sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Ainda temos Constituição
E ela não divide a população em "raças"
A Justiça Federal de Santa Catarina garantiu a um candidato branco ao curso de geografia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) o direito de concorrer a todas as vagas no próximo vestibular, incluídas aquelas destinadas aos candidatos negros.
O juiz Carlos Alberto da Costa Dias, da 2ª Vara Federal de Florianópolis, em decisão desta quinta-feira (29/11), considerou que a reserva de vagas prevista em resolução do conselho universitário da instituição e no edital do vestibular viola o princípio constitucional da igualdade. (Mais).
É simples assim: a Constituição garante a universalidade dos direitos, independentemente de raça, credo, cor, sexo etc. O "não-negro" tem direitos iguais aos do "negro".
Ainda há juízes no Grotão. E eles não são obrigados a se dobrar à política de racialização instituída pelo governo. Manda a lei, não o governo. Ponto.
A Justiça Federal de Santa Catarina garantiu a um candidato branco ao curso de geografia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) o direito de concorrer a todas as vagas no próximo vestibular, incluídas aquelas destinadas aos candidatos negros.
O juiz Carlos Alberto da Costa Dias, da 2ª Vara Federal de Florianópolis, em decisão desta quinta-feira (29/11), considerou que a reserva de vagas prevista em resolução do conselho universitário da instituição e no edital do vestibular viola o princípio constitucional da igualdade. (Mais).
É simples assim: a Constituição garante a universalidade dos direitos, independentemente de raça, credo, cor, sexo etc. O "não-negro" tem direitos iguais aos do "negro".
Ainda há juízes no Grotão. E eles não são obrigados a se dobrar à política de racialização instituída pelo governo. Manda a lei, não o governo. Ponto.
E não é um Grotão?
Não é surpresa para quem dá aula em universidade. O que vem do segundo grau é o politicamente correto apetralhado, muita ideologia e rala ciência. A única diferença que notei, nos últimos anos, em relação às novas turmas, é que a revista Época já passou a figurar, também, na lista de "manipuladores ideológicos" (ahá!, um ponto a favor), junto com a horrenda Veja, que bancava tudo sozinha. Sim, sim, a Veja reflete os interesses dos Civita e a Época, os dos Marinho.
Mas o tio Mino, da Carta, e a Caros Amigos, obviamente, não têm interesses outros que não a difusão da solidariedade, da paz, da justiça, da igualdade etc., etc. (e, argh!, do socialismo).
Desculpem, vou tirar uma soneca...
Pela liberdade e pela democracia
Hoy, vi con alegría una madurez política cocinada por nueve años de lucha que nos augura un triunfo certero. Una oposición que espera un liderazgo que lucha por la libertad, por la democracia, por la unidad y por la reconciliación. Tenemos ya un triunfo político, todas las encuestas nos dicen que si votan todos los venezolanos en edad de votar, arrasa el NO y pierde de manera indiscutible la propuesta totalitaria del Presidente y su Asamblea Nacional. La prensa internacional lo ha recogido así.quinta-feira, 29 de novembro de 2007
El musguito latino-americano
Se, na literatura pseudocientífica, o livro As veias abertas da América Latina, do uruguaio Eduardo Galeano, é a bíblia do "idiota latino-americano", na música da argentina Mercedes Sosa está seu hino.Aquela cantoria marcada por batida de couro peludo e pelas maledettas flautas de bambu é de doer na barriga. As letras, então! Lamúrias de um "pueblo oprimido" e pragas contra o "imperialismo norte-americano".
Deu nisso: a "revolucionária" tucumana agora canta no palácio do casal Kirchner, por quem fez campanha. (Na foto, com Cristina, a atual presidenta).
E haja "musguito en la piedra".
El borracho

O sujeito aí, "borracho" no bordel, era ministro das Águas (cargo apropriadíssimo!) de Evo Morales, que, claro, foi obrigado a demiti-lo.
O nome também é sugestivo: Abel Mamani. Veja aqui.
Alô, psiquiatras!
O Mussolini cucaracho agora ameaça de morte sua ex-mulher por ter criticado o governo.
Para ser franco, duvido que Chávez escapasse de uma junta de psiquiatras internacionais que o examinasse. Ali há algo mais do que ideologia retrógrada.
Leiam aqui. (Obrigado, Paulo).
Para ser franco, duvido que Chávez escapasse de uma junta de psiquiatras internacionais que o examinasse. Ali há algo mais do que ideologia retrógrada.
Leiam aqui. (Obrigado, Paulo).
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Vingança paraguaia
O Grotão ajudou a destruir o Paraguai, mas a vingança não tardou. Não há Natal em que não soe em quase todas as lojas e supermercados, desde a minha infância, a maledetta harpa de Papi Galan. Tón, tón, tón tón-tón-tón...Mas confesso, como grotense e latino-americano, que não há nada pior que as horrendas flautas bolivianas (com o eterno "El Condor pasa" - passa, uma ova, essa praga!).
Além das melosas flautas, a musicalidade cucaracha se resume a couro e pau (tambor e violão ou congêneres). Diante de tais instrumentos, até o Chávez se mete a cantar.
P.S.: enquanto isso, as "chalanas" atavessam a fronteira cheias de muamba...
O Bufão. Outra vez...
O fanfarrão Hugo Chávez apronta todos os dias. E aqui no Brasil ainda há retrógrados que o apóiam, inclusive dentro das universidades. Mentalidade antidemocrática, aliás, é o que não falta em certos departamentos da academia, onde quem defende as ciências e critica as ideologias chega a ser hostilizado.
O Bufão venezuelano agora suspendeu relações diplomáticas com a Colômbia. Negociando com os trogloditas das sanguinárias FARC, tentou dar dignidade de chefes de Estado a essa escória. Fez bem Uribe em cair fora.
A América Latina, com raríssimas exceções, não passa de um gigantesco Grotão. Está mais para a África do que para os países desenvolvidos.
Não há saquinho que baste.
O Bufão venezuelano agora suspendeu relações diplomáticas com a Colômbia. Negociando com os trogloditas das sanguinárias FARC, tentou dar dignidade de chefes de Estado a essa escória. Fez bem Uribe em cair fora.
A América Latina, com raríssimas exceções, não passa de um gigantesco Grotão. Está mais para a África do que para os países desenvolvidos.
Não há saquinho que baste.
Alles Blau em Blumenau

Retrato de alemão festeiro, entupido de chopp, na Oktoberfest de Blumenau (SC). Não é, mas que parece, parece. (Só faltou uma batata no quadro...).
[À maneira de Giuseppe Arcimboldo (1527-1593). Fonte: aqui].
Ex-mulher pede voto contra Chávez
O tirano Hugo Chávez tem contra si até a ex-mulher. Ela pede aos cidadãos que votem contra a reforma constitucional no próximo domingo.
O plebiscito é, de fato, a oportunidade de votar pela reconciliação do povo venezuelano, que vive em conflito insuflado por Chávez.
O Bufão já teme perder e está mudando de estratégia: agora diz que votar contra a reforma é votar contra ele.
Acompanhe no Notícias24horas.
O plebiscito é, de fato, a oportunidade de votar pela reconciliação do povo venezuelano, que vive em conflito insuflado por Chávez.
O Bufão já teme perder e está mudando de estratégia: agora diz que votar contra a reforma é votar contra ele.
Acompanhe no Notícias24horas.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
"Doutor Morte" é procurado na América do Sul
O Centro Simon Wiesenthal, de Viena, oferece recompensa de 310 mil euros a quem fornecer pistas sobre nazistas refugiados na América do Sul. O presidente do Centro, Efraim Zuroff, suspeita que ainda haja centenas de criminosos nazistas na região.Encabeça a lista o médico Aribert Heim (foto), que trabalhou em campos de concentração, onde ficou conhecido como "Doutor Morte". (Leia aqui).
P.S.: vai ver que o velhote é conselheiro de alguma ditadura por aí...
Mídia malvada
TV boliviana sob ataqueEstava demorando o cerco à midia também na Bolívia do cocaleiro Evo Morales, pupilo do tirano Hugo Chávez. Mas eis que agora a televisão é considerada culpada (!) pelas mortes ocorridas em manifestações durante a semana. Ontem, as instalações dos canais de TV bolivianos - são todos "vendidos ao neoliberalismo" - foram apedrejadas por vândalos seguidores de Morales.
Na área de Santa Cruz, a mais rica da Bolívia, cresce a oposição ao aprendiz de ditador. Há tempos já se fala na criação de um país independente envolvendo aquela região. A oposição, aliás, convocou uma greve geral para amanhã em seis dos nove Estados bolivianos em protesto contra o projeto de Constituição proposto pelo governo do presidente Evo Morales - outra iniciativa copiada do ditador "bolivariano".
Fica cada vez mais evidente que a América Latina, com seus extemporâneos e excêntricos tiranetes, é a região mais retrógrada do planeta. (Leia aqui).
Prédica petralha
O ex-guerrilheiro Frei Betto, amante da gastronomia e das ditaduras, vem com desconversa em artigo na Folha de hoje sobre o avanço da criminalidade. Já pelo título dá pra perceber: "Privatização da revolta". Nas entrelinhas, fica dito que a bandidagem se deve à "desigualdade" etc., etc. É a cantilena típica da "Teologia da Libertação".Cito um trecho (e mais não merece esse padreco castro-lulista):
O Estado, também cego às causas, trata de fazer PAC da Segurança, construir prisões, equipar a polícia, prometer rigor, fazer vista grossa à repressão que, primeiro atira, depois pergunta... Os apologistas de Lynch não percebem que, enquanto as causas da violência não forem atacadas, eles também se tornam vítimas da mais sutil violência: o medo interiorizado. Temem sair à noite, gastam fortunas com esquemas de segurança, do alarme em carros às trancas de portas, vivem confinados na síndrome do pânico. É o arrastão psicológico, que induziu a maioria a aprovar, em plebiscito, o comércio privado de armas. (Assinante).
Como levar a sério uma igreja que, pelo menos na versão do Grotão, cultiva esse tipo de pensamento (dominante, aliás)?
Delfim, o rappeiro e a carnavalesca.
O que há em comum entre eles? Ora, serão membros do Conselho Curador da TV Chapa-Branca. E só por isso o Francolino, ministro do DIP de Lula, pensa que a TV não será tão oficialista assim. É para gargalhar.
