domingo, 30 de setembro de 2007

Pelegos e chapas-brancas se unem contra a mídia malvada


"Marco regulatório" é a nova palavra de ordem

Já havia observado no site da Fenaj a insistência no tal "marco regulatório" das comunicações. A inspiração vem da CUT, a central dos pelegos lulistas, e da Frente Nacional pela Democratização da Comunicação (Fndc). O alvo são as concessões de rádio e televisão, que, embora baseadas na Constituição (aliás, a mais democrática da história brasileira), são vistas como não-democráticas. Daí a baboseira sobre "ditadura da mídia", "monopólio da comunicação" etc.

A secretária de comunicação da CUT, Rosane Bertotti ("socióloga e agricultora familiar"), não mede palavras ao discorrer sobre "o caráter perversamente antidemocrático dos meios de comunicação" e vociferar contra "os monopólios [sic] de comunicação", que qualifica como "a negação da democracia". Há pouco tempo, no site do PT, ela perpetrou o seguinte:

A atuação irresponsável, leviana e golpista com que a chamada grande imprensa vem se comportando, tanto no caso venezuelano - onde chegou a tomar posse junto com os criminosos que assaltaram o poder constitucional em abril de 2002 -, como no caso brasileiro, onde tentou destituir o presidente Lula numa cruzada desinformativa jamais vista, nos episódios da crise política e das eleições de 2006, e, mais recentemente, com a criminalização dos movimentos sociais, é o motor que nos impulsiona a esta reflexão.

Bertotti não hesita em convocar o guru stalinista Emir Sader, este baluarte da democracia:

Como alerta Emir Sader, para que o processo de transformação avance, um dos imperativos que se faz necessário é quebrar a coluna vertebral da ditadura da mídia em nosso país.

Não por acaso, a secretária da CUT (na foto, com seu casaquinho de pele) é a entrevistada da semana no site da FNDC, onde defende a Conferência Nacional de Comunicação - já encampada pela Fenaj, que, mais uma vez, se envolve com bandeiras político-partidárias e governistas.

E, para culminar, o ministro do DIP de Lula, Franklin Martins, aplaude a idéia:

O ministro Franklin Martins (Comunicação Social) declarou ontem apoio à proposta de uma conferência nacional de comunicações. "É evidente que o Brasil não tem um marco regulatório para a área", disse. "A última legislação é dos anos 60, ela é incapaz de alcançar tudo isso que está acontecendo e aí fica uma legislação assim, lei do cabo, lei disso, lei daquilo, tudo trombando entre si. Precisa de fato criar um arcabouço novo. De lá para cá tudo mudou." (Leia mais).

Pronto. O cerco está fechado.

UPDATE: Rosane Bertotti foi secretária de formação da CUT-SC. Ora, ora, se não é amiguinha da Ideli...

O Natal vem aí...


Uma boa sugestão para a indústria de brinquedos. Ah, mas ela deve estar apetralhada também.

A missa

Uma homenagem aos amigos Aluízio e Magenco (links).
(Via 100nexos).

Lobão e Sponholz

sábado, 29 de setembro de 2007

Quem tem boca vaia Lula

Membros das comunidades Fora Lula e Grande Vaia, do Orkut, realizaram manifestação hoje na Beira Mar Norte, em Florianópolis. Atividades de protesto estavam previstas para várias capitais e algumas cidades do interior (ver post abaixo).

Em Florianópolis, um pequeno, mas ativo grupo, vestindo camisetas dos dois movimentos, levantou cartazes contra a corrupção e, lembrando o "fazendeiro" senador Renan Calheiros, distribuiu laranjas aos transeuntes no semáforo da Avendida Beira Mar. Os motoristas que passavam junto à rodovia saudaram os manifestantes com buzinaço e abanando as mãos.

Os dois movimentos contam com milhares de participantes no Orkut. Esta foi a sua primeira manifestação em Florianópolis.(Clique nos endereços: Fora Lula e Grande Vaia).

* * *


A turma da Grande Vaia reuniu 400 na Avenida Paulista, segundo a PM. Está excelente! Meu pai era um grande jogador de truco – e eu também (juro!!!). Quando moleque, fazíamos parceria. Às vezes, a coisa ficava feia; sei lá: 9 a 4 pra eles. Ele notava meu ar de desânimo e lá vinha com seu humor: “Quatro, sim, mas a gente não troca os nossos 4 pelos 9 deles”. O que entendi daquilo, com o tempo, é o seguinte: danem-se eles; fazemos o nosso jogo. Tudo está apenas no começo. Sempre que o grupo disser que vai vaiar Lula, noticio. Mesmo que sejam 10 pessoas. Convenham: às vezes, este blog é vaia de um só. Mas com milhares de leitores. Por enquanto, é mais importante estar certo do que ser maioria.

* * *
Veja também no blog do amigo Aluízio.

O bando da Ideli

Ricardo Brito e Otávio Cabral, da revista Veja, mergulham no nebuloso mundo das Ongs e outras entidades criadas pelos petistas em Santa Catarina, dutos através dos quais são drenadas vultosas quantias dos cofres públicos. Campeia a fraude: falsos documentos, alunos-fantasmas etc. No centro de uma dessas falcatruas estão amigos e ex-assessores da senadora Ideli Salvatti "Corrupti", pitbull do lulismo, líder do PT no senado, madrinha dos mensaleiros e defensora de Renan Calheiros.
A Veja que me desculpe, mas surrupiei a matéria na íntegra, para que meus conterrâneos vejam as tramóias da figura que elegeram como sua representante.


O caixa 2 da turma da Ideli

O Senado vai instalar nesta semana uma CPI para investigar entidades e organizações não-governamentais suspeitas de desviar recursos públicos. Somente nos últimos oito anos, o governo destinou 33 bilhões de reais às chamadas ONGs por meio de convênios e emendas parlamentares. Seria uma forma ágil e eficiente de fazer chegar às comunidades mais carentes os programas sociais. Sem fiscalização adequada, muitas dessas organizações se transformaram em máquinas de fraudes que enriquecem seus dirigentes e financiam campanhas políticas regionais. Em Santa Catarina, a Polícia Federal está investigando um caso exemplar. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul) recebeu 5 milhões de reais para promover cursos de treinamento profissional. Parte do dinheiro, já se sabe, foi parar na campanha política de um deputado do PT. Para justificarem os gastos, os dirigentes da federação falsificaram planilhas e criaram alunos-fantasma. O que mais chama atenção no caso, porém, é o eixo entre os principais envolvidos na fraude. Todos são correligionários, amigos ou assessores da senadora catarinense Ideli Salvatti, líder do PT no Senado.

