zoológico perde. Especial brilho para os candidatos da etnia petista.
Fritsch, que concorre de novo ao governo de SC (lembrem-se que ele abandonou a roça de batatas na última eleição, tomou uma surra nas urnas, mas, como recompensa, o Grande Guia o designou para "revolucionar" a pesca brasileira), anda para e cá e para lá na tela, imitando algum locutor da Globo - com menos jeito, é claro, porque o jeitão do homem vem mesmo é dos seminários da "Teologia da Libertação", cujo objetivo é reconduzir o país à Idade Média, transformando-o numa gigantesca "paróquia universal".

E tem a auxiliá-lo na nova empreitada eleitoral - ô, azar!, - ninguém menos que a senadora Ideli Salvatti, agora com um novo design estético (que muda a cada semana, como todos sabem).

Mas nem refazendo o milagre dos peixes!!!

Pelegos até no Dieese

O Dieese (órgão da "economia de esquerda") desancava a política econômica de FHC, prosseguida com ferro e fé dogmática pelo lulismo. Só que agora os resultados são inversos, que maravilha!

Pangloss vive - e mora no Bananão! Uh, tá chovendo dinheiro no bolso do trabalhador, do aposentado, do funcionário...

Veja no blog do Aluízio.

Relativismo cultural

E, por falar em relativismo cultural, que já devastou epistemologicamente amplos setores das ciências humanas, reproduzo na seção Artigos o excelente texto de Harry Gensler ("Ética e relativismo cultural"). Acompanhe as peripécias de Ana Relativista para ver que, mesmo na ética, que trata de valores, sempre discutíveis, o relativismo não está com essa bola toda.

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Quem é quem?


E depois ainda dizem, aqui no Bananão, que "japonês é tudo igual".
(Esta é do Pérolas)
P.S.: olha o relativismo cultural aí, gente !!!

O "muro" dos editoriais e a Justiça

Editorial é uma peça de jornal que, supostamente, analisa algum fato refletindo a posição da empresa que o publica. Mas aqui no Bananão, qualquer que seja o jornal, raramente ficamos sabendo qual é, afinal, essa posição...

Um editorial começa afirmando ou negando alguma coisa, logo seguida de "mas", "porém", "contudo", "todavia" e por aí vai. Em poucas palavras, fica em cima do muro. Sirvam de exemplo os três primeiros parágrafos do editorial da Folha de hoje, "Mistério Okamotto":

É inegável que a movimentação de setores do PSDB e do PFL para obter novo depoimento de Paulo Okamotto no Congresso responde a interesses imediatos da oposição. No momento em que buscam munição para enfraquecer a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, os aliados de Geraldo Alckmin não perderiam a oportunidade de explorar o episódio da dívida do presidente da República com o Partido dos Trabalhadores.

É igualmente verdadeiro, porém, que a questão está longe de resumir-se às querelas eleitorais. Um novo depoimento pode ajudar a esclarecer uma transação que aproxima perigosamente as finanças do presidente de movimentações suspeitas. Por vontade própria, Okamotto, presidente do Sebrae, teria quitado uma dívida de R$ 29,4 mil de Lula com o PT. O Planalto afirmou várias vezes desconhecer o pagamento. Okamotto garantiu que o fizera em segredo, esquivou-se de inquirições e conseguiu preservar seu sigilo bancário.

A situação dificilmente assumiria outro rumo não fosse a entrevista concedida pelo presidente na semana passada ao "Jornal Nacional". "Quer pagar, você paga, porque eu não vou pagar, porque não devo ao PT", teria dito Lula a Okamotto, segundo afirmou aos entrevistadores.

Bene, mistério há um só: por que, até hoje, a Justiça não liberou a quebra de sigilo do amigo de Lula? Quebrado o sigilo, resolve-se definitivamente a questão.
Quem está mentindo?

Não é à toa que já tem gente dizendo que todos os males do país se devem à Justiça (ou falta de).

Porém, contudo, todavia...

