sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Cuidado, democracia a perigo!


Este é o panorama nas proximidades do III Congresso Nacional do PT, o partido da ética y de la revolución cucaracha. É céu de petralha. Teses antidemocráticas à vista!
(Foto de Mike Holingshead, surrupiada do Obvious).
***
UPDATE: e a mídia malvada, golpista e burguesa cobrirá integralmente o encontro de crápulas mussolinianos...

Sambista petralha


Ah, ela também gosta do Chávez.

É raro encontrar algum cantor popular com um pouco de massa cinzenta na cabeça. Walter Carrilho (links) que o diga. Fora de seu terreno, geralmente só dizem asneiras, mas se metem a falar de tudo. Caetano, por exemplo, não deixa sem resposta uma pergunta sobre teoria quântica. E Gil é capaz de falar sobre quarks com desenvoltura tropical.

E aí perguntaram para a sambista Beth Carvalho, que está aqui em SC, sobre algumas personagens políticas. Pronto: Lula e Chávez na cabeça! Os dois estadistas cuidam dos pobres, e por isso as "elites" não gostam deles etc., etc.

Depois, quando a gente não gosta de sambista ou de samba, é porque é "ruim da cabeça ou doente do pé". Que essa elite milionária vá se roçar nas ostras. Meu dinheiro nunca tomaram nem tomarão.

Xô, Beth Carvalho!

Festinha de malfeitores


Já peço o saquinho antes de dizer alguma coisa. A festinha em homenagem a alguns quadrilheiros, como o deputado João Paulo Cunha, terminou como já se podia esperar: ataques à mídia e ao STF. O núcleo duro do petismo é antiético, liberticida e está cada vez mais mussoliniano.

Leiam na Folha (mas peguem também um saquinho):

Jantar realizado ontem em homenagem ao deputado federal João Paulo Cunha virou um ato de apoio aos petistas que são réus na ação sobre o mensalão no STF."Eu sei de companheiros que não vieram por medo", disse João Paulo. José Dirceu e José Genoino não estiveram no encontro, que reuniu cerca de 150 pessoas. "Se a gente ficar parado, eles [a elite e imprensa] vão pisar na nossa cabeça", disse o deputado, que foi absolvido no processo de cassação na Câmara em 2006.Todos os discursos atacaram a "mídia" e os jornalistas no evento foram vaiados. O encontro foi realizado em uma churrascaria na Saúde, zona sul de São Paulo, mas o cardápio contou com pizza e salgadinhos. O dirigente petista Sérgio Ribeiro justificou: "[A pizza] é emblemática para nós porque estamos sendo assados".O ato também homenageou a ex-deputada Angela Guadagnin, que se notabilizou pela "dança da pizza", quando comemorou a absolvição do deputado João Magno. Durante o jantar, deputados petistas criticaram a decisão do STF da acatar a denúncia sobre o mensalão . "Eles não são culpados. São réus. O Supremo ficou menor nesse processo", disse Jilmar Tatto, para quem "paira uma dúvida se a decisão foi técnica ou política". Já o líder do PT na Câmara, Luiz Sérgio (RJ), afirmou que "seus companheiros estão sendo massacrados". O deputado Devanir Ribeiro disse que "o julgamento foi tão confuso que hoje tem ministro do STF querendo processar outro ministro".João Paulo afirmou: "Se um ministro do Supremo diz isso [referindo-se a Lewandowski], como eu vou me defender?". (JAB)

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

O grande sabujo

A revista chapa-branca Carta Capital - cujo último número ainda está encalhado nas bancas - traz na capa um ataque a quem ousa criticar o Messias de Garanhuns: "A rebelião das elites". E assim se expressa o senil editor:

De juízes a socialites, dos donos da mídia a seus sabujos, uma série de contribuições para um festival de besteiras que envergonha o País.

Ué, e Dom Mino não é dono de mídia desde sempre? Sabujice é o trabalho que ele e seu amigo Paulo Henrique Amorim prestam ao lulismo. Eles, sim, envergonham o país. São péssimos exemplos para as gerações que estudam jornalismo.

Aliás, a Carta Capital não serve mais nem para fundo de gaiola de passarinho. E quanto ao editor, está na hora de tomar o rumo do asilo.
* * *
(Na foto, Mino afaga a cabeça do sindicalista Lula).

Lewandowsky e Zé Quadrilha

Ministro boquirroto levanta a bolinha para o quadrilheiro Zé Dirceu chutar

O ministro Lewandowsky, do STF, aprontou de novo. Já tinha sido flagrado na semana passada, em plena sessão do tribunal, fofocando por e-mail com uma ministra sobre a nomeação de um novo membro do tribunal (Carlos Alberto Direito).

O ministro é de São Bernardo do Campo, berço do sindicalismo apetralhado, e foi nomeado por Lula a pedido de familiares amigos da primeira-dama ítalo-brasileira Marisa Letícia.

Disse agora, além de insinuar que "a tendência era amaciar para Dirceu", o que um magistrado da suprema corte jamais deveria dizer: que o STF votou, no caso da quadrilha palaciana, "com a faca no pescoço". E quem estava com a faca? Ora, a mídia, sempre a mídia malvada. É o velho argumento petista, brandido sempre que os fatos não se conformem à tosca visão da etnia que mais despreza a democracia no Brasil.

O ministro levantou a bolinha para que o chefe da quadrilha, Zé Dirceu, chutasse. E ele chutou, levantando "suspeição" sobre o julgamento. Ora, Dirceu tenta dar um golpe nas instituições para livrar a sua cara. É coisa de chefete cucaracho.

Lewandowsky já deveria ter sido afastado do cargo há tempo. E se não havia motivos suficientes - e havia, sim - para fazê-lo, agora ele tem de renunciar. Não pode conspurcar o STF, uma das poucas instituições que não naufragaram sob o lamaçal do lulo-petismo. Esse ministro não está à altura do cargo que exerce. É um despreparado que, violando as normas de conduta de um magistrado, fala sobre o julgamento em altos brados em locais públicos. (Leia na Folha).