Letícia Sander, na Folha. Incumbido da função de fiscalizar a nova rede pública de TV, o Conselho Curador da instituição reunirá empresários, um ministro da época da ditadura, um professor indígena, um cantor de rap e o ex-governador Cláudio Lembro (DEM), que cunhou a expressão "elite branca" ao discorrer sobre o conflito social no país. Os nomes dos 15 escolhidos para compor o órgão foram divulgados ontem pelo ministro Franklin Martins (Comunicação Social). Todos são indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os conselheiros não precisam ser submetidos a voto ou sabatina -estarão oficializados no cargo assim que seus nomes forem publicados no "Diário Oficial", o que deve ocorrer nos próximos dias. O colegiado do conselho tem o poder de destituir diretores da TV e interferir na programação -por isso, é o primeiro elemento citado pelo governo ao tentar rechaçar as críticas de que a TV, por estar subordinada à pasta da Comunicação Social, será "chapa branca". "São nomes que atendem a demanda para que o conselho seja um órgão fiscal", disse Franklin. Além dos 15 representantes da sociedade civil, o conselho ainda terá a participação de quatro ministros (Comunicação Social, Educação, Cultura e Ciência e Tecnologia). Também haverá um representante dos funcionários, a ser escolhido pelos mesmos. A composição apresentada ontem é eclética. Do mundo político, além de Lembo, está no conselho o economista Delfim Netto, hoje no PMDB, ex-ministro dos governos Costa e Silva e João Figueiredo. Do ramo empresarial, foram convidados Ângela Gutierrez (presidente do Instituto Cultural Flávio Gutierrez) e José Martins (vice-presidente do Conselho de Administração da Marcopolo). Também há nomes com pouca ou nenhuma relação com a televisão. Serão conselheiros, por exemplo, Isaac Pinhanta, professor indígena da tribo dos ashaninka, no Acre; Lúcia Willadino Braga, diretora da Rede Sarah de hospitais; Luiz Edson Facchin, advogado do Paraná e ex-procurador-geral do Incra; e Maria da Penha Maia, cearense vítima de agressões por parte do marido que inspirou a Lei Maria da Penha, sancionada em agosto de 2006 e que protege mulheres contra agressões. A TV pública também será fiscalizada pelo cantor de rap MV Bill, pela carnavalesca Rosa Magalhães, pelo cientista político ligado à esquerda Wanderley Guilherme dos Santos, pelo consultor da TV Globo José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, pelo advogado José Paulo Cavalcanti Filho e pelo economista Luiz Gonzaga Belluzzo. A TV inaugura suas transmissões no próximo domingo. Mas a programação da nova rede só deverá estar mais bem definida a partir de março. Os conselheiros escolhidos por Lula terão mandato de dois ou de quatro anos.
Letícia Sander, na Folha. Incumbido da função de fiscalizar a nova rede pública de TV, o Conselho Curador da instituição reunirá empresários, um ministro da época da ditadura, um professor indígena, um cantor de rap e o ex-governador Cláudio Lembro (DEM), que cunhou a expressão "elite branca" ao discorrer sobre o conflito social no país. Os nomes dos 15 escolhidos para compor o órgão foram divulgados ontem pelo ministro Franklin Martins (Comunicação Social). Todos são indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os conselheiros não precisam ser submetidos a voto ou sabatina -estarão oficializados no cargo assim que seus nomes forem publicados no "Diário Oficial", o que deve ocorrer nos próximos dias. O colegiado do conselho tem o poder de destituir diretores da TV e interferir na programação -por isso, é o primeiro elemento citado pelo governo ao tentar rechaçar as críticas de que a TV, por estar subordinada à pasta da Comunicação Social, será "chapa branca". "São nomes que atendem a demanda para que o conselho seja um órgão fiscal", disse Franklin. Além dos 15 representantes da sociedade civil, o conselho ainda terá a participação de quatro ministros (Comunicação Social, Educação, Cultura e Ciência e Tecnologia). Também haverá um representante dos funcionários, a ser escolhido pelos mesmos. A composição apresentada ontem é eclética. Do mundo político, além de Lembo, está no conselho o economista Delfim Netto, hoje no PMDB, ex-ministro dos governos Costa e Silva e João Figueiredo. Do ramo empresarial, foram convidados Ângela Gutierrez (presidente do Instituto Cultural Flávio Gutierrez) e José Martins (vice-presidente do Conselho de Administração da Marcopolo). Também há nomes com pouca ou nenhuma relação com a televisão. Serão conselheiros, por exemplo, Isaac Pinhanta, professor indígena da tribo dos ashaninka, no Acre; Lúcia Willadino Braga, diretora da Rede Sarah de hospitais; Luiz Edson Facchin, advogado do Paraná e ex-procurador-geral do Incra; e Maria da Penha Maia, cearense vítima de agressões por parte do marido que inspirou a Lei Maria da Penha, sancionada em agosto de 2006 e que protege mulheres contra agressões. A TV pública também será fiscalizada pelo cantor de rap MV Bill, pela carnavalesca Rosa Magalhães, pelo cientista político ligado à esquerda Wanderley Guilherme dos Santos, pelo consultor da TV Globo José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, pelo advogado José Paulo Cavalcanti Filho e pelo economista Luiz Gonzaga Belluzzo. A TV inaugura suas transmissões no próximo domingo. Mas a programação da nova rede só deverá estar mais bem definida a partir de março. Os conselheiros escolhidos por Lula terão mandato de dois ou de quatro anos.
Patrulha em cima do Jô
E dá-lhe relativismo cultural!
O Ministério Público do Rio de Janeiro está investigando o "Programa do Jô" por suposto preconceito:
Segundo a procuradoria, houve denúncias sobre uma entrevista que abordava a questão de mulheres e a cirurgia no clitóris em um país da África e que comentários do apresentador podem ter manifestado preconceito em relação a hábitos e costumes culturais daquele continente (Mais).
A praga do relativismo cultural não permite crítica nem sequer humor em relação a costumes de outras culturas, por mais bárbaros que sejam, como a extirpação do clitóris (que, em alguns países, é feita até com faca ou caco de vidro).
Eis o relato de Ayaan Hirsi Ali, que sofreu essa violação quando criança, na Somália:
"Então o homem aproximou a tesoura e começou a cortar os meus pequenos lábios e o meu clitóris. Ouvi o barulho, feito o de um açougueiro ao tirar a gordura de um pedaço de carne. Uma dor aguda se espalhou no meu sexo, uma dor indescritível, e soltei um berro. Então veio a sutura, a agulha comprida, rombuda, a transpassar canhestramente os meus grandes lábios ensangüentados, os meus gritos desesperados de protesto (...). Ao terminar a costura, o homem cortou a linha com os dentes."
Xô, patrulha politicamente correta! Xô, relativismo bárbaro!
O Ministério Público do Rio de Janeiro está investigando o "Programa do Jô" por suposto preconceito:
Segundo a procuradoria, houve denúncias sobre uma entrevista que abordava a questão de mulheres e a cirurgia no clitóris em um país da África e que comentários do apresentador podem ter manifestado preconceito em relação a hábitos e costumes culturais daquele continente (Mais).
A praga do relativismo cultural não permite crítica nem sequer humor em relação a costumes de outras culturas, por mais bárbaros que sejam, como a extirpação do clitóris (que, em alguns países, é feita até com faca ou caco de vidro).
Eis o relato de Ayaan Hirsi Ali, que sofreu essa violação quando criança, na Somália:
"Então o homem aproximou a tesoura e começou a cortar os meus pequenos lábios e o meu clitóris. Ouvi o barulho, feito o de um açougueiro ao tirar a gordura de um pedaço de carne. Uma dor aguda se espalhou no meu sexo, uma dor indescritível, e soltei um berro. Então veio a sutura, a agulha comprida, rombuda, a transpassar canhestramente os meus grandes lábios ensangüentados, os meus gritos desesperados de protesto (...). Ao terminar a costura, o homem cortou a linha com os dentes."
Xô, patrulha politicamente correta! Xô, relativismo bárbaro!
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Eita, mundo variado!
O site ENI - Igrejologia pinçou uma lista de nomes de igrejas, templos e terreiros que é de chorar de rir. Aí vão alguns exemplos:
Igreja Batista da Pomba Sacrificada
Igreja Evangélica Comissão de Pastores para o Bem
Igreja Evangélica Pentecostal Vencendo, Vem Jesus.
Igreja Evangélica que Era Eu, o Que Sou Hoje
Igreja Pentecostal Esconderijo do Altíssimo
Associação Evangélica Fiel até Debaixo d'Água
Centro Espírita Casa do Vovô Fumo Grosso
Igreja Assembléia de Deus Botas de Fogo Ardentes e Chamuscantes
Igreja Batista Too Much
Igreja das Sete Trombetas do Apocalipse
Igreja da Beira do Trem
Igreja Cristo é Show
Igreja Batista Pronto-Socorro das Almas
Terreiro Umbandista da Mãe Maria da Lavagem
Exotismo não paga imposto, e trouxa é o que não falta aqui no Bananão. Que tal criarmos uma "jigreja" também? Sugiro "Igreja dos Blogueiros do Grotão contra o Lulismo"...
(O site está fora da rede, mas ainda pode ser encontrado aqui - viva o Google).
Igreja Batista da Pomba Sacrificada
Igreja Evangélica Comissão de Pastores para o Bem
Igreja Evangélica Pentecostal Vencendo, Vem Jesus.
Igreja Evangélica que Era Eu, o Que Sou Hoje
Igreja Pentecostal Esconderijo do Altíssimo
Associação Evangélica Fiel até Debaixo d'Água
Centro Espírita Casa do Vovô Fumo Grosso
Igreja Assembléia de Deus Botas de Fogo Ardentes e Chamuscantes
Igreja Batista Too Much
Igreja das Sete Trombetas do Apocalipse
Igreja da Beira do Trem
Igreja Cristo é Show
Igreja Batista Pronto-Socorro das Almas
Terreiro Umbandista da Mãe Maria da Lavagem
Exotismo não paga imposto, e trouxa é o que não falta aqui no Bananão. Que tal criarmos uma "jigreja" também? Sugiro "Igreja dos Blogueiros do Grotão contra o Lulismo"...
(O site está fora da rede, mas ainda pode ser encontrado aqui - viva o Google).
domingo, 25 de novembro de 2007
Ayaan contra o islã
A opressão da religiãoAcabei de ler ontem as 500 páginas do livro Infiel, autobiografia de Ayaan Hirsi Ali (ver lista de livros). Conforme prometido, aqui vão algumas anotações.
Ayaan Hirsi Magan, membro do clã darod, nasceu na Somália e acompanhou a família até a adolescência, vivendo no Quênia, na Etiópia e na Arábia Saudita. Filha de um mundo clânico e tribal apascentado pelo islã, só sentiria o ar da liberdade ao fugir de um casamento predeterminado pelo pai. Foi parar na Holanda e, depois de estudos sobre a cultura européia e trabalhos junto aos refugiados africanos, acabou se envolvendo na política partidária. Obtida a cidadania holandesa, foi eleita deputada, com fino olhar crítico para o multiculturalismo europeu, que via (e ainda vê, obviamente) com condescendência a manutenção das culturas estrangeiras que não se integram aos valores ocidentais.