A investigação da polícia se concentra em dezoito convênios firmados entre a Fetraf e os ministérios do Desenvolvimento Agrário, do Trabalho, da Agricultura e da Pesca – que lhe destinaram 5,2 milhões de reais entre maio de 2003 e março de 2007. O inquérito, que já tem mais de 300 páginas, recolheu provas que permitem concluir que a federação usou uma tecnologia de fraude muito conhecida desde os tempos em que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares era um simplório conselheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Usando a influência política, os dirigentes conseguem prioridade em assinatura de convênios com órgãos públicos. Há no esquema sempre um parlamentar amigo que, por meio de emendas, assegura recursos no Orçamento para os tais programas sociais. Nos ministérios, correligionários em postos-chave são os responsáveis pela seleção das parcerias. Depois, cabe às entidades escolhidas superfaturar contratos, inventar serviços e embolsar o dinheiro, às vezes tudo, às vezes apenas uma parte para simular que alguma coisa foi feita. A Fetraf, segundo a polícia, seguiu à risca essa cartilha.

A Fetraf foi criada em 2001 por petistas ligados à senadora Ideli Salvatti, mas sua importância social só começou a ser reconhecida depois do governo Lula. Um dos convênios já esmiuçados pela polícia foi assinado em 2003 com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, que liberou 1 milhão de reais para a entidade promover o treinamento de trabalhadores rurais em Chapecó, interior de Santa Catarina. Na época, o coordenador da entidade chamava-se Dirceu Dresch, um petista do grupo político de Ideli Salvatti. Dois mil trabalhadores rurais participaram do curso. A maioria, descobriu-se agora, era fantasma. Para fazer de conta que o curso existiu, a Fetraf apresentou uma lista de estudantes, com nome, CPF e endereço dos alunos. A polícia foi checar e descobriu que muitos não existiam, outros nunca ouviram falar do curso, alguns nem sequer moravam na região e os poucos que disseram ter freqüentado aulas – pessoas ligadas à federação, é claro – assinavam a mesma lista de presença várias vezes. Nos outros dezessete convênios assinados com a instituição, a história se repetiu. VEJA localizou no interior de Santa Catarina o agricultor Jackson Luiz Oldra. Segundo a polícia, ele foi usado pela federação para "captar" alunos para o curso de técnicas de plantio e colheita para jovens. Sua tarefa para conseguir o diploma de jovem agricultor era pegar as listas em branco na sede da federação, em Chapecó, e devolvê-las completamente preenchidas. "Peguei assinatura até com meu avô e minha avó", conta o rapaz, que já foi intimado a depor na PF. "A gente faz as coisas para ajudar e acaba se metendo em rolo", reclama. Para o Ministério do Trabalho, Ernesto, de 67 anos, e Ana, de 63, constam das estatísticas como "jovens" agricultores. A federação embolsou o dinheiro.

Os convênios exibem outras fraudes grotescas. Para dar aulas a alunos-fantasma, nada mais natural que se chame um professor com conhecimentos especiais. Um dos convocados para a missão exibe um currículo surpreendente. Marcelino Pedrinho Pies foi contratado em abril do ano passado para coordenar um curso destinado a pequenos agricultores, recebendo 4.000 reais por mês. O professor Marcelino tem um salário maior que o de muito doutor de universidade, mas seu currículo também é ímpar. Na mesma época da contratação, ele fez um acordo com a Justiça para doar cestas básicas a uma instituição de caridade. Voluntário? Não. Marcelino, ex-tesoureiro do PT do Rio Grande do Sul, confessou que usou dinheiro do valerioduto para pagar dívidas eleitorais do partido em 2002 quando o candidato ao governo era Tarso Genro, hoje ministro da Justiça. O dinheiro da Fetraf, que deveria estar formando trabalhadores, vem sendo usado para subsidiar também a pena de criminosos. A Polícia Federal estima que, no mínimo, 60% dos recursos destinados a treinar os trabalhadores acabaram nos bolsos ou nas campanhas políticas dos marcelinos da federação. Há evidências que sugerem isso – e muito mais.

Dirceu Dresch, ex-líder da Fetraf no período em que foi assinada a maioria dos convênios, conseguiu se eleger deputado estadual pelo PT no ano passado. Antes disso, ele foi coordenador das campanhas de Ideli Salvatti. Eles pertencem à mesma corrente política do partido. Em 2002, Ideli candidatou-se ao Senado e Dresch a deputado estadual. Fizeram campanha juntos. Ela venceu a disputa e ele não se elegeu. No ano passado, Ideli, que desistiu de se candidatar ao governo em favor do então ministro da Pesca, José Fritsch (com quem a Fetraf assinou um convênio), deu uma mãozinha a Dresch, inclusive destacando Lizeu Mazzioni, um de seus assessores em Brasília, para coordenar a campanha. Ideli e Dresch são sócios na indicação do delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário Jurandi Teodoro Gugel, que assinou doze convênios com a Fetraf e ocupou o cargo até julho passado. Antes do ministério, Gugel era assessor lotado no gabinete de Ideli. Em novembro de 2004, Dirceu, Jurandi e Lizeu estiveram juntos em uma reunião na antiga sede da Fetraf, onde discutiram o apoio político da federação e seus filiados a uma eventual campanha de Ideli ao governo. Em troca, a senadora apresentaria emendas para sindicatos e prefeituras amigas da federação.
A campanha de Ideli ao governo não prosperou, mas as tratativas sobre as emendas continuaram. Documentos em poder da polícia revelam que, em 12 de setembro de 2005, o então coordenador de política sindical da Fetraf, Daniel Kothe, e o chefe-de-gabinete de Ideli em Brasília, Paulo Argenta, discutiram as formas de viabilizar os recursos para a federação. Em uma mensagem eletrônica trocada entre os dois gabinetes, chegaram a combinar até o destino das emendas. "Ficamos no aguardo dos encaminhamentos necessários para efetivarmos a aplicação desses recursos na base", escreveu Daniel Kothe, que substituiu Dirceu Dresch como líder da Fetraf-Sul. A mensagem deixa claro que as estratégias de ação da entidade e os projetos financeiros passaram pelo gabinete de Ideli. Os fatos mostram que a relação entre a senadora e o grupo que controla a federação é muito estreita. Além de Jurandi e Lizeu, já houve mais gente do gabinete ligada à Fetraf. Cleci Dresch, mulher do deputado Dresch, foi funcionária do gabinete da senadora até março deste ano. O que ela fazia? "Nunca fui a Brasília. Eu quero que você converse com o meu marido", limitou-se a dizer. O deputado Dresch não quis conversar. Um ex-auxiliar dele confirmou à polícia que parte do dinheiro desviado da federação foi usada em sua campanha política. "Os indícios de fraude e desvio de dinheiro são muito fortes", confirma o delegado Misael Mazzetti, da Polícia Federal.

