
quinta-feira, 31 de maio de 2007
Chávez e o comunismo soviético

Os culpados
(Fonte: Brazilian Politics).Jornalistas?

Fora, tirano!

quarta-feira, 30 de maio de 2007
Sob as botas de Chávez
Protestos continuam sem cessar em Caracas e outras cidades da Venezuela. Acompanhe no vídeo a violenta reação das tropas do ditador ao panelaço realizado pela população. Tiros foram disparados contra as janelas das casas, na tentativa de sufocar a manifestação pacífica.
Detalhes no blog de Ana Júlia Jatar (links).
Pelegos da UNE ameaçam universidades
e anuncia onda de invasões
Devagarinho, o lulo-petismo solapa as instituições. O alvo agora são as universidades públicas, ameaçadas de invasão pela pelegada da UNE ("nunca neste país" existiram lideranças estudantis tão oficialistas). Mal acabou de ser recebido por Lula, que o chama carinhosamente de Pettinha, o líder dos estudantes, Gustavo Petta, disse que a pelegada invadirá outras reitorias na próxima quarta-feira.
Como todos sabem, a UNE recebe apoio financeiro do governo.
Sobre a pena de morte
A pena de morte é uma pena capital, empregada contra aqueles, cujos crimes são irremissíveis, não podendo ser redimidos. E o são tanto do ponto de vista da vítima – e indiretamente da sociedade -, quanto do ponto de vista do próprio autor desses atos. Do ponto de vista da vítima, pois: a) aquela pessoa que foi assassinada exige, por intermédio dos seus familiares e amigos, a justa retribuição daquela ação, que se faz por uma pena proporcional ao ato cometido. No caso de um crime, feito com intenção e com todos os requintes, alguns inimagináveis, hediondos como se diz, a justa retribuição se faz pela pena capital; b) a sociedade merece ser resguardada da repetição de tais atos. Se o criminoso volta à convivência social, ele estará propenso à repetição do mesmo tipo de ato, ameaçando outras pessoas inocentes. É um direito da sociedade ser resguardada desses indivíduos, que devem ser retirados da sociabilidade humana normal; c) há indivíduos que são inclinados para a maldade e isto independe de causas sociais. Pensar que a sociedade pode regenerar esse tipo de indivíduo é um dos mais puros preconceitos, que orientam o pensamento daqueles que se dizem “progressistas”. Onde está aqui o “progresso”? Na liberação total da violência? No deixar a sociedade refém de tais pessoas? Há indivíduos que não são suscetíveis de ser regenerados. Pense-se em Stálin, Hitler, Pol Pot, Mao e outros. Segundo os progressistas, deveriam voltar ao convívio humano normal depois de serem “reeducados”! Receberiam aulas de direitos humanos?
Do ponto de vista do autor de atos criminosos, um dos maiores humanistas e moralistas da história, Kant, dá uma resposta que frisa, principalmente, a livre escolha, a responsabilidade moral. Segundo ele, um indivíduo que rouba, se rouba, um indivíduo que mata se mata. Ao optar por matar alguém, tal pessoa, por esse ato mesmo, está escolhendo se matar. É ela que se escolhe desta maneira, saindo, por si mesma, do convívio social. Não há nenhum cabimento considerar que o autor de crimes hediondos foi completamente determinado em seus atos, pois todo ato humano tem a característica da escolha, por menor que seja. Os primeiros cristãos, quando iam às feras, escolhiam a morte para não abjurar de sua fé. Mesmo nesta situação extrema, a escolha se fez presente. Logo, considerar que os indivíduos são, por natureza, irresponsáveis, não respondendo por seus atos, equivale, na verdade, a considerar o homem como não homem. Hegel dizia que o Estado ao punir os criminosos o faz honrando-os, pois os tem por homens, responsáveis por seus atos. O Estado, ao usar a força, ao proferir a pena capital, age no exercício legítimo de sua autoridade. Equiparar o uso da força do Estado, no uso legítimo de sua autoridade, a uma violência do mesmo tipo da do criminoso é uma indigência mental.
Quanto à redução da maioridade penal, os ditos “progressistas” têm também produzido algumas pérolas. Uma delas é a de os menores infratores já estariam sendo “punidos” por ser objeto de medidas sócio-educativas. Isto vale para pequenos delitos. Ora, pergunto-me que medida de cunho educativo pode ser tomada em relação a um criminoso que mata uma criança levando-a, amarrada, a reboque de um carro por várias quadras. Crime mais atroz é difícil de ser concebido. Seria interessante que os que defendem tal tipo de posição “educativa” fossem educar tais pessoas e se responsabilizar por seus atos. E responsabilidade mesmo e não mera demagogia. Seriam responsáveis, em sua própria pessoa, pelos atos de tais indivíduos “reeducados”, que sairiam livres, “maiores”, e com ficha limpa para o convívio humano normal. Tal “progressismo”, ademais, seria interessante de ser atestado em relação a outros países. Com bem frisou o Desembargador Marco Antônio Barbosa Leal, querem eles que o Brasil se nivele ao Peru e à Colômbia ou à Inglaterra no que diz respeito à idade de responsabilidade penal? Pobre Inglaterra que desconhece as verdadeiras posições progressistas! País não civilizado!
Pocilga


Chávez é a lanterna das "esquerdas"

Mídia é o inimigo na América do Sul

O pitoco de Napoleão

terça-feira, 29 de maio de 2007
Vergonha é o que eles não têm

Viciado em ketchup
Não resisto ao humor negro (êpa): se não tem ketchup, vai sangue mesmo...
Asssunto interno
A esse aí também ninguém deu
palpites...
Lula andou dizendo que não dá palpites sobre o cerco à mídia promovido na Venezuela. Assunto interno, alega. Silêncio cúmplice, digo eu.
Não foi o Pequeno Timoneiro que afirmou, certa vez, que no país vizinho há democracia até demais?
Convém lembrar que vizinhos da Alemanha também não deram palpite quando Hitler começou a destruir a democracia em seu país.
Engravatado

Raças?
Pena e sua equipe demonstram que há muito negro com DNA predominantemente europeu, assim como deve haver muito branco com os dois pés na África. Só para citar um exemplo, o Neguinho da Beija-Flor é mais "branco" do que muito galego que anda por aí.
Leia detalhes aqui. E conheça um pouco do pensamento do cientista em Deriva Genética (links).
P.S.: os defensores das "quotas raciais", vejam só, são involuntariamente eurocentristas...
(Dica do CFE).
Apoio à tirania
A apoio da autodenominada "esquerda" brasileira não surpreende. Foi ela que engendrou um tal de Fórum pela Democratização da Comunicação, cujo inimigo principal é a Rede Globo. Se pudesse, faria aqui o mesmo que o tirano faz no país vizinho. Essa gente vê a Globo como o chavismo via a RCTV e nutre desprezo pelas instituições democráticas.
O que sobrou da "esquerda", no Brasil, namora o autoritarismo que ressurge na América do Sul, com nuances claramente fascistas. Seu ídolo é o fanfarrão Hugo Chávez.
Com licença, desta vez vou vomitar.
segunda-feira, 28 de maio de 2007
A máquina de matar

La disposición de Guevara cuando viajaba con Castro desde México a Cuba a bordo del Granma es capturada en una frase de una carta a su esposa que redactó el 28 de enero de 1957, no mucho después de desembarcar, publicada en su libro Ernesto: Una biografía del Che Guevara en Sierra Maestra: “Estoy en la manigua cubana, vivo y sediento de sangre.” Esta mentalidad había sido reforzada por su convicción de que Arbenz había perdido el poder debido a que había fallado en ejecutar a sus potenciales enemigos. En una carta anterior a su ex novia Tita Infante, había observado que “Si se hubieran producido esos fusilamientos, el gobierno hubiera conservado la posibilidad de devolver los golpes”. No sorprende que durante la lucha armada contra Batista, y luego tras el ingreso triunfal en La Habana, Guevara asesinara o supervisara las ejecuciones en juicios sumarios de muchísimas personas –enemigos probados, meros sospechados y aquellos que se encontraban en el lugar equivocado en el momento equivocado.
En enero de 1957, tal como lo indica su diario desde la Sierra Maestra, Guevara le disparó a Eutimio Guerra porque sospechaba que aquel se encontraba pasando información: “Acabé con el problema dándole un tiro con una pistola del calibre 32 en la sien derecha, con orificio de salida en el temporal derecho... sus pertenencias pasaron a mi poder.” Más tarde mató a tiros a Aristidio, un campesino que expresó el deseo de irse cuando los rebeldes siguieran su camino. Mientras se preguntaba si esta victima en particular “era en verdad lo suficientemente culpable como para merecer la muerte”, no vaciló en ordenar la muerte de Echevarría, el hermano de uno de sus camaradas, en razón de crímenes no especificados: “Tenía que pagar el precio.” En otros momentos simularía ejecuciones sin llevarlas a cabo, como un método de tortura psicológica. (Mais).
Invasores "reinvindicam"
"Assembléia Geral dos Estudantes - 28/5, 18h, em frente à reitoria
A todos os estudantes da USP:
É extremamente importante que todos compareçam para que possamos prosseguir com nosso processo democrático de reinvindicações e deliberações. Quanto maior o número de estudantes, maior será a legitimidade das nossas decisões.
Comissão de Comunicação – Ocupação USP."
Fonte: aqui.
Benefícios do aborto
Assino embaixo, Walter, mas com um adendo: nesse caso o aborto deverá ser obrigatório.
Divirtam-se.
Divino Lula
Em missa que marcou ontem a reabertura da capela do Palácio da Alvorada, dom Cláudio Hummes, "ministro" do papa na Congregação para o Clero, comparou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Jesus Cristo e a são Francisco de Assis. Dom Cláudio, amigo de Lula desde os tempos de sindicato dos metalúrgicos do ABC, comandou uma missa restrita a poucos convidados.Além de Lula e da primeira-dama, Marisa Letícia, o vice-presidente, José Alencar, sua mulher, Mariza, e o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) acompanharam a celebração, no final da manhã.Durante a missa, na Capela Nossa Senhora do Alvorada, dom Cláudio enalteceu a preocupação social do governo petista e o fato de Lula ter recebido nesta semana um grupo de hansenianos no Palácio do Planalto."Lula fez como são Francisco de Assis, que ficou célebre na história ao beijar os hansenianos. Ele [Lula] fez o que Jesus Cristo também faria, amar um irmão mais desamparado", disse dom Cláudio. "Sentimentos e atitudes concretas de consolo e de ajudar a levantar a dignidade humana", completou o religioso, na capela restaurada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Fotos antigas, segundo a assessoria da Presidência, ajudaram no trabalho de restauração do piso de granito e das paredes de jacarandá. Nos dias abertos para a visita ao Alvorada, o público poderá conhecer a capela.(EDUARDO SCOLESE).
Festa no inferno
Bye, bye, ditadores.
P.S.: o Tibinga já está de olho na América do Sul...
domingo, 27 de maio de 2007
Embromações do "jornalismo cultural"
Sérgio Augusto conta historinhas sobre os autores e trata de informações secundárias, mas não discute nem sequer uma das ídéias apresentadas nos livros supostamente analisados. É o que acontece, por exemplo, com seus comentários (?) sobre o novo livro de Richard Dawkins, The God Delusion, que ele vaticina até quando será lançado (sempre pela Companhia das Letras, claro) no Brasil. Informações sobre o conteúdo do livro? Ah, você quer demais.
Vejam aqui se não é embromação...
Museu da anticiência

Ao custo de 27 milhões de dólares, os criacionistas norte-americanos abrem hoje, no Kentucky, o "Museu da Criação". Tem de tudo, ou melhor, coube de tudo na Arca de Noé. Nosso mundo véio só tem 6 mil anos e viemos prontinhos de Adão e Eva - como se sabe, o Gênesis bíblico é interpretado literalmente pelos fundamentalistas cristãos dos EUA.
sábado, 26 de maio de 2007
A diáspora venezuelana

Relações promíscuas
Leia e ouça a conversa dessa dupla aqui.
"Fejoada" na USP
A tigrada que ocupa a reitoria da USP há três semanas, com as bênçãos da filósofa da corte Marilena Chauí, fez uma banquete para as mamães no prédio tomado. Oh, quanta ternura, quanta poesia!
A indigestão ficou por conta da língua-mãe. "Fejoada" - é assim que escrevem os pupilos da tia Marilena, do tio Antônio Cândido e de outros monumentos do "pensameinto" paulista...
(Dica da Clínica da Palavra, links)
sexta-feira, 25 de maio de 2007
Calhau
Renan Calhau, ex-comuna, braço direito de Collor, presidente do Senado e aliado do lulo-petismo.
Um saquinho de 20 litros, por favor.
Meu novo computador
Rumo à tirania

A Venezuela caminha a passos largos para a tirania. Eleito pela segunda vez, o coronel Hugo Chávez pôs de joelhos o Congresso (tem carta branca para impor o que quiser durante um ano e meio), substituiu os integrantes da Corte suprema e agora se volta contra a mídia, anunciando a revogação da concessão da RCTV, o mais antigo e mais popular canal de televisão do país. A oposição não terá mais voz.
USP continua aguardando um "mártir"
Os gatos pingados que ocupam a USP não cedem. Há mandado judicial para a desocupação da reitoria, mas a polícia reluta em cumprir a determinação. Ex-líder estudantil, o governador Serra certamente está segurando a PM.
E agora os professores (a minoria partidária, bem entendido) também entraram em greve, seguindo a "delinquência juvenil", como diz o blog ph ácido, do meu amigo (e ex-aluno) Paulo Henrique, jornalista premiado que trabalhou na Folha, no Valor e em outras publicações e hoje vive - e muito bem - como free-lancer em Balneário Camboriú, enquanto prepara papelada para mudar-se para o Canadá, que ninguém é de ferro.
Mas, voltando à greve, está claro que os líderes auguram um "mártir" - e não faltam ingênuos para servir de escudo aos militantes partidários, no caso de a polícia enfim cumprir o que determina a lei, isto é, acabar com a ocupação da reitoria da veneranda USP.
Não me surpreende nem um pouquinho ver que uma das signatárias do manifesto de apoio à ocupação é a filósofa da corte Marilena Chauí, petista de carteirinha que, deslumbrada, vê "o mundo se iluminar" quando Lula fala.
Não se iludam, a campanha de 2010 já começou. Nessa briga de foice, conviria a muitos grudar um cadáver (toc, toc, toc) nas costas de Serra.
P.S.: e dizem que há gasolina estocada no prédio da reitoria - suficiente para iluminar o rosto da tia Marilena lá longe, na sua confortável mansão de "revolucionária".
UPDATE: leia editorial do Estadão de hoje: Um projeto antidemocrático.
quinta-feira, 24 de maio de 2007
Jornalismo e verdade

No jornalismo, especificamente, observa-se a tendência de reduzir a verdade a imperativo ético, sem o esforço, por parte dos estudiosos, de enfrentar a questão epistemológica da verdade, relacionando-a com as teorias compartilhadas pela filosofia e pelas ciências. Transformada em princípio ético - tal como a referem os códigos deontológicos -, a verdade jornalística parece tornar-se, no fundo, apenas um ideal de honestidade ou credibilidade do repórter e de suas fontes, ou dos próprios media. Ora, se o jornalismo não trata apenas de opiniões ou juízos de valor, mas procura relatar imparcialmente fatos ou acontecimentos, não poderá escapar a questionamentos epistemológicos formulados também na esfera filosófico-científica.
Para elucidar tais questões, o primeiro passo é analisar as principais teorias da verdade e identificar qual ou quais delas melhor se aplicam à atividade jornalística em geral. Identificada a teoria mais apropriada, será então o momento de apontar se, quanto ao problema da verdade, apresenta o jornalismo algumas características específicas em relação às teorias correntes em outras áreas. E, caso a verdade jornalística seja algo absolutamente diferente, que se mostrem as cartas.
[1] Sobre a relação entre jornalismo e conhecimento, tomo a liberdade de indicar meu artigo “Informação e conhecimento no jornalismo”, publicado na revista Estudos em jornalismo e mídia, Florianópolis, Insular, vol. 2, nº 2, II semestre de 2005, pp. 31-38.
quarta-feira, 23 de maio de 2007
Mina de ouro na internet

Saquinho na bandeira
A Arena, dos tempos da ditadura, era uma creche perto do que "aí está" (copy do velho Ulisses Guimarães, notável por ter consagrado o "aí está"). Pois bem, o que aí está, sempre esteve.
Por mim, haveria um saquinho na bandeira brasileira.
À espera de um mártir
A Folha de hoje revela que apenas a Escola de Comunicações e Artes (ECA) e a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) estão totalmente paralisadas. Pudera, são os últimos redutos da ideologia no campus. Creio não estar equivocado no que disse no post abaixo, "Uma longa agonia".
Mussolini sul-americano
Veja aqui o permanente ataque do coronel Hugo Chávez contra a mídia e a liberdade de imprensa. Ele não se cansa de insuflar a população contra os jornalistas.
O tal "socialismo do século XXI" significa apenas isto: o ressurgimento do fascismo.
terça-feira, 22 de maio de 2007
Uma longa agonia

Aprenda a escrever com o tio Mino
"Tenho duas informações a respeito do Papa Ratzinger (...). Podem ser proveitosas para uma mídia empenhada com o denodo invulgar em iluminar a opinião pública."
E por aí vai...
O Mundus Minor já está freqüentando a escolinha do grande mestre do jornalismo.
Update: já corrigi o link, e aproveito para acrescentar mais um aperitivo do endeusado jornalista: "Leiam o post hodierno em Conversa Afiada." Lembro que o tal Conversa (Fiada seria mais adequado) é do chapa-branca Paulo Henrique Amorim. Saquinho, por favor.
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Acampamento em guerra
A prioridade hoje no Brasil é, sem dúvida, a defesa da vida. O quadro é grave. Entre 1997 e 2004, de 40 mil a 50 mil pessoas morreram por ano de morte matada, totalizando 367.636 homicídios em oito anos. Em 2004, com uma taxa de 20,7 mortes por armas de fogo em cada 100 mil habitantes, o Brasil só perdia para a Venezuela. Mas, considerando apenas as mortes de jovens, com a taxa de 43,1 jovens mortos em cada 100 mil, o Brasil já era o líder de 65 países do mundo. Em 1980, 52% das mortes de jovens no Brasil eram devidas à violência; em 2002, este percentual já era de 72%, sendo 40% das mortes devidas a homicídios.
Como se vê, Zaluar confirma o que diz o "reloginho da morte", aí ao lado - a carnificina que acontece diariamente nesta terra do homem cordial. Com a escandalosa - e criminosa - omissão das autoridades.
"Espelhinhos" para os paraguaios
domingo, 20 de maio de 2007
"Socialismo do século XXI"
Conheça o blog da brava economista Ana Júlia Jatar, opositora da tirania chavista, de onde surrupiei esta ilustração.Escolinha antiimprensa
Acabo de ler na revista Imprensa que o presidente-cocaleiro boliviano imita Chávez até na aversão à mídia. Danem-se os fatos, o que interessa é a versão que favorece o governante. Versão falsa, bem entendido.
Numa comemoração de aniversário de uma rádio indígena, Evo Morales andou batendo no jornal La Razón, que pertence ao grupo espanhol Prisa (o mesmo que edita o ótimo El País). Tudo porque o diário noticiou a queda nas arrecadações do governo depois das privatizações, além de ter informado que a Bolívia seria excluída da lista de países que recebem fundos norte-americanos.
O pupilo de Chávez ameaçou - eita! - "nacionalizar" também o jornal.
A propósito, a revista traz uma entrevista com um dos melhores jornalistas da televisão, William Waack (a capa é dele), que diz, entre outras coisas, que Chávez "é um desequilibrado". E bota desequilibrado nisto!
sábado, 19 de maio de 2007
Racismo
Incentivados pela política governista de introduzir no Brasil o conflito racial, minorias interesseiras se tornam cada vez mais intolerantes. Quem discorda das quotas raciais, por exemplo, "deve apanhar na rua".
Dona Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir - eita, nome!), deve estar exultante.
Reproduzo matéria da Veja, assinada por Marcelo Bortoloti:
O poeta alemão Heinrich Heine cunhou, no século XIX, a seguinte frase a respeito da intolerância intelectual: "Os que queimam livros acabam queimando homens". Heine alertava para a existência de um caminho natural da censura ao pensamento, que levaria à barbárie. No Brasil, há grupos tentando criar um atalho. O debate em torno da Lei de Cotas e do Estatuto da Igualdade Racial tem provocado manifestações destemperadas de integrantes do movimento negro. A simples notícia do lançamento de um livro sobre o tema, Divisões Perigosas: Políticas Raciais no Brasil Contemporâneo, publicado pela editora Civilização Brasileira, fez com que seus organizadores começassem a sofrer ameaças. A obra traz 34 artigos que, no conjunto, questionam a racialização em curso no país. Atacam principalmente a idéia de que o preconceito racial é que define as desigualdades sociais. Imediatamente surgiram, na internet, textos que falam em guerra, sugerem ações organizadas no dia do lançamento do livro e chamam de "escravos" dois dos autores, que são negros e militantes do movimento, mas têm opinião própria. "Eu estou com medo", diz a antropóloga da UFRJ Yvonne Maggie, que está entre os organizadores.
A discussão sobre as cotas vem gerando uma crescente exasperação. Em uma reportagem sobre o tema no jornal O Estado de S. Paulo, na semana passada, o antropólogo Júlio César de Tavares, militante do movimento negro, pregou a violência física. "Chega um momento em que o diálogo se esgota", disse. "Acho que o racista na rua tem de apanhar." Frases assim são ainda mais assustadoras quando encontram respaldo no governo. Em março deste ano, a ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, puxou o coro da intolerância em entrevista à BBC: "Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco", disse. Com manifestações desse tipo e ameaças cifradas, quem perde são todos os brasileiros. Sem distinção de cor.
Desafio
Desafio o leitor a apontar aqui alguma obra relevante do lulo-petismo (não vale citar o arremedo do que os governantes anteriores fizeram de bom). Uma rodovia, uma escola, um hospital, um presídio? Alguém conhece?
SP tem prefeito
Dá-lhe, prefeito!
P.S.: os eventuais novos leitores deste blog, que não pensem tratar-se de página partidária. Tomem ao pé da letra o iconoclástico que menciono no cabeçalho. Não tenho partido nem igreja, nem pertenço a associações secretas que pululam por aí. Mas ando, até agora em vão, à procura de alguma boa obra petralha para render homenagem aqui...
sexta-feira, 18 de maio de 2007
A nova São Paulo. E Darwin...
São Paulo, para quem não a visitava há mais de dois anos, parece agora outra cidade, uma nova cidade. Limpa, sem poluição visual. Eliminaram todo aquele lixo de propaganda, que desfigurava a arquitetura urbana. Enfim, São Paulo está bonita. Espero que o exemplo seja seguido por outras cidades.
Hoje às 10 da manhã me mandei lá para o MASP. Não podia perder, é claro, a Exposição Darwin. É visita para muito tempo. Saí de lá quase três horas depois. No subsolo do museu, em dois andares, percorre-se a história da teoria da evolução, da origem à atualidade - acompanhada, evidentemente, da biografia de Darwin .
Textos, vídeos em grandes telas, réplicas de fósseis, escritos de próprio punho do naturalista, animais vivos, depoimentos de cientistas sobre a importância da teoria da evolução na biologia e em outras ciências contemporâneas - todo um mundo para ver.
À saída da exposição, num painel, a demonstração de que Darwin é malvisto ainda hoje, por obra do fundamentalismo criacionista, com sua falsa teoria do "Projeto Inteligente", uma nova roupagem para o velho argumento teleológico sobre a existência de Deus.
Ah, há também uma reprodução da sala em que Darwin trabalhava em Downing Street, com alguns objetos que pertenceram a ele. Tem até a mesa de trabalho, com as coisas que ele utilizava. E, no canto, a bengala preta, de madeira retorcida, com a qual caminhava no bosque que ele próprio criou.
Quem mora em São Paulo ou visitar a cidade, não pode perder. A exposição continua até 15 de julho.
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Se a moda pega...
Nossos políticos fazem qualquer coisa para ganhar voto. Mas ninguém bate essa candidata belga aí, Tanja Derveaux.quarta-feira, 16 de maio de 2007
Baderna universitária
Invadir terra, sem que nada aconteça, indica que não vivemos em país com lei. Tomar a reitoria de uma universidade pública, sem providências imediatas, indica não somente um país sem lei, mas a existência de uma instituição à beira da morte.
Delenda, veneranda USP, onde aprendi a pensar...
Murmúrios contra o etanol
Leia as "reflexiones" de Fidel no Granma, porta-voz da ditadura cubana.
Aliás, alguém acredita que o macilento ditador ainda tem forças para escrever? Bota ghost-writer nisto!
Cadê a imprensa?
Lula gosta muito dele. Pudera, Walfrido sabe "amaciar" parlamentares. Leia aqui a matéria de Lúcio Lambranho (abraço ao meu ex-aluno).
O TCU já está de olho.
terça-feira, 15 de maio de 2007
Elogio da tirania

País do nepotismo
Não tem jeito mesmo, o tal "jeitinho" é universal no Bananão pré-capitalista. Já chega a dissuadir empresários estrangeiros de abrir alguma empresa por aqui. O empresariado brasileiro conhece a coisa de berço e se submete. Os estrangeiros, porém, fogem para países onde o patrimonialismo já não existe há séculos.
O Financial Times - diz O Filtro, serviço da revista Época a cargo de Thomas Trauman - traz hoje reportagem devastadora. Uma empresa espanhola simplesmente desistiu de investir aqui porque o parceiro brasileiro, da área de comunicações, exigia um emprego para o filho.
O nepotismo, como se vê, não é coisa só dos Poderes, como denuncia a imprensa. Não fogem à regra os lamurientos empresários nacionais.
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Sarkozy e as ilusões francesas
El problema no es Nicolás Sarkozy, flamante Presidente electo de Francia. El problema es el país que lo ha elegido. Sarkozy sabe lo que hay que hacer para rescatar a Francia de la ilusión socialista en la cual lleva viviendo demasiado tiempo bajo gobiernos tanto de izquierda como de derecha, y de la mentalidad nacionalista que explica gran parte de su declive. Pero la pregunta es: ¿están los franceses dispuestos a hacer lo necesario para revertir esa decadencia o harán de Sarkozy otra oportunidad perdida? (Leia mais).
Banana para o Brasil