Ayaan passou a criticar justamente esse relativismo multiculturalista. Estudando os filósofos clássicos, espantou-se com a descoberta de um mundo novo, onde a mulher não era um ser inferior, condenado à submissão ao marido e à religião, em geral cruéis. Sua atuação no parlamento e na mídia obrigou-a a se esconder por algum tempo no interior da própria Holanda (a liberal Holanda), ameaçada pelos extremistas islâmicos. No final, não lhe restou alternativa senão refugiar-se nos Estados Unidos, onde hoje vive ainda sob proteção policial. Seu amigo Theo van Gogh, para quem fizera o roteiro do curta-metragem Submissão, fora assassinado por islâmicos numa rua de Amsterdã. A faca que os fanáticos cravaram nas costas do cineasta, junto com um bilhete, deixava claro: os muçulmanos da África queriam a cabeça da guerreira.
No fatídico 11 de setembro de 2001, a autora já vivia na Holanda, mas ainda não havia rompido com o Alcorão. O ataque às torres gêmeas de Nova York não lhe deixou mais dúvida. Havia algo profundamente perturbador na cultura islâmica. Assim ela escreve sobre Mohamed Atta, o chefe dos terroristas que seqüestraram os aviões:
Mohamed Atta, o chefe dos seqüestradores, os havia instruído para "morrer como bons muçulmanos". Usara a oração que todo maometano murmura na hora da morte, pedindo amparo a Alá no momento em que ele vai ao Seu encontro. Eu a li e a reconheci. O tom e a substância daquela carta me eram muito familiares. Não se tratava meramente do islã, tratava-se do próprio âmago do islã. Aquele homem acreditava piamente que estava dando a ida por Alá.
Mohammed Atta tinha exatamente a minha idade. Era como se eu o conhecesse de fato, pois conhecia muita gente como ele. Por exemplo, o pessoal do centro de discussões de Nairóbi: qualquer um deles era capaz de escrever tal carta se tivesse a coragem de fazer o que Atta fizera. Se eu houvesse ficado com eles, talvez fizesse coisa semelhante, ou quem sabe (...). Na África, no Oriente Médio - até na Holanda -, havia dezenas de milhares de pessoas que pensavam assim. Todo muçulmano devoto que aspirava à prática do islamismo genuíno - a Fraternidade Muçulmana do Islã, o islã das Escolas do Alcorão de Medina -, mesmo que não apoiasse ativamente os ataques, devia pelo menos aprová-los. Não se tratava de um mero bando de arquitetos egípcios frustrados em Hamburgo. Tratava-se de algo muito maior, e nada tinha a ver com frustração. Tinha a ver com fé.
De onde vinha tanto ódio à cultura ocidental? Ayaan não tergiversa:
Ao declarar o profeta infalível e proibir questioná-lo, nós, maometanos, instituímos uma tirania estática. O profeta Maomé procurou legislar cada aspecto da vida. Ao aderir à sua noão do permitido e do proibido, nós muçulmanos renunciamos à liberdade de pensar e de agir por livre escolha. Fixamos a visão moral de bilhões de seres humanos na mentalidade do deserto árabe do século VII. Não éramos apenas servos de Alá, éramos escravos.
O que Maomé e seus intérpretes transmitiam era, na verdade, "uma versão muito tribal e muito árabe dos fatos", disseminando "uma cultura brutal, hipócrita, empenhada em controlar a mulher, e cruel na guerra".
Ao invés de ser pacífico, como pensavam tantos maometanos de boa fé,
"o verdadeiro islamismo, como um rígido sistema de fé e estrutura moral, levava à crueldade. O ato desumano daqueles dezenove seqüestradores era o resultado lógico desse minucioso sistema de regulação do comportamento humano. Seu mundo se dividia em "nós" e "eles" - quem não aceitasse o islã tinha que perecer.
Eis a belíssima conclusão da escritora:
Logicamente, para pensar assim, precisei dar um grande salto e passar a acreditar que o Alcorão era relativo - não absoluto, não as palavras literais proferidas por Deus, e sim um livro, um livro a mais.
Infiel é o testemunho de uma mulher que transitou de uma sociedade extremamente fechada a uma sociedade aberta, ainda que com defeitos. Nesse sentido, é um documento histórico, bem longe de ser uma tese de "antropologia cultural" tão ao sabor das academias. É uma obra que deveria ser lida pelos críticos e inimigos dos valores da cultura dita ocidental.
(Com agradecimentos a Maria do Espírito Santo).
Perdidos na floresta
E o que diz o PSDB? Faz a crítica cosmética no geral, mas negocia com o Executivo no particular. Essa é a impressão que transmite. Falta-lhe a virtude da coerência. E vontade de fazer oposição sem transigir. Os tucanos talvez nunca tenham desenvolvido o faro oposicionista. Vagam na escuridão. Qual é a proposta mais objetiva de seu programa? A defesa do voto distrital, ferramenta que, vale lembrar, freqüenta o cardápio reformista há bastante tempo? Nos últimos tempos, o partido praticamente se limitou a repetir que o governo Lula copiou sua política macroeconômica e seu programa distributivista. Ora, essa queixa não leva a nada. Apenas sugere que, em nosso país, a disputa interpartidária é um jogo pela alternância do poder, sem grandes diferenças programáticas. Tem sido assim desde o Império, quando os clãs feudais se engalfinhavam. Uma ou outra sigla poderia ser mais identificada com o interior rural ou o centro urbano, como o PSD e a UDN. Quase todos os partidos políticos, porém, sempre viveram à sombra do Estado, o que os torna dependentes da máquina estatal. Veja-se o atual PT. Partidarizou o Estado. Não há mais rivalidade ideológica, apenas luta para conquista do poder a qualquer preço. (Leia artigo no Estadão).Bene, se o DEM encarar os fatos e mantiver posições firmes, representará praticamente sozinho a oposição no Grotão patrimonialista.
sábado, 24 de novembro de 2007
Bufão ataca a Igreja
Chame o Frei Betto, coronel! última do Mussolini cucaracho é ameaçar as autoridades religiosas que resistem à derrocada das instituições e, ao lado dos estudantes, ainda defendem a democracia. O tirano não poupou adjetivos grosseiros:
O presidente venezuelano chamou de "vagabundos", "meliantes", "aduladores", "estúpidos" e "retardados mentais", entre outras coisas, a hierarquia da Igreja, que criticou em um documento público a proposta de mudança da Constituição, que será submetida a um referendo no dia 2 de dezembro."São o demônio, defensores dos mais podres interesses, são uns verdadeiros vagabundos, do cardeal para baixo", disse Chávez em um polêmico programa noturno da televisão estatal.
Sugiro que El Bufón leve para lá os padrecos petralhas do Grotão. Eles lamberão suas botas e louvarão a ditadura. O castrista Frei Betto é a pessoa talhada para organizar as batinas ditatoriais rumo ao "socialismo do século XXI". (Leia aqui).
P.S.: ah, sim, a fila bolivarianista será encabeçada pelo padre Júlio Lancellotti.
E o Renan virou "filósofo"
Relativista, é claro...
***
Eis o Richard Rorty das Alagoas, em pleno exercício de elucubração:
***
Nestes sete meses de crise, venho buscando forças num dos mais simples e elementares princípios humanos: a verdade. E é com ela, desde o início, que tenho tentado me defender, embora muitas vezes, os fatos não interessem a alguns, apenas as versões. A filosofia estuda a verdade de diversas maneiras. A metafísica se ocupa da natureza da verdade. A lógica se ocupa da preservação da verdade. A epistemologia se ocupa do conhecimento da verdade. Mas, no mundo dos homens, a "verdade" é a realidade como ela é. (Mais).
***
Então, viva o relativismo! Uma jornalista me disse, certa vez, que a verdade é sempre relativa. Quer dizer, a verdade é o que cada qual acha que é. Temos a "verdade" do Renan e a verdade das provas materiais. Como tudo é relativo, temos apenas uma posição contra a outra. Verdade e falsidade estão no mesmo plano. Por isso mesmo é que sempre insisti: o relativismo radical favorece a picaretagem.
***
Bene, se não há verdades universais, isto é, afirmações, proposições ou teorias independentes de vieses e pontos de vista, então adeus ciências, adeus representação verdadeira da realidade. Em suma: adeus, conhecimento universal.
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Silêncio dos vizinhos, elogio aqui.
O deputado Roberto Hernández, vice-presidente da Assembléia Nacional venezuelana, afirmou solenemente, no dia em que foi aprovada a reforma constitucional que pretende eternizar o tirano Chávez:A conciliação é a morte; são patriotas os que apóiam toda a reforma, e traidores os que criticam seus detalhes.
Os governos da região ficam mudos, com exceção de Lula, que defende Chávez uma semana sim, outra também.
Leia aqui.
Mares poluídos e café com leite
E o escândalo do ministro que guia os Mares podres do lulismo? É o lodo que envolve um dos pioneiros do valerioduto, o tal Eduardo Azeredo, tucano mineiro.
Não, não vou comentar. Acabei de lavar as mãos com um sabonete de fino perfume e não vou metê-las nesse chiqueiro nem a pau.
No mais, detesto café com leite. Argh!
Não, não vou comentar. Acabei de lavar as mãos com um sabonete de fino perfume e não vou metê-las nesse chiqueiro nem a pau.
No mais, detesto café com leite. Argh!
Chamem o Herodes!
Tem muito "dimenor" assaltando e matando na rua, apesar das gordas verbas das Ongs e das caridosas "jigrejas" devotadas a estes "cereshumanos"?
Façamos como a nossa Maria: chamemos o Herodes!
Façamos como a nossa Maria: chamemos o Herodes!
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
As mentiras do tirano
Ele faz hoje o que negou ontemNum programa de rádio, em 2004, o
coronel Hugo Chávez rechaçou uma reforma constitucional que lhe garantisse a reeleição ilimitada:
El Presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Hugo Chávez Frías, rechazó este domingo durante el programa Aló Presidente la propuesta del asambleísta Luis Velásquez Alvaray de realizar una reforma constitucional que permita la reelección del Presidente de la República por tiempo ilimitado. “No es cierto que tenga un plan para perpetuarme aquí y la propuesta del diputado Luis Velásquez Alvaray, es una propuesta hecha seguramente de buena fe, pero debo decir que yo no lo comparto, ni la apoyo y estoy seguro que ustedes, la mayoría de los que me siguen, están de acuerdo conmigo”. (Aqui).
O texto acima é da "Prensa Presidencial", mas se você for ao site da dita cuja (aparece no final da notícia), não mais o encontrará. Simplesmente sumiu. Na falecida URSS era assim: textos e fotos do passado que não convinham a Stalin desapareceram até de enciclopédias.