P.S.: em decisões polêmicas nos tribunais, há quem pergunte: quem nomeou aquele ministro? E outra pergunta cabe: não é hora de mudar o sistema de escolha dos ministros das cortes supremas?

Tariq e o "Eixo da Esperança"


Ele não faz outra coisa senão viajar. Não perdeu nem o encontro de escritores em Parati (o famoso FLIP), palco para os mais variados manifestos e manifestações. Falou mal da revista Veja, que o acusou de desprezar a democracia e os direitos humanos em nome do antiamericanismo - e bota antiamericanismo nisso.

Nascido no Paquistão, onde, é claro, nunca mais botou os pés, o escritor
Tariq Ali vive confortavelmente em Londres. Foi editor da revista New Left Review, agora comandada por sua mulher, Susan Watkins, num golpe que afastou antigos colaboradores.

Entre outras coisas, o radical chique defende a resistência iraquiana, elogia o presidente iraniano Ahmadinejad e reivindica o direito de o Irã ter armas nucleares. E, pior, agora está encantado com a "Revolução Bolivariana" e é admirador de estadistas como Hugo Chávez e Evo Morales. Seu último livro, aliás (a ser lançado em outubro), é dedicado à trindade Fidel/Chávez/Morales - a capa já diz tudo.

Diante de tal panegírico, vale a pergunta feita em
A Torre de Marfim: Tariq Ali é o Emir Sader paquistanês ou Emir Sader é o Tariq Ali brasileiro?

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Cara-de-pau

A foto é mais uma prova de que o Brasil é um Acampamento. Chamem o John Wayne!
(Colaboração do Guilherme, do Gazeta Cultural).

Acidentes da espécie

(Surrupiado do De Gustibus)

Foguetório no Paraguai

Ele se foi. E, claro, estava asilado aqui no Bananão. Coisa ruim vem pra cá mesmo!

Ah, é?

O problema é a bugrada.

P.S.: vamos todos pra Londres?

Os véios dialéticos

Cadê o professor José Arthur Giannotti? Nada mais diz sequer sobre filosofia?
Puxou o saco de FHC, seu amigo, mas nada tem a dizer sobre a decadência institucional do Bananão pós-FHC, aliás decadente já em sua época?

Paris está triste, professor!

Giannotti e Marilena Chauí se merecem? São opostos (eles diriam: contraditórios?) em relação a quê e sobre o quê?

Traga a canoa, índio...

O cetro cucaracha


Fidel passa o cetro - sob o qual os cubanos sofrem há décadas - ao sucessor Hugo Chávez.

Agüenta, América!






(Surrupiado do Ruy Goyaba, que foi mais cruel).

terça-feira, 15 de agosto de 2006

O silêncio sobre o aborto

CANDIDATOS PRECISAM ENFRENTAR O TEMA

A pesquisa realizada pela Folha na edição de domingo (para assinantes), centrada na nebulosa distinção entre "esquerda" e "direita", revela um dado importante em relação a outro tema, o aborto. Parece ter havido um recuo dos brasileiros em relação a essa questão: 63 por cento dos entrevistados é contra a "descriminalização" do aborto.

Em 2003, o Ibope demonstrava que 53 por cento dos entrevistados, num universo de 2.000 pesquisados em 145 municípios, era favorável à legislação vigente, que permite o aborto somente nos casos de gravidez resultante de estupro e de risco de vida para a gestante (10 por cento queriam a ampliação da legislação). A pesquisa da Folha não deixa claro, mas, ao que parece, esses 63 por cento dos entrevistados são contra a ampliação do direito de aborto (não se sabe se são também contrários à manutenção da atual lei). No Congresso, há uma lei mais liberal, que amplia significativamente a liberdade das mulheres.

É lamentável que os candidatos fujam do tema, que é de extrema importância. Proibir o aborto (exceto nos casos referidos) custa aos cofres públicos 10 milhões de dólares por ano - só no atendimento às complicações resultantes de procedimentos realizados em verdadeiros açougues clandestinos. Pior: o abortamento é a quarta maior causa de mortalidade materna no país. Não é coisa para se jogar debaixo do tapete.

