sábado, 1 de dezembro de 2007

Só restou o narcotráfico

A farda camufla a verdadeira identidade das Farc: exército do crime.

Na América Latina eles ainda são chamados de guerrilheiros, denominação nostálgica dos messiânicos dos anos 60, amantes de Chê, Fidel, Mao et caterva. Mas não passam de assassinos, seqüestradores e traficantes. O fato é que as truculentas FARC ("Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia") hoje vivem da cocaína, armando operações para lavar o dinheiro que vem do tráfico. A produção chega a 500 toneladas anuais (valor de mercado: 750 milhões de dólares).

Diante do combate promovido pelo governo colombiano, os facínoras estão se refugiando nas fronteiras com a Venezuela, Panamá e Equador. Vejam suas novas formas de ação, dignas de qualquer máfia:

Cuatro de los 11 secuestros de carácter extorsivo atribuidos a las Farc en 2006 tuvieron una particularidad: los captores no exigieron dinero en efectivo para el rescate sino que usaron las razones sociales de empresas de propiedad de las víctimas y sus cuentas personales para mover no menos de 11 millones de dólares que serían blanqueados en las corrientes financieras.
Ese fenómeno demuestra dos cosas: que esa guerrilla se ha alejado de los métodos tradicionales de secuestro como fuente de financiación y prefiere cada vez más apelar a maniobras extorsivas que le sirvan para cubrir operaciones de lavado de recursos provenientes del narcotráfico.


A revista Cambio publicou ampla matéria sobre o tema (Obrigado, Paulo Araújo).

Avão Super-Tucano, da Embraer: decisivo no combate à guerrilha.

3 comentários:

Anônimo disse...

Tambosi

Depois dessa matéria, temos que escrever cartas ao PSDB exigindo que retirem o pássaro como emblema do partido. E acho que a EMBRAER deve fazer mais: mover uma ação por perdas e danos contra o PSDB. O uso do nome Tucano pelo PSDB compromete e denigre o Super Tucano da EMBRAER.

Maria do Espírito Santo disse...

Quando nós vivemos na Colômbia, viajar de Ibagué para Bogotá de carro era o pavor! Eles, na época, pegavam qualquer gringo pra seqüestro, até mesmo um pobre maestro estaria supostamente na mira dos "guerrilheiros". Eram quatro, cinco horas de pânico, durante todo o trajeto. Na Colômbia manda a guerrilha e o narco. E o narco financia concertos e festas para os músicos inacreditáveis! Teve uma que tinha até esculturas de gelo na decoração, coisa de louco. Mas eu vivia com o coração na mão! Teve um concerto que o Sérgio regeu pro Gaviria e aí, no meio da apresentação se apagaram todas as luzes. Eu estava na cochia e o João Lucas (dez anos na época) estava na platéia. Eu me lembro de entrar correndo e gritando Deita no chão, João, pelamordideus, deita no chão!!! A gente vivia morrendo de medo. Metralhadoras nas ruas, pra entrar em banco, pra sair. Sérgio regia concertos com três armários vigilantes portando as já cotidianas metralhadoras. O João nem se importava com elas. Eu nunca me acostumei. Aquilo, sim, Tambosi, é um grotãozão danado de ruim! Morar em outro país da América do Sul? Jamais! Ruim por ruim, fico por aqui mesmo que é mais melhó de ruim!
Já cantamos e agora vou jantar e sair pra seresta. Ê, Minas Gerais!!! Eu adoro a minha terra! Diamantina, então, é maravilhosa! Tiramos algumas fotos.

Ricardo Rayol disse...

Coisa de louco o que li no comentário acima.