Um jornal do Panamá repercutiu as declarações do tirano:
Chávez rechaza propuesta de reelección ilimitada (3:55 p.m.) Caracas, (DPA). -El presidente de Venezuela, Hugo Chávez, rechazó hoy, domingo, una propuesta legislativa para establecer su reelección ilimitada, señalando que ese tipo de proyectos lo hace caer en "sospecha" ante el mundo. El mandatario dijo que no está de acuerdo con el proyecto presentado por el diputado oficialista Luis Velásquez Alvaray, pues considera que estar en el poder por dos períodos seguidos será "suficiente". "Esto hace que entre en sospecha. La mujer del César no sólo debe ser reina sino parecerlo. Este proyecto del diputado Velásquez Alvaray hace que los amigos del mundo comiencen a sospechar. Soy el primero en rechazarlo", señaló en su programa de radio Aló presidente. Chávez indicó que ya es candidato a la reelección cuando termine su mandato en enero de 2007, pero que de mantenerse en el poder un segundo período, será suficiente. (Aqui).
Pois bem, agora ele quer virar ditador perpétuo. Cliquem no vídeo e confiram a mentira de 2004:
Quem garante que não teremos a mesma situação aqui no Brasil? O terceiro mandato já foi lançado...
(Obrigado, Paulo Araújo).
Penitenciária Grotão
Bota nessa cueca que tudo ficará como está: lucros excepcionais para banqueiros e empresários, marmitão para a pobreza gorda e esfolamento das classes médias, com o sangue extraído em conta-gotas. De quebra, você terá a bandidagem na rua assaltando o que ainda sobra. E o chimpanzé (não me digam que é um "cerumano") narco-guerrilheiro Fernandinho Beira-Merda comandando tudo de dentro da prisão de "segurança máxima". Nenhum "acidente" acontecerá com ele, jamais, porque as comissões de Derechoshumanos vigiam dia e noite.
Mas você, coitado, poderá ser morto por "acidente" na próxima esquina. Dirão que foi "bala perdida" ou ato de um anjinho "dimenor" - que só cresceu, aliás, por falta de um Herodes (salve, Maria, o copy do saudoso Herodes é seu) e a cumplicidade da "Jigreja".
Em lulês: "os cumpanhero tamos no pudê".
Livro sobre TV Digital Interativa
Fernando Crocomo, meu ex-aluno e agora colega de departamento e amigo, lança hoje à noite em Florianópolis o livro TV Digital e produção interativa - a comunidade manda notícias, pela Editora da UFSC. Fernando é um dos maiores especialistas do país em TV digital interativa, a "nova televisão" que deve chegar aos lares brasileiros em breve e que ninguém sabe direito como será. Mas é justamente isto que ele explica no livro.
Bene, será uma noite de pizza e vinho, a partir das 19:30, no endereço acima. Avanti!
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
A Ideli de lá
O que eu acho da deputada pelegona que bateu num apresentador de programa na Venezuela? Apenas que é uma chavista ao pé da letra - um pouco mais exaltada que a nossa Ideliiiiii, convenhamos, esse pit bull do lulismo.É a cara da Cucaracholândia do socialismo, da esquerda, da revolução, das metáforas idiotas etc. (tudo o que o mundo civilizado já largou faz tempo).
terça-feira, 20 de novembro de 2007
"Neoliberalismo", uma ova!
A propósito do post anterior: faz bem o Manual do idiota latino-americano em ressaltar que nunca tivemos, de fato, uma sociedade aberta, de cunho liberal. O que impera na América Latina é o velho sistema patrimonial:
"quer dizer, um sistema no qual uma classe política burocrática, sua clientela eleitoral e seus aliados - empresários superprotegidos e uma elite sindical ligada às empresas do Estado - administram o país como se fosse patrimônio seu."
Retrato perfeito do Grotão. E, só para completar: que diferença há, nessa desgraça em que o Estado é uma vaca leiteira, entre "esquerda" e "direita"?
EM TEMPO: ah, sim, "esquerda" deve ser aquela que mama no lado esquerdo do úbere; "direita", aquela que chucha no lado direito...
"quer dizer, um sistema no qual uma classe política burocrática, sua clientela eleitoral e seus aliados - empresários superprotegidos e uma elite sindical ligada às empresas do Estado - administram o país como se fosse patrimônio seu."
Retrato perfeito do Grotão. E, só para completar: que diferença há, nessa desgraça em que o Estado é uma vaca leiteira, entre "esquerda" e "direita"?
EM TEMPO: ah, sim, "esquerda" deve ser aquela que mama no lado esquerdo do úbere; "direita", aquela que chucha no lado direito...
E viva o patrimonalismo!
A coisa é inédita. O empresariado enche os cofres do PT, mesmo não havendo eleições neste ano. Aliás, onde anda a Fiesp? Caladinha, caladinha. Anda tão governista quanto o "outro lado", a CUT, a UNE etc. O Estado patrimonialista convém a todos - ad eternum (e ad nauseam...). E nada como um terceiro mandato para o Pequeno Timoneiro. A reportagem da Folha, surrupiada na íntegra:
O valor de R$ 6,22 milhões que o PT declara ter arrecadado de empresários entre fevereiro e setembro deste ano está acima do padrão de doações ao partido em anos não-eleitorais e já é o terceiro maior da história petista - só fica atrás dos anos eleitorais de 2004 e 2006. Pelas projeções do partido, as doações para o total de 2007 podem chegar a R$ 10 milhões.
O partido vem sendo extremamente bem-sucedido em comparação com os últimos anos sem eleições: o PT arrecadou de pessoas jurídicas R$ 2,65 milhões em 2005, R$ 1,33 milhão em 2003 e apenas R$ 990 mil em 2001 (os valores estão corrigidos pelo IPCA). Mais impressionante, a arrecadação em oito meses de 2007 já supera em muito o total obtido em 2002, ano da primeira eleição de Lula, em que entraram nos cofres petistas R$ 4,52 milhões oriundos de pessoas jurídicas.
O ritmo de arrecadação dos partidos obedece a um ciclo: em anos com eleições, os cofres partidários são abastecidos por grandes contribuições. Em teoria, esse dinheiro financiaria atividades cotidianas da legenda (viagens, eventos e pagamento de funcionários), mas na prática as empresas doadoras usam brecha da Lei Eleitoral para fazer uma "doação oculta", na qual os recursos acabam financiando as campanhas. Já nos anos sem eleição, a maré de doações baixa drasticamente. Por isso a gorda arrecadação do PT neste ano é atípica.
O tesoureiro do partido, Paulo Ferreira, afirma que grande parte do dinheiro obtido no "esforço de arrecadação" de 2007 se refere a doações que estavam prometidas desde a eleição do ano passado, mas que só agora foram concretizadas: "Obtivemos doações expressivas, todas dentro da lei e declaradas. Quero que esse ritmo seja cada vez maior".Segundo Ferreira, o esforço empreendido pelo partido teve dois objetivos: financiar o 3º Congresso do PT, realizado em agosto, em São Paulo, e ajudar a saldar as dívidas do partido. O partido diz que 16 empresas doaram os R$ 6,22 milhões arrecadados neste ano, entre elas a ABC Industrial e a Nacional Distribuidora de Eletrônicos Ltda, suspeitas de serem "laranjas" da Cisco. O orçamento do congresso ficou em R$ 2,2 milhões, e o restante obtido será destinado a pagar credores."Eu saí da campanha do Lula, no ano passado, com R$ 10,5 milhões em dívidas, sem falar o que devo a credores já de anos passados", disse Ferreira. Em dezembro de 2006, o buraco do partido era de R$ 48 milhões, ainda um resquício da gestão do ex-tesoureiro Delúbio Soares, que foi expulso do partido no escândalo do "mensalão".
(Ilustração: Victor Dubreuil)
"Tá ligado?" Não tô, não!
Recebi há pouco o seguinte "comentário" a este post:
Cara, vc eh mto ortario tah ligado? Pessoas como vc naum merecem nem existir, eh bem simplis. Naum tem estilo, e tb naum deve nem ter miolo hAhuHA. Pq quem eh firmeza naum julga antes de conhecer. De onde viemos? De alas e becos, Ressucitamos da escravidao, creio que Deus falara por mir. Pois a vida ensina mto mais doque um preconceito do caralho, por isso vai se fuder otario. __
O "rappeiro" - anônimo, claro, o corajoso - tem muito estilo...
Como não tô ligado nessa breguice, a "falação" do "mano" já foi para o lixo.
Cara, vc eh mto ortario tah ligado? Pessoas como vc naum merecem nem existir, eh bem simplis. Naum tem estilo, e tb naum deve nem ter miolo hAhuHA. Pq quem eh firmeza naum julga antes de conhecer. De onde viemos? De alas e becos, Ressucitamos da escravidao, creio que Deus falara por mir. Pois a vida ensina mto mais doque um preconceito do caralho, por isso vai se fuder otario. __
O "rappeiro" - anônimo, claro, o corajoso - tem muito estilo...
Como não tô ligado nessa breguice, a "falação" do "mano" já foi para o lixo.
Homenagem a Roberto Romano
Meu ex-professor e amigo Roberto Romano, titular de Filosofia e Ética na Unicamp, acaba de ser escolhido pela entidade judaica B'nai B'rit (Os Filhos da Aliança), do Brasil, para receber homenagem e medalha por "seu intenso e frutífero trabalho sobre Ética, Democracia, Direitos Humanos e defesa do Ensino Público."A medalha será entregue em solenidade a ser realizada na sede da entidade dem São Paulo, à Rua Caçapava, 105, no dia 1° de dezembro, às 20:00 horas no encerramento da 18ª Convenção Nacional.
Como não estarei lá, deixo um grande abraço ao amigo, pela merecida homenagem, que espero não lhe cause ainda mais ataques por parte dos inimigos, à "esquerda" e à "direita".
(Leia aqui).

segunda-feira, 19 de novembro de 2007
O abraço das ditaduras

"Adolfinejad", do Irã, e o Mussolini cucaracho: uma dupla que tem tudo para causar problemas internacionais (foto: Reuters).
Só aqui mesmo
Só nesta parte do mundo as idéias socialistas são levadas a sério, na teoria e na prática. No Brasil, temos conseguido escapar de certas experiências, mas fica sempre uma inquietação no ar, pois o pensamento socialista domina as escolas e as faculdades na área de humanas.
O pessoal continua gastando um tempo enorme estudando marxismo e socialismo - história morta. E sou capaz de apostar que nenhuma escola de ciências sociais tem estudos sérios sobre esse fenômeno da introdução do capitalismo em meio mundo.
Leia "Socialismo? Só na América Latina", de C. A. Sardenberg, no Estadão.
Deu errado no resto do mundo? Deixa com a gente...
O pessoal continua gastando um tempo enorme estudando marxismo e socialismo - história morta. E sou capaz de apostar que nenhuma escola de ciências sociais tem estudos sérios sobre esse fenômeno da introdução do capitalismo em meio mundo.
Leia "Socialismo? Só na América Latina", de C. A. Sardenberg, no Estadão.
Deu errado no resto do mundo? Deixa com a gente...
domingo, 18 de novembro de 2007
Boa semana, com a "Pastoral".
Amanhã começa uma semana cheia, para nós, medíocres professores e alunos. Que tal iniciar com a "Pastoral", de Beethoven?