Saquinho, por favor.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Brinque no laranjal do Renan

Clique aqui
(Surrupiado de A Nova Corja).

Chamem o Ali Babá!

Jefferson quer Lula no banco dos réus

NO ESTADÃO: Réu no processo penal aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o mensalão, o ex-deputado Roberto Jefferson defendeu hoje a investigação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem ele mesmo havia poupado em 2005 ao denunciar o esquema. Embora mantenha a versão de que o presidente lhe pareceu surpreso quando informado por ele sobre o suborno de parlamentares, Jefferson levantou dúvidas sobre o desconhecimento de Lula em relação aos atos de corrupção atribuídos ao grupo liderado por ex-ministros e ex-dirigentes do PT.

Em entrevista à rádio CBN, Jefferson voltou a se referir ao presidente como "Ali Babá" e disse que o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, não tem coragem para investigar Lula. "Se ele (o procurador) está fazendo o marketing da denúncia, 40 é o número emblemático do Ali Babá. Se são 40 ladrões, tem um chefe que os lidera. Quem é o Ali Babá? É o Lula. Está faltando peito a ele (Souza) de fazer essa denúncia", atacou. (Leia mais).

A quadrilha petralha

Esta é a capa do Correio Braziliense de hoje:

QUADRILHA
*
(Adapt. do poema de Drummond)
*
Dirceu mandava em Delúbio
que tramava com Valério
que pagava Valdemar
que foi denunciado por Jefferson
que incriminou Genoino
que não entregou ninguém.
Dirceu foi para a planície,
Delúbio para a fazenda,
Valério mudou o penteado,
Jefferson ficou sem mandato,
Genoino perdeu a pose, e
o STF, que não estava na História,
pôs todos no banco dos réus.

Red Saloon Brasília


A bebida, obviamente, é contrabandeada ou falsificada.

Sem-terra pegam carona em invasão

Retornei da UFSC agora à noite. O gatos pingados continuam no prédio da Reitoria, com seus pneus e muita sujeira. A universidade já pediu reintegração de posse, ainda bem. Talvez por isso mesmo dois ônibus de sem-terra despejaram famílias em frente ao prédio. Estão lá acampadas, com fogão e chimarrão. Know-how para este tipo de atividade é o que não lhes falta.

E o reitor? Dizem que viajou...

Bem, talvez os discípulos de Stédile queiram diploma: que tal uma "quota sem-terra", com reserva de vaga para a turma da foice e da enxada?

P.S.: mais um pouco e perceberemos que os reitores são dispensáveis.

Analfabetismo e criminalidade

Um estudo divulgado esta semana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) demonstra que a educação funciona como um verdadeiro escudo contra homicídios. De acordo com a pesquisa, a diferença entre as taxas de homicídio de um indivíduo com 1 a 3 anos de estudo e outro com formação universitária é de 164 mortes por 100 mil habitantes, número este considerado extremamente elevado pelo autor do estudo. Os resultados deixam claro que o estímulo à educação é uma das melhores políticas públicas para a redução de mortes provocadas pelo aumento da violência.

Leiam no
Contas Abertas. E juntem os dados ao retrato feito no livro "A cabeça do brasileiro".

Retrato do petismo

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Pouca vergonha: aula inaugural com mensaleiro na FMU.

O publicitário Duda Mendonça foi chamado de “ladrão” e “mensaleiro” por estudantes ao iniciar a aula inaugural do curso de Comunicação da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), em São Paulo, na noite desta terça-feira (28). O protesto foi organizado por alunos do curso de Direito da faculdade, que deixaram o auditório logo em seguida (Leia mais).

Se os proprietários das Faculdades Metropolitanas Unidas não têm ética, alguns alunos demonstraram que têm. Pelo menos os do curso de Direito.

Faculdade de Grotão é isso aí. Ética zero. Em frente, "fazendeiro" Duda!


Eis a homenagem do blog ao mensaleiro e seus anfitriões:


Bem-vindo, Coppola.

(Foto: Daniel Conzi/RBS)
O diretor de "O poderoso chefão", Francis Coppola, está em Floripa, onde pretende construir um resort.

Os ecochatos certamente ficarão de olho para criar problemas. Gostam mesmo é de favela em zona de preservação. Ou de megatraficantes, que andam por aqui sem ser perturbados. Ponto.

Já vai tarde, Zé Lobbista.

Fazendeiro Duda

Na Folha:

Um ano após a descoberta do mensalão, o publicitário Duda Mendonça expandiu sua atividade de fazendeiro no sul do Pará, conforme documento do cartório de registro de imóvel de Redenção (PA). A empresa Nov Patrimonial, da qual Duda é sócio, assinou em maio de 2006 um instrumento particular de promessa de venda e compra da fazenda Rochedo, de 5,29 mil hectares, na região de Redenção. O valor do negócio é R$ 6,1 milhões.

Os verdadeiros fazendeiros que se cuidem. A profissão está sendo invadida por corruptos.

O rretorrrno...

Letícia, do Flanela Paulistana, saúda o retorno do rabino Henry Sobel, aquele que se meteu em encrencas - e foi condenado - nos EUA, lembram?

E faz uma boa recomendação ao rabino: que ele evite as más companhias.



P.S.: aliás, nossos bondosos religiosos estão se dando mal nos EUA...

Jornalismo e conhecimento


O jornalismo é uma forma de acesso ao conhecimento ou um mero campo de batalhas ideológicas? Ali Kamel, diretor de jornalismo da Rede Globo e autor de dois bons livros (Não somos racistas, e Sobre o Islã. A afinidade entre muçulmanos, judeus e cristãos e as origens do terrorismo - ver seção Livros), discutiu a questão em estimulante artigo publicado em O Globo no início do ano. Vale a pena (re)ler.