Nos Estados Unidos, um estudo feito pelo economista Steven Levitt, autor de Freakonomics (o lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta), demonstra que a principal causa da queda nos índices de criminalidade, nos anos 90, se deve à aprovação do aborto, em 1973. Portanto, há algo mais a aprender aí.

Prometo voltar ao tema no final da semana, comentando a situação no Brasil e o estudo de Levitt (ver link para o livro ao lado). Trata-se de assunto espinhoso, que fere suscetibilidades, mas que deve ser enfrentado, apesar do silêncio oportunista dos políticos. (Leia aqui uma resenha de Freakonomics, cujo autor, diga-se, não é um propagandista do aborto).

Update: armem-se, pois, os politicamente corretos (mentalidade difundida no Bananão pelo petismo - única novidade da etnia, aliás, mas sequer esta original).

É a cara do Bananão

Todo mundo já deve ter falado sobre o tema, mas, como não pude comentar pela manhã, aí vão as minhas impressões sobre a largada eleitoral na TV.

Debate na Band: chocho, excessivamente formal (Boechat, o apresentador, estava nervoso). Como era de se esperar, o palanqueiro monocórdio (Lula) não compareceu. Um chato a menos. Não é preciso que ele nos diga que não pensa. O que outros pensam por ele já sabemos e sentimos na carne e no bolso.

Alckmin, com esse indisfarçável jeito de paulista de Pindamonhangaba - pretensamente cosmopolita -, não vai mudar os índices de pesquisa com essa retórica. Do jeito que está, sujeita-se a cair ainda mais. A irritante Heloísa Helena, que certos blogueiros íntimos chamam de Helô, repete um ideário vagamente socialista. De que socialismo se trata, jamais saberemos. Mas suponho que seja aquele que o século XX enterrou - não sem antes empilhar cadáveres. Cristovam Buarque, do PDT, tem uma idéia interessante, a federalização da educação. Pelo menos, vai contra o espírito reinante - católico à la Paulo Freire -, que no Piauí ensina as crianças apenas sobre a realidade do Piauí e, na Bahia, sobre a realidade da Bahia. Ciência, que é bom, passa longe, porque ciência não é local nem regional: é universal. Com o que se ensina Bananão afora, seremos eternamente caipiras. Cristovam, porém, não tem chance.

Horário eleitoral: a cara do Bananão. Retórica e promessas. A retórica varia segundo as posses do candidato que pôde fazer algum treino preparatório. Fizeram isto e aquilo, farão isto, aquilo e mais um pouco. O surrealismo, como não poderia deixar de ser, fica por conta dos candidatos do PT. Alguns falam como se o lulo-petismo não tivesse devastado tudo o que o partido se arrogou representar. Parecem ter saído das tumbas, onde dormiram nos últimos quatro anos. Outros, que tentam a reeleição - e, portanto, já privaram com a quadrilha denunciada pela Procuradoria Geral da República -, mal escondem a cara de pau.

Bene, são apenas impressões de um telespectador entediado.

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

Aí tem coisa...

O senador Antônio Carlos Magalhães acha "estranho" que a ação dos terroristas contra a Globo tenha ocorrido logo depois da desastrosa entrevista de Lula ao Jornal Nacional. Pode ser coincidência, mas...

E Alckmin fala em
"terrorismo político-eleitoral".

De uma coisa parece não haver dúvida: o PCC quer Lula em dose dupla.

Futebol filosófico

Filósofos em campo: Grécia X Alemanha, numa bela idéia do Monty Python. Veja aqui o time de Sócrates jogando contra os germânicos Hegel, Marx, Nietzsche, Heidegger e outros pernas de pau (ou: et alii).

(Colaboração do jornalista Carlos Chernij)

Terrorismo

Como já se disse aqui, o seqüestro do jornalista da Globo não é coisa do tal "crime organizado". É terrorismo mesmo. Só as autoridades, aconselhadas por "especialistas" e por grupos de "direitos humanos", não sabem disso. O facínona chileno Norambuena, profissional da área, está preso aqui no Bananão.

