sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Cada nariz no seu lugar


Roque Sponholz, sempre atento e ágil. Enquanto isso, chargistas oficiais estão por aí usando cartão corporativo e preparando a bajulação do governo no jornal de amanhã. Qualquer dia, começo a citar nomes aqui...


A propósito, leiam o que escreveu o Marcelo, mostrando porque o Executivo é monárquico.

O imperador Lula

Em plena campanha e cada vez mais raivoso, o Pequeno Timoneiro revelou sua verdadeira personalidade, que a custo tenta esconder. Ele gostaria mesmo é de ser imperador do Grotão. Nada de os outros poderes fiscalizarem o Executivo. Cada qual deve cuidar do seu nariz, disse o grande estadista.

O imperador só não fecha as outras instituições porque não pode, não porque não tenha vontade. O fato é que o Grotão é um pouquinho mais complexo que uma Venezuela ou uma Bolívia, apesar da proximidade ideológica entre seus governantes. O petismo, afinal, sempre foi o mais legítimo representante da política cucaracha por aqui: autoritário, patrimonialista, populista, sectário.

Quanto a Lula, sempre é bom lembrar que um dia ele recomendou que não acordassem o demônio que dorme dentro dele. Mas, ao que parece, o demônio é um tanto insone...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

O Insurgente está de volta

Depois de mais de uma semana de "okupação", o blog português está de volta. Comemora seu terceiro aniversário, com mais de um milhão de acessos. Longa vida aos insurgentes.

Os inimigos da liberdade que num gesto tirânico, e durante largos dias, ocuparam propriedade alheia aproveitaram os problemas técnicos que ultimamente nos têm atingido para executar o seu pérfido plano. Não posso garantir que as perturbações técnicas tenham acabado mas posso, felizmente, afiançar que as forças iliberais que nos ocuparam foram definitivamente escorraçadas. (Continua).

Crueldade e silêncio

Os narcotraficantes das Farc, que a mídia ainda trata como "guerrilheiros", mantiveram a refém Ingrid Bettancurt (ex-candidata à presidência colombiana) acorrentada e descalça depois de uma tentativa de fuga. Ela está gravemente doente e não recebe qualquer medicamento, dizem os quatro reféns que foram libertados.

Chávez é intermediário dos terroristas e nada faz. Lula é amigo de Chávez e nada faz. A CNBB se ajoelha diante de Lula e nada faz nem diz. As Ongs dos "direitos humanos" têm mais o que fazer protegendo os bandidos daqui.

Lula, CNBB e ongs devem estar mais preocupados é com o bem-estar do padre Medina, membro das Farc, que vive aqui no Grotão depois que foi negada a sua extradição. Procurado por assassinato, vive livre como um passarinho. Está no lugar certo.

Em tempo: por aqui, o facínora é considerado "homem da paz".

Paris era uma festa...

Como o blog dedicou, nesta semana, alguns posts aos pensadores "pós-modernos", aí vai mais uma foto de Gilles Deleuze (o "cabeludinho") e Michel Foucault, o careca com aquele ar doidivanas. Ah, no meio, com seu olhar estrábico, está o baixinho Jean Paul Sartre, que nada teve a ver com a moda pós-modernista. Nos anos 60, o filósofo percorria as ruas de Paris distribuindo folhetos maoístas. Vive la révolution!

O legado dessa tigrada? O medíocre mundo politicamente correto que aí está.

Assistencialismo über alles

A lingüiça do Shikida

Ôps, não se trata de pornografia. É que o Claudio, do De Gustibus, se prepara para lançar um livro com o título Tire a mão da minha lingüiça: um guia para CEO's com déficits de atenção. Também não é obra de economia, embora ele seja professor da área (Ibmec-Minas), mas um livro de crônicas que você já pode espiar aqui.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Chavistas atacam a mídia

Os bate-paus do chavismo continuam pressionando a mídia. Agora cercaram a Globovisión, acusada de tentar "desestabilizar" o governo Hugo Chávez. Num manifesto, largaram esta, que aparece também em qualquer discurso de pelegos da CUT e de seitas do PT:

"Os meios são o instrumento mais visível do aparato ideológico do capitalismo. A empresa privada é a expressão da soberba e da petulância do poder econômico." (Leia aqui).

Enquanto isso, o bufão tenta faturar a libertação de mais quatro reféns pelos narcotraficantes das Farc.

Putz, que medíocre este início de século!

Chamem o canastrão Paulo Betti!

Mausoléu do pós-modernismo


Da esq. para a direita: Gilles Deleuze, Michel Foucault, Jean Baudrillard e Bruno Latour, o único ainda vivo.
____
Eis alguns dos filósofos e sociólogos (para variar, franceses) que difundiram a verborragia "pós-moderna" mundo afora e ajudaram a devastar as "ciências humanas e sociais", reduzindo tudo a discurso. Afinal, relativismo über alles.
* * *
Mas não poderia faltar também a contribuição das mulheres para essa tarefa "revolucionária", principalmente na "tessitura" de uma "epistemologia feminista" - "questões de gênero" na linha de frente. Helen Longino, Evelyn Fox-Keller e Luce Irigaray são algumas representantes da causa.



EM TEMPO: elas e eles ainda são os queridinhos da "esquerda" acadêmica e jornalística. Ou seja, seus discípulos seguem o trabalho de devastação. (Vejam também a página de Alan Sokal, que desmascarou os "impostores pós-modernos").

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Máquina de textos "pós-modernos"

Já que tanto se falou, em alguns comentários, sobre textos "pós-modernos", repito aqui um post que fiz nos primeiros dias deste blog justamente sobre um programa de computador que imita o modo de escrever da tigrada.

Quem vive na academia conhece essa tribo pelo estilo de escrita (se é que é estilo), uma mistura de má literatura e antropologia fortemente impregnada de relativismo, quando não de puro subjetivismo. Tudo regado, quanto aos autores, de um corporativismo que enaltece a autocomplacência e a troca de favores, sempre variados. Para essa taba que se auto-intitula "pós-moderna", um texto é apenas um texto - seja uma peça literária, ficcional, seja uma teoria científica que descreve a realidade. Já que tudo no universo é apenas texto, não interessa o conteúdo, mas a forma, tanto melhor quanto mais obscura. Um belo e debochado exemplo desse tipo de texto pode ser encontrado no Postmodernism Generator, criado por Andrew C. Bulhak, da School of Computer Science and Software Engineering, da Universidade de Monash, Austrália. A cada clique, o gerador produz uma nova "dissertação" ou "tese", inclusive com título e bibliografia.

O Postmodernism Generator não está mais disponível no site que referi então, mas pode ser encontrado, numa versão mais resumida, aqui. Experimentem.