Bato-me por essas questões na universidade quase que solitariamente. Como se sabe, impera o relativismo selvagem, para o qual "todas as verdades são relativas". Quem assume esse ponto de vista caolho necessariamente afirma que não há objetividade, verdade etc. Trata-se de uma posição cômoda, que favorece a picaretagem intelectual e a demonização da mídia por setores que reduzem o mundo às ideologias. Foi uma grata surpresa saber que, dentro das redações, alguém pensa esses conceitos com a seriedade que eles merecem.

O ano que passou foi especialmente indutor de uma discussão que precisa ser enfrentada: o jornalismo é um campo de batalha de ideologias ou é uma forma de conhecimento da realidade? Já com alguma distância das eleições, que acirraram esse debate, a discussão pode ser travada com menos paixão.

No calor daqueles dias, pairou a idéia de que só existe jornalismo de tendências, uma imprensa de direita e uma imprensa de esquerda, uma tentando mais do que a outra impor as suas idéias. Não estavam em questão apenas os editoriais, mas o fazer jornalístico propriamente dito: a produção de notícias. O jornalismo estaria condenado a ser um campo de batalha de ideologias, estaria a reboque delas ou, pior, a serviço delas. Os jornais (impressos, digitais, radiofônicos ou televisivos) seriam feitos de acordo com os valores de seus donos e dos jornalistas que para eles trabalham. Para provar o que seria o óbvio, os partidários dessa tese lançavam mão de postulados filosóficos como se fossem platitudes: a verdade é inalcançável, isenção é uma utopia, não existe objetividade total. Assim, os jornais seriam feitos segundo as suas verdades e de acordo com os interesses de seu grupo. Os fatos seriam escolhidos, não por critérios de relevância mais ou menos reconhecidos por qualquer bom profissional, mas conforme os valores de quem escolhe. E ganhariam pouco ou grande destaque, seriam narrados e analisados dessa ou daquela maneira, segundo aqueles mesmos valores. (Leia aqui o artigo completo).

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Zé Quadrilha

Ladrões de charges


O amigo Sponholz acaba de comunicar que os petralhas passaram a mão no seu "Lulinha", empregando-o em propaganda para o terceiro mandato.
Caro Sponholz, o que esperar de gente que formou quadrilha no palácio, escondeu dinheiro em cueca e enlameou a história brasileira? Para eles, vai a resposta aí embaixo.

Onde anda Pertence?

O leitor Efigênio faz uma interessante leitura sobre a situação do ministro Sepúlveda Pertence, do STF, que seria substituído pelo ministro do STJ, Carlos Alberto Direito, a ser nomeado por Lula.


Olhe o caso do Pertence: se requereu aposentadoria, não está automaticamente afastado, o que só ocorreria na compulsória. Então, deveria comparecer ao Plenário, salvo se tiver requerido férias ou licença. (...) A ausência, sem férias ou licença, é falta funcional. Desdobramento: a aposentadoria só ocorre após o julgamento pelo TCU e publicação no DOU. Até que se consume o ato complexo, não se tem a vacância do cargo. Logo, não se pode indicar por antecipação nenhum nome e muito menos o Senado fazer avaliação (aquela que nada avalia) de qualquer candidato. (...) A situação do Direito, nome do Min. do STJ e comentado para a substituição, é delicada, não vai prevalecer, pois o alcançará primeiro a compulsória. Virá o candidato dos sonhos de Cabral, não o de 1500, mas o Governador do RJ...

Que situação esquisita...

Tragédias brasileiras

Do Romane, no blog do Roberto Romano:

A Associação Brasileira dos Historiadores acaba de concluir que agosto é o mês de três das maiores tragédias políticas da História do Brasil:

1) Getúlio se matou
2) Jânio renunciou
3) Lula não se matou nem renunciou.

Privatização já?

Bom, esta piada amazônica (ver abaixo) é do "arko da velha" (se não me engano, o senador tucano Arthur Virgílio já falou nela), tão velha que os nacionalistas não caem na armadilha. Mas o Guilherme levantou uma questão interessante: por que não privatizar? Aí vai:

Se houvesse a privatização da Amazônia, com contratos estabelecendo manejos de áreas devastadas, políticas de reflorestamento, ao mesmo tempo que nestes contratos fossem previstas cláusulas penais de descumprimento, a Amazônia poderia reviver. A verdade é que grande parte de desmatamento existe em virtude dos "fiscais" que se vendem aos madeireiros, e tudo mais que conhecemos e não precisamos repetir. Esse afã nacionalista de Amazônia "pulmão do mundo" somente justifica uma política de esquecimento da mesma, alimentando, paradoxalmente, sua destruição, pois inibe qualquer ação racional no solo amazônico, como manejamento e exploração racional dos recursos naturais que ela oferece.
Amazônia: Privatizem Já!

A Amazônia é nossa?

Nein, nein, não é patrimônio do Grotão! A Arkhos Biotech garante que a Amazônia é do mundo. E pede contribuições para "comprá-la" e "protegê-la". Podem conferir no vídeo aí embaixo.

Mas que diabo é esta empresa? Ela própria se apresenta:

A Arkhos Biotech é uma das maiores fabricantes do mundo de ativos vegetais para a indústria cosmética e farmacêutica, no mercado desde 1965. Exporta para mais de 20 países a linha Amazon forest de óleos, essências e manteigas obtidos com a exploração sustentável da biodiversidade da Amazônia. Toda a matéria- prima utilizada pela Arkhos Biotech na linha Amazon forest vem de comunidades ribeirinhas extrativistas do interior da Amazônia, através de projetos que visam o desenvolvimento sustentável da região.

Divirtam-se, nacionalistas...

(Colaboração da Letícia).