A ousadia não vai parar por aí. Não há ordem no Acampamento.

Ultimato


Atenção, espertalhões da exportação. A UE ameaça impor barreiras aos alimentos produzidos no Bananão. Ou melhora o controle sanitário, ou a vaca vai para o brejo.

Jogando dinheiro no cinema

Isto ainda vai dar em filmes oficialistas.

domingo, 13 de agosto de 2006

Cadê a Fenaj?


A Globo relatou há pouco na TV, a propósito do seqüestro do repórter Guilherme Portanova (foto), as manifestações de várias entidades ligadas às empresas de comunicação, ao jornalismo e à liberdade de imprensa. A Associação Nacional dos Jornais lançou uma declaração assinada por várias entidades condenando o ato terrorista. Não consta o nome da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), entidade filiada à peleguista Central Única dos Trabalhadores (CUT), correia de transmissão do petismo.

A Fenaj não se manifestou só porque as signatárias são "órgãos patronais"?

Update: não sei até quando, mas a gravação dos terroristas está aqui, em linguagem ongueiro-advocatício-sociologóide (argh!, é necessário fazer cadastro).

Update 2: durma Fenaj, agora Portanova já está em casa.

Update 3 (14/08): Fenaj chega tarde - e ainda por cima falando em "justiça social", "concentração de renda" etc. Antes tivesse permanecido dormindo.

A ousadia dos terroristas

Os terroristas do PCC pediram e ganharam: a Globo passou seu vídeo na TV, lendo um manifesto. O técnico sequestrado junto com o repórter Guilherme Portanova já foi liberado. Cada vez mais ousado, o terror começa a pintar e bordar no Acampamento Brasil.

Atenção, autoridades: terrorismo não se combate apenas com o código penal.

De direita e lulista

Manchete da Folhona de hoje: "47 por cento dos brasileiros se dizem de direita." Ah, por isso é que Lula está sempre na frente nas pesquisas! E o lulo-petismo se acha de esquerda...
Rá, rá, rá.


P.S.: sobre a lengalenga esquerda/direita, ver, abaixo, "Barafunda ideológica".

Para rir

Apresentador de programa de TV cai na gargalhada:

sábado, 12 de agosto de 2006

Barafunda ideológica


Ahmadinejad, o presidente iraniano, nega que tenha existido o holocausto. Porta-voz daqueles aiatolás com barba sinistra e toalha na cabeça, é chefe de um Estado teológico que alimenta o conflito no Oriente Médio, quer construir a bomba atômica e, de quebra, destruir Israel. Recentemente, condecorou o venezuelano Chávez, semeador de conflitos na América do Sul e sucessor de Fidel Castro na discurseira anticapitalista.

Curiosa aliança. O homem que nega um fato histórico tão terrível, idéia compartilhada com os neonazistas (a "extrema-direita") da Europa, se abraça a outro que, na Cucaracholândia, é tido como "de esquerda" e tem seguidores aqui no Bananão até dentro das universidades.

Diante de tais afinidades eletivas, como sustentar, a exemplo de alguns teimosos, que exista ainda uma nítida distinção entre esquerda e direita?

P.S.: Esquerda, direita? Não, democracia.

Update: quem falou em "fascismo islâmico" (ah, foi o odiado Bush?!) não está errado.

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Plantão da bandidagem

E o site dos amigos do rei, Caros Amigos, faz "plantão" nas penitenciárias paulistas para ouvir as queixas da pobre bandidagem. Sobre os ataques terroristas, silêncio total. Até parece que os bandidos é que são as vítimas.
A vida por lá é tão horrorosa e tão vigiada que eles continuam tendo acesso a celular, inclusive dando entrevistas aos repórteres amigos.