E, pra sacanear, aí vai a foto de um dos prediletos do estilo e da tribo: Jacques Derrida, em foto bem posadinha...

O Grotão da ONU

Racista o Grotão não é: sirva de exemplo a miscigenação. Violento é, sim: o reloginho da morte (lá embaixo) está quase fechando em um milhão de assassinatos desde 1980 - não é qualquer país em guerra que produz 50 mil cadáveres por ano. Corrupto, idem: "nunca antes neste país" houve tamanha roubalheira.

Mas, cá entre nós, que diferença há entre a ONU falar e a vaca mugir?

Quanto vale a vida de um policial?

Apenas 10 mil reais, segundo nossos ilustres magistrados. E o governo de Santa Catarina ainda acha que é muito, pois recorreu para nada pagar. Nossos juízes são extremamente pão-duros com as famílias de policiais que perdem a vida zelando pela segurança dos cidadãos. Direitos humanos, ao que parece, só dizem respeito aos bandidos e facínoras do Grotão.
Reproduzo matéria do Consultor Jurídico (obrigado, Jair):

O estado de Santa Catarina foi condenado a pagar R$ 10 mil, por danos morais, às famílias de dois policiais militares mortos em serviço. A 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de Santa Catarina manteve sentença da Comarca de Criciúma. O incidente aconteceu quando os policiais Joel Domingos e Sérgio Burati da Silva tentaram impedir um assalto a uma agência bancária.
Apesar de lotados no Departamento de Trânsito da Polícia Militar, deslocaram-se para o banco logo após serem informados do assalto, por rádio. No confronto com os bandidos, acabaram baleados e mortos.
O estado alegou que a culpa foi exclusiva das vítimas. Ao agir fora de suas funções dentro da corporação, atuaram com negligência e imprudência e deram causa à tragédia.
“Ora, sendo policiais militares e tendo, por isso, o dever de garantir a segurança da população, não lhes restava outra saída que não se dirigir ao local do crime para combatê-lo”, pontuou o relator do processo, desembargador Luiz Cézar Medeiros.
O estado, contudo, livrou-se de parte da condenação de primeira instância. Entre outros pontos, foi dispensado do pagamento de pensão alimentícia mensal às famílias, pois estas já possuem o benefício de pensão por morte junto à Previdência Estadual. A decisão foi por maioria de votos.


Com licença, vou buscar um saquinho.

The Killer

Löwith e as ilusões antropocêntricas

O filósofo Karl Löwith (1897-1973), que foi aluno de Husserl e assistente de Heidegger, nunca manifestou muita simpatia pelas ciências naturais, mas aceitou a visão "desencantada" que estas impuseram ao mundo. Rompido o encanto mágico-religioso, com ele se esvai a ilusão antropocêntrica. O homem se sabe imerso na "contingência" e está ciente de sua finitude. Por mais terrível que seja, a morte é apenas um fato natural, como o próprio nascimento: simplesmente acontece, não dependendo em nenhum momento do "espírito" ou da nossa consciência.

É a ilusão antropocêntrica que, segundo Löwith, leva o homem a reduzir o mundo à história humana, tomando esta como única realidade. Mas a verdadeira realidade, para o filósofo, é o universo natural: ilimitado, eterno, indiferente ao nosso sofrimento e às nossas alegrias. Em outras palavras, para o universo - como já havia dito o velho filósofo David Hume - a vida humana é tão importante quanto a de uma ostra (para o universo, bem entendido, mas não para nós).

De Löwith, que eu saiba, há apenas um livro em português: O sentido da história (Lisboa, Edições 70). Está disponível em inglês e italiano a autobiografia que ele escreveu em 1940 (A minha vida na Alemanha antes e depois de 1933). Na obra, há uma série de fotos bastante ilustrativas do "espírito da época", incluindo uma de Heidegger com bigodinho à la Hitler. Perseguido, Löwith refugiou-se no interior do Japão e, depois, nos Estados Unidos. Heidegger não entortou um dedo por seu discípulo.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Mercado X ditadura

Especula-se que a Cuba pós-Fidel seguirá o "caminho" da China: abertura econômica com ditadura política. Ora, se o capitalismo de fato avançar nos dois países, a ditadura não se manterá indefinidamente.

Há conflito entre mercado e ditadura do partido único, como bem demonstrou a implosão da URSS e dos regimes comunistas do Leste europeu. O mercado pressupõe, além de livre iniciativa e de regras claras, uma pluralidade de centros de decisão - coisa absolutamente incompatível com o totalitarismo político.

Claro que isto pode demorar. E qualquer mudança mais profunda gerará, sem dúvida, conflitos internos (que seriam colossais no caso chinês). Basta lembrar a ex-Iugoslávia e vizinhança.

Na China, o capitalismo entrou pelas zonas fronteiriças. Será muito difícil impedir que avance país adentro. E se ele avançar, adeus ditadura. Bem, esta é a minha especulação...

O falastrão II

No retrógrado imaginário cucaracho, sai um falastrão, entra outro. Aqui muito se fala e pouco se faz. Até as utopias são regressivas.

Chavistas querem Obama

Se os "bolivarianos" e a "esquerda" cucaracha em geral gostam de Obama, eis mais uma razão para torcer por McCain para a presidência dos EUA.

E não é chapa-branca?

Não se poderia esperar outra coisa. A TV do Lula confunde propaganda e informação. A poderosa Fundação Banco do Brasil, por exemplo, comparece para mostrar “como a mobilização da comunidade resulta na solução de problemas sociais antigos” (humm).

Aquilo lá não passa de cabidão oficialista. Que o digam Franklin Martins e a Teresona.

O Estadão fez matéria sobre o tema. Com luvas de pelica, claro.

Entrevistas blogueiras

O combativo Nemerson, do Resistência (links), é o entrevistado desta semana no Blog do Adolfo. Como estou na lista, já vou afiando o facão e limpando o revólver...

domingo, 24 de fevereiro de 2008

O sucessor

Observatório vesgo

No OI, os anos 80 ainda não se foram...

Raramente leio o Observatório da Imprensa, mas quando vou lá sempre acho algo para me divertir ou me irritar. Tiradas pré-1989 são fartas em suas páginas. Hoje dei de cara com o artigo de um professor sociólogo, que revela em apenas dois parágrafos todos os seus preconceitos e suas leituras de segunda mão.

O sujeito fala em "agir comunicativo" (hum, insinua ter lido Habermas) e cita Bourdieu (guru dos críticos da mídia) para dizer que os "vícios" do jornalismo brasileiro superam suas "virtudes". E aí descamba para o jargão ideológico típico dos anos 80, acusando a imprensa de ser dócil às "forças políticas conservadoras", obviamente identificadas com o governo FHC, que geriu o "consórcio neoliberal" durante oito anos.

