sábado, 30 de setembro de 2006
Presidente do TSE ameaçado de morte
A notícia abaixo, veiculada pela Folha Online, é estarrecedora. As quadrilhas que se locupletam de algumas instituições da República (e quem mais poderia ser?) ameaçam de morte o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Marco Aurélio Mello. Não culparei o Pequeno Timoneiro, mas há gente em torno dele que gostaria de transformar o país num Estado policial e quer "faturar" a permanência no poder a qualquer custo. Não seguem qualquer ideologia, esqueçam: o objetivo é manter a chave do cofre. Amanhã teremos a oportunidade de dizer um sonoro NÃO!
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Marco Aurélio Mello, reconheceu neste sábado que recebeu ameaça de morte em mensagem enviada por e-mail, sem especificar a data da mensagem --que teria sido encaminhada neste mês. O teor do e-mail afirmava, segundo o ministro, que ele morreria se saísse às ruas."Na ocasião, eu deletei o e-mail para evitar o contato de meus familiares. A mensagem dizia que eu morreria", afirmou.A segurança do presidente do TSE foi reforçada no período eleitoral diante da ameaça.Segundo Mello, o ministro Marcio Thomaz Bastos (Justiça) colocou o governo à sua disposição para o reforço da segurança. O presidente do TSE, no entanto, optou pelo reforço montado pelo próprio tribunal, que solicitou à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal homens da Polícia Militar e da Polícia Civil. "Eu não quis adotar sistema de proteção, mas a segurança institucional. O TSE buscou e lançou mão daqueles que no Distrito Federal nos devem segurança", ressaltou. O ministro enfatizou que nenhuma ameaça terá força para mudar sua atuação à frente do TSE. "Eu não me sinto ameaçado e ameaça não me dobrará."Mello evitou apontar o responsável pela ameaça. Reconheceu que vem sendo acusado por "algumas pessoas" de atuar parcialmente no TSE, acumulando a sua função de presidente do Tribunal com a de juiz --o que teria extravasado o seu campo de atuação. Mas preferiu atribuir a "apaixonados" a ameaça. "Imagino que [a ameaça] parte de uma dessas pessoas apaixonadas e não do próprio governo", disse.Desde que o TSE decidiu abrir processo de investigação para apurar a compra do dossiê contra candidatos tucanos, ao acatar pedido protocolado pela coligação do PSDB-PFL, Mello vem sendo acusado de parcialidade no caso.O presidente do TSE reagiu com bom-humor à ameaça e ao reforço em sua segurança pessoal. "Cheguei a receber o telefonema de um vidente me advertindo, muito embora eu acho que tenha o corpo fechado.(...) Por isso, estou com a minha liberdade cerceada."
Meditação

Não sou fã do Arthur Koestler (1905-1983), mas, não sei por que razão, hoje me lembrei de uma advertência que ele fez no livro O Iogue e o Comissário. Aí vai:
Voto nulo é voto na quadrilha
Este escrevinhador - que já declarou voto contra o lulo-petismo - apenas acrescenta: anular é enfiar o pé na lama ainda mais fundo. Preserve a democracia.
sexta-feira, 29 de setembro de 2006
TSE aprova divulgação das fotos

O comissário Berzoini, presidente do PT, queria que o Estadão suspendesse a divulgação das fotos da dinheirama para a compra da armação contra os tucanos, que já invadiram a blogosfera.
Em homenagem ao ex-ministro da Previdência e algoz dos aposentados, vai aí outra foto. Reparem que a caixa é do Banco Central, que também "não sabia" de nada.
Petistas querem impugnar candidatura Alckmin
A blogueira chapa-branca Tereza Cruvinel (O Globo), uma das madrinhas do lulismo nas redações, informa que
"os advogados da campanha do presidente Lula estão entrando com duas ações na justiça. Uma pedindo a impugnação da candidatura de Geraldo Alckmin, sob a alegação de que há fortes indícios de que conexão [sic] de sua campanha com suposta compra das fotogrias [sic] do dinheiro apreendido pela Policia Federal (que seria usado por petistas na compra de dossiê contra os tucanos). Outra, pedindo que seja mantido o embargo da divulgação das fotos, por se tratar de uma ação que corre em segredo de justiça. Mas esta foi apresentada pelo advogado do deputado Berzoini, ex-coordenador da campanha que caiu com o estouro do escândalo do dossiê.
Na pressa, a rechonchuda jornalista cometeu os erros que preservei aí no texto (talvez ela corrija depois). Deve ter recebido a informação por telefone diretamente do coordenador da campanha de Lula, Marco Aurélio "Sargento" Garcia.
Que beleza de jornalismo!
E a PF quer pegar quem foi correto
Ora, a polícia é do Estado ou do governo? Quando as operações favorecem o governo, vira Pavão; quando o desfavorecem, vira Avestruz? Veja o que dizem os próprios delegados ("PF critica a PF", abaixo).
As fotos que o governo escondeu

Do Estadão: A mando do ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça), a Polícia Federal escondeu as fotos das pilhas de dinheiro. Bastos alegava que a exibição das imagens poderia ser usada pela oposição na campanha eleitoral e prejudicar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. Apesar de o "homem da mala", segundo as imagens de vídeo, ser Hamilton Lacerda, foi Gedimar, que integrava o comitê da campanha presidencial, em Brasília, quem recebeu o dinheiro. Por causa dessa "ponte" entre os comitês de Lula e Mercadante é que a PF montou, segundo a oposição, uma verdadeira "operação tartaruga" em torno das investigações do dossiê Vedoin. (Leia aqui e veja as fotos).
Note-se: o dinheiro para a armação contra os tucanos estava nas mãos de um membro do comitê de campanha de Lula. Portanto, há envolvimento direto da campanha com a fraude. Está claro que a candidatura Lula deveria ser impugnada. Como já disse aqui, caso Lula seja reeleito, arrasta atrás de si um imenso rabo.
Outra coisa: as oposições deveriam convocar observadores internacionais para as eleições. Quem é capaz de fazer o que o lulo-petismo fez até agora, será capaz de fraudá-las.
Perguntar não ofende: não seria o caso de adiar as eleições?
Contra o petismo
Sobre o debate de ontem à noite, todo mundo já disse o que havia a dizer. Faço apenas algumas observações, e remeto à apreciação feita pelo amigo Aluízio ("Debate entre os candidatos abre caminho para o segundo turno"), que assino embaixo. Postura serena, de candidatos bem preparados, tiveram apenas Alckmin e Cristovam. De corpo inteiro, Heloísa Helena - extremamente tensa - mostrou apenas o que é: uma coletora de jargões datados, que a história já renegou. No conjunto, uma coisa ficou evidente: há alternativa ao poder corrupto institucionalizado pelo lulo-petismo. Nenhuma maravilha à vista, mas não estamos condenados a chafurdar na lama. O importante é derrotar quem lançou o país nessa desgraça.
Confesso publicamente minha opção pelo candidato Alckmin, que deverá atingir o segundo turno. Nunca pertenci a qualquer partido e critiquei duramente o principado de FHC, além da candidatura do Picolé de Chuchu. Acho, porém, que o PSDB e seus aliados - diferentemente do PT e seus bandos - não representam um perigo à sobrevivência das instituições democráticas. O petismo, já disse aqui, possui mentalidade antidemocrática, herdeiro que é da linha socialista autoritária que fracassou irremediavelmente nos países civilizados. Não quero dizer, com isto, que não haja possibilidade de articulação de um socialismo democrático, nos moldes europeus ou do pequeno Chile, isto é, um socialismo que reconheça as liberdades clássicas, defenda a economia de mercado e a livre concorrência - tudo o que, para o petismo, é coisa da horrenda "direita", do maldito capitalismo.
O petismo exemplifica na prática a distinção "amigo-inimigo" estabelecida na teoria do jurista alemão Carl Schmitt (1888-1985), segundo a qual o exercício da política pressupõe a identificação do inimigo. Em outras palavras, só existe política se você sabe quem é o inimigo. A esquerda européia apropriou-se do pensamento do nazista Schmitt nos anos 1980/90, e, indiretamente, esse ideário moldou a política petista, cujos "intelectuais orgânicos" são exímios em citações de segunda mão e na mera absorção do "espírito do tempo". O fato é que, desde a origem, os petistas encararam os adversários como inimigos. E com inimigos não se dialoga: eles devem ser abatidos, submetidos, destruídos. Mais que partido, o PT é uma etnia, como bem definiu Millôr Fernandes.
O Brasil tem a chance de livrar-se dessa etnia antidemocrática no próximo domingo. Ou naufragará junto com ela.
quinta-feira, 28 de setembro de 2006
Uma banana para o eleitorado
Na verdade, Lula não tem o que dizer. Sua participação se resumiria à defesa de um governo eticamente lamentável, o mais lamentável da história brasileira. E sem o ombro amigo do advogado criminalista do governo, que, nas horas vagas, atende como ministro da Justiça.
Que os eleitores esnobados lhe dêem a devida resposta no próximo domingo.
P.S.: em detrimento de um debate de amplitude nacional, o Pequeno Timoneiro preferiu participar de um comício em São Bernardo, viveiro do neopeleguismo que assalta a República.
Mais sonífero para o gigante adormecido
O gigante adormecido em berço esplêndido tomou mais uma dose de sonífero no governo Lula. Investimentos públicos decrescentes não permitem que a economia nem sequer pratique o vôo de galinha. Lula investiu em quase quatro anos de mandato o mesmo que FHC investiu em seus dois últimos anos de mandato. (Leia aqui).
Nana, Bananão, nana, enquanto dilapidam teus cofres.
PF critica PF
PAVÃO OU AVESTRUZ? - Não tem volta. Depois de toda demonstração de autonomia, a PF sucumbe, mais uma vez, ao rótulo de Polícia de Governo. Os arautos afinam as vozes, e a empáfia dá lugar à bazofia. Agora, pouco importa o resultado das investigações.
Desde o ano passado, durante o III Congresso Nacional dos Delegados de Polícia Federal, a Fenadepol vem defendendo a idéia da autonomia administrativa, orçamentária e funcional para a PF. Trata-se de caminho inevitável para o tão almejado aprimoramento técnico-intelectual e salarial para seus servidores.
Depois da pirotecnia das operações que fizeram a agenda positiva do Governo Federal, num ato de retrocesso, a Polícia Federal, sabe-se lá por ordem de quem, esconde fatos, pessoas, imagens, gerando um dos maiores constrangimentos para a categoria. Pouco importa o resultado das investigações. O tratamento diferenciado se consumou. Para perplexidade de todos nós o espetáculo deprimente e deplorável se desenrola.
Até poucos dias, era possível exibir a imagem de independência que, independentemente das bandeiras levantadas pela Fenadepol, a PF dava indicadores de se consolidar sozinha, chegando inclusive a silenciar as vedetes do Ministério Público Federal.
Não tem volta. O dossiê do sujo e do mal lavado acabou consolidando o conceito de polícia de governo. A PF sucumbiu e os arautos da independência e da polícia técnica afinaram as vozes, e a empáfia dá lugar à bazofia oficial. O pavão que antes exibia a majestosa cauda transformou-se em avestruz e enfia a cabeça na terra.
Mas que diabo é isto?
GOVERNO LULA É APROVADO POR XX% DA POPULAÇÃO
Administração Lula atinge XX% de avaliação ótima ou boa, enquanto que para XX%, governo é ruim ou péssimo, mostra pesquisa.
Do G1, em Brasília e São Paulo
Pesquisa CNI-Ibope divulgada nesta sexta-feira (15) mostra que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva é considerado bom ou ótimo por XX% da população. Essa é a melhor/pior avaliação do governo.
A imagem do presidente Lula é avaliada positivamente/negativamente por XX% da população. Para XX%, o presidente é bonzinho/malvado, enquanto que para XX%, ele é bonzinho/malvado.
A pesquisa mostra também que a população está mais/menos confiante em relação à economia. Para XX%, a situação econômica vai melhorar/piorar, com crescimento/diminuição do desemprego.
A CNI-Ibope ouviu XX pessoas em xx municípios de XX estados. A margem de erro da pesquisa é de XX, pontos percentuais para mais ou para menos.
(Cris, sempre vigilante).
quarta-feira, 27 de setembro de 2006
Aniversário

Este blog, que começou numa noite do final de setembro, está completando um ano. No início, chamava-se O Iconoclasta (mas jamais escondendo o nome deste escrevinhador). Não pensei que duraria tanto. Desde então, foram mais de 800 postagens, dia após dia, tentando seguir o perfil traçado: o de um blog político-filosófico-jornalístico. Confesso que a página se tornou mais política do que gostaria, até por força da crítica conjuntura brasileira e das eleições. Ao longo desse ano, foram quase 70 mil acessos, um bom número para um bloguinho perdido numa província distante dos grandes centros e desvinculado da mídia. Deverá continuar, sempre iconoclástico (às vezes demasiado cáustico), enquanto puder mantê-lo. Agradeço aos gentis leitores, visitantes e qualificados comentaristas - sem os quais já teria desistido da tarefa: criticar, refletir e incomodar os que devem ser incomodados. Sobretudo, mantendo independência de credos, partidos e ideologias, mas sem deixar de tomar partido pela democracia, cujos inimigos nunca esmorecem.
Nada de velinha. Em comemoração, fica a "garrafinha" conduzida pelo menino prosa aí da foto. Tim, tim.
PT arrecadou a dinheirama
Do Estadão: Após um dia de intensas buscas em casas de câmbio, bancos e instituições financeiras de São Paulo, a Polícia Federal encontrou a prova definitiva que liga o PT ao dinheiro - R$ 1,75 milhão - arrecadado pelo partido para pagar à família Vedoin pela compra e divulgação do dossiê contra o candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, José Serra. A PF já tem os nomes de todos os envolvidos na operação de recolhimento do dinheiro - R$ 1,16 milhão e R$ 248,8 mil - e sua entrega em duas remessas aos petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha, que se encontravam hospedados no hotel Íbis, próximo ao aeroporto de Congonhas. A PF descobriu que pelo menos dois emissários designados pelo Diretório Nacional do PT ficaram encarregados de resgatar os dólares nessas casas de câmbio e os reais em agências de três bancos em São Paulo e no Rio. Esses emissários são o elo para fechar toda a cadeia de comando da operação.(Leia aqui).