A proximidade entre a senadora Ideli Salvatti e representantes de ONGs suspeitas não é novidade. Há outro alvo da CPI que também fica em Santa Catarina, também é comandado por gente ligada a Ideli e também tem uma carteira de milhões de reais em convênios com o governo. Assim como a Fetraf, a Unitrabalho recebeu 18 milhões de reais entre 2003 e 2006 para qualificar trabalhadores. A ONG chamou atenção no ano passado, quando o seu dirigente maior, Jorge Lorenzetti, ex-churrasqueiro do presidente Lula, amigo da senadora e funcionário do comitê de reeleição, foi flagrado em uma operação para comprar um dossiê contra adversários. Nunca se descobriu a origem do dinheiro apreendido com o grupo. A senadora Ideli emprega em seu gabinete Natália Lorenzetti, filha do ex-churrasqueiro petista. Procurada, a senadora não quis se pronunciar. Por intermédio de sua assessoria, mandou dizer que não tem nenhuma relação formal nem com a Fetraf nem com Dresch, e que as emendas que apresentou visaram apenas a beneficiar a agricultura familiar. Mandou dizer ainda que nunca foi citada pela Justiça ou pelo Ministério Público em irregularidade alguma envolvendo a Fetraf ou qualquer outra entidade. É verdade. Ainda não foi.

Propaganda é com eles


Nunca antes "nesspaís" se usou tanta marquetagem e propaganda. Eis a originalidade do lulo-petralhismo. Ultrapassou até o nazi-fascismo.
A propósito, onde anda o quadrilheiro Duda?

Aniversário e vaia

Ôpa, aniversário do blog neste 29 de setembro. Dois aninhos aporrinhando o lulismo.

Vou comemorar vaiando o Lula no trapiche da Beira Mar Norte, aqui em Floripa, a partir das 15 horas.

Diploma? Não, folha corrida...


Mais uma vez, Sponholz: na mosca! E a folha corrida é de metro...

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Homeopatia e charlatanismo

A medicina brasileira namora perigosamente com as pseudociências. O CFM, por exemplo, já aprovou há tempo o uso da homeopatia, essa "medicina alternativa". Ora, não há medicina alternativa: só existem a medicina que funciona e a que não funciona, a medicina que foi testada e a que não foi, como bem lembra Francis Wheen no livro Como a picaretagem conquistou o mundo (Record, 2007).

A propósito, o jornalista britânico John Diamond escreveu uma frase lapidar: "Não existem fisiologia ou anatomia ou sistema nervoso alternativos, assim como não existe um mapa alternativo de Londres que lhe permita chegar a Battersea, saindo de Chelsea, sem atravessar o Tâmisa". Diamond morreu de câncer em 2001, pouco depois de ter publicado Snake Oil and Other Preocupations (Beberagens e outras preocupações). Já fiz um post sobre ele aqui.

Como se sabe, a homeopatia foi "descoberta" pelo médico alemão Samuel Hahnemann (1755-1843) e, embora tenha sido submetida a testes científicos rigorosos ao longo do tempo, falhou miseravelmente. O último teste foi feito pela série Horizon, da BBC (veja o vídeo), e o resultado, mais uma vez, não causou surpresa.

Memória da água?

O fato é que a tal da "lei dos infinitesimais", de Hahnemann (quanto menor a dose de um medicamento, mais intenso é seu efeito), é uma bobagem: não resta nada para testar. Os produtos homeopáticos são diluídos em 99 partes de água (e/ou álcool) e agitados vigorosamente; em seguida, acrescenta-se uma gota da solução resultante a mais água, e assim sucessivamente, até diluir a substância original milhões e milhões de vezes. Isto significa que, mesmo que o produto contivesse apenas uma molécula do ingrediente homeopático, a quantidade de água exigida seria muito maior que a de todos os oceanos terrestres (como, aliás, mostra o vídeo). Wheen arremata: é claro que nenhuma substância pode ser diluída além do ponto em que uma única molécula persiste sem desaparecer por completo. "Remédio" homeopático, portanto, não passa de placebo.

O que alegam os homeopatas? Simplesmente que, mesmo não havendo nenhuma molécula da substância original no "remédio", a água conserva dela, digamos, uma "lembrança". É como se a água tivesse "memória". Recorde-se que o pobre cientista francês Jacques Benveniste morreu desacreditado tentando provar a memória da água.

Conclusão: a homeopatia, assim como a maioria das "terapias alternativas", está mais para o misticismo que para a medicina --com médicos homeopatas e tudo. A ciência passa longe...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

E a bandida ainda quer indenização...

Suzane Richthoffen, que assassinou os pais, agora que tomar dinheiro do Estado por "danos morais e materiais".

Ia mandá-la se roçar nas ostras, mas isto é muito brando. Cadeira elétrica é o que ela merece.

O cabide da TV Chapa-branca

A TV de Lula nem começou a funcionar mas já arrumou boquinha para os chapas-brancas. Primeiro foi o Francolino Martins, agora vai - como presidente da coisa - a Tereza Cruvinel (Madre Teresa do lulismo) aquela que organizou jantar para Lula em sua casa, e uma tal de Helena Chagas.

Mino Carta, Paulo Henrique Amorim e Luiz Nassif também devem estar esperando sua recompensa.

Sábado é dia da Grande Vaia

Desta vez, Florianópolis e Joinville estão na parada. Quem tem boca vaia Lula. Veja a programação:

São Paulo: Paulista com Pamplona (Metrô Trianon/Masp) - Parada: Assembléia Legislativa
Rio de Janeiro: Forte do Leme
Belo Horizonte: Praça da Liberdade
Vitória: Concentração na Praça do Papa (Em frente ao Palácio do Café)
Brasília: Em frente ao Pátio Brasil
Curitiba: Concentração 14:00hs na Rua XV, em frente à Praça Osório. Saída às 15:00hs
Belém: Pça do Can
Joinville: Praça Nereu Ramos
Salvador: Em frente a casa de Jorge Amado, no Pelourinho.
Porto Alegre: Esquina Democrática
Florianópolis: Trapiche Beira Mar Norte
Fortaleza: Praça do Ferreira
Maceió: Av. Fernandes Lima
Natal: Aeroporto Augusto Severo
Recife: Marco Zero
Uberlândia: Praça Tubal
Goiânia: Praça Cívica
Recife: Marco Zero

Confira detalhes aqui.

E a Sealopra sifu...

Kamala e Amala, criadas por lobos?