O tom ideológico do discurso sobe ao dividir o Grotão em apenas duas forças em luta: o "campo democrático-popular" (designação que lembra os tempos da Alemanha Oriental) e o "bloco liberal-conservador" (isto é, todos os que não se enquadram no pensamento único neocons, vulgarmente ainda chamado de "esquerda"). E tome-se "práxis social", "matriz político-ideológica", "tessitura de hegemonia" etc. É a facilidade do jargão em detrimento do conceito. Este, claro, exige muito esforço.

Bene, esse linguajar rançoso é comum nas escolinhas de comunicação - só poderia mesmo ser de um professor que é também comunicólogo. E, como essa tigrada forma jornalistas, não é de estranhar que a coisa ande tão mal.

Cito um trecho (e já estou sendo generoso demais):

O agir comunicativo de um jornalista se dá dentro de um espaço estruturado e tenso que Pierre Bourdieu (1930-2002) analisou a partir da noção de campo. No caso brasileiro, sempre é bom lembrar que, mantendo suas especificidades e lógica interna, o jornalismo reproduz as virtudes e os vícios da formação social em que está inserido. E, nesse ponto, os vícios ganham com folga.
A docilidade da grande imprensa no trato com forças políticas conservadoras, em especial com o consórcio neoliberal que esteve à frente do Estado por oito anos, acabou por configurar a internalização de disposições que lhe moldaram tanto a fisionomia quanto a prática. Em outras palavras: o uso do cachimbo deixou a pauta torta, como se pode observar no enfoque do noticiário, bem como na relação com autoridades políticas.
Assim, dependendo da matriz político-ideológica do interlocutor, o tratamento vai da rispidez, quando não agressividade, à reverência que, no limite, vira servilismo. No primeiro caso, se estabelece a estrutura discursiva direcionada para o campo democrático-popular, com destaque para o presidente Lula. No segundo, a mediação simbólica elaborada para representar (e legitimar) os atores do bloco liberal-conservador. A relevância disso é que estamos tratando de práxis social, de tessitura de hegemonia. E o papel da mídia é de uma centralidade inequívoca.
(Aqui).

Pronto, agora só resta pedir um saquinho...

Unb e PT: tudo a ver.

Já disse várias vezes aqui que a atual safra de reitores das universidades federais (felizmente, em fim de mandato) quebrou o decoro acadêmico ao assinar manifesto pela reeleição de Lula -fato sem igual na história do país.

Pois bem, agora fica claro que, pelo menos no caso da Universidade de Brasília, a relação com o PT é íntima: a Finatec das lixeiras de mil reais serviu de fachada para governos petistas contratarem, sem licitação, serviços de um consultor amigo do partido. Valor: 23 milhões de reais.

A gestão Marta Suplício na prefeitura de São Paulo está na lista. Leia aqui.

Este blog tem cartão corporativo

Já que o Grotão virou a casa da Mãe Joana, também exigi um cartão corporativo. Tá bom, tá bom, antes que você fique com inveja, pegue também o seu aqui. Mas, como não somos íntimos do poder, nossos cartões só darão direito a comprar pizzas e tapiocas.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Oscar do Grotão é dos petralhas

Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Cuba: balanço e prognósticos.

Carlos Alberto Montaner faz uma análise dos 50 pavorosos anos da ditadura de Fidel Castro e alguns prognósticos sobre a possíveis mudanças com Raúl Castro no poder. Diz que este, pelo menos, não tem uma visão ideológica dos problemas sociais. É mais prático.

Na análise de Montaner, Raúl ampliará o espaço dos trabalhadores e permitirá o surgimento de pequenas empresas; autorizará as pessoas a comprarem e venderem livremente casas e automóveis; e abrirá Cuba à entrada e saída de cidadãos, incluídos os desportistas. Quanto à democracia, ainda está longe. Não há nenhuma reforma política à vista.

Leia o artigo aqui.

As crianças e a Internet


Fonte: De Rerum Natura (links).

"Idiotia" à portuguesa

Ataque ao blog O Insurgente

Os "idiotas latino-americanos" sempre contaram com irmãos do outro lado do Atlântico. Estes também se dizem de "esquerda", são contra o capitalismo, o "neoliberalismo", os bancos, e, claro, defendem Fidel Castro. Ontem invadiram o blog O Insurgente (que conta com mais de um milhão de acessos) estampando um "manifesto" no linguajar típico desses apologetas da ideologia comuno-fascista.

Minha solidariedade aos bravos insurgentes (lembrando que insurgentes, hoje, são os que defendem a democracia, e não facínoras como os membros das Farc, considerados "insurgentes", por exemplo, pela tigrada que freqüenta o Observatório da Imprensa e, certamente, pelos petralhas).

Cito um trecho do "manifesto":

O inimigo foi derrubado. A maior expressão do que há de mais abjecto no pensamento político e económico em Portugal, manifestado pela internet, não resistiu. O Insurgente capitulou ante a investida da única ideologia que coloca o Ser Humano acima dos interesses mesquinhos do capitalismo imperialista do neoliberalismo mundial: o socialismo. O Insurgente capitulou; comemoremos, camaradas! Não mais assistiremos aqui à defesa mesquinha do livre mercado, que causa desemprego em massa e lucros para os empresários burgueses; da banca nacional e internacional, que viola os cidadãos de bem; do estado mínimo, que beneficia os ricos e deixam os pobres ainda mais miseráveis à mercê de sua própria sorte. Sabemos que o neoliberalismo capitalista é uma pistola fumegante que, nas mãos de um bando guerreiro de foras-da-lei, não hesita em esmagar as soberanias nacionais e a autodeterminação dos povos. Um revólver, apontado às nossas cabeças, paira sobre cada um de nós. E se quem mata é assassino, não esquecerão os juizes que foram os insurgentes a disparar o primeiro tiro.


EM TEMPO: se for brincadeira dos próprios blogueiros, é de extremo mau gosto.

Satã e Pinochet aguardam Fidel

A Veja desta semana vem que vem. Fidel já vai tarde mesmo. O necrológio, inclusive, já foi antecipado nesta semana pela mídia, com o afastamento do ditador, de modo que, quando o morto-vivo enfim baixar aos infernos para se encontrar com todos os ditadores que desgraçaram o mundo.

Choram os representantes da "idiotia latino-americana" no Grotão, muitos deles usufruindo de cartões corporativos. Devem recitar "preces" de frei Betto e do ex-frei Boff - agora cascateiro new-age -, ouvindo Chico Buarque e Mercedes Sosa o dia inteiro. Bem que (se) merecem.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

"My Favorite Things"



Como hoje passo por algum desconforto (resultado de uma pequena cirurgia), deixo vocês na companhia do saxofonista John Coltrane. A música, gravada em 1961, é uma das minhas prediletas e leva justamente o título de "My Favorite Things".