E o frei foi chorar nos ombros de Fidel

Quando o então cardeal Ratzinger mandou-o calar a boca ("silêncio obsequioso", no jargão politicamente correto da Igreja), adivinhem aonde o Frei Boff foi chorar as mágoas? Sim, lá mesmo, em Cuba, nos ombros do comandante Fidel. O "teólogo libertador" (agora ex-frei) faz suas confidências aqui, no site chapa-branca.

Me tragam o saquinho, por favor.

P.S.: crítico da democracia e apreciador das ditaduras, o "teólogo" votará em Lula torcendo para que ele possa implantar, caso ganhe um segundo mandato, uma ditadura aqui no Bananão. Vade retro!

Pastores do crime

Não cheguei a contar, mas é significativo o número de pastores ou fiéis ligados às igrejas pentecostalistas no listão da CPI das Sanguessugas (independentemente dos partidos). Tem até um aqui de Santa Catarina (do PMDB), que queria introduzir o criacionismo nas escolas públicas.

Jesus, coitado, é muito mal representado. Nas mãos dessa turma, é crucificado diariamente.

Update: um dos políticos denunciados tem o sobrenome Malta. Este é mesmo o país da piada pronta. Dá algo assim: "O Malta está envolvido com a malta."

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

A entrevista do presidente-candidato

Lula estava tenso. As perguntas de Bonner e Fátima (o blog errou: não houve mais entrevistadores) foram incisivas e impecáveis do ponto de vista jornalístico. Corretamente, trataram Lula como candidato, e não como presidente.

Menos mal que a entrevista tenha sido realizada na biblioteca do Palácio (local certamente pouco freqüentado pelo candidato): pelo menos, não houve exposição dos símbolos da República.

Mas permanece a quebra da igualdade entre os candidatos, já que Lula foi entrevistado no lugar onde exerce a função de presidente. Deveria ter ido, como todos os outros, à mesa do Jornal Nacional - e não o JN ir ao Palácio.

Quanto à entrevista, Lula limitou-se, como de hábito, a negar: só soube da roubalheira depois (ah, bom). E gabou-se de que nunca houve tanta liberdade de apuração "nesse país", como a dizer que as investigações ocorreram por determinação dele próprio (ah, bom).

No final, depois de cometer um ato falho (Freud explica), afirmando que só o salário não cresce "nesse país", prometeu a manutenção do paraíso em que transformou "esse país" (os banqueiros agradecem, candidato!), com crescimento da economia, do emprego etc (salário fora, claro).

Que este homem esteja em primeiro lugar nas pesquisas, não será Freud a explicar. É trabalho para antropólogos, historiadores e sociólogos "desse país", ou melhor, deste Acampamento.

P.S.: dorme, Justiça Eleitoral...

Perguntas incômodas (Lula e o JN)

Lula será o entrevistado, hoje à noite, no Jornal Nacional. Quanto aos procedimentos, recebi de um amigo e passo adiante algumas perguntas incômodas, mas pertinentes.

Onde andará a Justiça Eleitoral? Só aparece no dia da votação?

Pela lei, cabe a ela assegurar ao processo eleitoral dois princípios:

- liberdade de sufrágio e igualdade de participação.

Quanto à primeira, parece não haver problemas. Mas, quanto à igualdade de participação dos candidatos, por que será que Lula não será entrevistado, como todos os outros, exclusivamente por William Bonner e sua mulher, na mesinha do Jornal Nacional?

A lei não diz que todos devem ter igual tratamento? Então, por que o presidente será entrevistado no Palácio, e incluindo mais entrevistadores? Não se violará, com isto, o princípio da igualdade?

Se é assim, por que os senadores Cristovam Buarque e Heloísa Helena, por exemplo, não foram entrevistados em seus gabinetes no Senado?

Entrevistar Lula no Palácio, tendo como pano de fundo a bandeira do país e os símbolos da República, não seria propaganda direta? Não seria ainda mais propagandístico do que gravar a entrevista na própria sede do comitê partidário?

Foi assim com o esnobe príncipe FHC (que, aliás, implantou a praga da reeleição)? Se foi (alguém lembra?), não é hora de mudar?