Certa vez, lendo o livro A árvore do conhecimento, dos biólogos chilenos Humberto Maturana e Francisco Varela, espantei-me com a informação de que duas meninas de uma aldeia bengali, no norte da Índia, haviam sido criadas por lobos. Quando elas foram encontradas, uma tinha oito anos e a outra, cinco. Obviamente, não falavam, e seus rostos eram pouco expressivos. Não sabiam andar de pé, mas se moviam rapidamente de quatro. Apreciavam carne crua, tinham hábitos noturnos e repeliam o contato humano, preferindo os cachorros e os lobos. Ao serem encontradas, gozavam de perfeita saúde, mas a separação da família lupina provocou-lhes profunda depressão, levando uma delas à morte.

Mais surpreso fiquei ao ler um relato mais detalhado sobre este caso dramático, acompanhado de muitas fotos, num blog mexicano, o Marcianitos Verdes (links), de Luís Ruiz Noguez. Vale a pena acompanhar aqui a história de Kamala e Amala. Si è vero...



Depois disso, torna-se ainda mais discutível afirmar que existe uma "natureza humana", distinta da de outras espécies animais.

PT gera novos empregos

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Livros de Montaner na internet

O cubano Carlos Alberto Montaner, que escreveu junto com Álvaro Vargas Llosa e Plinio Apuleyo Mendoza o demolidor Manual do idiota latino-americano (obra que deveria ser leitura obrigatória no segundo grau das escolas cucarachas), está liberando boa parte de seus livros em sua página na internet.

Ensaísta, romancista e jornalista, Montaner publicou em 2005 La libertad y sus enemigos . É considerado um dos colunistas mais influentes em língua espanhola, atingindo aproximadamente seis milhões de leitores semanais.

Ah, horror dos horrores, Montaner é um liberal. Aliás, vice-presidente da Internacional Liberal - razão suficiente para não ter nem sequer um livro traduzido no Grotão. Aqui, só Fidel e seus prosélitos têm vez.

Há um texto em português, escrito pelo ensaísta por ocasião do vergonhoso repatriamento dos boxeadores cubanos: "Lula, o senhor de escravos".

Apetralhamento da Monstrobras

Dutra e a ética de esgoto

Sem qualquer constrangimento, o petista José Eduardo Dutra (rejeitado pelas urnas) defende o apetralhamento total da Petrobras. Ético como só um petralha pode ser, não hesita em defender privilégios em causa própria. Petro já não é abreviação de petróleo, mas selo de propriedade petralha.

Aliás, a Monstrobras deveria passar integralmente ao controle privado.

Ao tomar posse na presidência da BR Distribuidora, o petista José Eduardo Dutra - dois anos depois de renunciar ao comando da Petrobrás para disputar, sem êxito, uma cadeira de senador por Sergipe - defendeu abertamente, em causa própria, o aparelhamento pleno dos postos-chave da maior empresa brasileira - por sinal, de capital aberto. “A Petrobrás”, afirmou, “é uma estatal e nomeações (nela) sempre foram movidas por indicações políticas”, o que é uma meia verdade. Naturalmente, teve o cuidado de ressalvar que a “capacidade técnica” dos nomeados é sempre levada em conta - o que não é absolutamente verdade ainda que às vezes haja a coincidência. Mas esse tipo de coincidência de filiação partidária e capacidade técnica - seu caso - será cada vez mais raro quanto maior for o número de apadrinhados políticos na fila para a ocupação de cargos de direção na companhia. E é precisamente com isso que acena José Eduardo. (Leiam editorial do Estadão).

Tempos sombrios. Vou aos saquinhos.

CPMF e o presidente ocasional



terça-feira, 25 de setembro de 2007

Lula afaga Ahmadinejad

É contra a democracia? Ele apóia.

E saindo do papo furado na ONU, o Pequeno Timoneiro defendeu o programa nuclear de Ahmadinejad, o presidente da teocracia iraniana - aquele mesmo que nega ter havido holocausto e que gostaria de apagar Israel do mapa (com armas nucleares, o "trabalho" seria facilitado).

Se vivêssemos nos anos 30/40, não tenho dúvida de que o governo Lula apoiaria Hitler e Mussolini.

Quanto ao presidente iraniano, segue de Nova York para Caracas, para um encontro com o amiguinho Hugo Chávez.

Em tempo: já que perguntar não ofende, aí vai: dá para acreditar num sujeito com uma cara e um olhar desses aí?

Mano Brown???

Musiquinha de presídio

Nunca vi nem ouvi esse sujeito, nem presto atenção em algo chamado de "rap" (é assim que se escreve?). Se é aquela lengalenga falada, cheia de gíria de presidiário, então é mais uma razão para fechar os ouvidos, tá ligado??

Mas leio nos blogs que o tal de Mano Brown foi o entrevistado de ontem na TV Cultura. Pior para o Markun. A "Roda Viva" já virou gandaia. Quem gosta dos "manos" são os lulistas.

E que mania de "Brown" é essa da periferia? Já vi no carnaval aquele outro Brown, um chato, batucando e berrando frases ininteligíveis. Certa vez atacou o "mano" ministro Gilberto Gil e depois chorou pedindo perdão. Quem agüenta ele é o sogro, o lulista Chico Buarque.

O passeio monegasco de Tarso Illich

Da Dora Kramer, no Estadão:

O ministro Tarso Genro foi a Mônaco sem o pedido de extradição de Salvatore Cacciola e sem o principal documento de sustentação do pedido, a sentença de condenação do ex-dono do Banco Marka. Os dois ainda estão sendo traduzidos e ficam prontos na semana que vem.
As autoridades de Mônaco dizem que, sem esses documentos, a presença do ministro não tem efeito objetivo.
Diante disso, o governo brasileiro pediu à embaixada na França que enviasse à representação do principado em Paris uma petição para formalizar o pedido de extradição.
É de se perguntar: então o que foi fazer o ministro em Mônaco, já que não havia documentação a levar e o papel disponível foi encaminhado por via diplomática?
É de se responder: nada. Só aproveitar o impacto da prisão de Cacciola para dar a impressão de dinamismo. A manobra é tão pueril que não se pode nem acusar o ministro de usar fogos de artifício em sua jornada monegasca. Na ausência de fogo, sobra só o artifício.


Pois é, nada como passear às custas do erário. E Mônaco, além de tudo, tem bons cassinos...

Fé e política

As religiões invadem cada vez mais a esfera secular, a começar pela política, sempre escamoteada no discurso religioso.Transformam-se em verdadeiros partidos políticos e viram sinônimo de poder - e aí é que começam os grandes conflitos.
A Deutsche Welle fez uma interessante série de reportagens sobre o renascimento da religião, tanto no Ocidente quanto no Oriente: "Religiões: entre a fé e a encenação".