Top secret

Fora com a direção da Petrobras!

Os dirigentes da Petrobras, a começar pelo presidente da própria, Sérgio Gabrielli, já deveriam ter sido afastados dos cargos diante do vergonhoso episódio que marca o monstrengo estatal. A direção, bem à maneira das falecidas estatais soviéticas, tenta botar panos quentes sobre o furto de dados - se é que realmente existiu.

A coisa fede e ninguém investiga. A PF, que até hoje "não descobriu" de onde veio o dinheiro do falso dossiê contra os candidatos tucanos nas últimas eleições, também aqui não descobrirá nada. E a imprensa igualmente não investiga. Afinal, o jornalismo investigativo está morto aqui no Grotão.

Somos um país de palermas.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Túmulo do jornalismo investigativo

Grotão, ano VI da era lulática.

Lei da "prensa" a caminho do fim

Bene, às vezes há boas notícias no Grotão:

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Ayres Britto concedeu parcialmente liminar para a ADPF (Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental) ajuizada pelo PDT, que pedia a revogação da Lei de Imprensa --que regula a liberdade de manifestação do pensamento e de informação-- alegando que ela viola diversos preceitos constitucionais.
A liminar de Ayres Britto suspende a aplicação de parte da Lei de Imprensa. Com isso, processos judiciais e decisões tomadas com base nos artigos da Lei de Imprensa suspensos pela liminar também ficam paralisados até o julgamento do mérito da ação --ainda sem data para ocorrer. (Leia aqui).


Já ministrei aulas de legislação jornalística e sempre abominei a lei de imprensa. Como disse em post abaixo, as motivações de processos contra jornalistas, em geral calcadas em calúnia, injúria e difamação, já são previstas no vetusto Código Penal, dos tempos do Bananão rural, e é o que basta.

Se a questão é o "direito de resposta", que venham outras normas.

Muito mistério e pouco jornalismo

Não rolou a cabeça de ninguém. No petro-escândalo tem mais lama do que se pensa: a Petrobras está sob comando petralha - e, cá pra nós, sempre teve cara de estatal soviética, desde a ditadura. Aquilo lá é a maior caixa preta do Grotão. Privatizem a Monstrobras que não haverá mais mistérios.

É mistério demais e jornalismo de menos. Parece que os jornalistas brasileiros fizeram estágio no Granma. Só dão declaração oficial. Ou, quem sabe, boa parte deles também tenha sido brindada com cartão corporativo.

P.S.: só pra lembrar, a Petrobras matou o jornalista Paulo Francis.

O fantasma e o ventríloquo

O endereço é La Cuba de Castro. (Obrigado, Dantas).

Enfim, um pedido de impeachment.

Não, não é dos deputados, dos senadores, da CNBB, da OAB, da Fiesp e congêneres, todos de espinha dobrada. O pedido é de uma ong (não-governamental mesmo), através do advogado Paulo Magalhães. Trata-se de uma ação popular, via judicial, justamente para não depender do Congresso. São réus: Lula, sua mulher, a filha Lurian e outros beneficiários palacianos.

A ação terá sucesso? Duvido. O Grotão não tem presidente, tem imperador, cuja vontade prevalece sobre todos os outros chamados "poderes". Isto aqui é uma republiqueta latino-americana - que, pelo menos, fala português. Só faltava a gente dizer "pero si, pero no"...

Em Burkina Faso (potência já visitada pelo Pequeno Timoneiro), talvez a coisa funcionasse melhor. Estamos mais para a África do que para o tal "Primeiro Mundo".

Mitos vivos

O cabidão da TV chapa-branca

A TV do Lula não passa de um cabidão para empregar chapas-brancas: permite contratação sem concurso público. É um deboche. Ainda bem que a oposição se mexe.

Como se sabe, a TV está sob o comando de dois notórios chapas-brancas: Franklin Martins, o ministro que foi chutado da Globo, e a cabocla Tereza Cruvinel, que organizava jantares em favor de Lula nos tempos de campanha.

É a isto que muita gente chama de jornalismo.

Delira, tirano!

A população venezuelana é submetida mais uma vez ao delírio de Hugo Chávez. Civis estão fazendo exercícios de artilharia em nome da "soberania nacional".

A coisa leva o nome de "responsabilidade compartilhada". Melhor seria "delírio compartilhado". Pobre Venezuela!

(Na foto, a tigrada brincando de "guerreiro" antiimperialista).

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Uma tarde com Sponholz

Os gatos pingados que se irritam com este blog mordente (gostei, PRA) devem ter estranhado o silêncio de ontem. É que eu e o Aluízio, conforme anunciado em post abaixo, fomos visitar o chargista (arquiteto e professor) Roque Sponholz, em "férias" de quatro dias no Balneário Camboriú. Não puxamos o longo bigode do craque, mas que deu vontade, deu.

Spon e sua mulher, Marilena (a milhões de anos da bruxa Chaui), são pessoas afáveis. Dá para entender o intenso colorido do trabalho dele. Aliás, deles, porque Marilena dá palpites na obra, indica até algumas cores. E adverte sobre algumas frases, resmungaria o marido bigodudo.

Comemos frutos do mar numa surpreendentemente calma Camboriú e conversamos a tarde inteira. O Pequeno Timoneiro e seus "sequazes", pasmem, nem foram malhados o quanto devem ser. Deixaremos isto para o dia-a-dia.

Roque e Marilena são pessoas levíssimas. Obrigado, amigos, voltaremos a nos encontrar.

E, conforme o prometido, bebi as cervejas sozinho, já que Aluízio e Roque são abstêmios (isto é, ex-bebedores). Enquanto sorvo um copo, há dois esperando, um do Aluízio e outro do grande Sponholz. Foi a homenagem prometida.

A foto é do Aluízio (eu compareço com minha densa "cabeleira" zerada): confiram outros flagrantes por lá).

EM TEMPO: Spon sempre foi o chargista dos blogueiros independentes. Agora tem "blogueiro" de jornal utilizando o trabalho dele (o "cubano" Noblat e o Josias, da Folhona, por exemplo). Como eles ganham dinheiro com isto, pertencendo a grandes portais e grupos jornalísticos, deveriam pagar pelo trabalho, ora bolas.

Lugar de cidadão é na cadeia...

...e lugar de assassino, estuprador e traficante é na rua, soltinho da silva. Pois foi isto que fez um juiz do Tocantins libertando 30 monstros ontem. Com o beneplácito do STF, diz ele. (O Selva flagrou bem).

Grotão é nome brando para este esgoto a céu aberto.