Mas, sob a regência de um maestro politicamente incorreto: Herbert von Karajan (1908-1989).
CisCaixa
Ah, é por isso que o sistema de computadores e caixas eletrônicos da Caixa é o mais bovino do país (e aí se incluam as lotéricas)? Pra que desperdiçar dinheiro com o idiota do cliente? Melhor "doar"...
A licitação da Caixa Econômica Federal que motivou a "doação" de uma mala de R$500 mil da multinacional Cisco ao PT é o pregão eletrônico 157/2006, que teve como principal vencedora a Damovo do Brasil. A empresa comprometeu-se a fornecer produtos da Cisco ao banco. Nos diálogos monitorados pela Polícia Federal, como parte da "Operação Persona", os interlocutores afirmam que a doação ao PT poderia beneficiar a empresa, que ficou com fatia de R$ 9,9 milhões da licitação para venda de switchers e roteadores à Caixa. O PT alega que a doação foi legal porque tem recibo? Recibo frio, porque a doação está atribuída a duas empresas "laranjas", usadas pela multinacional Cisco para sonegar impostos. Se o PT sabia que a doação era da Cisco, conforme provam as fitas gravadas da investigação, como se pode dizer que há alguma coisa de legal neste escândalo? O recibo é frio e está assinado pelo representante do PT. A verdade deste escândalo é uma só: quem doou ao PT foi a CEF ao garantir a licitação para a empresa indicada pela Cisco. É corrupção do início ao fim, desvio de dinheiro público para os cofres do PT. E ponto final. Resta saber apenas se a Polícia Federal terá autonomia para investigar até o final e apontar os nomes dos responsáveis à Justiça ou se o governo vai abafar tudo, como tem ocorrido desde o dossiê dos aloprados. (Do blog do DEM).
A licitação da Caixa Econômica Federal que motivou a "doação" de uma mala de R$500 mil da multinacional Cisco ao PT é o pregão eletrônico 157/2006, que teve como principal vencedora a Damovo do Brasil. A empresa comprometeu-se a fornecer produtos da Cisco ao banco. Nos diálogos monitorados pela Polícia Federal, como parte da "Operação Persona", os interlocutores afirmam que a doação ao PT poderia beneficiar a empresa, que ficou com fatia de R$ 9,9 milhões da licitação para venda de switchers e roteadores à Caixa. O PT alega que a doação foi legal porque tem recibo? Recibo frio, porque a doação está atribuída a duas empresas "laranjas", usadas pela multinacional Cisco para sonegar impostos. Se o PT sabia que a doação era da Cisco, conforme provam as fitas gravadas da investigação, como se pode dizer que há alguma coisa de legal neste escândalo? O recibo é frio e está assinado pelo representante do PT. A verdade deste escândalo é uma só: quem doou ao PT foi a CEF ao garantir a licitação para a empresa indicada pela Cisco. É corrupção do início ao fim, desvio de dinheiro público para os cofres do PT. E ponto final. Resta saber apenas se a Polícia Federal terá autonomia para investigar até o final e apontar os nomes dos responsáveis à Justiça ou se o governo vai abafar tudo, como tem ocorrido desde o dossiê dos aloprados. (Do blog do DEM).
Também quero!
Já que sou obrigado a ver e ouvir tudo na mídia, na sala de aula ou na rua, também gostaria de ter, ao menos, uma proteção para os pés. Quanto à turma aí, do STJ, está mais é para pantufas:
Também na última quarta-feira, o Tribunal comprometeu outros R$ 1,8 mil para a compra de protetores de pé. A quantia vai arcar com a aquisição de 500 pares do produto que é feito em algodão cru duplo com elástico. Os protetores serão fornecidos pela empresa Ecilatex, especialista em linha de produtos para hospitais, ao preço de R$ 3,50 cada um e deverão ser entregues no prazo de 15 dias. Embora o empenho não informe, a compra provavelmente servirá para a área de atendimento médico do STJ.
Também na última quarta-feira, o Tribunal comprometeu outros R$ 1,8 mil para a compra de protetores de pé. A quantia vai arcar com a aquisição de 500 pares do produto que é feito em algodão cru duplo com elástico. Os protetores serão fornecidos pela empresa Ecilatex, especialista em linha de produtos para hospitais, ao preço de R$ 3,50 cada um e deverão ser entregues no prazo de 15 dias. Embora o empenho não informe, a compra provavelmente servirá para a área de atendimento médico do STJ.
Woody e Deus
1 - Bem que Deus poderia me dar um sinal de que existe; por exemplo, depositando uma boa soma de dinheiro na minha conta bancária.2 - Eu não sei se Deus existe. Mas, se existe, espero que tenha uma boa desculpa.
3 - Se de fato Deus existe, até que não seria ruim. Mas o pior que se poderia dizer dele é que, no fim das contas, teve pouco sucesso.
Vai pra Caracas, Ramonet!
O diretor do Le Monde Diplomatique, resquício do esquerdismo parisiense, andou passeando pela Cucaracholândia. Em São Paulo, Ignacio Ramonet (foto:AFP) deu entrevista à Folha elogiando o coronel Hugo Chávez, com quem conversa regularmente. Diz o hipócrita: "me parece que até agora ele manteve sua linha de respeito absoluto ao funcionamento democrático e à economia de mercado, por outro lado levando adiante a política de redistribuir os lucros do petróleo."No conceito de democracia desse sobrevivente dos anos 60, o que importa é a "desestabilização dos poderes tradicionais". Congresso no cabresto, judiciário submisso, imprensa amordaçada e por aí vai.
Por que não defende isto na França ou na Espanha, seu país de origem? Ora, lá ninguém mais o leva a sério. O jeito, então é brincar de "revolução" na periferia. O quintal latino-americano sempre esteve aberto à repetição de experiências e excentricidades que não deram certo em lugar nenhum.(Assinante).
Haja saquinho!
P.S.: Ramonet é freguês do Fórum Social Mundial, amigo de Frei Betto, Chomsky e outros amantes de ditaduras. É muito apreciado pela "idiotia latino-americana".
Notícias da Cucaracholândia
Nada por Nozick, tudo para Bourdieu.
A morte do filósofo norte-americano Robert Nozick, de quem se traduziu no Brasil apenas o velhíssimo Anarquismo, Estado e Utopia, por ele próprio deixado de lado, mal foi comentada no Grotão. É que, em 2002, também morreu Pierre Bourdieu, este, sim, festejado em qualquer área das chamadas Ciências Humanas, notadamente nas escolinhas de comunicação, até na hora da morte. Pudera: era crítico da mídia, sociólogo com pinta de filósofo "crítico/revolucionário/pogressista" e, portanto, apreciado na Cucaracholândia - até pelos padrecos católicos.
De Nozick, provavelmente jamais se traduzirá seu último livro, Invariânicas - a estrutura do mundo objetivo, sem dúvida sua obra maior. Ali não há colher de chá para o subjetivismo, tão apreciado nestes rincões. Já o "discurseiro" Bourdieu deve ter quase tudo traduzido. Não faltam papagaios do gaulismo por aqui, tanto tempo depois da "missão civilizatória" dos fundadores da USP.
Pois bem, uma leitora do jornal La Nación reclamou da parcialidade do jornal argentino ao noticiar a morte dos autores. Isto vale para toda a Cucaracholândia, vulgarmente chamada de América Latina. O Grotão, claro, faz parte, ainda que falando uma língua que nenhum vizinho compreende - e faz questão de não compreender.
Leia "Nozick y la parcialidad de los medios".
A morte do filósofo norte-americano Robert Nozick, de quem se traduziu no Brasil apenas o velhíssimo Anarquismo, Estado e Utopia, por ele próprio deixado de lado, mal foi comentada no Grotão. É que, em 2002, também morreu Pierre Bourdieu, este, sim, festejado em qualquer área das chamadas Ciências Humanas, notadamente nas escolinhas de comunicação, até na hora da morte. Pudera: era crítico da mídia, sociólogo com pinta de filósofo "crítico/revolucionário/pogressista" e, portanto, apreciado na Cucaracholândia - até pelos padrecos católicos.
De Nozick, provavelmente jamais se traduzirá seu último livro, Invariânicas - a estrutura do mundo objetivo, sem dúvida sua obra maior. Ali não há colher de chá para o subjetivismo, tão apreciado nestes rincões. Já o "discurseiro" Bourdieu deve ter quase tudo traduzido. Não faltam papagaios do gaulismo por aqui, tanto tempo depois da "missão civilizatória" dos fundadores da USP.
Pois bem, uma leitora do jornal La Nación reclamou da parcialidade do jornal argentino ao noticiar a morte dos autores. Isto vale para toda a Cucaracholândia, vulgarmente chamada de América Latina. O Grotão, claro, faz parte, ainda que falando uma língua que nenhum vizinho compreende - e faz questão de não compreender.
Leia "Nozick y la parcialidad de los medios".
sábado, 17 de novembro de 2007
O Chávez daqui
Reproduzo o que disse o chargista Sponholz:O cara vai livrar o Renan, vai aprovar a prorrogação da CPMF, vai para o terceiro mandato ou no mínimo aprovar uma esticada do atual por mais um ano, enfim, com este congre$$o e com este povinho alimentado com bolsa esmola, vai fazer o que bem entender. Aliás, vai fazer o que a "famiglia" ddd (dirceu, dilma e dulci) quiser.A verdade é que o mensalão, de um escândalo, passou a ser uma instituição.
* * *
Cultivo o mesmo ceticismo, amigo Roque. Cabe tudo no bolso desse Estado patrimonial. A sede é grande: haja "boquinha".
Ecologismo, a pseudociência do século XXI.
Um artigo contra a corrente, aqui. E o autor adverte: o ecologismo corre o risco de virar uma religião. Aliás, eu já tinha dito isto aqui.
Botando a ditadura no chinelo
"Nem a ditadura teve coragem de fazer no instituto [Ipea] o que o governo Lula está fazendo agora", diz a cientista política Lucia Hippolito.
O fato é que o petismo está aparelhando também o Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada. Espere-se manipulação de dados e incompetência. (Leia matéria da Veja aqui).
O fato é que o petismo está aparelhando também o Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada. Espere-se manipulação de dados e incompetência. (Leia matéria da Veja aqui).
Uma espiral?

Por causa do fundo, nosso cérebro imediatamente identifica uma espiral. Pura ilusão: há apenas círculos. [Fonte: MOI]
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Retrato de um bufão
Bufão, no Houaiss: "quem faz rir por falar ou comportar-se de modo cômico, ridículo, inoportuno ou indelicado, ou aquele a quem falta seriedade nas relações humanas." Lembrando O Pasquim: diz, dicionário!
Éia, ONU!
A ONU, veneranda entidade internacional que só leva esparadrapos aos miseráveis do mundo em guerra , além de alimentar Ongs e picaretas globais, faz saber através do apocalíptico IPCC que o inferno está na esquina de qualquer país.