Apetralhamento total

Na Folha:

O governo Luiz Inácio Lula da Silva ignorou acusações de aparelhamento da máquina e acelerou o ritmo da criação de cargos comissionados da administração federal no segundo mandato. A média agora é 7,6 vezes a do primeiro mandato. O número médio mensal de postos desse tipo criados saltou de 23,8 no primeiro mandato de Lula para 179,7 entre janeiro e julho deste ano. Também chamados de cargos de confiança, esses empregos são muitas vezes destinados a apadrinhados políticos.

Vejam a assustadora comparação com outros países:


Quanto mais cargos comissionados, mais corrupção. Haja "comissão" (de 20, 40, 60 por cento...).

Los afortunados...

Diz o Granma, jornal da ditadura cubana, que cerca de 2000 ávidos jornalistas tentam, todos os anos, uma entrevista com Fidel Castro. Pois bem, até agora apenas um deles conseguiu. Trata-se de Ignácio Ramonet, editor do Le Monde Diplomatique e figura carimbada junto a autoritários da América Latina. Ah, nada como a gauche parisiense...

Mas outros entusiastas do ditador, como Frei Betto, o ex-assessor "espiritual" de Lula, também conseguiram a "façanha" de entrevistá-lo. Tomas Borge, um dos "heróis" da ditadura sandinista na Nicarágua, igualmente ouviu Fidel durante horas.

O resultado desse "sonho" está no livro Los afortunados entrevistadores de Fidel, lançado ontem numa praça de Havana.
E tome "culto à personalidade", que teve como precursores Stálin e Hitler.

domingo, 26 de agosto de 2007

Autismo uspiano

Ruy Fausto, Marilena Chauí e José Arthur Giannotti têm algo em comum. São todos professores eméritos da veneranda USP. Há anos ocupam o Olimpo da província filosófica paulistana que ainda raciocina em termos de "esquerda" e "direita". E ainda vêem o velho barbudo (ao lado) de cabeça para cima.

Chauiiiiiii vocês têm visto por aqui, montada em sua vassoura e atacando a mídia. Vovô Giannotti às vezes ganha uma meia página na Folhona, jornal do asilo. E Fausto ocasionalmente escreve "análises", também na Folha, sempre ruminando a folclórica dicotomia.

Marilena - que já foi até acusada de plágio, anos atrás - escreve livros de filosofia para o Ensino Médio, só faltando situar Marx na Grécia. Vô Giannotti dedicou boa parte da vida à tal da "dialética marxista", mera cópia da "dialética hegeliana" - esta, pelo menos, coerente com o idealismo de seu criador, Georg Wilhelm Friedrich (Hegel, claro). E Fausto gastou sua vida tentando decifrar a "lógica do capital", de Marx. Os três não conseguem sair desse círculo infernal. Repetem e repetem-se. Ninguém que não os tenha lido perdeu grande coisa.

Bom, tudo isso a propósito da entrevista de Ruy Fausto na edição de hoje da Folhona. O "esquerdista" diz que as posições dos intelectuais brasileiros o assustam. He-he, a mim é que não assustam. O problema dele (e deles) é clínico: autismo. Ele enrola e enrola, até critica a Marilena, mas ainda é um crente no socialismo - sabe-se lá o que isto significa depois dos horrores das experiências históricas...

Grotão da ética

Manchete da Folhona de hoje: "Brasil vira paraíso de megatraficantes". Dou gargalhadas sozinho. Surpresa seria se virasse paraíso de gente honesta!

Pauleira no palácio do Niemeyer

Só pode ser. Agora não são mais só os copos de cristais que são atirados contra a parede, mas liquidificadores, batedeiras, microondas etc. Pelo que vemos na TV, nenhum desses objetos, até agora, atingiu o alvo...

Caracas!, a italiana dispensou o pau-de-macarrão, mas continua mal de mira.

O Contas Abertas conferiu.

Que o Hades me livre!


E tudo isso com a ajuda da "oposição", tucanos na linha de frente.

Bota aloprado nisso

O PH flagrou bem: o ministro do Looooooooongo Prazo (Alopra), professor Mangabeira Unger, consegue se perder até dentro do palácio.

Em entrevista à revista Piauí, Manga disse que "o problema é que os brasileiros acreditam no que podem tocar, e eu, no intangível". E esse intangível bota o homem em cada enrascada...

PH resumiu as peripécias do visionário que cuida do nosso futuro:

Num dos muitos delírios, uma viagem para disseminar a mobilização pelo interior do país por uma nova ordem econômica e social, foi atropelado por um Kombi, teve a mão machucada por espinhos, caiu num poço e quebrou o braço. Jeitoso, o homi, não?
A sorte é que, no longo prazo, estaremos todos mortos, como bem disse Keynes.

sábado, 25 de agosto de 2007

Dyson contra o catastrofismo

Menos computador e mais pé na estrada

Freeman Dyson (esse feio ao lado), um dos maiores físicos contemporâneos, é outro que levanta sérias dúvidas sobre o catastrofismo ambiental trombeteado pelo IPCC. A maioria dos estudos, diz ele, é feita em modelos de computador. Esses modelos resolvem equações da dinâmica fluida e descrevem bem os movimentos fluidos da atmosfera e dos oceanos, mas são pobres na descrição da química e da biologia de campos e florestas, por exemplo.

Segundo Dyson, o mundo real é mais complexo e povoado de coisas que ainda não compreendemos. Por isso, em vez de se exercitarem em modelos de computador em edifícios com ar condicionado, esses cientistas deveriam vestir roupas de inverno e estudar o que está acontecendo lá fora.

O fato é que os catastrofistas consideram a Terra um planeta pronto, acabado, perfeito. A causa de todos os problemas, portanto, só pode ser esse tal de "ser humano". (As "heresias" de Dyson - que são parte de um novo livro - estão no site da Edge, só em inglês, infelizmente).