Jogatina da corrupção

Mais um joguinho para encher os bolsos dos pistoleiros (chamá-los de "cartolas" é elogio) que comandam o futebol no Grotão. De mim, a Timemania não levará um tostão. Aliás, nem esses times de pernas-de-pau. Entrei num estádio de futebol apenas uma vez, há mais de 30 anos. E não perco tempo vendo jogos na TV. Bleargh! Tenho pouco a ver com a "cultura" grotense mesmo.

A propósito, leia o editorial do Estadão: "Lulomania"

Lei de imprensa? Lixo já.

Enfim, alguém acorda e pede o que já se reivindica há décadas: o fim da Lei de imprensa. Chamada de "entulho ditatorial" nos anos 80, a lei é uma permanente ameaça sobre jornalistas e jornais. E a quem pensa que defendo a total ausência de regras no setor, digo apenas o seguinte: os crimes de calúnia, injúria e difamação - que motivam grande parte das ações judiciais contra a imprensa - são previstos no no vetusto Código Penal. É o que basta. (Reproduzo matéria da Folha).

O PDT ingressou ontem no STF (Supremo Tribunal Federal) com pedido de revogação de toda a Lei de Imprensa, sancionada em fevereiro de 1967 por Castello Branco, primeiro dos generais-presidentes do regime militar (1964-1985).Sob o argumento de que a lei "é incompatível com os tempos democráticos", a ação assinada pelo líder do partido na Câmara, Miro Teixeira (RJ), pede aos ministros, no caso de eles não concordarem com a total revogação, que anulem ou interpretem vários dos 77 artigos da lei.Em vigor há 41 anos, a lei já possui artigos que se tornaram letra morta em decorrência de jurisprudência firmada pelos tribunais superiores com base na Constituição de 1988.Entre eles está o que previa teto de 200 salários mínimos para o pagamento, pelas empresas de comunicação, de indenização por dano moral (os tribunais entendem não haver limite para isso) e o que estabelecia prazo máximo de três meses para o ingresso com ação por dano moral (o entendimento é de que vale o previsto no Código Civil, ou seja, três anos).A leitura da lei 5.250 mostra dispositivos como a possibilidade de censura a espetáculos e diversões públicas e a apreensão e fechamento de jornais que estimulem "a subversão da ordem política e social".No caso da apreensão, a lei dispensa autorização do Judiciário "quando a situação reclamar urgência", relegando ao ministro da Justiça a autoridade para recolher material que considere ofensivo "à moral pública e aos bons costumes" ou estimulador "da subversão à ordem política e social".A ação do PDT aponta que o artigo ainda foi usado em 1989, após a redemocratização do país, quando o então ministro da Justiça, Saulo Ramos, determinou a apreensão dos exemplares do jornal "Pasquim" que traziam a frase do então candidato à Presidência Paulo Maluf ("Estupra, mas não mata"). A decisão foi derrubada pelo STF.Na decisão, o então ministro Carlos Velloso já apontava para a caducidade de alguns artigos da Lei de Imprensa sob o argumento de que a "jurisprudência do Supremo Tribunal é no sentido da revogação automática da lei anterior à Constituição e com esta incompatível".Em outros artigos, a Lei de Imprensa prevê penas de prisão mais duras, para jornalistas, do que as previstas no Código Penal por condenações por crimes contra a honra (calúnia, injúria e difamação).O pedido protocolado ontem pelo PDT tem o nome técnico de "Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental". Até o fechamento desta edição, ainda não havia sido escolhido um ministro-relator.Caso seja revogada em sua totalidade, jornalistas e empresas de comunicação continuariam sujeitas à condenação por crimes contra a honra com base no Código Penal e ao pagamento de indenizações por danos materiais e morais com base no Código Civil e na Constituição.

O fantasma

Um necrológio antecipado

O mais divertido, em relação à renúncia de Fidel Castro, foi ver a mídia tratando a coisa como necrológio. Quando o ditador, enfim, descer aos infernos, teremos um repeteco do que já se leu e viu ontem e hoje. Já gastaram todo o material.

E o Pequeno Timoneiro, cujo partido sempre foi o mais cucaracho do Grotão por amar figuras execráveis como Fidel e Che Guevara, lascou esta: Fidel "é o único mito vivo na história da humanidade". Ora, o que é que se faz com mitos? Os velhos gregos já nos ensinaram há séculos: para alcançar a razão é necessário desvencilhar-se dos mitos.

Mais conhecimento, timoneiro, e menos ideologia.

EM TEMPO: foi ainda mais divertido ver o "revolucionário" comunista agir como monarca, passando o cargo ao irmão senil...

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

O grão de areia tem gente demais

Mark Shuttleworth (foto), milionário da informática nascido na África do Sul, pagou caro para ir ao espaço com os russos. Não viu divindades lá em cima. Viu nosso grão de areia azulado (ver post abaixo) e lhe ocorreu apenas uma coisa: tem gente demais no planetinha. De volta, fez vasectomia. O criativo milionário não deixará herdeiros para passar sua fortuna (enquanto outros, principalmente no Grotão, fazem questão de perpetuar sua miséria).

Eis um legítimo capitalista, liberal e magnânimo com a humanidade, a quem pretende doar o Ubuntu, programa ao qual se dedica (feito a partir da plataforma Linux) e que tem por objetivo derrubar o caríssimo Windows. E ganha muito dinheiro com isso. Ótimo.

Bene, ele viajou para o céu e perguntou: e daí?
A dica é de um amigo. Leia aqui.

EM TEMPO: o sul-africano enxerga bem mais longe que o jornalista Azenha, que "viu o mundo" e não enxerga nada aqui embaixo. Ah, sim, deve ter visto o Lula no "firmamento" e por isso virou chapa-branca...

Ataque à liberdade de expressão

A Igreja Universal, que montou um império midiático nos últimos 30 anos, usa ações judiciais para intimidar jornais e jornalistas. ABI diz que atitude da IURD é uma "grave ameaça". Leia aqui.

Enquanto isso, o "Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação" só se preocupa com a Globo...

Nosso grão de areia

O vídeo disponível aqui mostra quão pequena é a Terra na escala cósmica. Não passa de um pequeno grão de areia perdido num oceano sem praias. Imaginar que tudo isto tenha sido concebido em função da nossa espécie chega a ser patético.

E olha que conhecemos pouco. Há cem bilhões de galáxias por aí.

(Inspirado no De Rerum Natura, links).

Magníficos gastos

Timothy Mulholland, magnífico reitor da Unb, não só tem móveis e carrão de luxo, mas esbanja gastos com cartão corporativo em mercados e lojas de delicatessen. Foram para o ralo 70 mil reais só no ano passado. A Unb e a federal do Piauí são as mais gastonas. Afinal, são dois grandes centros internacionais de produção de ciência e tecnologia...