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Vai nessa, Marilena!

Na Folha Online:

O filósofo André Gorz, um dos fundadores da publicação "Le Nouvel Observateur", se suicidou em casa com sua mulher Dorine, em Vosnon, aos 84 anos, informaram seus familiares hoje.

Alguns de seu livros foram traduzidos por aqui. Um dos mais discutidos, de 1980, foi Adeus ao proletariado.

Sigo a sugestão da Nova Corja: imita, Marilena, imita...

Mui operosos

Confira aqui o criativo e relevante trabalho prestado pela operosa bancada barriga-verde na Câmara Federal.

Ufa!

Ética petista

E tome ideologia!

O Livro Didático Público, produzido por professores da rede pública de ensino do Paraná e editado pelo governo do chavista Roberto Requião, tem um capítulo dedicado à Educação Física que diz coisas desse tipo:

1) Esporte e televisão, quando associados, sofrem influência do sistema capitalista para explorar e dominar as massas, impondo suas idéias políticas e filosóficas.

2) O respeito às regras, a derrota como aprendizado, a competição, a premiação unicamente ao vencedor seriam valores úteis ao capitalismo.

Leia ampla matéria na Gazeta do Povo, de Curitiba.

Russell e o paraíso

O filósofo John Searle lembra de um bem-humorado banquete com o filósofo britânico Bertrand Russell (1872-1970):

Periodicamente, a cada dois anos ou coisa assim, a Voltaire Society, uma sociedade de alunos de inclinação intelectual em Oxford, promovia um banquete com Bertrand Russell - o patrono oficial da sociedade. Na ocasião à qual me refiro, fomos todos a Londres e jantamos com Russell em um restaurante. Ele estava então na casa dos oitenta anos, e tinha a reputação de ser um ateu famoso. Para muitos de nós, a questão das opiniões de Russell sobre a imortalidade parecia premente, e perguntamos a ele: "Suponhamos que o senhor estivesse errado sobre a existência de Deus. Suponhamos que fosse tudo verdade, e que o senhor chegasse às portas do paraíso e encontrasse São Pedro. Tendo negado a existência de Deus durante toda a sua vida, o que o senhor diria a...Ele?" Russell respondeu sem hesitar um só instante: "Bem, eu iria até Ele e diria: 'O Senhor não nos deu provas suficientes!"

(J. Searle, Mente, linguagem e sociedade, RJ, Rocco, 2000)

Jornalismo/UFSC: 5 estrelas.

O Curso de Jornalismo da UFSC acaba de obter cinco estrelas no ranking do Guia do Estudante Abril, que deve ser publicado no próximo mês. A avaliação destaca a qualidade do curso, o desempenho do corpo docente e a organização curricular.

Neste ano, os alunos do curso foram destaque no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), realizado pelo Inep/MEC. Eles alcançaram a nota máxima (5,0) entre os 758 cursos de Comunicação avaliados.

O Departamento de Jornalismo também iniciou neste semestre o primeiro curso de de pós-graduação (Mestrado) em Jornalismo do país.

Parabéns aos colegas professores e aos alunos.

A céu aberto


Grotão, a cada dia mais Esgotão.

domingo, 23 de setembro de 2007

Totalitarismo chavista

Alberto B. Lynch, presidente da Sección Ciencias Económicas de la Academia Nacional de Ciencias en Argentina, é mais uma voz contra a invasão ideológica do chavismo nas escolas, que agora ameaça tomar até as do ensino particular que não seguirem a cartilha.

A situação venezuelana, diz ele, é um insulto à memória de Simón Bolívar, que, em 2 de janeiro de 1814, alertou que "um país onde um só exerce todos os poderes é um país de escravos". (Leia aqui).

Há tempos, já citei aqui outra frase de Bolívar, que bem se aplica ao tirano Chávez:

Nada é tão perigoso quanto deixar um cidadão permanecer no poder por muito tempo. O povo acostuma-se a obedecer-lhe e ele se acostuma a mandar no povo, donde se originam usurpação e tirania.

Brincando com um Airbus


Piloto da TAP faz acrobacias com A-310 em Portugal. Pode?
Veja mais fotos aqui.

Diogo e os chapas-brancas do jornalismo

Em sua coluna desta semana na Veja ("Diogo, o traíra"), Mainardi diz que participou, na semana passada, de uma palestra sobre o papel da imprensa, na PUC de Porto Alegre.

Veja no vídeo um trecho da palestra, em que o colunista responde questões formuladas pelo professor Juremir Machado da Silva.

E pau nos chapas-brancas!

(Via Strangeman's Paradise, links).

Obras à vista

Seguramente, a cidadã italiana Marisa Letícia está preparando reformas no jardim do Palácio do Planalto. Novas estrelas vermelhas de seu partido reacionário (igrejeiro, antimoderno, anticapitalista) devem florescer nas cercanias palacianas. Só em ferramentas, a presidência gastará mais de 12 mil reais.

Enquanto isso, o renano Senado reserva quase 50 mil para a compra de TVs de plasma. Suas Excelências verão a traição, a covardia e a iniqüidade com mais nitidez. (Leia aqui).

Esgotão

Chamar isto aqui de Grotão é pouco. Talvez o nome mais apropriado seja Esgotão. Notícia: metade do país não tem esgoto.

A "peste negra" ainda fará estragos por aqui...

Espetáculo do crescimento

O que não falta é "aspone"

O que mais cresceu, no segundo mandato do Pequeno Timoneiro, foi seu gabinete. Já conta com 109 assessores diretos. E há vaga para mais 40 "aspones".

Países miseráveis e inexpressivos, claro, não precisam de tantos "foncionários" comissionados quanto a República Sindicalista do Grotão. Os Estados Unidos, por exemplo, dispõem de apenas 32 assistentes no gabinete do presidente Bush. E ainda chamam este país atrasado de imperialista!

Piada do dia

"Tem faltado mais convicção ao PSDB", diz FHC em entrevista ao Estadão.

E quando é que a tucanada teve convicção? De exercer seu papel de oposição, pelo menos, jamais...

Upgrade


Novos computadores são testados no Palácio do Planalto.

Before I sleep


É só clicar. Minha predileta é "My Favorite Things".

sábado, 22 de setembro de 2007

Coluna social

Chega do grotesco lulo-petismo! Neste post, o espaço é da catarinense Regiane Andrade, 23 anos, que "venceu 27 maravilhas do Brasil inteiro e agora vai representar o país no Miss Mundo, que ocorre na China, em dezembro."

Agora, o que faz aquele idiota atrás da rainha? Vá ser papagaio da petralha paulistana Ideli, ô engomadinho!

Viram? Aqui não dá só "galega"...