O fato é que o jornalismo deveria se fazer essas perguntas. E os candidatos também.

Alô, Justiça Eleitoral!


P.S.: estarei de olhos pregados no JN hoje à noite.

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

UOL pane

Se você tem e-mail UOL, deve estar acostumado a panes semanais. Você não conseguirá acessar através do Outlook Express, no seu próprio computador, nem através da própria página do UOL. Para variar, é o que está acontecendo por aqui.

Esse carro -de- boi caipira deve ser alvo freqüente de hackers, crackers et caterva. Eita, Bananão! Para coroar, tenha um blogspot, e o inferno estará à porta.

Vigilância zero

Nem da vigilância sanitária as autoridades cuidam. Falhas graves, apontadas pelo Tribunal de Contas, trazem prejuízos às exportações. E depois há quem levante teorias conspiratórias para a rejeição, lá fora, de produtos brasileiros como a carne (ração com transgênico para os animais etc.).

A razão para o boicote é simples: "problemas sanitários e fitossanitários têm sido cada vez mais usados como barreiras não-tarifárias aos produtos brasileiros no exterior".

Pra frente, Acampamento Brasil!

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Doidos à parte...

...visitem o link para a página do saxofonista John Coltrane, aí ao lado. Vale a pena explorar. Peguei do Ruy, lá no puragoiaba, blog-cabeça que é um dos pioneiros do Bananão.

Abriram a porta...


A foto desses dois juntos prenuncia que o mundo pode ficar pior do que é. Ahmadinejad quer a bomba atômica, além de riscar Israel do mapa. Ontem condecorou o coleguinha Chávez, da Venezuela, que quer derrubar o "imperialismo ianque".

De alguma instituição fechada eles fugiram...

Confiram no blog do Ilton.

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

É do Dirceu? Humm...

Tanto quanto o Reinaldo, também não acredito que Zé Dirceu, o comissário cassado, redija seu próprio blog (está no ig). Deve ter um bando de pau-mandado da etnia petista por trás. Não o imagino, agora "empresário privado", a passar horas atrás de um computador. Humm... E vai fazer entrevistas, dar uma de jornalista também? Chapa-branca já tem demais por aí.

Update: a amiga Shirlei matou: é coisa de ghosts writers...e sob vara de doutrina.

Parou por quê?

É nisso que dá misturar cientistas e técnicos, que conhecem o assunto, com capachos ideológicos ministeriais contrários às ciências e à biotecnologia. A CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) simplesmente não funciona, para alegria de Dona Marina Silva, ministra-padroeira do Meio Ambiente e inimiga dos transgênicos

A composição da entidade diz tudo: dos 27 membros, apenas 12 são da comunidade científica - os outros 15 são indicados por ministérios como o do Meio Ambiente e o do Desenvolvimento Agrário. Leia aqui.

Ora, pois...

"Juízes de São Paulo só podem dar 20 horas/aula por semana." Bene, se dessem 40, quando é que sobraria tempo para julgar?

Chutando as urnas...

...e obrando contra a democracia.

Como o UOL não está abrindo, aí vai a notícia:

"Andres Manuel Lopez Obrador, o candidato presidencial esquerdista do México, prometeu intensificar as ações de "resistência civil" a fim de protestar contra os resultados da eleição do mês passado, depois que o Supremo Tribunal Eleitoral do país determinou que apenas 9% dos votos precisariam ser recontados.

Lopez Obrador está tentando forçar o Tribunal a pedir uma contagem total dos votos. Ele deu a entender que a sua luta envolverá tentativas de perturbar o cotidiano da Cidade do México, onde os seus seguidores bloquearam a avenida central na semana passada."

Baderna no Acampamento sem lei

A Colômbia já acabou com isso. Aqui, ainda por cima, os líderes viram astros da mídia.

Update: e o ministro da Justiça diz apenas que está com medo.