Tarso Illich também não sabe de nada

Leia-se: esconde tudo...
* * *
Nariz Gelado achou a ponta do novelo. Os boxeadores cubanos foram entregues ao ditador Fidel Castro num jatinho pertencente ao coronel Hugo Chávez. O ministro Tarso Illich Genro, em depoimento à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, se enrolou todo quanto ao prefixo da aeronave. Entrou em contradição, mas ninguém explorou. Estava entre amigos.

O aviãozinho bolivariano pinta e borda nos ares da Cucaracholândia, "território libre" para ditadores.

Com esta, agora, o Grotão virou também Casa da Mãe Joana. Leiam na NG.

Os impagáveis


Esta é a piada do ano

No colo do bruxo ou carregando o tailleur da bruxa

Os tronos da filosofia bananeira

A filosofia da USP (não estudei lá, mas em Campinas) sempre teve dois tronos. Um ocupado pela Marilena, filósofa da corte petista; outro, por José Arthur Giannotti, filósofo da corte tucana.

Ambos deixaram, por exemplo, pretensiosos rebentos na Folhona, onde Giannotti disse, certa vez, que alguns alunos precisam ser embalados no colo. Devem estar todos no jornal, disputando (ah, falsa disputa) com os sequazes da dama do tailleur vermelho. São duas faces da mesma moeda.

Que se rocem nas ostras (com as algarávias de Giannotti e o marxismo vulgar da Marilena).

O que falta, no Grotão, é estudar o tronco que vem da filosofia analítica. O resto é parolagem da tradição hermenêutico-dialética. Literatura é melhor.

Lula 3


Este é o futuro com um terceiro governo Lula, maquinado por alguns setores apetralhados.
(Surrupiei do Alerta Brasil, links).

Sermão da tia Marilena

A filósofa da corte fala aos petistas

Com seu eterno tailleur vermelho, Marilena Chauíiiiiiiiiiiiii fez um sermão ontem para a bancada do PT na Câmara. "O PT é a afirmação da presença política direta das classes populares”, proclamou a veneranda filósofa uspiana.

O presidente da tropa petista, comissário Berzoini, gostou de ouvir essa "intelectual respeitadíssima" e disse que ela fez "uma boa avaliação da relação entre o poder político, econômico, da mídia e as questões que envolvem o nosso cotidiano”.

Bom, os representantes das classes populares petistas devem ter ouvido as típicas marilenadas: a mídia malvada inventou o mensalão e o apagão aéreo; além disso, é golpista, elitista, arma da classe burguesa etc.

O site do PT foi generoso com a dama lulista: tascou uma foto de uns 30 anos atrás...

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Renáuseas

Um leitor fez boas observações sobre o enauseante Renan. Nas declarações do nobre senador, não constam despesas com trabalhadores. Ora, ou ele tem fazendas com moradores voluntários, que trabalham de graça, cantando e assobiando faceiramente, ou com gente no trabalho escravo (prisioneiros da comida, talvez). Onde já se viu fazenda sem despesas com pessoal?

Será que a coisa se resume a sal para os bois e pirão de água fria para os peões?

Ou será Renan um "fazendeiro do ar"? Pensando nisso, trago novamente a contribuição do Lute. Acho que ele "matou" a questão.


Barbeiragens


(Obrigado, Mary Jô).

E a meritíssima?


A musa se foi. Mas eu quero apresentar um documento para a meritíssima - que engoliu o papelada da Dama do Charuto -declarando que todas as minhas dívidas já foram saldadas. Estou "quitis", meritíssima?
***
Precisamos de uma juíza assim na nossa vara (êpa!, estou falando em Vara Cível...).

Blues

Uma pausa. Muddy Waters, acompanhado dos Rolling Stones.

Vagabundos

Um leitor me provocou a falar sobre o que Lula disse no encontro com as tais "margaridas" apetralhadas.

Chamou de vagabundos, sim, quem não tem calos nas mãos. Aliás, na concepção do Guia da Marilena Chauíiiiiiiii, só não é vagabundo quem, por exemplo, perde um dedo na prensa e passa a ganhar indenização por este ato de trabalhador relapso (mas isto ele não diz). Gente esperta!

Vagabundo notório, este escrevinhador não tem calos nas mãos - nem dinheiro no bolso.

P.S.: duro é ver que o homem ainda tem assessor para redigir essas preciosidades palacianas...

Crenças


Acabei de receber. O "elemento" citado não é nem nunca foi meu pastor, mas conheço a carneirada que se arrasta por aí. Eita, Grotão!
* * *
P.S.: não pensem que vou ficar me preocupando e comentando o que se passa no STF. O que é isso mesmo?

Coisa de alemão


Se fizessem coisa semelhante em qualquer rio brasileiro, os ambientalistas cairiam de pau. Vale a pena ver o que é arquitetura em favor do cidadão. Imposto bem devolvido.

Anjinhos da UNE


Eles não podem ver prédio de Reitoria pela frente!

A musa


Em sua defesa, a dama da Anac citou até Churchill, charuteiro de "origem humilde". Humilde é tudo o que ela não é.
UPDATE: oh, ela se foi.

Telhado de vidro

Na Folhona:

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que a divulgação de mensagens trocadas por dois ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) foi uma "intromissão anticonstitucional".

Ah, não, logo ele, que fraudou a Constituição?

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Inimigos da imprensa

Um corajoso artigo de Ali Kamel

Ali Kamel, diretor de jornalismo da Globo, publicou no jornal O Globo (não tenho a data) um artigo que toca em pontos que sempre defendi aqui. Enfim, alguém de dentro das redações tem a coragem de falar sobre os ímpetos liberticidas dos atuais ocupantes do poder, que disparam quotidianamente contra a mídia. Eles não são somente autoritários e antidemocráticos. São reacionários: anticapitalistas, antiamericanistas, antiglobalização. Na verdade, são contra a realidade, isto é, contra o mundo existente. Reproduzo "A grande imprensa" na íntegra.