Alternativas de Cuba pós-Fidel

Qual será o futuro de Cuba pós-Castro? Documento do Centro para la Apertura y el Desarollo de América Latina (Cadal) discute a possibilidade de uma transição para a democracia, o que dependeria de três fatores: 1) o que fizer o governo cubano; 2) o que fizer o governo norte-americano; e 3) o que fizerem os cidadãos cubanos. Cada uma dessas variáveis, resume o estudo, "pode se desenvolver de forma a fomentar ou prejudicar a probabilidade de uma transição."

Alternativas de futuro em Cuba monta quatro cenários. O "melhor" deles é definido como uma transição que conduza a uma democracia estável, com uma economia de mercado em bom funcionamento. A ver.

A Renânia rosna

E o ventilador já está armado...

Parece (ah, maneira de dizer) ter havido um acordo entre os chefetes do Grotão e o senador Renan Calhau. Ele deveria se afastar depois de absolvido pelo Senado. Agora, teima, é "bissolutamente inocente", processo atrás de processo, nesta república emporcalhada, da situação à oposição.

Renan não sai e ameaça quem tem rabo preso (e bota rabo nisso!). Estão na lista negra a Chechenka do MT e a pit bull do lulismo, Ideli Salvatti Corrupti:

Na ficha que Renan guarda sobre a senadora petista Serys Slhessarenko está registrada outra história de gratidão. Serys foi apontada como um dos parlamentares envolvidos na máfia dos sanguessugas. Seu genro, funcionário do gabinete em Brasília, recebeu dinheiro da empresa beneficiada com verbas do Orçamento liberadas a partir de emendas apresentadas pela senadora petista. Renan articulou com sucesso para livrar a senadora de um processo de cassação e nunca revelou os detalhes do que sabe sobre o envolvimento dos petistas com os sanguessugas. "Renan nunca me ajudou e eu nunca precisei de ajuda, porque sou inocente", diz Serys.

A líder do partido, Ideli Salvatti, uma canina defensora de Calheiros, é o alvo mais precioso das ameaças do senador. Renan já mandou dizer à senadora que instalará a CPI das ONGs assim que Ideli ou o PT derem sinal de que mudaram de lado. Ideli tem ligações umbilicais com petistas de ONGs envolvidas em desvios e financiamentos irregulares de campanhas em Santa Catarina, seu berço político. Na semana passada, em reunião da bancada do PT, oito dos doze senadores do partido defenderam que se fizesse uma manifestação formal pelo afastamento de Renan. Mas Ideli, ainda exercendo o papel de diligente defensora de Calheiros, convenceu os colegas a desistir da proposta em nome da "paz no Senado". Um confronto verdadeiro do PT com Renan Calheiros seria letal para o senador. Mas os senadores do PT estão dispostos a pagar o ônus para suas imagens que a artilharia de Renan pode provocar? Tomara que sim. O Brasil agradeceria. (Leia na Veja).

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

A rebelde

Já me referi a este livro aqui, sugerindo uma tradução. Portugal se antecipou: Infiel virou Uma mulher rebelde (Editorial Presença).

Ayaan Hirsi Ali é uma crítica severa da religião muçulmana, dominante na sua Somália natal. O Islã, segundo ela, "conduz à crueldade."

Junte-se o Islã ao tribalismo, e o resultado será este:

«Uma vez cortado o clítoris e retalhados ou nivelados os lábios do sexo – em algumas regiões, por compaixão, limitam-se a retalhá-los e a picá-los – toda a zona é cozida, de maneira que, muitas vezes, a pele escarnificada da rapariguinha forma, ao cicatrizar, uma espécie de grosso cinto de castidade. É deixado apenas um pequeno orifício para a urina sair. Apenas uma penetração violenta pode rasgar a cicatriz; é o que acontece quando da primeira relação sexual» (p. 41).

Os relativistas culturais dirão que está tudo bem, que cada cultura tem seus costumes. Como não sou relativista, apenas digo: este é um ato bárbaro e criminoso. Quanto aos relativistas, que vão se roçar nas ostras!

Via blog Atlântico (links).

EM TEMPO: vejam como pode ser nefasto o relativismo cultural: "Ética e relativismo cultural", de H. Gensler.

Fantasma


Origens da involução venezuelana

¿Qué hizo posible a Hugo Chávez? ¿Por qué un país permite a un hombre cuyas credenciales son las de líder de un golpe militar que intentó derrocar a un gobierno legítimo convertirse en el gobernante desbocado de la nación? ¿Qué clase de gente aplaude a un presidente que quiere reemplazar las instituciones republicanas por un sistema—el socialismo—que el siglo 20 desacreditó hasta la médula?

Artigo de A. Vargas-Llosa no El Independiente.

Marilenada

Filosofia da corrupção

O articulista Demétrio Magnoli (Estadão) foi na couve, ao falar da filósofa da corte Marilena Chauí, eterna crítica da mídia:

Coerência é também o que busca, por um outro caminho, a filósofa petista Marilena Chaui. No auge da crise do "mensalão", Chaui teceu o discurso da negação, que proporcionou aos petistas um ponto de fuga teórico. Ela explicou que o balcão tentacular de negócios não existia, a não ser na forma de uma "construção fantasmagórica da mídia". Agora, depois que o STF aceitou a denúncia contra a quadrilha do "mensalão", a filósofa cortesã reformou seu diagnóstico, mas apenas para fabricar uma peça de delinqüência intelectual em dois atos.
O primeiro ato é uma filosofia da corrupção: "Nenhum governante governa sem fazer alianças e negociações com outros partidos. Essa negociação tende à corrupção. Essa compra e venda ocorreu sistematicamente nos governos José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e FHC."

O segundo é uma corrupção da filosofia: "Mas o PT e seu presidente operário, como ousam fazer o mesmo que os partidos da classe dominante? Que ousadia absurda! Os meios de comunicação transformaram a situação em um caso único e construíram a imagem do governo mais corrupto da História do Brasil." Descontadas as inverdades óbvias, Chaui está dizendo que corrupção é destino e que nos resta escolher entre a corrupção viciosa dos outros e a corrupção virtuosa dos seus. (Leia "A nossa corrupção e a deles").

Essa, não!!!

Vinho da Microsoft? O nome é apropriado: Blue Monster. Será que não dará pane no fígado?

Tela azul no cérebro, certamente...

Lula, o obediente.

O coronel Hugo Chávez, caudilhão da Venezuela, falou mal do Congresso brasileiro novamente, desta vez na presença do Pequeno Timoneiro. Ele, claro, ficou quieto. No fundo, gostaria de fazer aqui o que o coleguinha faz na Venezuela: massacrar as instituições.

Lula já disse, certa vez, que um demônio dorme dentro dele. É o demônio antidemocrático.