"Privataria de esquerda"

Ora, dirão, essa privataria é "do Bem", em favor "cidadania" e da "Justiça Social". Dom Tomás Balduíno e sua Pastoral da Terra que o digam.

domingo, 6 de agosto de 2006

A esperança de Berzô


Para baixo nunca há limite (a não ser no caso do otimista que, atirando-se do décimo andar e, passando pelo quinto, diz: "até aqui, tudo bem."). Ricardo Berzoini, o presidente do PT que lá chegou pra botar panos quentes em tudo (de crimes a falcatruas), agora diz que a propaganda do Guia Iluminador da tia Chauí no rádio e na TV começará, a partir do dia 15, por onde a de 2002 terminou. Segundo o Painel da Folhona, ele afirmou que "o mote da esperança é a cara do Lula. Não vamos abrir mão dele" (rá, rá).

Quando capataz do Ministério da Previdência, Berzô obrigou os velhinhos a provar que estavam vivos (pessoalmente, é claro, de maca ou de cadeira de rodas). O homem entende mais de tortura que de esperança, mas, ao que parece, pensa que todos já esqueceram desse horror - autorizado por Lula, o Salvador redivivo.

P.S.: desafio os leitores a enviarem alguma foto do deputado Berzô (criatura da máfia sindical bancária) dando uma gargalhada. De foto com risadinha cínica, o blog já dispõe.

(Na foto, o CRUEL Berzô no Ceará, provando a doçura do carinho popular).

O distraído

Festejado por 9 entre 10 magnatas do Bananão (banqueiros à frente), o médico e ex-ministro Antônio Palocci - na época do palácio, pouco faltou para ser considerado grande economista - não se dá bem com os números. Erra até a numeração de seu CPF (huumm!), como anota Elio Gaspari:

Antonoi Pacclio. Tem gente que gosta de macromentiras. Antonio Palocci é um caso especial de apaixonado por micromentiras: nunca esteve na mansão dos caipiras, não viajou no avião do empresário amigo, assim como não ajudou a detonar o sigilo do caseiro Francenildo. A última de Palocci foi dar à Justiça Eleitoral um número errado de CPF (081.532.288-70). O seu é 062.605.448-63. Sabe-se lá o que houve, mas Palocci atribuiu-a a "um erro de digitação". Ele tem o resto da vida para explicar como uma pessoa pode errar a ordem de 10 em 11 algarismos de um número.

Precisa mais alguma prova de que isto aqui é um Acampamento? Valha a esperteza.

sábado, 5 de agosto de 2006

Visão do paraíso

Do sociólogo-ideólogo Emir Sader, hoje, na Folha:

"É o regime socialista que permite a Cuba ser o único país no mundo em que não há pessoas abandonadas, sem direitos, sem amparo, sem apoio. Em que não há crianças dormindo nas ruas. O único país em que toda a população possui pelo menos nove anos de escolaridade. O primeiro país no mundo que pôde se declarar "território livre do analfabetismo", que ajudou a Venezuela na mesma conquista e agora o faz com a Bolívia. Em que toda a população pode gozar gratuitamente dos serviços da melhor saúde pública do mundo. Cuba tem mais médicos trabalhando gratuitamente em países pobres do que toda a Organização Mundial da Saúde, materializando um dos lemas da revolução cubana: "A pátria é a humanidade" (José Martí). E tudo isso apesar de ser um país sem recursos naturais valorizados no mercado internacional, submetido por séculos a uma economia primário-exportadora, centrada na monocultura do açúcar, pela divisão do trabalho imposta primeiro pelos colonizadores, depois pelos imperialistas. Essas conquistas, que tornam Cuba o país menos desigual - e, assim, o mais justo - do mundo, são possíveis pelo caráter socialista de sua sociedade."

Deve ser por isso que todo mundo foge para Cuba...

O cascateiro Boff

Embora não mereça que se perca tempo com ele, vou falar de novo do ex-frei Leonardo Boff, essa mente conturbada pela "teologia da libertação". Em artigo publicado hoje em vários jornais ("Crer apesar dos massacres do Líbano?"), ele começa, obviamente, sentando o pau em Israel, mas logo passa, de citação em citação, a falar do "sentido da história" (e adeus, Oriente Médio).