Nos últimos anos, a UnB tem sido a campeã nos gastos com cartões corporativos entre as universidades e faculdades federais. Em 2007, gastou R$ 1.234.512,42 com os cartões, além de mais R$ 122.225,37 no primeiro mês de 2008, em contas referentes ainda a dezembro do ano passado. A segunda universidade com maior despesas de cartão corporativo é a Federal do Piauí, cujos gastos nem de longe rivalizam com os feitos pela UnB. Em 2007, a Universidade Federal do Piauí gastou R$ 356.772 nos cartões. (Leia aqui).

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Saudades do Velho Oeste

Lá havia lei, juízes e justiça. Vou pedir ajuda ao John Wayne. Melhor que pedir aos universitários.

Bem-vindo, Sponholz!

Roque Sponholz vem hoje para Santa Catarina. Aluízio e eu teremos o prazer de encontrá-lo na terça-feira em Balneário Camboriú, onde passará uns dias. Degustaremos camarões com o chargista preferido da internet, um dos raros humoristas que não virou chapa-branca. Bene, como os dois são (isto é, viraram)absenteístas, cabe a mim encarar os choppes.

Faça uma boa viagem, caro amigo, e esteja certo de que, Aluízio de um lado e eu do outro, puxaremos suas longas suiças...

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Tá gordo? Então vá para a biblioteca...

Pegue o livro mais alentado. A leitura de um de 800 páginas, por exemplo, pode consumir 1000 calorias.

Bene, a pesquisa foi feita a pedido de uma rede de livrarias...

Tiranete do PR processa rádio

A última do tiranete "bolivariano" do Paraná, Roberto Requião: abriu processo contra um dono de rádio e um jornalista. Motivo: não gostou da entrevista que a Bandnews FM fez com um senador paraguaio que denunciou ingerência de Requião nas eleições de lá, além de acusá-lo de atos criminosos.

O senador é Juan Carlos Galaverna, líder do governo de Nicanor Duarte no Congresso. Ele declarou "haver indícios" de que Requião faz "lavagem de dinheiro, trafica drogas e contrabandeia soja." (Leia na Folha).

Surto

Essa foi a cara que a vaquinha fez ao ver uma turba do MST invadindo a fazenda.

Lulatur

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

O cientista Lulinha

O filho mais velho do Pequeno Timoneiro, que se tornou milionário no ramo da telefonia depois que o pai virou presidente, agora voltou a ser biólogo. Só para acompanhar o passeio da família à Antártida. Sim, sim, ele tem "interesse científico". Saquinho, por favor.

Bene, como hoje ando muito malvado, aí vai: que a família real encontre muito mau tempo e icebergs pelo caminho.

Ptrodoxos

Shikida, do De Gustibus, dá uma curta entrevista ao Blog do Adolfo. A pterodoxia, diz ele, "reúne a fina flor do que há de mais improdutivo em economia: aqueles que não têm idéias e escondem isto de todos." Leia aqui.

Agora já é caso de impeachment


Essa gentalha nunca diferenciou público de privado. Depois dessa aí embaixo (na Folha de hoje), não resta outra saída: limpeza geral no Palácio do Planalto.


Dirigentes regionais do PT estão entre os usuários de cartões corporativos do governo federal, incluindo três tesoureiros de diretórios estaduais. Pelo menos mais sete integrantes de executivas ou diretórios petistas, além de um ex-prefeito e de três candidatos a deputado estadual em 2006, estão entre os encarregados por diversos ministérios de fazer saques e comprarem com os cartões. Um deles, candidato em Alagoas, sacou 41% do total do ano nas três semanas que antecederam a campanha.Levantamento feito pela Folha com base em dados do Siafi (sistema de acompanhamento de gastos do governo) pela assessoria de Orçamento do DEM identificou 46 petistas em cargos de confiança em oito ministérios e na Presidência que usaram cartões de 2005 a 2007. Neste período, gastaram R$ 719 mil -61,5% em compras e 38,5% em saques. O uso dos cartões por pessoas comprometidas com a política partidária não é ilegal, mas pode dar margem a conflitos de interesse. Um exemplo ocorre no Amazonas, onde o superintendente estadual da Secretaria da Pesca, Estevam Ferreira da Costa, usa cartão corporativo para cuidar das finanças da pasta de segunda a sexta, das 9h às 17h. Encerrado o expediente, Costa, tesoureiro estadual desde 2001, dirige-se ao diretório do PT em Manaus onde, das 18h às 19h, trata do dinheiro do partido. "Passo uma hora por dia trabalhando para o PT", diz ele, que sacou R$ 8.900 com cartão em 2007. A maior parte, segundo ele, para comprar combustível para barcos.Em Tocantins, o tesoureiro estadual do PT Leontino Pereira de Sousa usa intervalos no trabalho como delegado estadual do Ministério do Desenvolvimento Agrário para resolver problemas do partido. "Aproveito a hora do almoço para pagar contas do PT." Sousa gastou, em 2007, R$ 3.889 com cartão, 89% em saques.Em Goiás, a tesoureira do PT até dezembro era Laisy Moriere, a principal responsável na Secretaria de Políticas para Mulheres por organizar as viagens da ministra Nilcéa Freire. É ela quem paga hotéis e restaurantes, com o cartão.A dupla função é conseqüência do loteamento da administração federal. Conforme revelou a Folha no domingo, 44% dos cartões estão com funcionários comissionados, muitos deles, indicações políticas.A maioria dos militantes petistas ocupa gerências estaduais da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, cujo titular, Altemir Gregolin, é um dos ministros que têm gastos com cartão investigados. Há também exemplos em Desenvolvimento Agrário, Minas e Energia, Trabalho, Agricultura, Integração Nacional e na Secretaria de Políticas para Mulheres. Além dos tesoureiros, há petistas com cartão em cargos como secretário de Formação Política, de Organização, de Assuntos Sindicais e de Assuntos Agrários -todas posições estratégicas. Nas eleições de 2006, ao menos três petistas com cartão corporativo tentaram a sorte para Assembléias. Apenas um se elegeu.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Direto das catacumbas

Cadê o Psol da estridente candidata presidencial Heloísa Helena? E cadê a própria? Não se manifestam contra nem a favor de nada. Há meses que o partido co-fundado pelo terrorista italiano Achile Lollo (que incinerou uma família e fugiu para o Grotão) não aparece. Criticar Lula? É fazer o jogo da "reação". Bene, mas talvez os militantes não desconheçam cartões corporativos...

O partido, ao que parece, pretende recuperar a suposta "pureza" que o petismo perdeu lá atrás, como se o lulo-sindicalismo pudesse ter outra carranca que não a tosca ideologia do arrivismo e da lambança. Patético.

Não entendo até hoje por que razão um amigo que julgo inteligente votou na freirinha "esquerdista" para presidente. E confesso um desejo: gostaria de ver uma luta livre entre as jararacas Heloísa e Ideliiii. O juiz poderia ser algum desses intelectuais da sempre esnobe "esquerda" paulistana.

P.S.: este blog mordente (obrigado, Paulo R. Almeida) acha que aqui em SC tem até cartunista - psolista, óbvio - com cartão corporativo...

Lamúrias pós-modernas contra a ciência e a técnica

Juntou-se gente da França e de Portugal. Dizem-se "cientistas da vida", mas cheiram a charlatanismo. Não poderia faltar na mesa o vetusto sociólogo Boaventura Santos, o primeiro - e, espero, último - "pós-moderno" português, todos contra a exótica "mercadorização do conhecimento".

Na berlinda, claro, os medicamentos. E dá-lhe falação sobre "ética". Ninguém disse que as ditaduras, que só levam miséria ao mundo, são insalubres sob quaisquer pontos de vista. Nem disse que, onde falta mercado e concorrência, há pouco conhecimento (o trololó está aqui).

Viva a benzedura!

P.S.: Boaventura não escreve mais na Folhona? Huuumm...não será por falta de editores "pós-modernos"...

Gato por lebre

O ministro da Agricultura, Reinold Stephanes, disse que a carne mandada para a Europa não tinha controle. Ora, ora, que novidade. Então os europeus foram malhados por dizer a verdade.

Nota pessoal: já estou me afastando das carnes faz tempo. Não por prevenção ideológico-vergolenga, mas porque meu paladar já não consegue distinguir um minhon (não me exijam escrever "mignon") de uma picanha. É tudo aquela nhaca homogeneizada. Ainda não perdi o paladar, os criadores é que vão roçar a bunda nas ortiguinhas da pastagem (rosetas, como dizem nos matões de SC).

Topo um "Sashimi". E que venham as pauladas (ou os convites).

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Tucano ao forno

Como diz o Sponholz, os petralhas tiveram oito anos para investigar FHC e não o fizeram. Agora, a cada denúncia (e bota profusão de denúncias nisto!) contra o governo do Pequeno Timoneiro, vêm com a conversa mole de regredir ao passado. Que fique bem claro: quem está sob investigação permanente é Lula, não FHC ou Pedro Álvares Cabral.

E os tucanos meteram os pés pelas mãos na CPI de araque. Não será uma CPI da pizza, mas do tucano assado. Vão ser ineptos assim lá em Pindamonhangaba.

MST em ação

Churrasco é o que não falta nas fazendas invadidas pelo MST. Tudo com as bênçãos de bispos como D. Saracho (da CPT de São Paulo) - que, aliás, deveria ser processado por incentivo ao crime.
***
EM TEMPO: o bispo falou e os capangas de José Rainha atenderam: acabam de invadir mais uma fazenda (a 19a.) no Pontal do Paranapanema. E eis a ficha do bispo basco.

Togas corporativas

Também no Judiciário os saques via cartão corporativo passaram do milhão. A campeã é a Justiça do Trabalho. É muita "despesa imediata"...
Leia aqui.

Uma história da ficção

Num pequeno artigo, o escritor peruano Mário Vargas Llosa traça a fascinante história da ficção. (Com minha homenagem à Maria).

Mandem para o Vaticano

Parece estar em curso na TV uma campanha pela adoção de menores. O jornal da rede Globo, agora à tarde, revelou que chega a 80 mil o número de crianças vivendo em abrigos de menores mantidos pelo Estado e por uma ou outra entidade, religiosa ou não. São crianças abandonadas pelos pais, filhas da miséria e da droga, que sofreram abusos e violência etc. Falando claramente: são filhos de pais irresponsáveis, que de humanos têm apenas a aparência.

E não se pode falar em controle de natalidade, legalização do aborto, políticas de esterilização. No Grotão, a Igreja católica e seus fiéis - supostamente moderados - caem de pau em qualquer iniciativa. Ela proíbe o uso de camisinha ou qualquer outro método de contracepção, coisa que nem os católicos seguem à risca. Mas isto não impede a instituição Igreja de tentar impor a proibição a todo o país, invadindo a esfera secular - onde o que conta é a liberdade e a responsabilidade de cada um.

Com as campanhas hipócritas que faz, a Igreja católica é uma das maiores responsáveis por essa desgraça. Sugiro, então, que as crianças abandonadas sejam postas aos cuidados do Vaticano, sob a responsabilidade direta de Bento XVI - porque deixá-las sob os "cuidados" de ongs como a do padre petralha Lancellotti, por exemplo, é um perigo...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Chega de sigilo!

É incentivo à roubalheira

Agiu bem o PPS ao entrar com ação no STF contra a manutenção do sigilo sobre a gastança feita pelo Pequeno Timoneiro e seus acólitos com os cartões corporativos. É outro partido que busca se inovar. Jogou no lixo a foice e o martelo (símbolos primitivos) e, com eles, o pesado fardo do comunismo.

Pelo menos alguém se mexe contra mais este escândalo que o governo e seus aliados tentam acobertar, agora com o precioso auxílio dos tucanos. Aliás, trata-se de um governo que só se mantém porque o paquidérmico PMDB, hoje o maior representante do patrimonialismo grotense, segura a tampa do esgoto.

Leia aqui.

Fritz Müller, o "príncipe dos observadores".

No aniversário de Charles Darwin, é bom trazer à lembrança o alemão-brasileiro Fritz Müller, a quem o pai da teoria da evolução chamava de "príncipe dos observadores". Sim, o velho Fritz, perdido nas matas do Vale do Itajaí (em Blumenau e adjacências), mantinha correspondência com Darwin, enviando-lhe as descobertas que fazia. Em correspondência de 1867, Darwin lhe escreveu: "Espero que o senhor mantenha o registro de todas as suas variadas observações, para que no futuro possa publicar um maravilhoso livro."

Fritz escreveu um opúsculo intitulado Für Darwin, publicado em Leipzig, em 1864. Ele escolheu os crustáceos para testar a seleção natural. Os resultados entusiasmaram Darwin.

Johann Friedrich Theodor Müller nasceu em 31 de março de 1822, na pequena Windischholhausen, próximo a Erfurt, na Turíngia. Formou-se em filosofia e medicina, mas não colou grau como médico por discordar do juramento a ser feito, que incluía conteúdo religioso incompatível com suas convicções pessoais. Viveu em Santa Catarina como colono e cientista (a foto acima diz tudo), exepcionalmente atuando como médico. Morreu em 21 de maio de 1897, aos 75 anos, em Blumenau. A casa onde morava (foto) abriga hoje um pequeno museu, com alguns de seus pertences, instrumentos e coleções de insetos.