(Foto: Wilson Pedrosa/AE).

Capachos do governo

O indignadíssimo Rayol, do Jus Indignatus, mostra documento em que o deputado catarinense Djalma Berger, irmão do prefeito de Florianópolis, afirma ser contrário à prorrogação da CPMF.

Não deu outra: ele traiu a promessa. A lista das nobilíssimas excelências catarinenses que gostam de tomar do seu bolso está no site da Fiesc.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Presepadas gauchescas

A Nova Corja (links) não deixou por menos:

Como ninguém sabe, hoje é feriado no Bovinão. Já expliquei no Pulíticu$ du Braziu n. 2, dedicado aos deputados federais dos Pampas, que o 7 de setembro é praticamente irrelevante perto do 20 de setembro.
Mesmo sob uma chuva inclemente, os bovinóides insistiram em realizar o tradicional desfile eqüestre em nome da honra gauchóide. Bosta de cavalo, asfalto e chuva
...


Paramentada de verdão, a prenda governadora, Yeda Crusius (Credo!).

EM TEMPO: o site A Nova Corja é gaúcho...

Ideologia na escola

Enganando a gurizada com dinheiro nosso

Transcrevo artigo publicado por Ali Kamel em O Globo e reproduzido hoje no Estadão, acompanhado de um editorial. Resumo: o MEC distribuiu milhares de exemplares de um livro didático para a 8a série ("Nova História Crítica") falseando a história. É pura propaganda ideológica.

Falta investigar, agora, o possível enriquecimento do "crítico" autor (um tal de Mário Schmidt), certamente algum professor petralha. A seleção de livros para distribuição gratuita é uma mina de ouro. Alô, jornalistas, que tal uma pauta sobre o assunto? Como são selecionados o livros - e quem escolhe?

Não vou importunar o leitor com teorias sobre Gramsci, hegemonia, nada disso. Ao fim da leitura, tenho certeza de que todos vão entender o que se está fazendo com as nossas crianças e com que objetivo. O psicanalista Francisco Daudt me fez chegar às mãos o livro didático “Nova História Crítica, 8ª série” distribuído gratuitamente pelo MEC a 750 mil alunos da rede pública. O que ele leu ali é de dar medo. Apenas uma tentativa de fazer nossas crianças acreditarem que o capitalismo é mau e que a solução de todos os problemas é o socialismo, que só fracassou até aqui por culpa de burocratas autoritários. Impossível contar tudo o que há no livro. Por isso, cito apenas alguns trechos.
Sobre o que é hoje o capitalismo: “Terras, minas e empresas são propriedade privada. As decisões econômicas são tomadas pela burguesia, que busca o lucro pessoal. Para ampliar as vendas no mercado consumidor, há um esforço em fazer produtos modernos. Grandes diferenças sociais: a burguesia recebe muito mais do que o proletariado. O capitalismo funciona tanto com liberdades como em regimes autoritários.”
Sobre o ideal marxista: “Terras, minas e empresas pertencem à coletividade. As decisões econômicas são tomadas democraticamente pelo povo trabalhador, visando o (sic) bem-estar social. Os produtores são os próprios consumidores, por isso tudo é feito com honestidade para agradar à (sic) toda a população. Não há mais ricos, e as diferenças sociais são pequenas. Amplas liberdades democráticas para os trabalhadores.”
Sobre Mao Tse-tung: “Foi um grande estadista e comandante militar. Escreveu livros sobre política, filosofia e economia. Praticou esportes até a velhice. Amou inúmeras mulheres e por elas foi correspondido. Para muitos chineses, Mao é ainda um grande herói. Mas para os chineses anticomunistas, não passou de um ditador.”
Sobre Revolução Cultural Chinesa: “Foi uma experiência socialista muito original. As novas propostas eram discutidas animadamente. Grandes cartazes murais, os dazibaos, abriam espaço para o povo manifestar seus pensamentos e suas críticas. Velhos administradores foram substituídos por rapazes cheios de idéias novas. Em todos os cantos, se falava da luta contra os quatro velhos: velhos hábitos, velhas culturas, velhas idéias, velhos costumes. (...) No início, o presidente Mao Tse-tung foi o grande incentivador da mobilização da juventude a favor da Revolução Cultural. (...) Milhões de jovens formavam a Guarda Vermelha, militantes totalmente dedicados à luta pelas mudanças. (...) Seus militantes invadiam fábricas, prefeituras e sedes do PC para prender dirigentes ‘politicamente esclerosados’. (...) A Guarda Vermelha obrigou os burocratas a desfilar pelas ruas das cidades com cartazes pregados nas costas com dizeres do tipo: ‘Fui um burocrata mais preocupado com o meu cargo do que com o bem-estar do povo’. As pessoas riam, jogavam objetos e até cuspiam. A Revolução Cultural entusiasmava e assustava ao mesmo tempo.”
Sobre a Revolução Cubana e o paredão: “A reforma agrária, o confisco dos bens de empresas norte-americanas e o fuzilamento de torturadores do exército de Fulgêncio Batista tiveram inegável apoio popular.”Sobre as primeiras medidas de Fidel: “O governo decretou que os aluguéis deveriam ser reduzidos em 50%, os livros escolares e os remédios, em 25%.” Essas medidas eram justificadas assim: “Ninguém possui o direito de enriquecer com as necessidades vitais do povo de ter moradia, educação e saúde.”
Sobre o futuro de Cuba, após as dificuldades enfrentadas, segundo o livro, pela oposição implacável dos EUA e o fim da ajuda da URSS: “Uma parte significativa da população cubana guarda a esperança de que se Fidel Castro sair do governo e o país voltar a ser capitalista, haverá muitos investimentos dos EUA.(...) Mas existe (sic) também as possibilidades de Cuba voltar a ter favelas e crianças abandonadas, como no tempo de Fulgêncio Batista. Quem pode saber?”
Sobre os motivos da derrocada da URSS: “É claro que a população soviética não estava passando fome. O desenvolvimento econômico e a boa distribuição de renda garantiam o lar e o jantar para cada cidadão. Não existia inflação nem desemprego. Todo ensino era gratuito e muitos filhos de operários e camponeses conseguiam cursar as melhores faculdades. (...) Medicina gratuita, aluguel que custava o preço de três maços de cigarro, grandes cidades sem crianças abandonadas nem favelas... Para nós, do Terceiro Mundo, quase um sonho não é verdade? Acontecia que o povo da segunda potência mundial não queria só melhores bens de consumo. Principalmente a intelligentsia (os profissionais com curso superior) tinha inveja da classe média em desenvolvimento dos países desenvolvidos (...) Queriam ter dois ou três carros importados na garagem de um casarão, freqüentar bons restaurantes, comprar aparelhagens eletrônicas sofisticadas, roupas de marcas famosas, jóias. (...) Karl Marx não pensava que o socialismo pudesse se desenvolver num único país, menos ainda numa nação atrasada e pobre como a Rússia tzarista. (...) Fica então uma velha pergunta: e se a revolução tivesse estourado num país desenvolvido como os EUA e a Alemanha? Teria fracassado também?”
Esses são apenas alguns poucos exemplos. Há muito mais. De que forma nossas crianças poderão saber que Mao foi um assassino frio de multidões? Que a Revolução Cultural foi uma das maiores insanidades que o mundo presenciou, levando à morte de milhões? Que Cuba é responsável pelos seus fracassos e que o paredão levou à morte, em julgamentos sumários, não torturadores, mas milhares de oponentes do novo regime? E que a URSS não desabou por sentimentos de inveja, mas porque o socialismo real, uma ditadura que esmaga o indivíduo, provou-se não um sonho, mas um pesadelo?
Nossas crianças estão sendo enganadas, a cabeça delas vem sendo trabalhada, e o efeito disso será sentido em poucos anos. É isso o que deseja o MEC? Senão for, algo precisa ser feito, pelo ministério, pelo congresso, por alguém.