Ardiloso, finge não ser criacionista, mas esconde mal seu sectarismo. Elaborando um mingau filosófico no estilo "auto-ajuda", o "teólogo libertador" demonstra ter conservado o viés dogmático, apesar de ter abandonado a Igreja (jogou fora o cachimbo, mas a boca continua torta). Retoricamente, pergunta: "não se anunciam também sinais intrigantes que nos falam de um sentido latente nas coisas?" E ele próprio responde, desprezando o que aprendemos com as ciências: "por mais que venhamos do caos originário do big bang, não podemos negar que na evolução se manifestou uma linha ascendente que nos levou da cosmogênese à biogênese, à antropogênese e hoje à noogênese. Não se pode negar que há aí um sentido manifesto." O homem gosta de falar difícil, não?

Além de confundir evolução com progresso, o teólogo lulista certamente sabe tudo sobre o "sentido da história". Tivesse lido Karl Löwith e Norberto Bobbio, seria menos afoito. Mas para o embusteiro da "auto-ajuda", pouco importa o sentido das palavras. O negócio é encher espaço de jornal com arengas. Assim, não surpreende que ele conclua o artigo dizendo coisas desse tipo: "ter confiança na bondade fundamental da vida e dizer-lhe amém é o sentido primordial da fé que não nos deixa desesperar face ao horror da guerra" (???).

E que essa boboseira seja publicada em vários jornais, é prova de que vivemos, de fato, num Acampamento.

Update: Boff e seu correligionário "libertador" e lulista, Frei Betto, ficariam bem com uma toalha na cabeça, como aqueles aiatolás malucos.

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

O herói


Começou o panegírico. Raul Castro, irmão do ditador Fidel e sucessor imposto, agora é transformado em herói pelo jornalismo chapa-branca de Cuba (desculpem a redundância: lá só existe chapa-branca).

Vou ouvir de novo La Cucaracha.

Vagabundagem & economia

Como hoje estou vagabundeando, vou deixar a canaille (saudades, Paulo Francis!) em paz (mas só até a noite...). Acabei de ouvir Bitches Brew, de Miles Davis, que teve a ousadia, na época, de colocar lado a lado dois pianos, duas baterias - tudo com gente menor, claro, como Chick Corea, Joe Zawinull, Jack DeJohnette e por aí vai...

E, fazendo de conta que nada devo, lerei o Freakonomics (a economia sob um ponto de vista politicamente incorreto, u-lá lá!), do Steven Levitt, por indicação do amigo Claudio, editor do excelente De Gustibus non Est Disputandum, um blog que vale a pena acompanhar ("imperdível", diriam os idiotas do jornalismo "cultural").

E chega de auto-indulgência!

Cinqüentinha


Para quem começou na noite de 26 de setembro, aqui nessa província perdida, 50 mil acessos está mais do que bom. Estou tão prosa quanto o menino aí de cima. Obrigado a todos.
Tim-tim!

O porta-voz

Ele diz que está tudo bem. E é, claro, um homem sem dívidas. Quando é que vai sair a biografia do Toninho Malvadeza?

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

"Seção Larry Rohter"

Larry Rohter, como todos sabem, é aquele jornalista gringo que, a serviço do imperialismo, procurou denegrir a imagem do nosso Presidente (e que, por isso mesmo, quase foi expulso). Andou espalhando pelo mundo que o Guia que ilumina Marilena Chauí bebe algo mais que água mineral. Calúnia! E depois ainda veio o Ronaldinho, aquele gordo, dizendo a mesma coisa.

Pois bem, em desagravo, o blog criou a Seção Larry Rohter (à direita, como convém), que estampará sempre uma prova (líquida, êpa!) desse nefando ataque ao nosso líder e à soberania do país.

Vocês verão, detratores: é água, somente água!

É só passar o mouse...