Em 1997, a Fundação Cultural de Blumenau publicou um livro com a correspondência entre Müller e Darwin, sob o título Dear Mr. Darwin, trabalho do médico Cezar Zillig. Trata-se de uma bela edição, com fotos e ilustrações, mas faltou uma boa revisão.


Tributo a Charles Darwin

Charles Darwin nasceu em Shrewsbury (Inglaterra), em 12 de fevereiro de 1809. Em sua homenagem, uma exposição percorreu o mundo no ano passado (tive a oportunidade de ver a versão brasileira na querida São Paulo, ano passado, no Masp). Um resumo de sua vida e sua obra (com textos, fotos e vídeos) está disponível no Museu Americano de História Natural.

Darwin revolucionou as ciências naturais e a história da humanidade, mas ainda hoje tem inimigos. É rejeitado pelo criacionismo, que lhe dá combate sem tréguas. Para estes inimigos, que põem a Bíblia acima das ciências, vale o que ele escreveu em sua Autobiografia, escrita em 1876:

O antigo argumento do plano da natureza, tal como exposto por Paley, e que antes me parecia tão conclusivo, cai por terra, agora que a lei da seleção natural foi descoberta. Já não podemos argumentar, por exemplo, que a bela articulação de uma concha bivalve deve ter sido feita por um ser inteligente, do mesmo modo que o homem criou as dobradiças das portas. Parece haver tão pouco planejamento na variabilidade dos seres orgânicos e na ação da seleção natural quanto na direção em que sopra o vento. Tudo na natureza é resultado de leis fixas.

A Autobiografia, aliás, é uma boa introdução ao pensamento de Darwin. Há tradução brasileira, da editora Contraponto, RJ, 2000.

Cadê o procurador-geral da República?

Será que o homem que denunciou os 40 ladrões do mensalão ainda não voltou da praia? Vai ficar quietinho diante da farra com o dinheiro público promovida pelo governo do Pequeno Timoneiro?

PT e PSDB, os neocons do Grotão, já fizeram acordão para tapar o esgoto dos cartões corporativos. A mídia agiu, nesta segunda-feira, como se fosse um sábado véspera de feriado prolongado. Investigação, bah, nada além daquela que foi levantada pelo blog Coturno Noturno.

Não teremos oposição à altura nem desta vez? Em qualquer país civilizado essa tigrada já estaria na rua. Aqui, obviamente, não se espera nada semelhante, mas vão fazer de conta que nada aconteceu?

Voltando ao MP: não é dever de ofício que o procurador se manifeste? Alô, Dr. Antonio Fernando Barros e Silva de Souza!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Os neocons do Grotão

Não se iludam: são o PT e o PSDB.

Quem segue este blog há tempo sabe que considero ultrapassada a dicotomia "esquerda"/"direita" depois do desmoronamento do socialismo/comunismo. Já escrevi aqui que o divisor de águas entre as diversas posições é a democracia e a defesa das instituições democráticas. Fora disso, só há autoritários e ditatoriais, à "esquerda" e à "direita". Na América Latina, são os estatistas de várias tendências. Nenhum deles foge do patrimonialismo.

Os neocons "esquerdistas" são maniqueístas, incapazes da inovação que buscam partidos por eles considerados à "direita", como o ex-PFL, hoje Dem. Como vivem do passado, sempre glorificado inclusive nos erros, consideram impossível que os outros evoluam. Medem o mundo a partir de seu próprio nariz de Pinóquio.

Se alguém - ainda que envergonhadamente - me diz que é "de esquerda", eis aí um neoconservador à brasileira. Algum privilégio ele usufrui, mesmo que não seja um cartão corporativo nem pertença a uma Ong regada a dinheiro público. E nem precisa andar por aí como novo rico de carrão importado, coisa comum entre os neocons que se julgam revolucionários.

O acordão feito no Senado entre o governo e o PSDB a respeito das investigações sobre o uso de cartões é uma prova da aliança neocons. Preservar Lula e, talvez, os governos tucanos.

Ah, antes que me esqueça, uma coisa a mais as duas agremiações têm em comum: são profundamente antiliberais (quer se auto-proclamem socialistas ou social-democratas).

Socialismo lulo-sindicalista

As falsas Ongs e seus bilhões

Além do cartão corporativo, o que mais proliferou no país desde que Lula chegou ao poder foram as organizações não-governamentais (as famigeradas Ongs). Nome de fachada porque, na verdade, elas são mais governamentais que muitas instituições do próprio governo (veja alguns exemplos).

Já morderam 10 bilhões dos cofres públicos - sem qualquer controle ou fiscalização. Aliás, alguém conhece uma ong que mereça o nome?

Adelante, CPI!

Roubocard

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Um blog atento

O Blog Democrata (links), citado pela Veja desta semana, menciona este blog, entre outros, como uma de suas fontes na internet. Agradeço a lembrança.

De minha parte, considero o Dem o único partido que percebeu a importância da internet. Os outros ainda subestimam a rede.

Que bons ventos conduzam o partido no novo rumo que os jovens líderes tentam implantar. E que eles façam oposição de fato.

Leia aqui.

Justiça social, igualitarismo etc.

"Justiça social" e igualitarismo são expressões recorrentes entre os pretensos revolucionários brasileiros contrários ao capitalismo e ao liberalismo, que nem sequer existem efetivamente por aqui. Estão mais próximos da "teologia da libertação" dos padres católicos - fundadora do MST e ainda fortíssima no sul do Brasil - que do velho ideário socialista do século XIX, Marx inclusive (aliás, um desconhecido). O "marxismo" da tigrada é roceiro: Mao, Fidel, Guevara e outros místicos mais ou menos sanguinários.

Eles não falam em produzir, mas em distribuir. Produzir para gerar lucro? Coisa do tinhoso! A ordem é distribuir o que existe, produzindo só para o consumo interno e nivelando a economia por baixo. Globalização? É Satã de novo.

Para eles, um trecho de O caminho da servidão, de Hayek (que horror, um liberal!):

Se quisermos realizar uma distribuição da renda conforme as idéias correntes de justiça social, torna-se imperativo centralizar a direção da atividade econômica. Conseqüentemente, a "planificação" é desejada por todos os que exigem que a "produção para o consumo" substitua a produção orientada para o lucro. Mas esta planificação não será menos indispensável se a distribuição da renda for efetuada de modo oposto ao que reputamos justo. Se pretendêssemos, por exemplo, que uma elite racial, os nórdicos, os membros de um partido ou uma aristocracia fossem beneficiados por uma maior parcela de bens e amenidades, os métodos que seríamos obrigados a empregar seriam os mesmos que empregaríamos para assegurar uma distribuição igualitária.

Divirtam-se. E não me venham com a Bíblia na mão, nem com o manualzinho dos partidos "esquerdistas".

Transparência seletiva