segunda-feira, 31 de março de 2008
Campo e classes médias contra o socialismo dos Kirchner
Por ejemplo habló de redistribuir: que cualquiera que gane dinero trabajando será, a partir de ahora y por la simple decisión de un ministro, sin pasar por el Parlamento, despojado de sus "ganancias excesivas" , robado en nombre de le "redistribución" de la renta. Este es el verdadero Socialismo siglo 21: que trabajen los del campo, que después venimos nosotros y nos quedamos con el 47% de su renta "para distribuirla": 10 pa mi, uno pal pobre. Un socialismo que pretende que los tipos laburen , inviertan, se banquen los problemas y después pasa a cobrar la mitad, "para redistribuir": sin Revolución violenta, sin toma del Palacio de Invierno, sin Guerra Revolucionaria maoísta, sin Guerrilla castrista: sin gastar un solo tiro los K pretenden transferir enormes sumas hacia sus "beneficiarios": intendentes, diputados, consejales, gobernadores, piqueteros amigos, cuentas privadas, planes para desocupados, etc. (Continua no blog Monología).
Notícias também no jornal Clarín. Não procure na imprensa grotense, mais preocupada em cobrir os discursos do palanqueiro Lula.
As queixas do tampinha 2
Iván Márquez, sucessor do barbudo tampinha Raúl Reyes na secretaria das Farc, aparece para se queixar que foi um míssil norte-americano que destruiu o acampamento dos terroristas. O seqüestrador declarou que não se ouviu nem helicópteros nem aviões na noite em que o chefete foi despachado para o inferno. Tanto melhor. É assim que se deve combater seqüestradores, estupradores e narcotraficantes que posam de "insurgentes".
Pena que não tenha sido bomba de napalm...
Leia aqui.
Idolatria do pobrismo
Nem sempre a fortuna dos impostos é a felicidade dos cidadãos. Na maior parte das vezes, o contrário é o verdadeiro. Como não poderia deixar de ser num governo que não consegue equacionar os seus gastos, novos tributos surgem no horizonte, tanto mais imprevisíveis quanto mais se apresentam sob a forma do politicamente correto. Se há algo em que este governo tem sido bem-sucedido é em recorrer a uma argumentação de tipo social, insistindo que busca somente o contentamento dos desvalidos. Esconde, assim, não apenas a sua própria incompetência no trato da coisa pública, como, de forma mais abrangente, oculta o processo de burocratização da sociedade e de fortalecimento da própria máquina estatal. O Estado se torna cada vez mais refém das corporações sindicais, dos movimentos sociais e do PT. Considerando que a partidarização e a sindicalização do Estado não são bem vendáveis junto à opinião pública, o governo lança mão de artifícios retóricos, utilizando-se da demagogia.
Em relação aos impostos, apenas repito o que disse em posts abaixo: a classe média banca o Estado e é demonizada por picaretas que vivem de Ongs e movimentos à sombra do Estado, mas à margem da lei. Hoje, quanto mais fora-da-lei, mais estatal. Vide MST e seus acólitos.
P.S.: por sinal, a revista Época, na reportagem "O movimento dos sem-rumo", enfim mostra o que sempre foi dito aqui: que o MST já não pensa em reforma agrária (extemporânea, uma vez que 87 por cento da população é urbana), mas elege como inimigo a economia de mercado e as empresas privatizadas, como a Vale do Rio Doce. Em poucas palavras, é um partido político nos antigos moldes do comunismo. D. Tomás Balduíno, patrono do exército de Stédile, já ordenou isto faz tempo, promovendo ataques à pesquisa científica e ao "demoníaco" agronegócio.
Bandidagem na política
A cúpula do crime organizado quer ter representação política. Depois de entrar no tráfico internacional de drogas, o Primeiro Comando da Capital (PCC) quer se aproximar dos partidos políticos e financiar campanhas eleitorais. Seus líderes consideram que a “família” pode garantir muitos votos aos seus escolhidos e tem capacidade de mobilização em dez Estados. “Muitos partidos políticos não têm essa força”, afirmou Daniel Vinícius Canônico, o Cego, porta-voz do líder máximo da organização, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. (Continua).
O Tibete é estratégico para a China
O forte crescimento econômico do Tibete na última década - média de 12% ao ano - beneficiou principalmente os chineses da etnia han e marginalizou os tibetanos. Isso, aliado à forte repressão política, foi a origem dos protestos dos dias 14 e 15 de março em Lhasa, na opinião de Andrew Martin Fischer, da London School of Economics. Segundo ele, a estratégia de Pequim para a região é de assimilação - os tibetanos são forçados a se “achinesar” se quiserem se integrar ao sistema econômico. O Tibete é estratégico para Pequim por abrigar o platô Qinghai-Tibete, uma fonte crucial de abastecimento para o país - cujas outras reservas são escassas e mal distribuídas. Além disso, o território abriga o maior depósito de cobre da China e também é rico em minas de ferro, chumbo, zinco e cádmio - necessários para alimentar o voraz crescimento econômico da indústria chinesa.
Leia a entrevista aqui.
domingo, 30 de março de 2008
E queriam ajuda do PIG...
Pergunto aos leitores: em qual país democrático e civilizado a saída de um jornalista do peso de Paulo Henrique Amorim de um portal da importância do iG seria ignorada pelo resto da mídia? Na imprensa, a notícia só mereceu uma lacônica nota na Folha de S.Paulo, no vídeo o registro pela TV Senado de um discurso do senador Inácio Arruda, do PCdoB do Ceará, a lamentar o episódio e solidarizar-se com Amorim.
O resto da coisa pode ser lido aqui.
A classe C no "paraíso" grotense
Pois é, a Veja desta semana parece comemorar o rumo do Grotão ao "paraíso". Cito a apresentação da matéria (cujo tom é quase triunfalista), "Ela empurra o crescimento": Em dois anos, 20 milhões de brasileiros saíram da pobreza e emergiram para a classe C. Esse fenômeno catapultou o consumo e expandiu a classe média, deixando o país a um salto do desenvolvimento.
A pesquisa foi feita por um tal Observador 2008, a pedido de um banco francês. Parece mesmo coisa de Paris. Aqui, só vejo a classe média despencando, esfolada pelos impostos. O que está havendo é um nivelamento por baixo, bem no estilo socialista.
A revista não menciona o declínio das classes A e B, que o Zappi flagrou numa matéria publicada em O Globo na semana passada. Cito um trecho:
Tenho a prova, finalmente, de que a política do PT está causando a cubanização da população brasileira. Neste estudo, a população brasileira foi dividida entre classes A/B, C, D e E. Notem bem: a classe A/B perdeu renda. Isso é alardeado como um progresso pelo governo brasileiro, mas qual afinal é a definição que eles usam para classe A/B? A renda média neste segmento é de míseros R$2200 por mês. Só para comparar, a classe baixa na Austrália tem um rendimento superior a R$6000 por mês! O que é pior, a renda média das classes A/B caiu mais de 10% desde 2005.
Se a classe média já não pode assinar a Veja e os jornais, e eles não percebem isto, que fiquem com as classes C, D, E, F etc. O lulismo terá um terceiro mandato, com ou sem o Pequeno Timoneiro. Caminhamos para um partido único com várias siglas. A bandeira é a de sempre: o patrimonialismo.
(Para assinantes).
Classe média sustenta o Estado-larápio
O Grotão só é bom para os ricos e os pobres. Quanto aos do meio, pagam o pato, sugados de canudinho pelo Estado patrimonialista. (Leia aqui).
Ação contra o palanqueiro no TSE
Os democratas entram com ação amanhã no TSE. A reportagem é de Luiz Orlando Carneiro, do JB:
O advogado Admar Gonzaga, do DEM, deve ajuizar, amanhã, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), representação para abertura de investigação judicial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por uso indevido de palanques, em cerimônias oficiais, para fazer propaganda eleitoral camuflada com vistas ao pleito municipal de outubro. De acordo com a legislação e normas específicas, a propaganda eleitoral deste ano só será permitida a partir de 6 de julho.
O advogado contratado pelo partido oposicionista disse ao JB que já tem esboçada a petição (com pedido de liminar) à qual dará forma final neste fim de semana. Segundo Admar Gonzaga, o presidente Lula tem aproveitado solenidades de lançamentos de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para atacar, sistematicamente, os que lhe fazem oposição, muitas vezes na companhia de políticos pré-candidatos às eleições de outubro próximo, como ocorreu em Fortaleza, no dia 28 de fevereiro, quando fez pronunciamento de conteúdo eminentemente político, num estádio, ao lado da prefeita Luizianne Lins (PT), que vai concorrer à reeleição.
– Estamos assistindo à utilização da máquina pública para a promoção de aliados e para ataques contundentes à oposição – afirma o advogado do DEM. – Além disso, sentido-se solto para prosseguir no descumprimento da legislação eleitoral, já se vê o palanque montado, com dinheiro público, a pretexto de lançamento do programa "Territórios da cidadania" em variados lugares, para o lançamento de candidatura presidencial para 2010.
E conclui: "A ilegalidade da atuação é flagrante e esbarra em diversos dispositivos da legislação, que vai da propaganda eleitoral antecipada, passa pelo abuso do poder político e chega àquilo que a Lei 11.300/06 consignou como conduta de alta gravidade, qual seja, a distribuição gratuita de benefícios pela administração pública em ano eleitoral".
A Lei 11.300 tornou mais rígidas as regras da chamada Lei Eleitoral (9.504/97), e o advogado refere-se ao dispositivo que proíbe, em ano eleitoral, a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública, "exceto nos casos de calamidade pública ou de programas sociais autorizados em lei".
Para o advogado do DEM, está havendo uma "congregação" de programas diversos no chamado PAC, com objetivos "nitidamente eleitoreiros".
***
Marquetagem e propaganda é com os petralhas: eles vendem bem sua incompetência e arrivismo.
sábado, 29 de março de 2008
O mito do Dalai Lama
O texto a seguir é uma colaboração de Antonio Sergio Ferreira Baptista, médico em Joinville (SC).Com o conflito nas ruas de Lhasa, o Tibete voltou a ser o centro das atenções recentemente. Clamores pela libertação do país, idealizado como um Shangri-la, invadiram a mídia, mas este Tibete ilusório tem pouco a ver com a realidade histórica.
O povo tibetano é apenas uma das 56 minorias existentes na China, onde a maior parte da população é Han. Dentro do Tibete, além dos tibetanos, há outras nacionalidades, como os Moinbas, Lopas, Naxis, Huis, Dengs e Xiaerbas. Claro que só os tibetanos são estrelas em Hollywood, ou melhor, somente a antiga elite e seu “Deus-Rei”, o Dalai Lama.
O Tibete começou a se assemelhar a um Estado por volta do século VII com a adoção de um monarca, uma religião associada ao governo e uma linguagem escrita. Quinhentos anos depois, Genghis Khan e os mongóis conquistaram a China e o Tibete, fundando a dinastia Yuan e aliando-se à seita Gelupga do budismo tibetano, numa relação em que os mongóis ofereciam proteção militar em troca de orientação espiritual. Os monges também criaram o status de Dalai Lama. Conseqüentemente, o Tibete veio a se tornar parte do Estado chinês, embora um estado chinês governado por mongóis.
A dinastia étnica Manchu Qing (1644-1912) incorporou o Tibete à Grande China administrando-o através de um comissariado que, na realidade, raramente se envolvia nos assuntos tibetanos, ocasionalmente enviando exércitos para defendê-lo contra invasões estrangeiras.
No final do século XIX e início do século XX, o Tibete se tornou um joguete entre o imperialismo britânico e russo, culminando com o envio de uma força militar que o colocou sob influência britânica.
Com o colapso da dinastia Qing, em 1912, diversas partes do império chinês, incluindo o Tibete, tornaram-se de fato independentes até 1949. Embora tenha tido todos os atributos de um estado independente (incluindo moeda, exército, relações exteriores e um governo), nunca teve uma independência de jure, pois numerosos tratados internacionais reconheciam apenas a suserania sobre todo o Tibete.
Após a chegada ao poder do Partido Comunista Chinês, um governo central forte foi restabelecido na China, junto com uma determinação de retomar os territórios da antiga dinastia Qing, evoluindo com a integração total do Tibete à China em 1951.
No final de 1956, tibetanos armados emboscaram comboios do exército chinês, com ampla assistência da CIA, que incluía treinamento militar, apoio em bases militares no Nepal e suprimentos jogados de aviões. Enquanto isso, nos EUA a American Society for a Free Ásia (também financiada pela velha CIA) dava publicidade à causa da resistência tibetana, com o irmão mais velho do Dalai Lama, Thubtan Norbu, participando ativamente desta organização.
O outro irmão, Gyalo Thondup, organizava, juntamente com a CIA, operações de inteligência desde o início da década de 50, mais tarde formando unidades de guerrilheiros cujos recrutas eram enviados de pára-quedas ao Tibete (mais de 700 destes vôos foram feitos em 1950, de acordo com os Pentagon Papers). Muitos destes comandos e agentes eram chefes de clãs aristocráticos ou filhos destes. Muitos lamas e membros da elite, bem como do exército tibetano, juntaram-se aos insurgentes, mas a maioria da população não, assegurando assim o seu fracasso (Hugh Deane, “The Cold War in Tibet” – CovertAction Quaterly – winter 1987; à mesma conclusão chegaram Ginsburg e Mathos - “Comunist China and Tibet”, 1964). Logo após, o controle da China era total.
Em 1961 as autoridades chinesas expropriaram as terras dos latifundiários e lamas e as distribuíram aos camponeses. Incentivos à pecuária e à irrigação foram implementados e a introdução de novas variedades de vegetais, trigo e cevada trouxeram benefícios à produção. Escolas, hospitais, estradas, redes de eletricidade e água corrente supriram muitas das deficiências antigas do velho Tibete (Greene, “A Curtain of Ignorance” e A.Tom Grunfeld, “The Making of Modern Tibet”, 1996). Porém, durante a Revolução Cultural, um autêntico genocídio cultural assolou o Tibete, incluindo a destruição de vários templos religiosos, repressão e prisão de dissidentes, com repercussões até hoje.
Muitos afirmam que, antes da invasão chinesa, em 1959, o velho Tibete era um reino orientado espiritualmente, livre do estilo de vida egoísta, do materialismo vazio e dos vícios corruptores das modernas sociedades industriais ocidentais. Um verdadeiro Shangri-la. Nas palavras do atual Dalai Lama: “Desfrutávamos de liberdade e contentamento”. Mas a realidade sugere um quadro um pouco diferente.
Apesar dos livros de James Hilton (Horizonte Perdido) e de Heinrich Harrer (Sete Anos no Tibete) promoverem uma visão romântica do Tibete, este era, em 1940, uma região sem estradas, somente com trilhas para cavalos e praticamente intocada pela industrialização. Os paralelos entre o Tibete e a Europa medieval eram marcantes (A.Tom.Grunfeld – “The Making of Modern Tibet", 1996). Consistia no território de “U”, onde o Dalai Lama dominava, e no território de Tsang, onde mandava o Panchen Lama. Os que clamam pelo “Grande Tibete” referem-se ao Tibete incluindo grandes partes de províncias adjacentes: Sichuan, Yunnan, Gansu e Quinghai (também a Bacia de Tsaidam, rica em petróleo). Abaixo do Dalai Lama havia os membros da aristocracia (proprietários de terras que, em sua maioria, descendiam dos antigos monarcas tibetanos antes da invasão mongol), e a maior parte da população era de servos, com uma pequena parte, cerca de 5%, de escravos da nobreza.
Em seu livro (com prefácio do Dalai Lama) “Tears of Blood – A Cry for Tibet”, Mary Craig descreve que o Tibete “era uma sociedade feudal medieval e, trabalhando para as propriedades do governo, nos latifúndios dos monastérios ou nas terras das duzentas e poucas famílias aristocráticas, o camponês tibetano, inegavelmente, pertencia ao seu senhor. Tinha que produzir uma quantidade de trabalho compulsório em troca de seu pequeno pedaço de terra e dar a maior parte de suas colheitas ao seu senhor, ficando apenas com o mínimo para sua subsistência e de sua família. O senhor (incluindo também os Lamas) não só tinha o direito de exigir as taxas que quisesse, como também de impor punições cruéis para os que não o obedeciam. Pena de morte e amputação de membros eram comuns em algumas regiões”. As mulheres eram consideradas inferiores aos homens e a poliandria e a poligamia eram comuns. O budismo era utilizado pelo Dalai Lama e o Panchen Lama para oprimir os servos. Enquanto isso, o Dalai Lama vivia no palácio Potala, de 14 andares, com 1000 aposentos e seu séquito de escravos.
Antecessores do atual Dalai Lama envolveram-se com amantes, festas e violência. Pelo menos cinco deles foram assassinados e inúmeros outros atos de violência contra outras seitas budistas foram perpretados. Meninos eram retirados de suas famílias e levados aos mosteiros para se tornarem monges. Uma vez lá, não mais saíam. O monge Tashi-Tsering relatou que era comum a criança camponesa ser abusada sexualmente nos monastérios, ele mesmo tendo sido vítima de repetidos abusos, desde os 9 anos (Melvin Goldstein, W.Siebenschuh e Tashi-Tsering, “The Struggle for Modern Tibet”, 1997).
Em 1937, Spencer Chapman visitou o Tibete (citado em Gelder e Gelder, “The Timely Rain: Travels in New Tibet”, 123-125, 1964), observando que “os monges não perdiam tempo pregando ao povo ou educando-o. Os mendigos ao longo das estradas não são nada para os monges. O conhecimento é uma prerrogativa dos monastérios, zelosamente guardado e é usado para aumentar sua influência e riqueza”.
Após o levante de 10 de março de 1959 o Dalai Lama resolve salvar sua atual encarnação fugindo para a Índia (Dharamsala) com a elite aristocrática e religiosa e criando assim um governo no exílio. Este, até pelo menos o início da década de 70, recebeu US$ 1,7 milhões da CIA. O dinheiro era para financiar operações de guerrilha contra os chineses, não obstante a posição de “ativista da não-violência” do Dalai Lama, ele próprio na lista de pagamentos da CIA de 1950 a 1974, recebendo cerca de US$ 15 mil por mês (Michael Backman, “Behind the Dalai Lama´s Holy Cloak”, The Age, May 23, 2007). No início deste século o congresso americano, através do National Endowment for Democracy, continuava a enviar anualmente US$ 2 milhões para a comunidade tibetana no exílio. Além destes fundos, o Dalai Lama receberia dinheiro do financista George Soros, segundo informa Heather Cottin (“George Soros – Imperial Wizard”, CovertAction Quaterly 74, Fall 2002).
Em abril de 1999, juntamente com Margareth Thatcher, o Papa João Paulo II e o presidente George Bush (pai), o Dalai Lama pediu à Inglaterra que não permitisse que o ditador Augusto Pinochet, em visita à Inglaterra, fosse obrigado a ir à Espanha, onde seria julgado por crimes contra a humanidade. Também apoiou a intervenção americana na Iugoslávia e, mais tarde, no Afeganistão, numa atitude muito curiosa para um Prêmio Nobel da Paz. Em relação à guerra do Iraque, foi mais cauteloso: “a guerra do Iraque – é muito cedo para dizer se é certo ou errado” (San Francisco Chronicle, nov. 2005).
Não se pode, no entanto, culpar o atual Dalai Lama pelos abusos do antigo regime tibetano, mesmo porque tinha 25 anos quando foi para o exílio. O que se critica é a mídia ocidental, juntamente com artistas de cinema, cantores etc., que se recusam a enxergar criticamente a figura do Dalai Lama e o budismo, que engendrou, como qualquer outra ditadura religiosa, um regime reacionário e assassino (em 1998, o U.S State Department listou trinta dos grupos extremistas mais perigosos e violentos do mundo; metade deles eram religiosos, incluindo budistas).
Por razões religiosas, muitos tibetanos querem o Dalai Lama de volta ao país, mas parece que poucos desejam um retorno à ordem social que ele representou (“Tibet Caught in China´s Web”, John Pomfret, Washington Post, 23 julho 1999).
É preciso deixar claro que celebrar o fim da teocracia feudal no Tibete não é aplaudir tudo o que os chineses fizeram neste país. Este é um ponto pouco compreendido pelos ocidentais, que sempre viram o Tibete como um Shangri-la.
Se o que os chineses levaram ao Tibete após a invasão foi uma melhora ou um desastre, não é o ponto central aqui. A questão é que tipo de país era o velho Tibete e a suposta natureza idílica espiritual deste velho país antes da invasão.
Podemos advogar uma liberdade religiosa e independência para o novo Tibete sem ter que abraçar a mitologia acerca do velho Tibete. Na verdade, o Tibete nunca foi o Paraíso Perdido. Era uma odiosa teocracia feudal retrógrada e repressiva - muito distante de um Shangri-la.
O paraíso do frei Betto
Alguns já driblavam a legislação, registrando os aparelhos em nome de estrangeiros ou de seus locais de trabalho. A liberação era "uma medida óbvia", disse o universitário Jofre Valdes, 23. "Eles terão que agir mais desse jeito e acabar com os 1.001 obstáculos que tornam amarga a vida em Cuba." (Na Folha).
Isto é o socialismo.
O chefão sabia de tudo

Bene, se o Grotão tivesse um governo honesto, os ministros citados já estariam na rua. Mas não vão sair, não. Tudo foi feito com autorização do chefão. (Leia aqui).
sexta-feira, 28 de março de 2008
Brasileiros, Go Home!
Está claro que os governos europeus estão se esforçando em barrar a invasão de imigrantes brasileiros ilegais. Todo mundo vê isso, com a óbvia exceção dos barbudinhos delicados do Itamaraty, ocupados em proteger os terroristas das FARC e em comprar perfumes caros e roupas de seda. Vejam este caso na Irlanda em que o governo irlandês simplesmente ignora a embaixada brasileira. Se tivéssemos um governo responsável, com um pingo de vergonha na cara, teríamos um ministério das relações exteriores que não fosse motivo de gozação e ridículo internacional.
Demita-se a ministra incompetente
Ué, então demita-se a ministra, que escolhe mal seus assessores e não fiscaliza o que esses meliantes fazem. Simples assim, não fosse isto aqui o Grotão que é. (Na Folha, para assinantes).
Forca já!
As comissões de "dereitos" humanos dirão que ele é um coitadinho, vítima do capitalismo e do "neoliberalismo (como se houvesse capitalismo e liberalismo no Grotão patriarcalista). As igrejas o perdoarão. E as autoridades que cuidam dos "dereitos" dos adolescentes brandirão o tal do estatuto e dirão que o monstro sanguinário é "di menor", tem recuperação etc.
Para esse aí, só a forca resolve. Cadeira elétrica também serve. O resto é hipocrisia e condescendência com criminosos. Falta carrasco? Eu me ofereço. Ponto.
quinta-feira, 27 de março de 2008
Palanqueiro vociferante
É só o que se vê: campanha eleitoral 24 horas por dia. Só a Justiça Eleitoral nada enxerga. Proclamem de uma vez o Pequeno Timoneiro como Rei do Grotão.A madrinha voltou
Depois de algum tempo sumida dos noticiários - exceto em Santa Catarina, onde alguns colunistas a bajulam -, a senadora Ideli Salvatti, madrinha dos mensaleiros e pit bull do lulismo, volta a fazer cena com a habitual estridência. Reinaldo pegou na jugular:quarta-feira, 26 de março de 2008
Todos juntos
terça-feira, 25 de março de 2008
BancooPT e caterva
Obrigado, Sponholz. É um banco que deve ter cooPTado muitas associações de bancários e funcionários por aí...UPDATE: ah, me lembrei, espiando no São Google: já pedi empréstimo a uma cooperativa que pertence ao tal Bancoop - é a Credtec, sediada no próprio campus da UFSC (ainda devo uns trocados). A propósito, recordo que, numa reunião de departamentos, nos anos 90, o representante dessa "entidade", um barbudo ex-professor ou ex-funcionário, foi anunciar a formação da coisa, com autorização do diretor do Centro, hoje grande figura na área de avaliação do MEC. Se não me engano, o desconto em folha foi inaugurado por essas "entidades". Palavra de falido...
* * *
CORRIGINDO: um amigo me alertou, corretamente, que a Credtec, mencionada no tópico acima, nada tem a ver com o famigerado Bancoop do comissário Berzoini. Na verdade, ela é uma cooperativa ligada ao Bancoob - e não ao Bancoop.
Tem rolo? Tem petralha no meio...
Do implacável site A Nova Corja, de Porto Alegre:
Para quem perdeu o Jornal da Band de ontem, lá vai (e no de hoje à noite vão soltar mais coisas, em doses homeopáticas):
“MP investiga suposto desvio de verba para o PT"
O Ministério Público investiga a quebra da cooperativa habitacional Bancoop [adoramo$ o $ite e aconselhamos as seções “Quem somos” e “Nossa História”], criada em 1996 pelo então presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ricardo Berzoini, segundo o Jornal da Band. Há a suspeita de que o dinheiro pago pelos associados tenha sido desviado para as campanhas do PT para a presidência da República, em 2002, e a para prefeitura de São Paulo, em 2004. Procurados pelo telejornal, o PT e a Bancoop não quiseram falar sobre a denúncia.
Três mil famílias que ingressaram na Bancoop aguardam a entrega dos apartamentos. Contudo, vários projetos estariam resumidos a terrenos vazios ou esqueletos de prédios inacabados. A cooperativa teria recebido cerca de R$ 100 milhões de 15 mil famílias.
“Nós já temos depoimentos de subempreiteiros que trabalhavam para empreiteiras que pertenciam a administradores da Bancoop que dizem, literalmente, que eram obrigados a dar notas frias em valores superiores aos serviços prestados. Esse dinheiro desviado seria entregue para o caixa dois de campanhas de pessoas ligadas ao PT em São Paulo“, disse o promotor de Justiça José Carlos Blat, que investiga o caso.” (Terra).
O capitalismo é bom para os pobres?
Um debate promovido por Letras Libres (links) reúne Ignácio Ramonet, editor do Le Monde Diplomatique, entusiasta da idiotia latino-americana e autor de um livro recente sobre Fidel Castro, e Álvaro Vargas Llosa, escritor e ensaísta, co-autor do Manual do perfeito idiota latino-americano e A volta do idiota. Tirem as suas conclusões...
Bene, os concorrentes históricos do capitalismo (nazismo, fascismo e comunismo) dispensam comentários.
Cercando frango
É o resultado da política chavista, que estatizou até o comércio. Sem dúvida, o tirano Chávez é o grande guia da idiotia latino-americana. (Leia aqui).
segunda-feira, 24 de março de 2008
Blog censurado em Cuba
A ditadura dos irmãos Castro, que trata a ilha como sua fazenda particular, proibiu o acesso dos cubanos ao blog Generación Y, de Yoani Sánchez (já chamei para alguns textos dela aqui).(Obrigado, Lets).
Oliímpíadas e ditaduras
O Spon tem razão. Fazer as olimpíadas na China é dar colher de chá para a ditadura. Aliás, a máfia que organiza esses jogos envergonha os olímpicos criadores gregos desde sempre: já fizeram a coisa até sob a suástica nazista, nos tempos de Hitler.
Do islã ao catolicismo
Egípcio de origem, Allam era o muçulmano mais conhecido da Itália. Bene, para este inconoclasta aqui, parece que não há lugar no islã para quem critica o extremismo. Algumas vezes perguntei onde estão os supostos moderados islâmicos. A conversão de Allam parece ser a resposta: os moderados são uma ficção.
Mas Allam não vai muito longe, é mesmo um homem de fé: troca uma crença por outra, ainda que esta última esteja - pelo menos hoje - distante de atentados terroristas.
Curiosidade: casado com uma italiana, o jornalista sempre defendeu o Estado de Israel, que os extremistas muçulmanos querem riscar do mapa.
Leia aqui e aqui.
(Obrigado, CFE).
domingo, 23 de março de 2008
Foro de São Paulo contra Uribe
Leia artigo aqui.
Miseráveis e desprezíveis
Darwin também encheu o saco com o carnaval baiano: "As ameaças consistiam em sermos cruelmente atingidos por bolas de cera cheias de água (...) Achamos muito difícil manter nossa dignidade andando pelas ruas." (Na Folha de hoje, para assinantes).
Mudou alguma coisa?
Estado & bandidagem
Pesquei no Trem Azul (links). Não tenho dúvida de que esta é a situação em qualquer favela do Grotão, onde as pessoas honestas e trabalhadoras são obrigadas a conviver com facínoras e traficantes por omissão do Estado, que mais se dedica à coleta de impostos. Conclusão lógica: as autoridades são, no mínimo, condescendentes com a bandidagem, se não cúmplices.
sábado, 22 de março de 2008
Cururu para presidente!
Acabo de saber que o vereador Cururu, de Pelotas, foi cassado por falta de decoro. Motivo: exorcizou a Câmara de Vereadores da brava e famosa cidade gaúcha (fato já noticiado aqui, em janeiro).Hoje presto homenagem ao vereador cassado. Que injustiça! Mataram no nascedouro um verdadeiro estadista grotense.
Saudades de Oswaldo Cruz
A epidemia de dengue no Rio de Janeiro já era anunciada há anos. Não há prefeito, não há governador, não há presidente, não há vigilância sanitária, não há planejamento de saúde, não há interesse na população. Em compensação, sobram pulhas, escroques, incompetentes, pusilânimes e ladrões em todos os níveis da administração grotense. Todos referendados, aliás, pelo populacho que morre por causa de insetos do século XIX.Não me levem a mal, mas vendo baratinho minha documentação de cidadania brasileira (?) para Fernandinho Beira-Merda, "revolucionários" e "insurgentes" (Farc inclusive), petralhas, bandidos e assemelhados que fizeram disto aqui o Grotão que é. São, todos eles, protegidos pelo Estado, pelas Ongs, pelas igrejas e entidades similares.
Só não me chamem de brasileiro (o que é isso?) que é ofensa.
Botox ditatorial
Esta foi aprontada pela ministra do Turismo, em mais uma viagem turística à Europa, paga com nosso dinheiro. Comportamento de petralha, para variar. Está na coluna do Lauro Jardim, na Veja desta semana. Não foi exatamente tranqüilo o início do vôo 455 da Air France que na terça-feira passada decolou de São Paulo para Paris. A responsável pela trepidação foi Marta Suplicy, que ia para a China, com escala em Paris. Ao embarcar, o casal Marta e Luis Favre relaxou e decidiu não passar pela revista de bagagem de mão feita por raios X. Os Favre furaram a fila da Polícia Federal. Vários passageiros se revoltaram. Marta respondeu que, no Brasil, para as autoridades não valem as exigências que recaem sobre os brasileiros comuns.
Os passageiros não relaxaram com a explicação. Continuaram a reclamar, mesmo com todos já embarcados. Deu-se, então, o inusitado: o comandante do Boeing 777 saiu do avião, chamou a segurança e disse que não decolaria até que todos os passageiros passassem suas bagagens de mão pelo raio X. Marta Suplicy deixou seu assento na primeira classe (Favre estava na executiva) e dignou-se fazer o que o comandante pediu. Nesse instante, os passageiros "relaxaram e gozaram".
Asco!
Os neocons brasileiros
Para eles, vale o que já disse o velho F. Hayek em O caminho da servidão, de 1944:
Por sua própria natureza, um movimento conservador tende a defender os privilégios já instituídos e a apoiar-se no poder governamental para protegê-los. A essência da posição liberal, pelo contrário, está na negação de todo privilégio, se este é entendido em seu sentido próprio e original, de direitos que o Estado concede e garante a alguns, e que não são acessíveis em iguais condições a outros.
Bene, por aí já podemos ver que não há liberalismo nem aqui nem na América Latina.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Requião e Lula atacam a imprensa
O tiranete do Paraná, Roberto Requião (bolivariano da terra roxa), volta a atacar a mídia - na presença do palanqueiro Lula, que nunca morreu de amores pela democracia e, claro, o apoiou. Como sempre, a imprensa é "golpista" e "subordinada ao mercado" (ué, deveria ser subordinada ao Estado, ao partido e à Igreja?).
Vejam na Folha de hoje (vale a transcrição, abaixo) a conversinha desses dois ilustres defensores das liberdades. Vou puxar um saquinho, já, já.
O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), aproveitou o evento de ontem em Foz do Iguaçu (PR) com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para criticar mais uma vez a imprensa, tachando-a de "subordinada ao mercado" e "golpista". Ao final, ele recebeu o apoio do presidente.
Ao ser anunciado para falar em evento do governo federal na usina de Itaipu, o governador disse que a mídia é "subordinada ao mercado" e quer "depor" o presidente.Requião abriu o discurso com ironias sobre o tratamento que seria dado ao evento de Foz hoje nos jornais. Ele passou a elencar supostas manchetes. "A primeira delas [manchetes]: dão a palavra ao governador Requião, e o presidente Lula foge do palco", disse, ao se referir a uma ida de Lula ao banheiro. Em seguida, Requião afirmou que não interessa aos meios de comunicação noticiar fatos positivos.
"Você abre um jornal do Paraná e do Brasil e parece que não acontece nada de bom no território. O crime ocorreu numa pequena cidade do interior do Estado do Norte ou do Sul e é transformado em manchete nacional. Como diz o [jornalista] Paulo Henrique Amorim, presidente Lula, é o famoso PIG (Partido da Imprensa Golpista). A imprensa golpista quer, de qualquer forma, depor o governo popular.
"Em janeiro, Requião foi proibido de usar o programa "Escola de Governo", da TV Educativa do Estado, para ofender a imprensa e seus adversários.
Após a decisão, ele apareceu na TV com o som cortado e a palavra "censurado" na tela, e acabou sendo multado em R$ 50 mil por descumprir a decisão.
Na época, Requião afirmou que precisava da TV pública para se comunicar diretamente com a população: "Não posso ficar com o governo inteiro ao sabor da opinião da mídia paga, subsidiada pelo capital e pelos interesses". Disse ainda que "parte da imprensa" se mostrou "entusiasta da censura" ao apoiar decisão judicial que o proibiu de usar a TV.
No final de seu pronunciamento, Lula apoiou o discurso do governador do Paraná. O presidente afirmou que depois dos 60 anos de idade "não vale a pena ter azia por ter lido alguma coisa em alguma coluna". Para Lula, "o povo está mais esperto" e não precisa mais de "atravessadores" para saber o que está acontecendo no país."
Eu acho que você [Requião] não tem que perder tempo brigando. O povo é inteligente demais. Teve um tempo no Brasil que se achava que tinha formadores de opinião que falavam pelo povo. É como se fossem um atravessador, um intermediário. Hoje o povo está mais esperto, hoje [a população diz]: "Eu não preciso de tradutor'", afirmou o presidente. (Dimitri do Vale).
quinta-feira, 20 de março de 2008
Chávez e o terrorismo narcoamericano
Em comunicado, os seqüestradores e narcoterroristas das Farc reconhecem sua proximidade com o tirano Hugo Chávez e a aversão ao presidente colombiano Álvaro Uribe, que gostariam de derrubar - ainda mais porque tem apoio - oh, horror - dos Estados Unidos. Como sempre foi dito aqui, o déspota venezuelano é intermediário (e eventual financiador) do bando terrorista, e Uribe é uma rocha no caminho da idiotização ideológica de grande parte da Narcoamérica do Sul, idealizada por Chávez e seus acólitos regionais (Evo, Correa et caterva).
Leia aqui as diatribes contra o democrático governo colombiano, que ousa enfrentar a bandidagem narcoamericana.
quarta-feira, 19 de março de 2008
A bruxa bolivariana
Não dá para agüentar nem sequer a visão dessa bruxa bolivariana que atende pelo nome de Piedad Córdoba. Com uma cachopa cucaracha dessas na cabeça, tenham piedade é de nós! A figura é senadora na Colômbia, mas faz o jogo dos narcoterroristas e do tirano Hugo Chávez, da Venezuela. Afinal, a idiotia latino-americana também veste saia...
O que diz a cobra mandada? Que o defunto Raúl Reyes, das Farc, "estava tão comprometido com a paz que se expôs a ser localizado por satélite". Oh, que ternura!
Mas o que importa é que, localizado, o facínora foi devidamente bombardeado.
Vermelhinho e sem vergonha
Bom, estranho mesmo é uma empresa pagar altos salários para gente desse tipo. Não é empresa capitalista, mas patrimonialista, como convém à "idiotia latino-americana".
E não é lá que se abriga também o site do "chefe de quadrilha" José Dirceu? Os patrimonialistas que se entendam...
Liberais em Goiás (!)
Sim, são uns gatos pingados (fora de partidos e assemelhados) que incomodam por aí na Internet falando em favor das liberdades (de ir e vir, de associação, de expressão, de imprensa, de mercado, livre concorrência etc.). Tudo o que desagrada o pensamento único dos neocons à brasileira (petistas, lulistas et caterva).
Pela democracia em Cuba
O povo cubano merece.
Tio Mino também já vai tarde...
Mas Tio Mino ainda tem a revista para continuar puxando o saco do governo e do lulismo...
Eis o último post do homem da Olivetti:
Meu blog no iG acaba com este post. Solidarizo-me com Paulo Henrique Amorim por razões que transcendem a nossa amizade de 41 anos. O abrupto rompimento do contrato que ligava o jornalista ao portal ecoa situações inaceitáveis que tanto Paulo Henrique quanto eu conhecemos de sobejo, de sorte a lhes entender os motivos em um piscar de olhos. Não me permitirei conjecturas em relação ao poder mais alto que se alevanta e exige o afastamento. O leque das possibilidades não é, porém, muito amplo. Basta averiguar quais foram os alvos das críticas negativas de Paulo Henrique neste tempo de Conversa Afiada.
Chapa-branca no olho da rua
E o tal Ig, que sempre foi abrigo de jornalistas chapas-brancas, deu um pontapé no traseiro de um dos grandes, Paulo Henrique Amorim, aqui açoitado desde o início deste blog.
Sinal de que ninguém mais suporta tanto puxa-saquismo. Um bom sinal, aliás, mas o que não falta é chapa-branca por aí, dos blogs à imprensa, atingindo, ainda mais tristemente, o humorismo.
Bueno, as empresas esperam algum lucro com seus contratados. PH Amorim certamente dava prejuízo. Que vá pastar.
EM TEMPO: aposto que vai arrumar uma boquinha na TV Lula.
(Via PH ácido).
terça-feira, 18 de março de 2008
Aonde o "império" vai...
(E os "idiotas latino-americanos" comemoram as más notícias para os EUA, achando que vivem num mundo à parte).
"Fome", uma bandeira.
Por duas vezes, o presidente Lula respondeu ao meu último artigo, em que mostro que, na ausência de fome, os beneficiários do Bolsa Família, segundo o próprio governo, estão comprando eletrodomésticos. No artigo, eu disse que melhor do que gastar R$ 10,8 bi para matar a fome de quem não tem é investir essa quantia enorme para fazer uma revolução na educação. (Continua).
"Fome" é a bandeira da cultura pobrista do lulismo e da igreja. Se a admitirem rota, que sobrará de seu discurso?
De resto, o que as pesquisas têm mostrado é que a população brasileira está cada vez mais obesa...
Ladeira abaixo
O tirano Hugo Chávez perde apoio em todo o país. O que produziu até agora, além de bravatas e encrencas internacionais, é o desabastecimento no comércio, boa parte estatizado - à maneira castrista. Em nenhuma região da Venezuela a confiança no presidente supera 30 por cento. Que se vaya!
segunda-feira, 17 de março de 2008
Os figurões do Acampamento
Gilberto M. Kujawski, colaborador do Estadão há 30 anos, teve o irônico e caricatural texto abaixo ("Figuras da República") rejeitado pelo editor. Apenas acrescento: República que conta com tais figuras não é república nem na África - não passa de um acampamento; e jornalismo que conta com editores desse tipo não é jornalismo, é patrulha chapa-branca.
Franklin Martins, o pequeno (Comunicação Social) – Homônimo de Benjamin Franklin, o grande estadista americano, que redigiu junto com Jefferson e Adams a Declaração da Independência, foi plenipotenciário de seu País na França, pesquisador científico e o inventor do pára-raios. O ministro de Lula, Franklin, o pequeno, só tem em comum com o homônimo americano o fato de implantar pára-raios no Planalto para absorver as descargas da imprensa livre. Comete o pior engano que um político ou um jornalista podem cometer: pensar que o povo brasileiro é bobo ( só porque elegeu Lula duas vezes?).
Guido Mantega, o sem-sal (Fazenda) – Dá impressão de amadorismo, suas falas não convencem nem os entendidos nem os leigos. Impossível ouvi-lo por mais de um minuto. E tome rotacismo (“O Brrasil serrá grrande potência...), nada que uma boa fonoaudióloga não possa corrigir.
Luis Dulci, o pombinho (Secretaria Geral da Presidência) – Uma figurinha difícil. Escapista profissional, nas entrevistas e nos debates escorrega como peixe ensaboado. Nas missas do PT (reuniões, congressos) é ele que distribui os santinhos, com seu perfil de congregado mariano. Mas, cuidado, parece um pombinho, mas é um falcãozinho.
Walfrido dos Mares Guia, o “avis rara” (Relações Institucionais) - A estranheza começa na extravagância do nome. Walfrido é nome de origem germânica. Nada mau para um caboclo mineiro. Dos Mares? Minas não tem mar. Guia? Pode ser, tem faro para muitas coisas. Empresário riquíssimo, fundador do Grupo Pitágoras, rede de ensino com 595 colégios, seis no Japão, e nove Faculdades. Tem fama de vender geladeira para esquimó e dar nó em fumaça. Veste-se com elegância clássica que trai seu formalismo de experiente cortesão. Hábil com números, seu intento é substituir o boquirrotismo retórico do meio político, pelo cálculo aritmético. Só não diz que é mais fácil esconder as coisas erradas sob os números do que sob as palavras.
Tarso Genro, o mandarim frustrado (Justiça) – Este moço loiro de Porto Alegre é movido a vaidade intelectual. Politicamente ingênuo, sem o maquiavelismo nem a malícia jurídica do antecessor, Márcio Thomaz Bastos, quando da escalada de escândalos atingindo o PT, propôs, solenemente, a “refundação” do partido. Pregou no deserto. Seus correligionários não lhe deram ouvidos e viraram-lhe as costas. Falcão do PT, mas de bico rachado.
Romero Jucá, o ilusionista (líder do governo no Congresso) – Jucá é uma raposa de La Fontaine. Artesão dos conchavos de bastidores, quando abre a boca para falar, é mestre na arte de usar as palavras para encobrir o pensamento. Tem resposta para tudo e dá a impressão de absoluta sinceridade nas suas intervenções oblíquas. Um ilusionista de feira nordestina ou nortista.

Ideli Salvatti, a carente (líder de Lula no Senado) – Totalmente carente de simpatia e de sedução, quando toma a palavra , com os olhos esbugalhados e nervos crispados, é um salve-se quem puder. Se fosse delegada de polícia, até Fernandinho Beira-Mar lhe daria o serviço completo. Sua retórica, do tipo obsessivo e agressivo, é vazia e sem o menor brilho.
Dilma Roussef, a gerentona (Casa Civil) – A ministra Dilma, ex-guerrilheira, amiga pessoal de José Dirceu, é a “russa” do governo. Personalidade desafiante, trabalha a todo vapor. Workaholic. Ambiciosa, autoritária, concentradora, sem um pingo de diplomacia. Por mais que se diga “anfíbia”, meio- técnica, meio-política, sua cabeça é blindadamente técnica, de feitio administrativo – tratorista.
Celso Amorim, o arrepiado (Relações Exteriores) – Amorim vive com os cabelos em pé, e não é para menos. Pressionado entre Lula, Chávez, Morales e Bush, apela para a linha de menor resistência. Não se inspira num plano integrado de política exterior.
Renan Calheiros, o “inucente” – Renan vive repetindo: “eu sou INUCENTE”, e o pior é que ele pode acreditar nisso. Vende a alma ao diabo e considera-se inocente. Artista da vitimização, seu caradurismo não tem limites. Mas aquele riso fixo e forçado do presidente do Senado é um pavoroso ricto cadavérico. “Vendo-me caro. Paguem meu preço e sairei da presidência.”
José Sarney, o “poeta feliz”– E agora eu lhe pergunto, senador: qual é a sua? Misto de humanista e oligarca, coronel e acadêmico, ex-presidente da República, ex- quase tudo, como é que o senhor se define debaixo de suas maneiras impecáveis e de seus escritos tão amenos? Suas crônicas na imprensa destilam o conto do politicamente correto. Mas que tipo de ser humano subsiste sob a máscara diplomática de embaixador da boa vontade e da conciliação? O senhor mostra transparência só para esconder sua opacidade e seus pontos obscuros, beirando o farisaísmo. Sua bagagem humanista, sua vocação de conciliador não conseguem disfarçar sua natureza mais autêntica, a de um camaleão da política, um comediante do poder que se julga acima do bem e do mal, e que assim passará à História. O senhor é um homem culto e quase tão inteligente quanto FHC. Poderia ter empregado suas qualidades para melhorar nosso País e o seu Maranhão (“um deserto de miseráveis”, segundo Jabor). Em uma de suas residências o senhor gravou a inscrição: “Esta é a casa de um poeta feliz.” Dante foi feliz? