
Quando o senador Jorge Bornhausen disse, referindo-se aos petistas, que queria se ver "livre dessa raça", foi acusado de racista e achincalhado pelo lulismo, que o pintou nos muros de Brasília vestido de nazista (pra variar, com a odiada revista Veja nas mãos). Bornhausen não saiu dando tiros. Fez o que faz todo cidadão democrata: recorreu à Justiça, já que lhe foi imputado algo que a lei configura como crime (o racismo).
Pois bem, entre os que o acusaram está o sociólogo Emir Sader, um stalinista do paleolítico, que acaba de ser condenado por afirmações escritas no site oficialista Carta Maior (em 28 de agosto de 2005). De acordo com a sentença do juiz Rogério Cézar M. Valente, Sader foi condenado por injúria “à pena de um ano de detenção, em regime inicial aberto, substituída nos termos do artigo 44 do Código Penal por pena restritiva de direitos, consistente em prestação de serviços à comunidade ou entidade pública, pelo mesmo prazo de um ano, em jornadas semanais não inferiores a oito horas, a ser individualizada em posterior fase de execução.”
Diz o juiz que o sociólogo acusou o senador de "discriminação aos ‘negros, pobres, sujos e brutos’, intitulando-o de fascista, pessoa repulsiva da burguesia brasileira, direitista, adepto das ditaduras militares, racista, repulsivo, odioso, pessoa abjeta, conivente com a miséria do país mais injusto do mundo, roubador, explorador e assassino de trabalhadores, opressor, terminando por dizê-lo odiado pela esquerda, e sob seu ponto de vista, odiado pelo povo brasileiro.”
Conclui o juiz: "pelo disposto nos artigos 48 da Lei nº 5.250/67 e 92, inciso I, do Código Penal, considerando que o querelante valeu-se da condição de professor de universidade pública deste Estado para praticar o crime, como expressamente faz constar no texto publicado, inequivocamente violou dever para com a Administração Pública, segundo os preceitos dos artigos 3º e 241, XIV, da Lei 10.261/68, motivo pelo qual aplico como efeito secundário da sentença a perda do cargo ou função pública e determino a comunicação ao respectivo órgão público em que estiver lotado e condenado, ao trânsito em julgado.”
Resumindo: o linguarudo stalinista foi condenado à prisão em regime aberto (por ser réu primário) e à perda de função, isto é, perda do cargo de professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, onde promove a "idiotia latino-americana". Vejam os detalhes no blog do Reinaldo (link ao lado)
Nem tudo está perdido. Ainda existe Justiça no Acampamento.
P.S.: os termos utilizados por Sader são empregados também pelos governistas que atacam os blogs críticos.