Leia também o editorial do Estadão: "O MEC acorda tarde."

Deus na escola?

Bene, qual deles? O do Alcorão, o da Bíblia, o do Macedo? Ou, quem sabe, Zeus? Em São Paulo, na calada da noite, os deputados aprovaram o projeto de criação de uma disciplina exatamente com este nome: "Deus na escola". Pública, bem entendido.

Mas o Estado não é laico?

Espero que Serra vete o projeto. As igrejas se metem demais em terreno que não lhes pertence, isto é, a esfera secular.

E se nós, seculares, déssemos palpites sobre o funcionamento das igrejas? Que tal ensinar biologia ou física nos templos religiosos, pelo menos uma vez por mês, durante as celebrações, com cientistas destacados?

Todas as informações sobre mais esta tentativa de violar os direitos civis estão aqui.

Na ilustr.: Zeus.

Alemães pedantes e gringos arrogantes?

Os alemães são pedantes, ordeiros e gostam de cerveja. Os norte-americanos são arrogantes, informais e adeptos de fast food. Dois artistas refletem em seus trabalhos sobre os preconceitos dos dois lados.

Leia
aqui sobre a brincadeira de artistas com os estereótipos nacionais.

Fuga da morte

A propósito do post "Diversão no inferno" (abaixo), Vitória de Samotrácia (links) me manda um duríssimo poema de Paulo Celan (1920-1971), na tradução de Modesto Carone: Todesfuge (Fuga da Morte). Obrigado, Maria.

Leite negro da madrugada nós o bebemos de noite
nós o bebemos ao meio-dia nós o bebemos de manhã e de noite
nós o bebemos bebemos
cavamos uma cova nos ares lá não se jaz apertado
Um homem mora na casa bole com cobras escreve
escreve para a Alemanha quando escurece teu cabelo de ouro Margarete
escreve e se posta diante da casa e as estrelas faíscam ele assobia para os seus mastins assobia para os seus judeus manda cavar um túmulo na terra
ordena-nos agora que toquem seus violinos para dançar

Leite negro da madrugada nós te bebemos de noite
nós te bebemos de manhã e ao meio-dia nós te bebemos de noite
nós bebemos bebemos
um homem mora na casa bole com cobras escreve
escreve para a Alemanha quando escurece teu cabelo de ouro Margarete
Teu cabelo de cinzas Sulamita cavamos um túmulo nos ares lá não se jaz apertado
Ele brada cravem mais fundo na terra vocês aí cantem e toquemagarra a arma na cinta brande-a seus olhos são azuiscravem mais fundo as enxadas vocês aí continuem tocando para dançar

Leite negro da madrugada nós te bebemos de noite
nós te bebemos ao meio-dia nós te bebemos manhã nós te bebemos de noite
nós bebemos bebemos
um homem mora na casa teu cabelo de ouro Margarete
teu cabelo de cinzas Sulamita ele bole com cobras
Ele brada toquem a morte mais doce a morte é um dos mestres da Alemanha
ele brada toquem mais fundo os violinos aí vocês hão de subir como fumaça no ar
aí vocês hão de ter um túmulo nas nuvens lá não se jaz apertado

Leite negro da madrugada nós te bebemos de noite
nós te bebemos ao meio-dia a morte é o mestre da Alemanha
nós te bebemos de noite e de manhã nós bebemos bebemos
a morte é o mestre da Alemanha seu olho é azul
acerta-te com uma bala de chumbo acerta-te em cheio
um homem mora na casa teu cabelo de ouro Margarete
ele atiça seus mastins sobre nós e sonha a morte é o mestre da Alemanha
teu cabelo de ouro Margarete
teu cabelo de cinzas Sulamita

Sanfona debochada


quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Diversão no inferno

Oficiais das SS nazistas e colaboradores se divertindo em Auschwitz, em 1944 (veja aqui). Na Coréia do Norte, a diversão continua...

Beba todas logo

Cerveja traz alguns benefícios à saúde, mas não estoque. Portanto, quando você for comprar as tradicionais 30 caixas da "loura", olhe bem a data: de preferência, compre no dia do engarrafamento. Você terá então apenas 15 dias para aproveitar os ditos benefícios (medicinais, evidentemente). Depois disso, neca! Aproveite: encha a cara logo...

Palavra de uma pesquisadora:

Se você quer extrair alguns benefícios à saúde da cervejinha do fim de semana, o conselho da ciência é: olhe a data de validade e beba logo. Essa é a principal conclusão de uma pesquisa feita por Priscila Becker Siqueira, que acaba de concluir seu mestrado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). De acordo com o estudo, a maior quantidade de substâncias benéficas da cerveja está presente até 15 dias após a data de fabricação da bebida. (Leia aqui. A lembrança é do amigo Gentilli, do blog Com licença, links).
***
Enquanto isso, ouça o blues "One bourbon, one scotch, one beer", com John Lee Hooker.

TCU vê, mas faz o quê?


Lembro sempre do "Aprovado com ressalvas".

Viva a concorrência!

AMD enfrenta Intel com chip de três núcleos.
Nada como a concorrência capitalista. Quem ganha é o cidadão - ou, se preferirem, o consumidor.
Enquanto isso, o carrancudo economista unicampeiro Luciano Coutinho, responsável pelo atraso da informática no país (a reserva da informática foi idéia dele), ganha uma boquinha no governo lulo-petista: é presidente do BNDES. Deveria estar é na cadeia.