Humm, Evo viu a uva e...
Adivinhem quem já está com contrato garantido. Tchã, tchã, tchã: sim, o coronel Hugo Chávez. Sai a Petrobras, entra a PDVSA.
Regalias para o apocalíptico
Mas, bem feito, o canastrão foi praticamente ignorado. O Papa ofuscou o catastrofista hollywoodiano.
Pelo Estado laico
O brejo latino-americano
domingo, 13 de maio de 2007
Não há igreja sem dogmas
Não vou me estender sobre o assunto, mas nenhuma igreja vive sem dogmas. Se os derrubar, ingressará no terreno secular, isto é, abandonará a religião. As igrejas, em geral, cultivam certezas a priori - e por isso mesmo estão longe dos procedimentos e métodos das ciências.
Quem não se contenta com dogma, que tome outro caminho, fora das igrejas. Bem-vindo ao mundo secular.
UPDATE: para os seculares (ou laicos, como dizem os italianos), é inaceitável que os adeptos de quaisquer religiões tentem lhes impor suas convicções e proibições baseadas no pensamento religioso. O aborto é uma dessas questões. Se a religião proíbe, obedeçam, mas não tentem invadir a esfera civil-secular e impor seus valores (respeitáveis, é claro) a todos os outros. Eu, como agnóstico, não digo como os católicos ou luteranos devem agir ou pensar, mas também não quero que os adeptos me digam o que fazer ou pensar. São mundos distintos, porém permeáveis ao diálogo razoável.
Ataque às liberdades
Por aqui, se não há censura, não faltam ataques à mídia por parte de figuras do governo e de seu partido, o PT. Não passa semana sem alguma investida. E algumas medidas que estão sendo tomadas pelo governo preocupam a Associação Nacional dos Jornais, que, junto com outras entidades, lançou um "Manifesto pela liberdade de expressão".
Cito um trecho:
Apesar de toda uma legislação garantidora dessa liberdade, preocupam a ocorrência, no Brasil, de algumas iniciativas isoladas contrárias a ela. Um exemplo é a ameaça à liberdade de expressão comercial contida na pretensão de uma agência governamental de legislar sobre conteúdo publicitário, numa clara afronta à Constituição. Outro exemplo é a norma de classificação indicativa para os programas de televisão, que determina restrições à liberdade de criação e de exibição, tornando, na prática, obrigatória e não indicativa tal classificação. Também a sociedade deve ser alertada para as recorrentes decisões judiciais que impedem a divulgação de conteúdos jornalísticos e que significam censura prévia, além de estar igualmente atenta a projetos de lei restritivos à liberdade de comunicação, em trâmite no Congresso Nacional.
Digo Mainardi diz que o governo está criando um novo Dops.
sábado, 12 de maio de 2007
Aborto não é assassinato de "bebês"
Pelo projeto, a interrupção da gravidez é assegurada até o terceiro mês. Depois disso, e só até o quinto mês, apenas em casos especiais. Portanto, não se trata de liberar o assassinato de "bebês", como alegam os detratores. Até o terceiro mês, o suposto "bebê" é apenas um embrião. A partir do terceiro mês, é considerado feto.
O Congresso Nacional decreta:
Artigo 1º – Toda mulher tem o direito à interrupção voluntária de sua gravidez, realizada por médico e condicionada ao consentimento livre e esclarecido da gestante.
Artigo 2º – Fica assegurada a interrupção voluntária da gravidez em qualquer das seguintes condições:
I – até doze semanas de gestação;
II – até vinte semanas de gestação, no caso de gravidez resultante de crime contra a liberdade sexual;
III – no caso de diagnóstico de grave risco à saúde da gestante;
IV – no caso de diagnóstico de malformação congênita incompatível com a vida ou de doença fetal grave e incurável.
Ficam asseguradas, ainda, a realização do procedimento no âmbito do Sistema Único de Saúde ou sua cobertura pelos planos privados de assistência à saúde.
Um santo no Inferno
Bem-vindo ao Inferno, Galvão, e livrai-nos das "pílulas" de chumbo.
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Mulheres
Pois é. Vem passar uns dias de cólica menstrual. Tenta colocar (ou tirar) um DIU e sair do consultório médico, andando pela rua. Tenta ter um filho, e depois ficar com os seios explodindo, e ainda ter de acordar invariavelmente a noite inteira (sim, a maioria dos maridos tem o direito sagrado de dormir, porque têm de levantar cedo no dia seguinte - como se a mulher não precisasse). Tenta lidar com os ciúmes do marido com o bebê. Tenta cuidar dois dois ao mesmo tempo, a distância, do trabalho. Tenta criar um filho sozinha, porque o cara se mandou - também a distância, do trabalho. Se não tem filhos nem quer tê-los, tenta fazer uma laqueadura em algum hospital pra ver se deixam. Se nada disso apetece, tenta fazer um aborto pra ver a bifa moral que vai levar, inclusive das próprias mulheres.
"Extraterrestres"
- A Igreja Católica insiste em ver a mulher como um ser extraterrestre e resiste em trazê-la para a Terra, onde alegrias e sofrimentos são reais e comuns a homens e mulheres.
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Populismo e fascismo
O tal povo não passa de abstração. Nele não existem indivíduos.
Lula 1, Papa zero.
Era só o que faltava reintroduzir na escola o ensino de religião (católica, evidentemente), conforme prevê o tal acordo. Não sou contra, por exemplo, que se ensine história das religiões nas escolas públicas. Mas religião é coisa para as igrejas, que já se intrometem demais na esfera laica, dando palpite até em relação às ciências. Fé não é conhecimento, bolas!
Quanto à questão do aborto, chega de brigar com fatos. Aproximadamente um milhão de mulheres praticam aborto anualmente no Brasil. O aborto existe de fato, portanto. Com a legalização, o que se quer é tirar essas mulheres da ilegalidade e das mãos dos "açougueiros" clandestinos. Trata-se de uma questão de saúde pública, como tem dito o ministro. O resto é hipocrisia.
P.S.: e pela primeira vez este escrevinhador elogia Lula.
Recado ao Papa
A Igreja é contra a educação sexual, o uso de preservativos e a legalização do aborto. O vídeo é para ela.
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Lembrando o Estado policial
Certamente, muitos desses contentes eram militantes partidários. Ah, isso, por sua vez, lembra a juventude hitlerista...
Leva o Acre, Evo!
Aproveite a ocasião, glorioso farol da América do Sul, e invada aquele Estado. Ninguém vai impedir. Lula e seu assessor de Relações Internacionais, Marco Aurélio "Sargento" Garcia, dirão apenas que é questão interna da Bolívia, um país soberano, que tem direito de decidir sobre seu território.
Vai, Evo!
A propósito, leiam o editorial do Estadão, que arremata: "A Petrobrás e o governo Lula estão colhendo agora os resultados de sua política frouxa e entreguista diante da escalada do avanço sobre o patrimônio público brasileiro na Bolívia." (Mais).
Para as privadas, tudo.
BRASÍLIA - O governo Lula aprofunda sua aposta no ensino superior privado. O projeto de lei 920, enviado ao Congresso no último dia 30, é uma mãe para esses estabelecimentos universitários. O setor tem aproximadamente 2.000 escolas. Deve mais de R$ 1 bilhão em impostos atrasados. A cifra pode ser maior. O governo não revela o montante exato. Com a lei proposta por Lula, os donos de faculdades privadas poderão liquidar seus débitos em 120 parcelas mensais. O juro cobrado será o da taxa Selic: 12,5% ao ano. Mortais comuns não têm essa moleza. Mas ainda tem mais. Essas instituições de ensino superior também gozarão de outra dádiva. Poderão saldar dívidas fiscais vencidas e já protestadas usando títulos públicos recebidos em troca das matrículas de estudantes vindos do sistema do crédito educativo. Hoje, 420 mil pessoas se beneficiam do Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies. Cada aluno custa cerca de R$ 6 mil por ano. A conta passa de R$ 2,5 bilhões. Há uma contrapartida no projeto de Lula. Se a lei for aprovada, as escolas privadas passam a repartir o risco de inadimplência com o governo, na base de 50% cada um. Na regra atual, o Tesouro Nacional morre com 95% do prejuízo de um estudante caloteiro. Os donos de escola resistem a essa nova regra -a obrigação tende a se liqüefazer durante a tramitação da lei. Essa benevolência de Lula produzirá um número maior de estudantes universitários nas escolas privadas. O nível médio desses estabelecimentos -com as honrosas exceções- é um lixo completo. Não há na proposta uma exigência sobre o padrão educacional das faculdades privadas para receberem os benefícios. Ensinam mal, acumulam dívidas e são salvas pelo governo. Lula assim reforça esse curioso oximoro da economia brasileira, o "capitalismo sem risco".
terça-feira, 8 de maio de 2007
O tampinha ressuscitou

O chato cucaracho Maradona é notícia quando internado na clínica por overdose e também quando sai, cheio de pó de arroz na cara gorda. Saiu hoje, de novo.
É um brucutu com tatuagens de Che Guevara e Fidel. Louva Chávez, Evo e o que mais o delírio inspirar abaixo do Equador.
A foto definitiva do macaquito é essa aí.





