A grande imprensa está sob ataque. Não do público, que continua considerando o jornalismo que aqui se produz como algo de extrema confiabilidade, conforme atestam pesquisas de opinião recentes. Os ataques vêm de setores autoritários e antidemocráticos, que, diante do noticiário, sentem-se ameaçados. Esses setores consideram que só é notícia aquilo que, em nenhuma hipótese, atrapalha os seus planos de poder. Não importa que alguns acontecimentos lhes sejam embaraçosos; importa que ou não sejam noticiados ou sejam levados ao público de tal forma que o efeito, para eles, seja positivo ou neutro. Já disse uma vez: isso não seria jornalismo, mas propaganda.

Evidentemente, em seus ataques eles não deixam transparecer essa verdade. Tão logo surge um evento que eles consideram desvantajoso, começam a gritar, dizendo que não é o evento que lhes faz mal, mas a cobertura da grande imprensa. Costumam seguir o seguinte padrão: mentem, atribuem à grande imprensa coisas que ela não fez e denunciam conspirações que não existem. Sempre num tom indignado, dourando a grita com defesas “apaixonadas” da liberdade de expressão e do que chamam de democratização da mídia. Um disfarce. Às vezes, publicam livros, financiados por partidos, com estudos pseudocientíficos como os que tentam demonstrar que, em 2006, os jornais penderam pesadamente a favor de Alckmin e contra Lula, no noticiário eleitoral. Tais estudos se esquecem apenas de contar que todo o noticiário sobre o mensalão e outros escândalos foi considerado prova de desequilíbrio contra Lula. Ora, se é assim, qual seria a alternativa para que o estudo apontasse equilíbrio? Não noticiar os escândalos? Mas isso sim seria perder o equilíbrio e a isenção.

É uma tautologia, mas, na atual conjuntura, vale dizer: o jornalismo só é livre e independente quando não depende de nenhuma fonte exclusiva de financiamento. Quanto mais variadas forem as fontes de recursos que sustentam um jornal, uma revista, um portal de internet ou uma emissora de rádio e televisão, mais livres e independentes serão estes veículos. O leitor pode fazer o teste. Veja os anunciantes da grande imprensa e verifique: a variedade é tanta que o veículo não depende, nem de longe, de ninguém isoladamente para sobreviver. E por isso é livre. E por isso é independente. O leitor poderá fazer outro teste. Procure algum veículo que se diga livre e independente e ao mesmo tempo se dedique costumeiramente a atacar a grande imprensa e a defender este ou qualquer governo. Veja os anunciantes. Eles serão poucos e a concentração, grande. Quase sempre, será propaganda governamental. Se o veículo for um portal de internet, verifique quem são os controladores: fundos de pensão de órgãos do governo.

Portanto, livre mesmo, só a grande imprensa. Só ela tem os meios para investir em recursos humanos e tecnológicos capazes de torná-la apta a noticiar os fatos com rapidez, correção, isenção e pluralismo, sem jamais se preocupar se o que é noticiado vai ser bom ou ruim para este ou aquele cliente, para este ou aquele governo. A grande imprensa sabe que o seu compromisso é com o público, que lhe dá a audiência que lhe traz publicidade. A grande imprensa sabe que o público exige informação de qualidade e que não pode ser enganado. O grande público é o que faz as suas escolhas cotidianas de acordo com o que é melhor para si, é o mesmo que tem discernimento para votar, para eleger seus governantes. Consumidores exigentes, grande público e cidadãos conscientes não são três entidades distintas, mas uma única realidade.

Na cobertura da tragédia da TAM, a grande imprensa se portou como devia. Como não é pitonisa, como não é adivinha, desde o primeiro instante foi, honestamente, testando hipóteses, montando um quebra-cabeças que está longe do fim. A nação viveu um descalabro aéreo nos últimos dez meses? Então é necessário testar qual o impacto dessa desordem no acidente (e, hoje, ouve-se o ministro da Defesa dizer que a prioridade não é mais o conforto ou a ausência de filas, mas a segurança, uma admissão cabal de que, antes, não era assim). A pista de Congonhas estava escorregadia (a ponto de no dia anterior ao desastre, uma aeronave deslizar até um canteiro e outra quase se espatifar no fim da pista)? Então é preciso verificar se a pista foi fundamental no desastre. Chegam informações de que a manutenção da TAM é falha? Então é preciso saber como estava o avião acidentado (e descobrir que ele voava com o reverso pinado). A análise da caixa preta ficou pronta? Então é preciso tentar revelar o seu conteúdo e mostrar que uma falha do piloto pode ter sido a causa do acidente. É a grande imprensa que noticia tudo isso, passo a passo, tendo apenas em mente informar o grande público, sem pensar no impacto negativo ou positivo que isso terá para o governo ou para a companhia aérea.

É assim aqui, é assim em todas as democracias. Quando do furacão Katrina, a imprensa americana, num continuum, testou muitas hipóteses: noticiou que aquela era uma tragédia anunciada, mostrou que houve cortes federais para obras urgentes nos diques que se romperam, denunciou a inépcia do governo no socorro imediato às vítimas. E a única coisa que o governo fez foi se defender, com dados e argumentos. O público pôde julgar quem estava com a razão. Ninguém ouviu de aliados de Bush que a mídia queria derrubá-lo, provocar o seu impeachment, desestabilizar o seu governo.

Já aqui, temos de conviver com essas bazófias. Porque aqui, ao contrário de lá, há quem queira que a informação esteja a reboque de projetos de poder.
* * *
No ano passado, chamei a atenção aqui para outro artigo de Kamel, sobre "Jornalismo e objetividade", tema igualmente enfrentado com coragem, posto que até na academia, onde domina o relativismo radical, a objetividade é desprezada. (Transcrevi o texto integral aqui).