A blogosfera gargalha
A "decisão" do moreno não surpreende. Ao bom leitor, os vieses são transparentes.
Por isso, repito o que já disse aqui: bye, bye, Noblat.
"Teoria Final" à vista?
A teoria das cordas pode ser a base da chamada "Teoria Final" ou "Teoria de Tudo", o grande sonho da física das partículas elementares. Supõe-se, segundo o físico Steven Weinberg (também Prêmio Nobel de Física), que uma teoria final será baseada em princípios de simetria, e espera-se que tais simetrias unifiquem as quatro forças elementares do modelo padrão: a gravitação, a força fraca, a força eletromagnética e a força forte.
Weinberg, que escreveu um belo livro sobre o tema (Sonhos de uma teoria final. A busca das leis fundamentais da natureza, Rio de Janeiro, Rocco, 1996), diz que "durante décadas não soubemos quais eram essas simetrias e não tínhamos uma teoria quântica da gravitação matematicamente satisfatória, que incorporasse a simetria subjacente à relatividade geral. Talvez agora isso tenha mudado. (...) Desenvolveu-se um novo quadro teórico para uma teoria quântica da gravitação e possivelmente para todo o resto - a teoria das cordas. A teoria das cordas forneceu nosso primeiro candidato plausível para uma teoria final."
Update: para ter um lampejo do que significa a teoria das cordas, entre aqui na dica do Multifário e vá clicando até o final: lá estarão, vibrantes, as tais cordas.
Urnas vulneráveis
(Colaboração da Cris).
Tropas de Chávez massacram mineiros
Tropas do comandante Chávez promoveram massacre de seis mineiros em Parágua, na zona de fronteira venezuelana. Há informações de que, entre os mortos, havia dois brasileiros. Chávez reconhece que houve "uso abusivo de armas". E o governo brasileiro, enfim, pede informações.
Bons amigos tem o governo Lula. Evo Morales toma a Petrobras e ameaça cortar o fornecimento de gás; e o fanfarrão Chávez trucida brasileiros.
Muy amigos!
P.S.: e a imprensa brasileira silencia...
(Agradecimentos ao Efigênio)
terça-feira, 26 de setembro de 2006
Chamem o FBI !
Está no Estadão: "a Polícia Federal já tem o nome do banco, da agência, do correntista onde o dinheiro foi depositado e até do sacador, mas mantém os dados em sigilo para não alertar os alvos, até que sejam concluídas as diligências em curso para produção de provas."
O fato: conhecido nos EUA como incompetente depois do 11 de setembro, o FBI é mais competente que a PF do Bananão, que, como seu chefes MTB e Lula, "nada sabem". Enrolation e mais enrolation.
Aliás, já defendo a recolonização do Acampamento Brasil. A colonização ibérico-católica deu nisso aí: "gigante adormecido em berço esplêndido" - não cresce, não sai do berço e é corrupto. Todos os males desse bebê de 500 anos são atribuídos aos outros (a bola da vez são os EUA, nossos maiores importadores).
Nada! Esse "caldo cultural" dito brasileiro, tão elogiado aqui dentro, é ruim. É pré-científico. Seu também auto-elogiado sincretismo é porta aberta para religiões picaretas, máfias, quadrilhas. O Brasil se pensa maior que os vizinhos, mas é o Cucarachão da América Latina. É tão importante, mas tão importante, que, se um meteoro desintegrar este "gigante adormecido", vinte dias depois ninguém mais no planeta falará nisto.
Pseudociência invade a universidade

Mas é quando a pseudociência passa a ser difundida com o dinheiro público que a situação se agrava. A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por exemplo, ministra regularmente cursos de extensão em Reiki – técnica oriental de cura com as mãos –, Aromaterapia e Mandalas. Os cursos são oferecidos pelo CCSA, Centro de Ciências Sociais Aplicadas. Já a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), certamente uma das mais conceituadas universidades do país, é a instituição pública brasileira com a maior oferta de cursos de extensão para a formação de profissionais esotéricos: “Terapia Floral”, “Fisiologia Chinesa e Práticas Energéticas”, “Astrologia, Corpo e Saúde“, “Cromoterapia” e
especialmente o “Ecologia da Mente”, guarda-chuva místico sob o qual se abrigam Radiestesia, I-Ching, Feng-Shui e Tarô. Para ser honesto, nenhum dos cursos citados causaria estranheza no triste cenário atual não fosse o fato de estarem catalogados na área de“Ciências da Saúde” e serem oferecidos pela Divisão de Ensino, Pesquisa e Extensão do Hospital Escola São Francisco de Assis. De fato, um dos projetos em andamento neste hospital universitário é a implantação destas técnicas no tratamento dos pacientes, buscando a “redução de custos hospitalares e melhoria da qualidade de vida e saúde (...) aprofundando e construindo o conhecimento das terapias naturais numa perspectiva multidisciplinar”.
Peroba nele!

Esse bando é impagável mesmo. Vejam o que disse à PF o churrasqueiro/enfermeiro/banqueiro Jorge Lorenzetti sobre os milionários repasses do governo à tal da Unitrabalho (que gracinha de nome), Ong que ele próprio fundou: as transferências se devem ao "maior empenho social" do Pequeno Timoneiro...
Daqui não saio...
Em privado, ministros do Supremo manifestam preocupação com a escalada retórica de apoiadores de Lula. Nos últimos dias, vários passaram a sugerir a "ilegitimidade" de qualquer resultado que não seja a vitória do petista já no primeiro turno.Ontem, o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B), voltou-se contra a "campanha dos adversários querendo levar a eleição para o segundo turno, independente da vontade do eleitor, porque acham que assim é melhor". Aldo arrematou: "melhor para quem, cara pálida?". Ministros temem que a radicalização lance desconfiança sobre o processo eleitoral e ajude a dividir a sociedade uma vez apurados os votos.
Apenas uma observação: o lulo-petismo já joga há tempo na divisão da sociedade.
Imperador metalúrgico
ALÔ, PF: DE ONDE VEIO A DINHEIRAMA???
"Bando" e seus sinônimos
O documento da Procuradoria Geral da República incriminando grandes figuras do governo e do PT (ver abaixo, "Ali Babá e a era petista") se refere muitas vezes à palavra "quadrilha". Certamente, não se trata da famosa dança popular brasileira, própria dos festejos juninos.
Uma das definições do Houaiss que se enquadra perfeitamente ao espírito da denúncia ao STF é "bando de malfeitores, súcia, corja". Para encurtar: quadrilha é sinônimo de súcia ("reunião de indivíduos de má índole ou de má fama; malta, bando").
A sinonímia de súcia, por sua vez, forma um elenco devastador. Escolha o seu termo predileto: cacaria, cachorrada, cambada, canalha, caterva, corja etc. E o dicionarista, ainda por cima, manda consultar também a "sinonímia de ralé"...
Houaiss dixit.
segunda-feira, 25 de setembro de 2006
Lula no Tribunal
Resumindo: Lula pode se reeleger, mas leva consigo um imenso rabo.
Tinhoso rides again
Olha o Tinhoso aí de novo! Na manifestação organizada agora à noite em São Paulo "Por um Brasil Decente", o ex-presidente FHC não poupou palavras. Lula está longe de ser o Messias que, na sua megalomania, imagina ser: é o próprio "Demônio".
O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia: "é um governo de bandidos".
Jorge Bornhausen, presidente do PFL: Lula é "o chefe dos aloprados".
E o governador de São Paulo, Cláudio Lembo: "nunca vi bandido ser eleito. Vamos corrigir no dia primeiro de outubro o erro de quatro anos atrás".
Justiça faz justiça
Por falar em lentidão, ainda não se sabe de onde veio a dinheirama para a compra da armação contra Alckmin e Serra. Ou melhor, as autoridades sabem (têm obrigação de saber), mas a tartaruga que zela por essa área está com a patinha machucada: ainda não deu para recolher todos os dados. Assim, há tempo para engendrar mais alguma tramóia.
Ética zero
Não faz marola...
Mais do que o churrasqueiro das festas petistas, Jorge Lorenzetti, suspeito de participar da compra do dossiê contra tucanos, aparece como sócio do presidente Lula e de Aloizio Mercadante numa ONG de São Paulo fundada em 1989.
Pelo site da Receita a entidade, a RCT (Rede de Comunicação dos Trabalhadores), continua ativa. Participam da ONG outros envolvidos no caso do dossiê: o presidente do PT, Ricardo Berzoini, e seu ex-secretário no Trabalho Oswaldo Bargas. No total, a lista de fundadores chega a 53 petistas e tem como secretário o atual ministro do Trabalho, Luiz Marinho, chefe da pasta que enviou recursos a outra ONG ligada a Lorenzetti, a Unitrabalho.
Observe-se que o ministro do Trabalho não pode ocupar cargo em sociedade, empresa ou ONG. No mínimo, deveria ter se licenciado. E, ainda por cima, Marinho enviou dinheiro para outra ONG de Lorenzetti, a famigerada Unitrabalho.
(Colaboração do Efigênio).
Judas e as urnas
"Matar" no primeiro? Bene, começo a desconfiar ainda mais da segurança das urnas eletrônicas.
domingo, 24 de setembro de 2006
O "lado claro" do PT fica no porão, tio Mino.
A Carta do tio Mino cumpre, no campo das publicações semanais, a tarefa que a agência oficial Carta Maior (leia-se: Menor) cumpre diariamente no mundo da internet: a justificação do injustificável.
A quadrilha antidemocrática
Em editorial com o título "Degradação", a edição deste domingo da Folha de S. Paulo reflete com clareza sobre a situação a que o lulo-petismo conduziu o país. Falta-lhe, porém, a altivez que teve em outras épocas de perigo institucional. Falta-lhe estampar na capa um editorial como este e dizer, sem meios termos, que toma a defesa do Estado de Direito e, por isso, é contra a continuidade de um governo degradado. Falta-lhe alertar que a reeleição de um governo que vê a imprensa como inimiga e tolera a existência de uma quadrilha que trama contra a democracia é uma desgraça para a nação. A Folha se declara apartidária, e isto é correto: nenhum jornal deve ser subserviente a interesses partidários. Mas isto não a exime - e a imprensa em geral - de tomar partido pela democracia e a preservação das instituições. É um ato de grandeza a que, miseravelmente, nossos jornais têm fugido. Transcrevo abaixo um trecho do editorial.
Conspiradores sem escrúpulo se dizem vítimas de conspiração. Mafiosos acusam quem os indicia. Intelectuais se tornam militantes da mentira. Como nos tempos de Stálin, setores de esquerda se esfalfam em condenar os que não ficam cegos aos desmandos do tirano.
Lula não é nenhum tirano. Mas, se ele próprio é levado a condenar a felonia de seus companheiros, sua candidatura representa a tolerância com toda uma quadrilha.
Uma quadrilha que vê, na ilegalidade, a volta ao charme romântico de uma época em que havia méritos em ser clandestino. Uma quadrilha que aproveita, do messianismo ideológico de outros tempos, os argumentos de que a elite quer apeá-la do poder. Uma quadrilha que, por fidelidade ao chefe, por submissão ao chefe, imagina agradá-lo quando mergulha na prepotência, no autoritarismo, na chantagem e na corrupção.Talvez o chefe goste disso. Talvez premie, num futuro mandato, asseclas menos desastrados.
Tudo depende do aval que lhe derem as urnas. Esta Folha mantém, como sempre, o compromisso de apartidarismo que está entre as razões de ser de sua atividade jornalística.
Nas eleições que opuseram Fernando Collor de Mello, de um lado, e Luiz Inácio Lula da Silva, de outro, este jornal não tomou partido. Os asseclas de Collor promoveram uma patética invasão da Folha uma semana depois da posse. Os asseclas de Lula por ora se limitam a reclamar de supostas malevolências oposicionistas.
Não há malevolência, porém, diante do fato consumado. Não há inocência tampouco. No âmago do governo Lula, age uma organização disposta a quase tudo para se manter no poder. De seu sucesso -ou não- depende o futuro da democracia brasileira
Aznar critica muçulmanos
O que vem agora? Ira também contra Aznar, of course.
Ética? Lulistas não estão nem aí.

Confirmou-se o que todos nós, no fundo, já sabíamos. O eleitor de Lula é tolerante com a maracutaia, a corrupção e a ladroagem. Não está nem aí para a questão ética, como mostra uma pesquisa publicada no Estadão.
Bene, se Lula ganhar a eleição, isto aqui será mesmo um Acampamento de larápios. O Bananão deixará uma marca original na história universal.
P.S.: aproveite para ler Ética e relativismo cultural, de Harry Gensler, e veja a que precipício pode nos conduzir a relativização radical dos valores.
Collor era "fichinha" (II)

O ministro da Justiça Márcio T. Bastos não quis mostrar o dinheiro apreendido com os amigos de Lula para comprar a armação contra os tucanos. A imprensa também não teve a idéia de mostrar um exemplo. Restou aos blogs divulgar uma montagem simulando a fortuna nas mãos do lulo-petismo.
E as autoridades nada dizem sobre a origem da dinheirama. Não duvide, leitor, pode ter saído do nosso bolso.
(Foto surrupiada do blog do Aluízio).
sábado, 23 de setembro de 2006
Collor era "fichinha"...
O candidato Geraldo Alckmin disse hoje o que está na boca de cidadãos indignados há muito tempo. Este blogueiro já ouviu a frase dezenas de vezes, de desconhecidos a amigos, de colegas a alunos: "por muito menos o Collor caiu." A declaração foi feita em entrevista na Cidade de Deus, na zona oeste do Rio de Janeiro, na tarde deste sábado. E completou o candidato: "o PT quer impunidade. Foram pegos com a boca na botija e aí vêm com essa bobagem de achar que isso aí é golpe. Se há tolerância, essa tolerância foi do Lula."
P.S.: aliás, não deve ser por acaso que Collor apóia o lulo-petismo. Questão de omertà.
O cascateiro ataca o papa
O ex-frei lulista fica com um pé no mundo religioso e outro no terreno secular. Tenta enganar os dois. Está mais para o sujeito do post aí embaixo que para a religião.
Acordaram o Tinhoso !

- Com mil deuses! Lula e essa pelegada barulhenta me acordaram. Mas eles que aguardem, a vingança será cruel. Eles têm cadeira especial aqui em casa! HA HA HA! O sindicalismo larápio é meu auxiliar.
sexta-feira, 22 de setembro de 2006
Sociologia de poltrona

Uma das signatárias do ridículo "manifesto" do neopeleguismo bananeiro (CUT), que, antevendo segundo turno, acusou a "direita" e a mídia de tentarem "melar" as eleições, é uma tal de Federação Nacional dos Sociólogos Brasileiros (Fnsb). Para começar, não tem página na internet (é anônima?, é clandestina?). Alguma referência a ela aparece no site do Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo - ligado à CUT, of course.
Como, ao que parece, nada tem a apresentar, deve se tratar de uma associação de sociólogos de poltrona, isto é, pseudocientistas atrelados a sindicatos que reduzem um importante campo de conhecimento à lengalenga ideológico-partidária. Certamente passam as tardes em bem regadas tertúlias de comadres. Ah, o que não faz o diploma fácil.
Sociólogo pelego - outra criatura da era lulista.
Lula brinca com fogo
Enterrado no lamaçal que circunda o palácio, o presidente Lula tenta jogar o povo contra as oposições. O tom já foi dado pelo manifesto da pelegada da CUT ontem (ver "Pelegada esperneia e ameaça", abaixo), que acusou os opositores de tentarem "melar a eleição". Em outras palavras, o governismo tenta colocar a reeleição como fato consumado.
Lula namora com o perigo. Diz ele: "é preciso ficar de olho, porque tem gente neste País que ainda não aprendeu a conviver com a democracia. Deixaram um operário chegar ao poder e disseram: ´A gente, depois, tira ele à força. Ele não vai dar certo, e a gente volta com toda a força´."
Ora, se alguém tenta dar golpe é o lulo-petismo. O que os novos ricos do sindicalismo dizem é que não entregarão o poder pacificamente. Ameaçam tumultuar as eleições para não largar a chave do cofre. Antevendo um segundo turno, Lula reforça essa perigosa linha de racíocínio.
As ameaças, porém, indicam desespero. Diante da possibilidade de derrota, o lulo-petismo e a pelegada orgânica tentam, eles sim, melar a eleição.
El Cocinero

Já mencionei tantas vezes meu conterrâneo e ex-colega da UFSC que não resisto a colar aqui a foto do homem. Jorge Lorenzetti, o churrasqueiro e diretor de banco estadual (o Besc, que está nas mãos do governo federal) mostrou a cara hoje e assumiu tudo, inocentando todos. Delúbio Júnior. O bigodão, os óculos escuros e o terno riscadinho lhe dão aquele típico ar de latino honestíssimo.
Coloque o fone de ouvido, por favor. Vou chamar La Cucaracha.
P.S.: Curiosidade: o chefão do Besc é Euclides Mescollotto, amigo do amigo do presidente Lula, fundador do PT em SC e ex-marido da...senadora Ideli Salvatti.
Índio quer mais Estado?
"A Bolívia com problemas de abastecimento. Incrível! Só pode ser culpa do modelo neoliberal excludente globalizante que conspira contra o presidente!
Ou seria a lógica econômica elementar que ele ignorou ao criar para si mesmo o problema da nacional-estatização bolivariana?"
P.S.: de índio, o cocaleiro Morales - amigo do novo coordenador da campanha lulista, "embaixador" Marco Aurélio "Sargento" Garcia - só tem a cara. Sangue do espanhol invasor corre em suas veias. O resto é discurso multiculturalista.
Banqueiros já temem segundo mandato
O site Estadão informa que o setor financeiro "começa a temer a possibilidade de um segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), franco favorito nestas eleições presidenciais, ficar paralisado em meio a inúmeros processos de investigação envolvendo membros do governo petista. A análise é de que a governabilidade do presidente ficaria comprometida e, por conseqüência, não seria possível promover reformas como a fiscal e a previdenciária, que dependeriam de acordos diretos com o Congresso Nacional." (Leia aqui).
Bene, o "mercado" demorou. Os cidadãos brasileiros, atarantados com tanto escândalo, já temem uma dose dupla do Pequeno Timoneiro há muito tempo. Mas, enfim, caiu a ficha. Só falta cair, agora, a de entidades que em outros tempos estiveram comprometidas com o Estado de Direito, a exemplo da OAB - tão mudinha quanto as associações empresariais. Acorda, Bananão!
Pelegada esperneia e ameaça
A central dos pelegos (CUT), que sempre esteve mais para o fascismo de Mussolini do que para a social-democracia européia (que integrou o sindicalismo à democracia), mobiliza as lideranças dos chamados "movimentos sociais" contra Serra e Alckmin, insinuando que são eles os responsáveis (!!!) pela "onda de mentiras e baixarias patrocinadas pelo que há de mais reacionário e apodrecido no país", sempre com a participação dos malditos "meios de comunicação", claro. Como se vê, a CUT e as entidades filiadas seguem religiosamente a trilha da filósofa da corte Marilena Chauí - aliás, sempre convidada para palestras nos sindicatos - na sua luta insana contra os fatos: tudo seria apenas interpretação e construção da mídia. É a "luta de classes" em ação. É preciso controlar a imprensa, portanto, como já resmungou o próprio Lula. Eis aí a "democracia radical" do lulo-petismo.
E, atenção, tenta-se de qualquer maneira prosseguir com a armação perpetrada pelo amigo churrasqueiro do presidente e seus asseclas e, ainda por cima, atribuí-la aos próprios tucanos, num verdadeiro atentado à inteligência e à capacidade de discernimento das pessoas. O que a pelegada deseja é continuar a rapinagem dos cofres públicos através de suas ongs e associações - cujos dirigentes vivem como nababos -, ameaçando perturbar as eleições. Seu poder de mobilização, no entanto, é sofrível: não consegue botar as "massas" na rua nem com sorteio de prêmios e brindes.
Assinam o "manifesto" da CUT, entre outras entidades e "movimentos" ditos sociais, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), hoje mera correia de transmissão do lulo-petismo no poder. Vivo fosse, Stálin teria carteirinha de jornalista da Fenaj. Sentir-se-ia em casa.
Vou pedir o saquinho mais uma vez.
P.S.: e o blog Trem Azul comenta que dez milhões de cartilhas ou panfletos serão distribuídos por 55 "entidades da sociedade civil" pedindo apoio à reeleição do Pequeno Timoneiro. É muita cartilha, de fato. Se cada uma custar um real, a despesa chegará a dez milhões de reais (e quem paga?). Se isto acontecer, anota um atento observador deste blog, constituirá violação da lei eleitoral: "não pode o particular fazer propaganda (a cartilha é irregular, até carta pode complicar)."
quinta-feira, 21 de setembro de 2006
Isto é Istoé
"O caso da Istoé deixa o cidadão perplexo pelo que se sabe e pelo que se sussurra. Fico no que se sabe, que é o que se pode afirmar com algum grau de segurança.
* Em 2003, o jornalista Fernando Rodrigues, da Folha, demonstrou que o governo do Paraná comprava reportagens positivas em jornais locais. A única publicação nacional no levantamento era a Istoé Gente. A revista afirmou tratar-se de pagamento por reimpressões de reportagens.
* No ano passado, a Polícia Federal investigava questões fiscais da cervejaria Schincariol. Num grampo, pegou um diálogo entre um publicitário e um diretor da cervejaria, ambos conversando sobre a compra de uma capa da Istoé Dinheiro. O diretor da revista negou a venda de matérias, e o publicitário disse que foi tudo bravata.
* Em março, o repórter de política Luiz Cláudio Cunha publicou um artigo no Observatório da Imprensa apontando diversos problemas com a condução jornalística da revista. Na semana seguinte, o veterano jornalista foi demitido.
* No caso atual do Dossiê Sanguessuga, a revista foi acusada de estar no papel de compradora. O coordenador da campanha de Lula, Ricardo Berzoini, e um assessor do candidato a governador de São Paulo Aloyzio Mercadante caíram por supostamente negociarem informações com a revista."
(Do Blog do Deu no Jornal).
Tolstoi no Acampamento

Jornalismo de esgoto
É de virar o estômago. Com licença, vou ao banheiro. Saquinhos já não bastam.
Os impagáveis
Jargão politicamente correto é com essa turma, que entende tudo de "direitos humanos", "cidadania", "inclusão social" etc.
Bene, exigir que entendam também de "ética" já é querer demais.
Sarney, o ditador do Amapá.
Proteste você também. Eis o endereço eletrônico do senador: sarney@senador.gov.br.
Democracia sem adjetivos X "democracia radical"
A persistência desse viés maniqueísta, que deixou de lado a questão democrática fundamental, acabou gerando uma curiosa inversão de valores. Os que se dizem de "esquerda" e vêem a democracia com desdém continuam se achando representantes legítimos e exclusivos "do Bem", e todos os que deles discordam são automaticamente maléficos "direitistas", sejam democratas ou não.
Em outras palavras, quem é democrata, defende as instituições democráticas e a democracia como valor universal (sem adjetivos) é tachado de "direitista". Quem, ao contrário, critica - ou mesmo rejeita - a democracia, adjetivando-a como "burguesa", "formal" ou "capitalista", e alega ser necessária uma "democracia popular" ou "radical" (caso do petismo), é abençoado como "esquerdista" e, logo, tido como um sujeito "do Bem". Pouco importa que os adjetivadores da democracia namorem regimes autoritários ou populistas, tentem recolher as cinzas do socialismo historicamente fracassado e manifestem pouco apreço pelas instituições e pela independência dos poderes.
Para estes, o socialismo democrático do Chile não é um exemplo a seguir. Seus guias são outros: o decadente Fidel Castro e o fanfarrão Hugo Chávez, que implantaram em seus países a tal "democracia radical". Quem tiver dúvidas a respeito pode ler Frei Betto, Leonardo Boff, Emir Sader, José Dirceu, Marilena Chauí (esta última acaba de nos ameçar com a "verdadeira democracia", com Lula reeleito, claro - ver post abaixo). O pensamento que eles representam é tudo, menos democrático. Não passam de autoritários. E autoritários e antidemocráticos existem tanto à "esquerda" quanto à "direita".
O lulo-petismo se considera de "esquerda". Será "do Bem"? Resposta na delegacia da PF mais próxima.
P.S.: "Reconhecemos a existência, em escala mundial, de forças e movimentos de caráter democrático, popular, de libertação e socialista com identidades com o projeto petista e com os quais manteremos relações privilegiadas." Eis o "socialismo petista" - conheça aqui esse ornitorrinco anticapitalista.
quarta-feira, 20 de setembro de 2006
Segundo turno à vista
Mas há algo no ar além do fedor de podridão. Lembre-se que a campanha do desarmamento foi derrotada silenciosamente...
Segundo turno à vista, sim. Pelo bem da democracia. E da ética.
Jornalismo palaciano
Jornalismo palaciano não identifica fontes. Fala como se estivesse dentro do próprio palácio, postado ao lado da cadeira presidencial, observando até as reações psicológicas do presidente da República ante o novo escândalo que bate à sua porta. O estilo é típico de alguns blogões de jornais. É lulojornalismo explícito. Pode começar ou terminar uma nota assim: "Lula está furioso com Berzoini. Acha que ele não lhe contou tudo que sabe a respeito do escândalo". Quem disse isto? O leitor jamais saberá. É coisa colhida na "plantation" do Planalto. Vejam um exemplo no seguinte post do Noblat (colocado na rede às 12:00):
Lula convoca reunião de emergência
Lula acaba de convocar para uma reunião de emergência no Palácio do Alvorada os ministros da Justiça (Márcio Thomaz Bastos), das Relações Institucionais (Tarso Genro) e da Secretaria-Geral da presidência da República (Luiz Dulci). E mais o chefe de gabinete do próprio Lula, Gilberto Carvalho, e o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini.
Quer discutir com eles o escândalo que envolve o PT com a operação de montagem do dossiê que supostamente liga José Serra à Máfia dos Sanguessugas e os reflexos do escândalo em sua campanha. Lula ouvirá de um dos ministros sugestão que refugou na última sexta-feira: a de afastar dos seus cargos e de suas vizinhanças os citados no escândalo.
Se aceitar a sugestão dessa vez, Berzoini deixará de participar do resto da campanha de Lula. É ele quem a coordena.
Lula está furioso com Berzoini. Acha que ele não lhe contou tudo que sabe a respeito do escândalo.
Tia Marilena briga com os fatos. De novo!

Filósofa da corte repete tese fantasmagórica:
crise do mensalão foi engendrada pela mídia...
E a filósofa oficial Marilena Chauí, que se aposentou da USP e do pensamento, continua com a fantasmagórica tese de que o escândalo do mensalão foi criação da mídia. A idéia, aliás, nem é dela. Marilena - que já afirmou ser a imprensa pior que a inquisição - simplesmente "embarcou" numa esquisita reportagem publicada há tempos pela revista Caros Amigos (Caros Compadres seria melhor), já comentada aqui. Pouco depois, seria ela própria presenteada com várias páginas de entrevista na mesma publicação para repercutir essa negação dos fatos. Ora, filósofo que briga com fatos ou é idealista delirante ou é canalha a soldo mesmo. Cá pra nós, uma consulta médica cairia bem.
Como não tem mais sala de aula, a ideóloga do lulo-petismo agora faz pregações nos sindicatos de bancários. Arrepiem-se, democratas: ela diz que a verdadeira democracia ainda não chegou (será aquela de que falou Lula aos empresários, com congresso fechado e imprensa calada?). Leiam abaixo o relato da Folha de S. Paulo.
A filósofa e ideóloga do PT Marilena Chaui afirmou ontem que a crise do mensalão foi uma "construção fantasmagórica" da mídia, que, com seu poder, "tornou Deus inútil". Apesar disso, avaliou que o povo começa a se libertar desse domínio e o voto das camadas populares em Luiz Inácio Lula da Silva reflete a chegada da verdadeira democracia no país.
Em palestra no Sindicato dos Bancários sobre a mídia e o poder, ontem em Brasília, Chaui usou a crise política e os escândalos de corrupção para exemplificar sua tese de que a mídia usa "a ideologia da competência" e seu aparato de encenação e persuasão como forma de poder."
Nesse sentido a mídia tornou Deus inútil. E vimos esse poder em 2005 com a criação midiática da crise política", disse Chaui. Ela citou o filósofo Hegel para dizer que houve predomínio da cultura de terror na qual todos são suspeitos e todos os suspeitos são culpados.
Não falou especificamente das acusações de corrupção ou pagamento de mensalão. Mas disse que a corrupção no país é "endêmica" e "estrutural". "Não existe a [corrupção] "jamais vista". A [corrupção] "jamais vista" começou em 1500", afirmou.Ela vê uma divisão entre os chamados formadores de opinião -definidos como meia dúzia de articulistas- e a verdadeira opinião da população, que prefere Lula."
O que parece se anunciar nas próximas eleições é que a realidade é mais forte que o simulacro, que o pensamento é mais forte que a manipulação e que a experiência social é mais forte que a intimidação. A construção da democracia está a caminho", disse. "Ao que tudo indica, o povo tem opinião e a exprime publicamente."
Ela disse também que suas primeiras impressões são de que nestas eleições há uma "auto-afirmação das classes populares".
Update: as marilenadas contra os fatos são dignas de figurar ao lado da tese da "morte da verdade", do filósofo nietzschiano e relativista pós-moderno Gianni Vattimo, para quem não existem fatos, mas apenas "interpretações". Mundo variado é isso aí.
Governo joga dinheiro na ONG do churrasqueiro
O lulo-petismo é mesmo um espanto. Você vai dormir com um escândalo e acorda com outro. Eis a última: ong ligada ao churrasqueiro de Lula, Jorge Lorenzetti, já mamou quase 20 milhões de reais da União. O nome dela é bonitinho e sugestivo: Unitrabalho. Saquinho, por favor.
A ONG Unitrabalho, que tem como colaborador Jorge Lorenzetti, acusado de estar envolvido na compra do dossiê para incriminar tucanos, recebeu R$ 18,5 milhões da União desde o início do governo petista até setembro deste ano. Coincidência ou não, desse dinheiro, R$ 4,1 milhões foram pagos pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) na última quinta-feira (15/9), um dia antes de Gedimar Pereira Passos e Valdebran Padilha serem presos portando R$ 1,7 milhão. Leia aqui.
terça-feira, 19 de setembro de 2006
Estadista?
Eita, mundo variado!
Lula sob investigação do TSE
Carta Menor
E o site oficialista Carta Maior, onde pontifica o stalinista Emir Sader e se pratica o lulojornalismo explícito, até agora não deu nem sequer uma linha sobre o novo escândalo promovido pelo lulo-petismo. Fato não é com eles. Seu negócio é a discurseira ideológica e o louvor ao poder.
Se o leitor for ao site, não esqueça de ter o saquinho por perto.
Novas peripécias do churrasqueiro de Lula
Bene, quando se falar em PT, é melhor tapar o nariz.
Do Palácio para a cadeia
E o enfermeiro/churrasqueiro do Pequeno Timoneiro, hoje Diretor Administrativo do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC), foge da imprensa.
Ah, o professor Jorge Lorenzetti também já foi presidente da CUT, a central neopeleguista.
segunda-feira, 18 de setembro de 2006
A foto da noite

O Jornal da Globo exibiu, agora à noite, foto do professor-enfermeiro Jorge Lorenzetti, que mencionei no post anterior, do início da tarde. A ilustração ao lado é "homenagem" ao professor (meu colega da UFSC?), por aqui mais conhecido como churrasqueiro de Lula. Que pode, de fato, se gabar de ter alguém com curso superior para fazer sua carninha e servir seu prato desde o tempo em que era afagado por Mino Carta (ver abaixo).
Eita, mundo véio!
É o "Frêudi" do Lula, sim.
É homem do palácio, sim (ver post abaixo). "Frêudi" - pronúncia em lulês para Freud - é mesmo o petista de que falou o advogado Gedimar: Freud Godoy, assessor especial da secretaria da Presidência da República, foi o operador da armação contra Serra e Alckmin, supostamente envolvidos com a máfia dos sanguessugas organizada pelos Vedoín (o tal dossiê, com participação da revista IstoÉ). Confirma-se o banditismo partidário. E a coisa escorre do palácio. "Frêudi" foi assessor de segurança nas quatro campanhas de Lula à presidência.
Ele disse em entrevista ao jornal da tarde, da TV Globo, que foi apresentado a Gedimar por Jorge Lorenzetti.
Quem é Lorenzetti? Um professor (está licenciado?, pediu demissão?) do Departamento de Enfermagem da UFSC, mais conhecido por assar costelas para o Pequeno Timoneiro. Hoje liderança do PT nacional, ele é um dos fundadores das escolas ideológicas da CUT/MST. Alô, UFSC !
E agora? Em país civilizado, o governo estaria no chão. Mas aqui vivemos no Acampamento do professor/churrasqueiro/ideólogo Lorenzetti. Tudo pode acabar em cinzas.
É homem do palácio?
Se confirmada a sua participação, estaremos diante de um escândalo que envolve diretamente a presidência da República, às vésperas da eleição. E o caso dos grampos no TSE? Estamos diante de eleições limpas?
domingo, 17 de setembro de 2006
Ação contra Lula, Bastos e Berzoini.
A ver...
(Agradecimentos a Cris Azevedo).
Armações, grampos & golpismo.
Ministros vigiados, urnas pouco confiáveis, armações. Fede a golpismo. Parece que a ordem é esta: não pode haver segundo turno!
Contra o Congresso e a imprensa
Se alguém tinha alguma dúvida quanto à mentalidade autoritária do lulo-petismo, preste atenção no que disse o próprio Lula num dos festins organizados pelo ético empresariado bananeiro em favor de sua reeleição. O Pequeno Timoneiro tem ganas de fechar o Congresso, além de ver a imprensa livre como um estorvo. A nota é da coluna do Elio Gaspari (em vários jornais). Bene, vocação para tiranete Lula sempre teve. E o demônio de que fala Gaspari é a verdadeira face da etnia petista (copy do Millôr). O resto é cosmética.
Demônio golpista
Durante jantar de plutocratas a que Lula compareceu na quinta-feira, o empresário Eugenio Staub perguntou-lhe como pretendia fazer, durante um segundo mandato, as reformas que julga necessárias. "Nosso guia" respondeu: "Staub, não acorde o demônio que tem em mim, porque a vontade que dá é de fechar esse Congresso e fazer o que é preciso". Segundo Lula, o próximo Congresso será pior do que "esse que está aí", pois virá com Paulo Maluf e Clodovil.
Expressando-se na sua língua franca, deixou mal a mãe de pelo menos 20 notáveis nacionais. A proposta golpista do demônio que Lula carrega consigo foi contestada pelos inúmeros convidados que a ouviram.Lula vê outro empecilho para o êxito do seu projeto: a imprensa.
Nos últimos 50 anos, o coisa-ruim rondou três presidentes: Jânio Quadros, João Goulart e Costa e Silva. Nenhum deles concluiu o mandato. (Castello Branco e Ernesto Geisel fecharam o Congresso por poucas semanas.) Seja o que Deus quiser.
P.S.: junto à nobre, democrática e desinteressada (além de ética, como já disse antes) "classe " empresarial, a peroração contra a democracia deve ter encontrado algum eco. O "comunocapitalismo" à chinesa (ditadura maoísta com direito a curativo hospitalar) atrai muita gente. Luxúria para os de cima, chicote para a ralé.
Update: o que não revelariam seis doses de scotch 18 anos...
Fé nas urnas?
Não boto fé nessas urnas
Às vésperas de exercer o estranho direito obrigatório de votar, tenho notado que algumas pessoas com quem converso estão nervosas com estas eleições.
Mas não pelas razões habituais, ou seja, por entusiasmo, vibração, esperança, ou o que lá seja. Isso não vi em ninguém, a não ser nuns poucos que encaram a política como uma espécie de religião de bases imutáveis, com seus deuses e santos incriticáveis e infalíveis.
Esses são de lascar, porque, como com outros fanáticos, não adianta apresentar fatos ou argumentos, pois contra a fé estes não adiantam nada.
Mas, mesmo eles ficam na defensiva, preferindo não provocar ataques e seguir o exemplo de Nosso Guia, que é não debater nem responder a perguntas inconvenientes ou irresponsáveis.
Para mim e, tenho descoberto, para bem mais gente, reapareceu, com a cara piorada, a desconfiança em relação ao nosso moderníssimo sistema de votação eletrônica, tão moderno que, como já disse aqui, diversos países, inclusive vários do famoso Primeiro Mundo, o estudaram e nem pensaram em adotá-lo. Os defensores do sistema, notadamente os oficiais, dirão que estou dando palpites de absoluto leigo - e leigo e burro, por sinal. Até não me incomodo com nenhum dos dois qualificativos, pois bem posso ser merecedor, mas a verdade é que muita gente capacitada concorda comigo.
Tudo em informática é inseguro.
Claro, nada, em área nenhuma, é absolutamente seguro, mas a informática é um terreno onde tudo se passa vertiginosamente. Lembro-me quando os bancos se consideravam à prova de fraudes eletrônicas e eu mesmo fui tungado através de um banco cujos funcionários me torciam o nariz, me dizendo como o comandante do Titanic que os seus sistemas eram à prova de invasão. Não adiantava argumentar que, se entram até em sistemas do Pentágono, entrariam num tamborete brasileiro com um pé nas costas, como já aconteceu.
Nosso sistema, em primeiro lugar, não é inviolável nem à prova de erros, muitíssimo pelo contrário. Segundo me informam, as urnas podem perfeitamente ser invadidas sem necessidade de remoção do lacre. A alteração de uma ou duas linhas nuim programa de milhões e milhões de linhas pode gerar a eleição ou não-eleição de muitos candidatos. O anonimato, que dizem ser garantido, de fato não é. Em rigor, pode-se dizer (os técnicos do governo vão comentar que sou mais leigo burro ainda do que eles pensavam, mas é verdade) que, ao menos tecnicamente, o voto secreto acabou.
O rol de males que um sistema vulnerável, inverificável e, se não danoso ou perigoso como creio, é pelo menos objeto de controvérsia entre especialistas, não pode deixar de causar apreensão. E os que não estão comprometidos co, digamos, o esquema, de modo geral desaprovam o sistema.
Ou seja, mesmo que o sistema fosse tudo de perfeito que se diz dele, a mera controvérsia técnica traz perigos adicionais, agora, por exemplo, que assistimos ao problema do México, o qual, ao contrário de nós, ainda pode conferir os votos.
E quem pode fraudar as urnas eletrônicas? Ah, neste nosso Brasil varonil onde a bandidagem medra em ritmo febril, imagino (sim, sou paranóico - cartas de protesto ao editor, por caridade) poder haver já quadrilhas montadas em vários estados importantes, não inspiradas por motivos ideológicos ou partidários, mas por grana mesmo, como costuma ser o caso aqui, para prestar serviços tipo "converta dez por cento dos votos nulos ou em branco para você". As urnas podem, na verdade, ser fraudadas por qualquer um que tenha qualificação, notadamente alguém com acesso, direto ou indireto, a algum ponto do sistema.
Sim, eu sei, por ética e honestidade, ninguém faria esse tipo de coisa - só tem feito muito ultimamente porque é uma espécie de fase passageira, como esses vírus de sete dias. Já foram publicadas diversas suspeitas quanto ao funcionamento das urnas e nada foi explicado satisfatoriamente.
Somente pensar se, por acaso, a eleição presidencial, contrariando as pesquisas até agora, for a segundo turno, não tenho dúvida de que, a depender das circunstâncias, a questão das urnas pode aparecer logo, começando pelo fato de que as pesquisas se terão revelado extraordinariamente erradas.
"Pesquisa não vale nada", dirá o vencedor.
"As urnas foram fraudadas", dirá o perdedor. A depender das circunstâncias, como já disse, a questão das urnas pode logo centralizar a discussão e multiplicar acusações de lado a lado.
E, vamos pensar só por hipóteses, pois afinal tudo é possível nessa vida, que a decisão seja mesmo no segundo turno e apertada. Em toda a parte do mundo, inclusive nos Estados Unidos, a solução é apelar para a recontagem, mas aqui ela ou é impossível ou não significa realmente uma recontagem, mas uma reprodução em disquete de algo que já está lá de forma fraudada. A depender de quem vença e quem o esteja apoiando, notadamente fora da esfera governamental, o povo pode sair às ruas, para mostrar que está verdadeiramente ao lado do vencido e que o resultado se terá devido às urnas eletrônicas.
Quanto ao vencedor, dirá que nada merece mais confiança que as urnas e que o vencido quer reverter a escolha popular, claramente expressa, através do sistema mais moderno. "Golpe", dirá um lado. "Golpe", dirá o outro.
Tenho mais material comigo, mas acho que todo mundo considera essas minhas preocupações mais uma das minhas esquisitices que nunca cometi mas que me deixaram famoso pela - digamos bondosamente - excentricidade.
Ninguém, a não ser os quatro ou cinco gatos-pingados em que me incluo, dá a menor importância.
Bom, pensando melhor, talvez tenham razão. Não parece haver lá muito interesse no que dirão as urnas, como se todos soubessem que o que vem aí é a lesma lerda, que a gente encara como sempre encarou.