Basta não dar um dinheirinho aí...
Oh, a ONU acha que tudo é irreversível. Pior é se fosse tudo reversível... Já pensou tomar banho de caneca?
Ah, sim, o Painel do fim do mundo...
Basta não dar um dinheirinho aí...
Oh, a ONU acha que tudo é irreversível. Pior é se fosse tudo reversível... Já pensou tomar banho de caneca?
Ah, sim, o Painel do fim do mundo...
A bomba "roja, rojita".
A última do Mussolini cucaracho: desenvolver a energia nuclear na Venezuela. Para fins pacíficos, ha-ha-ha. Segue o caminho de seu amigo "Adolfinejad", do Irã, que nega o holocausto dos hebreus na II Guerra. Bueno, talvez agora os EUA sejam menos condescendentes com El Bufón.
E o que vai dizer o governo Lula? Ah, todos os países são soberanos e os governos podem fazer o que quiserem em seus respectivos territórios. Mãos lavadas, e pronto.
Serve uma ogivinha nuclear dirigida para o Palácio do Planalto?
E o que vai dizer o governo Lula? Ah, todos os países são soberanos e os governos podem fazer o que quiserem em seus respectivos territórios. Mãos lavadas, e pronto.
Serve uma ogivinha nuclear dirigida para o Palácio do Planalto?
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Contra a aliança Lula-Chávez
Enfim, um partido repudia as declarações de Lula em favor do tirano Hugo Chávez. A comissão nacional do Democratas divulgou hoje a seguinte nota: COMISSÃO EXECUTIVA NACIONAL - NOTA OFICIAL
Por entender que, ao defender a continuidade de Hugo Chávez no poder com base em plebiscitos, o presidente Lula da Silva fez a mais grave ameaça à democracia brasileira desde que assumiu o mandato, o Democratas vem a público para:
1) repudiar a sociedade do presidente da República e do governo com o ditador da Venezuela Hugo Chávez por considerar que esta aliança ameaça a democracia e o Estado de Direito, além de ser contrária e nociva aos interesses do povo brasileiro;
2)denunciar ao país que, ao avalizar e tentar conferir legitimidade ao governo ditatorial de Hugo Chávez, o presidente Lula emite sinal verde a golpistas que estão urdindo emenda à Constituição para impedir a alternância de poder no Brasil, a exemplo do que foi feito na Venezuela;
3)reafirmar que o prazo do mandato do presidente Lula está definido na Constituição da República e que propostas espúrias para mexer neste prazo serão tratadas pelo Democratas como aquilo que realmente são: tentativas de golpe de Estado para extinguir a Democracia e o Estado de Direito com o objetivo de instalar uma ditadura no Brasil;
4) antecipar que as bancadas democratas na Câmara e no Senado rejeitarão toda e qualquer manobra para enfraquecer o Congresso Nacional e conduzir o país à margem da Lei e do Estado de Direito;
5) reafirmar que o Democratas vota contra o ingresso da Venezuela no Mercosul porque o Mercado Comum exige a credencial democrática dos países membros, requisito que o ditador Hugo Chávez subtraiu do seu País e do seu povo;
6) e, por fim, manifestar total solidariedade aos valentes venezuelanos que enfrentam o governo antidemocrático de Hugo Chávez na Venezuela.
Brasília, 15 de novembro de 2007
Rodrigo Maia - Presidente
Comissão Executiva Nacional/Democratas
* * *
P.S.: não nos esqueçamos de que um "demônio" antidemocrático dorme dentro de Lula (ver post abaixo, "Por que não te calas, Lula?").
Viagem ao inferno
Sharon LaFraniere, do NYT, viajou à África para investigar a "caça às bruxas" existente em alguns países. Eis seu relato, surrupiado do Uol Mídia Global (tradução meio capenga):
Domingos Pedro tinha apenas 12 anos quando seu pai morreu. A morte foi repentina; a causa foi um mistério para os médicos. Mas não para os parentes de Domingos.
Eles se reuniram naquela tarde na casa de barro de Domingos, ele disse, o pegaram e amarraram suas pernas com corda. Eles passaram uma corda pelos caibros de 3 metros de altura da casa e o içaram até ficar suspenso de cabeça para baixo sobre o chão de terra batida. Eles então lhe disseram que cortariam a corda se ele não confessasse ter assassinado seu pai.
"Eles gritavam -'Bruxo! Bruxo!'", lembrou Domingos, com lágrimas escorrendo pelo rosto. "Havia tantas pessoas gritando comigo ao mesmo tempo."
Domingos lhes disse o que queriam ouvir, mas seus parentes não foram aplacados. Ferraz Bulio, o líder tradicional da comunidade, disse que sete ou oito captores estavam arrastando Domingos por uma trilha de terra até o rio, aparentemente para afogá-lo, quando ele interveio.
"Eles estavam dando tapas e socos nele", lembrou Bulio. "Esta é a forma como as pessoas reagem com uma pessoa acusada de bruxaria. Há muitos casos assim."
Bulio está certo. Em partes de Angola, República do Congo e República Democrática do Congo, um número surpreendente de crianças são acusadas de bruxaria, e então sofrem agressões físicas, abusos ou são abandonadas. Defensores das crianças estimam que milhares de crianças que vivem nas ruas de Kinshasa, a capital repleta de escombros da República Democrática do Congo, foram acusadas de bruxaria e expulsas por suas famílias -freqüentemente a desculpa para não terem que alimentá-las ou cuidar delas.
As autoridades em uma cidade do norte de Angola identificaram 432 crianças de rua que foram abandonadas ou sofreram abusos após serem acusadas de bruxaria. Um relatório do ano passado do Instituto Nacional para a Infância do governo e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) descreveram o número de crianças acusadas de bruxaria como "imenso".
A noção de crianças bruxas não é nova aqui. É uma crença comum na dominante cultura bantu de Angola de que bruxos se comunicam com o mundo dos mortos e usurpam ou "comem" a força vital dos outros, causando infortúnio, doença e até a morte de suas vítimas. Bruxos adultos supostamente enfeitiçariam crianças lhes dando comida, depois as forçando a retribuírem com o sacrifício de um membro da família.
Mas as autoridades atribuem o aumento da perseguição às crianças à guerra -27 anos em Angola, que terminou em 2002, e o conflito quase constante no Congo. Os conflitos deixaram muitas crianças órfãs, assim como deixaram outras famílias intactas, mas pobres demais para se alimentarem."
Os casos de bruxaria começaram quando os pais se tornaram incapazes de cuidar das crianças", disse Ana Silva, que está encarregada da proteção da criança para o instituto da infância. "Então começaram a buscar qualquer justificativa para expulsá-las da família."
De lá para cá, disse Silva, o fenômeno tem acompanhado os migrantes pobres das províncias de Uige e Zaire, no norte de Angola, até as favelas da capital, Luanda, que está crescendo rapidamente.Dois casos recentes horrorizaram as autoridades de lá. Em junho, disse Silva, uma mãe de Luanda cegou sua filha de 14 anos com água sanitária para tentar livrá-la das visões malignas. Em agosto, um pai injetou ácido de bateria no estômago de seu filho de 12 anos porque temia que o menino fosse um bruxo.
O governo de Angola faz campanha desde 2000 para eliminar a noção das crianças bruxas, disse Silva, mas o progresso é vagaroso. "Nós não conseguimos mudar a crença de que bruxas existem", ela disse. "Até mesmo pessoas com alta escolaridade acreditam que bruxas existem."
Em vez disso, o instituto dela está tentando ensinar pessoas que ocupam postos de autoridade, de policiais e professores a líderes religiosos, de que a violência contra crianças nunca é justificada.
A cidade angolana de Mbanza Congo, a apenas 80 quilômetros da fronteira com o Congo, abriu caminho. Após uma criança acusada de bruxaria ter sido morta a facadas em 2000, as autoridades provinciais e a Save the Children, a organização global de caridade, recolheram 432 crianças que estavam na rua e reuniram 380 delas com parentes, declarou o relatório sobre bruxaria.
Onze igrejas fundamentalistas foram fechadas depois de relatos de exploração e abuso de crianças. Oito pastores congoleses foram deportados. As aldeias formaram comitês para monitoramento dos direitos da criança. As autoridades disseram que o número de abusos e de crianças vivendo nas ruas caiu drasticamente.
Uige, a cerca de 160 quilômetros do sul de Mbanza Congo, é outra história. Cercada por colinas verdejantes, ela é um aglomerado de casas de barro ao redor de lojas caindo aos pedaços cheias de buracos de bala. Nesta região, disse o bispo Emilio Sumbelelo, da Igreja Católica de São José, a perseguição às crianças está aumentando."É muito, muito comum nas aldeias", ele disse. "Nós sabemos que algumas crianças foram assassinadas."
Sua igreja administra o único refúgio da cidade para crianças acusadas de bruxaria, um abrigo pouco maior do que uma garagem para três carros. Trinta e dois meninos, incluindo Domingos, ocupam beliches separados por poucos centímetros, com suas poucas roupas guardadas em caixas de papelão debaixo deles. Não existe abrigo para as meninas.Desde julho, eles não aceitam mais crianças. "As crianças vêm para cá para pedir proteção, mas não temos espaço", disse o bispo. "Até o momento, nós não encontramos um modo de combater este fenômeno."
Muitos dos meninos do abrigo descrevem passados de abuso, rejeição e medo. Saldanha David Gomes, 18 anos, que vivia com sua tia até completar 12 anos, disse que ela se voltou contra ele depois que a filha dela de 3 anos adoeceu e morreu.
Depois disso, ele disse, sua tia se recusava a alimentá-lo e amarrava os pés e mãos dele toda noite, temendo que ele fizesse outra vítima.
Um vizinho finalmente o alertou a fugir. "Eu não sou bruxo e não era bruxo", disse Saldanha. "Mas eu tive que fugir porque estavam ameaçando me matar."
Afonso Garcia, 6 anos, ocupou a última vaga do abrigo em julho. "Eu vim para cá sozinho porque meu pai não gosta de mim e eu não comia todo dia", ele disse.
Depois que a mãe de Afonso morreu há três anos, ele se mudou com seu pai. Sua madrasta, Antoinette Eduardo, disse que começou a suspeitar que ele era um bruxo depois que as crianças da vizinhança começaram a dizer que ele tinha comido uma gilete. Além disso, ela disse, "ele estava ficando cada vez mais magro, apesar de estar comendo bem."
Ao ser questionado, ela disse, Afonso reconheceu que um parente o visitava em seus sonhos, exigindo que matasse um membro da família. Afonso nega ter confessado a bruxaria.
O que se seguiu é típico de muitos casos aqui. Os parentes de Afonso se voltaram para um curandeiro tradicional em busca de uma cura.