Papagaios da Marilena


Tá faltando a filósofa da corte aí, Sponholz.

Bem-vindos ao Grotão

Roberto Pompeu de Toledo e Fernando Henrique Cardoso, sejam bem-vindos ao clube dos descrentes. "O Brasil é isso mesmo que está aí". E isso que está aí é um Grotão, dividido em vários Acampamentos. Não se trata de pessimismo. É apenas realismo.

Os distraídos talvez ainda não tenham percebido, mas o Brasil acabou. Sinais disso foram se acumulando, nos últimos meses: a falência do Congresso e de outras instituições, a inoperância do governo, a crise aérea, o geral desarranjo da infra-estrutura. A esses fatores, evidenciados por acontecimentos recentes, somam-se outros, crônicos, como a escola que não ensina, os hospitais que não curam, a polícia que não policia, a Justiça que não faz justiça, a violência, a corrupção, a miséria, as desigualdades. Se alguma dúvida restasse, ela se desfaz no parecer autorizado como poucos de um Fernando Henrique Cardoso, cujas credenciais somam oito anos de exercício da Presidência da República a mais de meio século de estudo do Brasil. "Que ninguém se engane: o Brasil é isso mesmo que está aí", declara ele, numa reportagem de João Moreira Salles na revista Piauí.

Só falta o reitor chorar...

Cerca de 300 estudantes ocupam a Reitoria da UFSC desde ontem, depois de uma conversa com o reitor (veja o vídeo). Desnecessário dizer que o violento ato é inspirado em ideologias político-partidárias, não em atitude acadêmica, sempre crítica, mas democrática.

A reação do reitor é tão tímida quanto foi a da reitora da USP, que permitiu a ocupação do prédio da reitoria por longo tempo:

A Administração Central da UFSC, ante a invasão do prédio da reitoria, que impede o acesso ao trabalho de todos os servidores, torna público o lamento e o veemente repúdio a este ato de força, impetrado de forma autoritária e intransigente. Destaca ainda que este minoritário grupo de manifestantes nem de longe representa o pensamento da comunidade universitária, pois ao politizar atos de vandalismo e agressão, ferindo direitos básicos de cidadania, em nada contribui para a prática do diálogo e do entendimento, destruindo um dos pilares básicos da democracia e da convivência. Por fim apela para o bom senso de todos e solicita a sua imediata retirada, para que continuemos um diálogo construtivo e fortalecedor da Universidade Brasileira.
Florianópolis, SC, 23 de agosto de 2007.
A Administração Central da UFSC.

Ora, a atos de violência não se responde com lamentações ou conclamações, mas com atitudes enérgicas. Contra a força, emprega-se também a força, se necessário for (que venham os adjetivos!).

Mas não se espere muito da atual safra de reitores das federais. Eles quebraram o decoro acadêmico ao assinar, no ano passado, um manifesto pela reeleição de Lula. Até onde sei, apenas este blog e o do amigo Roberto Romano comentaram este assunto na época.

Jornalismo vidente ataca no STF

Já falei aqui de uma nova modalidade de jornalismo instalada sob o governo lulista: o jornalismo vidente. Seu fundador é o ex-assessor de campanha de Lula, Kennedy Alencar, da Folhona.

Eis o que ele publicou ontem, na coluna
Pensata:

Ministro aposta em placar de 6 a 4

Terminada a reunião informal desta terça-feira (21/08) de sete ministros do STF com a presidente do tribunal, Ellen Gracie, um dos integrantes do Supremo avaliou que o placar da decisão a respeito da denúncia do mensalão será de 6 a 4 a favor da abertura da ação penal contra todos os 40 acusados de integrar o maior esquema de corrupção dos quase seis anos de governo petista.
Essa avaliação foi feita com base nas conversas informais daquele encontro e com diálogos travados nos bastidores nos últimos dias. O ministro acredita que haverá uma espécie de pente-fino na vasta lista de crimes elencada pelo Ministério Público.
Trocando em miúdos: possibilidade de que acusados respondam a menos crimes do que os apontados pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza. Por exemplo: delitos de natureza eleitoral poderiam ser remetidos para a TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Ainda de acordo com a avaliação desse integrante do STF, o relator do caso no tribunal, Joaquim Barbosa, apresentará voto de aceitação da denúncia contra todos os 40 acusados, inclusive em relação ao ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu.
Em tese, o ex-ministro seria o denunciado com maior chance de ser excluído da denúncia. Haveria, no entendimento de alguns ministros do Supremo, insuficiência de provas para abertura da ação. Mas outra ala do STF, que até a véspera da decisão parecia majoritária, tendia a considerar os indícios contra Dirceu mais do que suficientes para dar início a um processo criminal. Argumento: não se trataria de condenação prévia, mas a rejeição seria uma absolvição prévia.
Dez ministros apreciarão a denúncia porque Sepúlveda Pertence se aposentou na semana passada. Ellen promoveu o encontro para tentar afinar a viola, deixar Barbosa mostrar seus argumentos e permitir que todos saibam de antemão quais cartas os ministros jogarão na histórica decisão que será tomada a partir desta quarta-feira (22/08).


Quem será o informante de Kennedy? O governo Lula já nomeou cinco ministros para o STF. Não boto minha mão no fogo pelo "Zero Grau"...

Se der esse placar, quero uma consulta com o jornalista-vidente.


E recomendo novamente outra análise do Jus Sperniandi.

(Obrigado, Cris).

No Grotão acaba assim mesmo

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

ETs invadem Floripa


Disco Voador aterrissando em Florianópolis. Línguas maldosas dizem que o governador e viajante Luiz Henrique estava a bordo.
(A foto é de Júlio Cavalheiro/DC/RBS, gentilmanete enviada por Efigênio).

Vai uma torrada santa aí?


A Débora (links) achou a geringonça aqui.

Credulidade


Em país católico, é claro que verão asas de anjos nesta árvore rachada.

Não se entusiasme com o STF

O amigo Ilton, que entende das coisas (é desembargador aposentado), faz uma boa recomendação:

Não crie muita expectativa em torno da decisão do STF na sessão desses dias (...). Nesta fase a análise não poderá ser muito aprofundada. Os senhores ministros deverão se abster de emitir juízos de valor porque isto poderia ser considerado prejulgamento, passível de anulação... Não poderão se aprofundar na análise da prova além do estritamente necessário ao recebimento da denúncia, se resolverem aceitá-la, sem explicitar razões que poderiam acenar para uma futura decisão definitiva de mérito. (Mais no Jus Sperniandi).

Bene, eu não estou nem acompanhando a coisa. Meu ânimo segue o do Sponholz, aí embaixo.

Tarda e falha, sim.

Dizem que a justiça tarda, mas não falha.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Affaire Piauí

Sobre as declarações de Paulo Zottolo, o "porco capitalista" que maltratou o Piaui (o "maior produtor de oxigênio" do país), recomendo este post do blog A Nova Corja.

Os 155 anos de Teresina viraram ato de desagravo ao Estado que "erradicou o analfabetismo e as lombrigas". Lá não existe oligarquia, não é, PT? (esta última, sem aspas...).

Jornalistas do pano quente

Já critiquei aqui o jornalista Thomas Traumann (ah, vontade de fazer um tracadilho infame!). Pode ser coincidência ou espinhos do ofício, mas agora só recebo sua coluna O Filtro, da revista Época, distribuída a quem quiser, no final da noite. Antes, recebia de manhã.



Mas não adianta, Traumann, eu capto o seu olhar vesgo sempre que der.

Como, obviamente, ainda não fui dormir, pesquei a seguinte petralhagem, com o título "A pirotecnia antes do julgamento" (friso o escandaloso):

Manchete de todos os jornais: o Ministério Público Federal do Distrito Federal propôs ontem cinco ações de improbidade administrativa contra 37 dos acusados no escândalo do mensalão, entre eles o ex-deputado José Dirceu e os ex-dirigentes do PT José Genoino, Delúbio Soares e Sílvio Pereira. Eles são acusados de participar diretamente do desvio de R$ 55 milhões dos cofres públicos no esquema montado pelo lobista Marcos Valério. Essa ação dos promotores é uma evidente tentativa de influenciar o julgamento que começa amanhã no Supremo Tribunal Federal para decidir se será aberto ou não processo contra os envolvidos no escândalo do mensalão. A diferença dos dois processos é o que iniciado ontem, se aceito pela justiça, pode correr separadamente do caso do STF porque não há foro privilegiado em casos de improbidade administrativa. Segundo a seção painel da
Folha é parte de um trabalho de pressão para que o Supremo acolha integralmente contra os 40 denunciados do mensalão, e não apenas contra parte deles, como parece ser a tendência dos ministros.

Viu, Letícia, ainda bem que não somos "profissionais". E não fique irada, Maria, vocês são "as meninas do blog"! Dão banho nas "meninas do Jô", que só podem dizer o que o Gordo permitir...

Haja coragem!

Já vou pedindo desculpas ao pessoal do Contas Abertas, mas não resisto à piada (humor negro, vá lá). "Região Amazônica concentra apenas 2% do turismo aéreo do país" , diz a matéria que eles gentilmente me enviaram.

Ô, turma, pouso de emergência ou acidente na selva???

A elite que o lulismo detesta

A instruída é a mais democrática

A Globo mostrou ontem - e o assunto merece repercussão - que o Brasil mais instruído (a "elite" condenada por Lula e a cultura pobrista defendida pelo PT) cultiva os valores mais democráticos, é menos tolerante com a corrupção e menos conservadora em relação às questões sociais.

Aliás, não existe uma só elite, como pensam toscamente os petistas. Há elites no plural: a empresarial, a sindical (que está no poder), a partidária. Já houve até elite militar.

O lulismo só é contra a elite instruída, que abrange as odiadas classes médias. É esta que critica, protesta, condena a corrupção.

A pesquisa noticiada pela Globo revela sobretudo o tipo de cabeça que Lula prefere: aquela ignorante, analfabeta ou semi-alfabetizada. É a que lhe garantirá votos para sempre. Foi esse o chão que o engendrou.

Charutaria petralha

A arrogante Dama do Charuto, Denise de Abreu, nomeada diretora da Anac só porque é amiguinha de Zé Dirceu, enganou uma juíza entregando-lhe falsos documentos que comprovavam a "segurança" do aeroporto de Congonhas.

Na Folha:

A juíza do TRF (Tribunal Regional Federal) Cecília Marcondes disse ontem que recebeu das mãos da própria diretora da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) Denise Abreu o documento com as falsas medidas de segurança para pousos de aviões em pista molhada no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.O documento foi utilizado para convencer a Justiça a liberar, no início do ano, as operações no aeroporto, que estavam restritas para alguns tipos de aviões. O problema é que a tal norma em questão, a IS-RBHA 121-189, não estava em vigor(...)

"Ela [Denise] estava presente, tinha ciência absoluta da existência daquele documento que estava sendo apresentado para mim. Até porque todos falavam a respeito dele", disse ontem a juíza. "Ou mentiram na CPI ou agiram com improbidade pelo fato de não terem aplicado as regras estabelecidas por aquele documento." Segundo a juíza, o documento foi entregue por Denise no dia 22 de fevereiro. (Mais).

Vá esperar que algum petralha seja honesto! É a eles que Millôr se refere quando diz (ver ao lado) que desmoralizaram até a desonestidade.

***

P.S.: o Cohiba dos novos ricos do PT deve ser desse tipo aí embaixo: quase 500 euros uma caixa de 25 charutos. E não é o Fidel que manda, não. É você quem paga, contribuinte.