O curandeiro de 30 anos, João Ginga, veste uma jaqueta de couro com gola de pele e trabalha no que chama de hospital -uma sala apertada de paredes de barro. "Se alguém tem um espírito ruim, eu posso dizer", ele disse certa manhã enquanto clientes aguardavam em um banco de madeira. "Nós tratamos mais de mil casos por ano."
Com tamanho movimento, disse Ginga, ele não conseguia se lembrar do caso de Afonso. A tia do menino, Isabella Armando, disse que sua família deu a Ginga US$ 270 em dinheiro, velas, perfume e talco para tratar Afonso.Ginga realizou alguns rituais, colocou uma substância nos olhos de Afonso que o fizeram soluçar de dor e anunciou que ele estava curado, ela disse. O pai e madrasta de Afonso, os únicos parentes que podiam arcar com o tratamento dele, não concordaram e o expulsaram do lar."Eu tive dó e ainda sinto dó dele porque ele está vivendo nas ruas", disse a madrasta. "Mas estávamos com medo."Ginga não é o único curandeiro daqui que alega curar crianças bruxas. Sivi Munzemba disse que exorciza crianças possuídas inserindo um cataplasma de ervas em seus ânus, raspando suas cabeças e as mantendo confinadas por duas semanas na casa dela.
Moises Samuel, o diretor do escritório provincial do instituto da infância, disse estar preocupado não apenas com os curandeiros tradicionais, mas também com o bando de igrejas com pastores que alegam exorcizar espíritos malignos e que atraem multidões até mesmo nos dias úteis.
Quando um pastor ou curandeiro rotula uma criança de bruxa, disseram especialistas em bem-estar de menores, mesmo a polícia costuma recuar.
As autoridades mantiveram Domingos, o menino que foi suspenso pelos pés, por uma noite na delegacia e então o enviaram para casa, disse Bulio, o líder da comunidade. Elas nunca investigaram o tio de Domingos, que Bulio disse ter liderado o ataque.
"É claro que foi um crime", disse Bulio. "Mas como é bruxaria, a polícia não quer assumir qualquer responsabilidade."
Domingos, atualmente com 15 anos, insistiu que ele disse que era um bruxo apenas para salvar sua vida. Mas até mesmo sua mãe de 32 anos, Maria Pedro, não acredita nele.
Maria Pedro obviamente gosta de Domingos, seu filho mais velho. Ela fica radiante com seu progresso acadêmico e se preocupa com novos ataques de seus parentes, caso ele deixe o abrigo.
Ainda assim, ela suspeita que ele foi enfeitiçado para matar. "Deve ser verdade porque ele confessou", ela disse, olhando com cuidado para Domingos do outro lado da mesa, em sua casa de dois cômodos.
Depois daquilo, Domingos se levantou e caminhou rapidamente para fora. Dez minutos depois, ele reapareceu na porta, com o rosto vermelho e manchado. "Mãe, deste dia em diante, eu não sou mais seu filho", ele declarou com veemência.
Maria Pedro assistiu ele partir sem dizer nada. Ela disse posteriormente: "Eu não sei por que Domingos ficou tão furioso".
(Tradução: George El Khouri Andolfato)
Domingos Pedro tinha apenas 12 anos quando seu pai morreu. A morte foi repentina; a causa foi um mistério para os médicos. Mas não para os parentes de Domingos.
Eles se reuniram naquela tarde na casa de barro de Domingos, ele disse, o pegaram e amarraram suas pernas com corda. Eles passaram uma corda pelos caibros de 3 metros de altura da casa e o içaram até ficar suspenso de cabeça para baixo sobre o chão de terra batida. Eles então lhe disseram que cortariam a corda se ele não confessasse ter assassinado seu pai.
"Eles gritavam -'Bruxo! Bruxo!'", lembrou Domingos, com lágrimas escorrendo pelo rosto. "Havia tantas pessoas gritando comigo ao mesmo tempo."
Domingos lhes disse o que queriam ouvir, mas seus parentes não foram aplacados. Ferraz Bulio, o líder tradicional da comunidade, disse que sete ou oito captores estavam arrastando Domingos por uma trilha de terra até o rio, aparentemente para afogá-lo, quando ele interveio.
"Eles estavam dando tapas e socos nele", lembrou Bulio. "Esta é a forma como as pessoas reagem com uma pessoa acusada de bruxaria. Há muitos casos assim."
Bulio está certo. Em partes de Angola, República do Congo e República Democrática do Congo, um número surpreendente de crianças são acusadas de bruxaria, e então sofrem agressões físicas, abusos ou são abandonadas. Defensores das crianças estimam que milhares de crianças que vivem nas ruas de Kinshasa, a capital repleta de escombros da República Democrática do Congo, foram acusadas de bruxaria e expulsas por suas famílias -freqüentemente a desculpa para não terem que alimentá-las ou cuidar delas.
As autoridades em uma cidade do norte de Angola identificaram 432 crianças de rua que foram abandonadas ou sofreram abusos após serem acusadas de bruxaria. Um relatório do ano passado do Instituto Nacional para a Infância do governo e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) descreveram o número de crianças acusadas de bruxaria como "imenso".
A noção de crianças bruxas não é nova aqui. É uma crença comum na dominante cultura bantu de Angola de que bruxos se comunicam com o mundo dos mortos e usurpam ou "comem" a força vital dos outros, causando infortúnio, doença e até a morte de suas vítimas. Bruxos adultos supostamente enfeitiçariam crianças lhes dando comida, depois as forçando a retribuírem com o sacrifício de um membro da família.
Mas as autoridades atribuem o aumento da perseguição às crianças à guerra -27 anos em Angola, que terminou em 2002, e o conflito quase constante no Congo. Os conflitos deixaram muitas crianças órfãs, assim como deixaram outras famílias intactas, mas pobres demais para se alimentarem."
Os casos de bruxaria começaram quando os pais se tornaram incapazes de cuidar das crianças", disse Ana Silva, que está encarregada da proteção da criança para o instituto da infância. "Então começaram a buscar qualquer justificativa para expulsá-las da família."
De lá para cá, disse Silva, o fenômeno tem acompanhado os migrantes pobres das províncias de Uige e Zaire, no norte de Angola, até as favelas da capital, Luanda, que está crescendo rapidamente.Dois casos recentes horrorizaram as autoridades de lá. Em junho, disse Silva, uma mãe de Luanda cegou sua filha de 14 anos com água sanitária para tentar livrá-la das visões malignas. Em agosto, um pai injetou ácido de bateria no estômago de seu filho de 12 anos porque temia que o menino fosse um bruxo.
O governo de Angola faz campanha desde 2000 para eliminar a noção das crianças bruxas, disse Silva, mas o progresso é vagaroso. "Nós não conseguimos mudar a crença de que bruxas existem", ela disse. "Até mesmo pessoas com alta escolaridade acreditam que bruxas existem."
Em vez disso, o instituto dela está tentando ensinar pessoas que ocupam postos de autoridade, de policiais e professores a líderes religiosos, de que a violência contra crianças nunca é justificada.
A cidade angolana de Mbanza Congo, a apenas 80 quilômetros da fronteira com o Congo, abriu caminho. Após uma criança acusada de bruxaria ter sido morta a facadas em 2000, as autoridades provinciais e a Save the Children, a organização global de caridade, recolheram 432 crianças que estavam na rua e reuniram 380 delas com parentes, declarou o relatório sobre bruxaria.
Onze igrejas fundamentalistas foram fechadas depois de relatos de exploração e abuso de crianças. Oito pastores congoleses foram deportados. As aldeias formaram comitês para monitoramento dos direitos da criança. As autoridades disseram que o número de abusos e de crianças vivendo nas ruas caiu drasticamente.
Uige, a cerca de 160 quilômetros do sul de Mbanza Congo, é outra história. Cercada por colinas verdejantes, ela é um aglomerado de casas de barro ao redor de lojas caindo aos pedaços cheias de buracos de bala. Nesta região, disse o bispo Emilio Sumbelelo, da Igreja Católica de São José, a perseguição às crianças está aumentando."É muito, muito comum nas aldeias", ele disse. "Nós sabemos que algumas crianças foram assassinadas."
Sua igreja administra o único refúgio da cidade para crianças acusadas de bruxaria, um abrigo pouco maior do que uma garagem para três carros. Trinta e dois meninos, incluindo Domingos, ocupam beliches separados por poucos centímetros, com suas poucas roupas guardadas em caixas de papelão debaixo deles. Não existe abrigo para as meninas.Desde julho, eles não aceitam mais crianças. "As crianças vêm para cá para pedir proteção, mas não temos espaço", disse o bispo. "Até o momento, nós não encontramos um modo de combater este fenômeno."
Muitos dos meninos do abrigo descrevem passados de abuso, rejeição e medo. Saldanha David Gomes, 18 anos, que vivia com sua tia até completar 12 anos, disse que ela se voltou contra ele depois que a filha dela de 3 anos adoeceu e morreu.
Depois disso, ele disse, sua tia se recusava a alimentá-lo e amarrava os pés e mãos dele toda noite, temendo que ele fizesse outra vítima.
Um vizinho finalmente o alertou a fugir. "Eu não sou bruxo e não era bruxo", disse Saldanha. "Mas eu tive que fugir porque estavam ameaçando me matar."
Afonso Garcia, 6 anos, ocupou a última vaga do abrigo em julho. "Eu vim para cá sozinho porque meu pai não gosta de mim e eu não comia todo dia", ele disse.
Depois que a mãe de Afonso morreu há três anos, ele se mudou com seu pai. Sua madrasta, Antoinette Eduardo, disse que começou a suspeitar que ele era um bruxo depois que as crianças da vizinhança começaram a dizer que ele tinha comido uma gilete. Além disso, ela disse, "ele estava ficando cada vez mais magro, apesar de estar comendo bem."
Ao ser questionado, ela disse, Afonso reconheceu que um parente o visitava em seus sonhos, exigindo que matasse um membro da família. Afonso nega ter confessado a bruxaria.
O que se seguiu é típico de muitos casos aqui. Os parentes de Afonso se voltaram para um curandeiro tradicional em busca de uma cura.
O curandeiro de 30 anos, João Ginga, veste uma jaqueta de couro com gola de pele e trabalha no que chama de hospital -uma sala apertada de paredes de barro. "Se alguém tem um espírito ruim, eu posso dizer", ele disse certa manhã enquanto clientes aguardavam em um banco de madeira. "Nós tratamos mais de mil casos por ano."
Com tamanho movimento, disse Ginga, ele não conseguia se lembrar do caso de Afonso. A tia do menino, Isabella Armando, disse que sua família deu a Ginga US$ 270 em dinheiro, velas, perfume e talco para tratar Afonso.Ginga realizou alguns rituais, colocou uma substância nos olhos de Afonso que o fizeram soluçar de dor e anunciou que ele estava curado, ela disse. O pai e madrasta de Afonso, os únicos parentes que podiam arcar com o tratamento dele, não concordaram e o expulsaram do lar."Eu tive dó e ainda sinto dó dele porque ele está vivendo nas ruas", disse a madrasta. "Mas estávamos com medo."Ginga não é o único curandeiro daqui que alega curar crianças bruxas. Sivi Munzemba disse que exorciza crianças possuídas inserindo um cataplasma de ervas em seus ânus, raspando suas cabeças e as mantendo confinadas por duas semanas na casa dela.
Moises Samuel, o diretor do escritório provincial do instituto da infância, disse estar preocupado não apenas com os curandeiros tradicionais, mas também com o bando de igrejas com pastores que alegam exorcizar espíritos malignos e que atraem multidões até mesmo nos dias úteis.
Quando um pastor ou curandeiro rotula uma criança de bruxa, disseram especialistas em bem-estar de menores, mesmo a polícia costuma recuar.
As autoridades mantiveram Domingos, o menino que foi suspenso pelos pés, por uma noite na delegacia e então o enviaram para casa, disse Bulio, o líder da comunidade. Elas nunca investigaram o tio de Domingos, que Bulio disse ter liderado o ataque.
"É claro que foi um crime", disse Bulio. "Mas como é bruxaria, a polícia não quer assumir qualquer responsabilidade."
Domingos, atualmente com 15 anos, insistiu que ele disse que era um bruxo apenas para salvar sua vida. Mas até mesmo sua mãe de 32 anos, Maria Pedro, não acredita nele.
Maria Pedro obviamente gosta de Domingos, seu filho mais velho. Ela fica radiante com seu progresso acadêmico e se preocupa com novos ataques de seus parentes, caso ele deixe o abrigo.
Ainda assim, ela suspeita que ele foi enfeitiçado para matar. "Deve ser verdade porque ele confessou", ela disse, olhando com cuidado para Domingos do outro lado da mesa, em sua casa de dois cômodos.
Depois daquilo, Domingos se levantou e caminhou rapidamente para fora. Dez minutos depois, ele reapareceu na porta, com o rosto vermelho e manchado. "Mãe, deste dia em diante, eu não sou mais seu filho", ele declarou com veemência.
Maria Pedro assistiu ele partir sem dizer nada. Ela disse posteriormente: "Eu não sei por que Domingos ficou tão furioso".
(Tradução: George El Khouri Andolfato)
Expurgo ideológico
Márcio Pochmann parecia um pesquisador sério, embora petista de carteirinha. Mas, ora, um petista, cedo ou tarde, desmunheca, botando a ideologia acima da ciência, desnudando o espírito autoritário e rancoroso que habita o partido mais cucaracho do Brasil em todos os tempos. Agora na direção do Ipea, junto com o oportunista Mangabeira Unger, ele mostra a que veio: expulsar os economistas que não se dobram às fantasias oficiais.
Está na Folha de hoje, mas eu recomendo ler o ph, que já trabalhou com Pochmann anos atrás e reproduz a reportagem na íntegra.
E o Reinaldo diz isto do ex-secretário da Marta Suplício:
Curioso Pochmann não falar com a imprensa, justo ele, não é mesmo? Até chegar ao Ipea, ela era a sua principal parceira. Na hora em que tem de dar explicações, foge. A verdade é esta: começou a fase de caça às bruxas, o comuno-fascismo light à moda petista. Vejam o caso dos dois economistas que estavam no órgão há 40 anos. Resistiram à ditadura, à redemocratização, a Collor, a Itamar e a FHC. Mas sucumbiram diante da democracia popular petista.É uma vergonha, um escárnio. Tudo muito próprio de quem assumiu a direção do instituto defendendo o aumento de gastos públicos e a contratação de mais servidores — afinal, ele se quer um “desenvolvimentista”. Conheço economistas, alguns do PT. Não há um único, unzinho só que seja, que o leve a sério. Só jornalistas lhe deram bola. Mas, como se vê, ele não está lá para produzir estudos. Sua função é fazer a depuração ideológica. E, para realizar o serviço sujo, nada como um burocrata medíocre.
Está na Folha de hoje, mas eu recomendo ler o ph, que já trabalhou com Pochmann anos atrás e reproduz a reportagem na íntegra.
E o Reinaldo diz isto do ex-secretário da Marta Suplício:
Curioso Pochmann não falar com a imprensa, justo ele, não é mesmo? Até chegar ao Ipea, ela era a sua principal parceira. Na hora em que tem de dar explicações, foge. A verdade é esta: começou a fase de caça às bruxas, o comuno-fascismo light à moda petista. Vejam o caso dos dois economistas que estavam no órgão há 40 anos. Resistiram à ditadura, à redemocratização, a Collor, a Itamar e a FHC. Mas sucumbiram diante da democracia popular petista.É uma vergonha, um escárnio. Tudo muito próprio de quem assumiu a direção do instituto defendendo o aumento de gastos públicos e a contratação de mais servidores — afinal, ele se quer um “desenvolvimentista”. Conheço economistas, alguns do PT. Não há um único, unzinho só que seja, que o leve a sério. Só jornalistas lhe deram bola. Mas, como se vê, ele não está lá para produzir estudos. Sua função é fazer a depuração ideológica. E, para realizar o serviço sujo, nada como um burocrata medíocre.
A Rede "Pravda" do lulismo
Demétrio Magnoli, hoje, no Estadão:
A chamada TV Pública brasileira não é pública nem estatal, mas puramente governamental. Franklin Martins caçoa da opinião pública quando promete independência para um ente dirigido por um Conselho Curador, um Conselho Diretor, um Conselho de Administração e uma Diretoria Executiva preenchidos por nomeações presidenciais. Ao contrário da BBC, a rede brasileira será a voz da verdade do governo de turno e, também, um prêmio para jornalistas e intelectuais que não têm vergonha de desempenhar o papel de áulicos dos poderosos da hora. (Continua).
Sobre o tema, tomo a liberdade de indicar o post que escrevi aqui no ano passado: "Uma rede Pravda para o petismo".
A chamada TV Pública brasileira não é pública nem estatal, mas puramente governamental. Franklin Martins caçoa da opinião pública quando promete independência para um ente dirigido por um Conselho Curador, um Conselho Diretor, um Conselho de Administração e uma Diretoria Executiva preenchidos por nomeações presidenciais. Ao contrário da BBC, a rede brasileira será a voz da verdade do governo de turno e, também, um prêmio para jornalistas e intelectuais que não têm vergonha de desempenhar o papel de áulicos dos poderosos da hora. (Continua).
Sobre o tema, tomo a liberdade de indicar o post que escrevi aqui no ano passado: "Uma rede Pravda para o petismo".
Efemérides
A propósito desta data, recordo um episódio ocorrido há uns três ou quatro anos. O repórter da TV perguntou a um homem que saía do ônibus:- Você sabe por que é feriado hoje?
A resposta:
- Não sei, eu tô chegando agora...
E nada mais é preciso dizer.
(Gravura: Marechal Deodoro da Fonseca).
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Por que não te calas, Lula?
Não me espantei com a defesa que o Pequeno Timoneiro fez do tirano Chávez, para ele um democrata. O próprio Lula já disse, certa vez, que um demônio dorme dentro dele, Lula. Mas estou convencido de que o demônio, na verdade, dorme pouco e fala muito.
(Só pra lembrar, eis a frase do "cumpanhero" de Chávez : "Não acorde o demônio que tem dentro de mim, porque a vontade que dá é de fechar esse Congresso e fazer o que é preciso").
(Só pra lembrar, eis a frase do "cumpanhero" de Chávez : "Não acorde o demônio que tem dentro de mim, porque a vontade que dá é de fechar esse Congresso e fazer o que é preciso").
Chavismo não poupa nem as crianças
O vídeo me foi enviado pelo leitor Paulo Araújo, e a tosca cena me lembra os programas de rádio caipiras do interior do anos 50 pra baixo.
Espia só...
"Século XXI" vence na UFSC
Os professores Alvaro Prata e Carlos Alberto Justo da Silva foram eleitos, ontem, reitor e vice-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, com 59,73 por cento dos votos, contra 38,56 da chapa encabeçada pelo professor Nildo Ouriques.
Professores, alunos e servidores escolheram a chapa "UFSC Século XXI", que preconiza uma universidade voltada à geração e difusão de conhecimento, tanto através das ciências e das engenharias quanto da filosofia e das artes.
Contra o opositor, professor Ouriques, pesou muito a defesa que tem feito do tirano Hugo Chávez, da Venezuela, seja na mídia ou no órgão que dirige, o Iela - que promove anualmente as "Jornadas Bolivarianas" -, junto com seu filhote Ola, Observatório Latino-americano.
As homenagens do blog ao "magnífico" Prata e ao Paraná, o vice.
Professores, alunos e servidores escolheram a chapa "UFSC Século XXI", que preconiza uma universidade voltada à geração e difusão de conhecimento, tanto através das ciências e das engenharias quanto da filosofia e das artes.
Contra o opositor, professor Ouriques, pesou muito a defesa que tem feito do tirano Hugo Chávez, da Venezuela, seja na mídia ou no órgão que dirige, o Iela - que promove anualmente as "Jornadas Bolivarianas" -, junto com seu filhote Ola, Observatório Latino-americano.
As homenagens do blog ao "magnífico" Prata e ao Paraná, o vice.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Idiotas úteis
Naomi Campbell e Sean Penn são os novos propagandistas do tirano Hugo Chávez. Ambos estiveram em Caracas recentemente, enaltecendo os feitos do candidato a Mussolini cucaracho (veja posts abaixo). Nemerson, do Resistência, garimpou o artigo de A. Applebaum sobre os "idiotas úteis" no Washington Post e o traduziu. Aqui vai um picles:A prova número um é Campbell. Apesar de ser mais conhecida por suas preferências em termos de sapatos do que por suas opiniões sobre a economia da América Latina, ela apareceu em Caracas semana passada disparando opiniões sobre o "amor e encorajamento" que Chávez derrama em seus programas assistenciais. Vestindo o que um jornal venezuelano chamou de "um revolucionário e requintado vestido branco da grife Fendi", ela elogiou o país por suas "grandes cachoeiras". Previsivelmente, Campbell não mencionou as manifestações anti-Chávez ocorridas em Caracas na semana anterior a sua visita, as propostas de mudança constitucional destinadas a manter Chávez no poder indefinidamente ou o histórico de perseguições e ameaças de Chávez à imprensa e aos líderes oposicionistas.
Mas esse não era mesmo o motivo de sua visita, assim como não era o motivo quando o ator Sean Penn, um "radical acanhado" e inimigo jurado do presidente americano, passou um dia inteiro com Chávez. Juntos, o ator e o presidente fizeram uma turnê pelo interior do país. "Eu vim aqui procurando por um grande país. Eu encontrei um grande país", declarou Penn. É claro que ele encontrou um grande país! Sean Penn queria um país onde ele seria bajulado por suas visões sobre a política americana, e o presidente venezuelano alegremente satisfez seu desejo. (Continua).
(Foto: EFE)
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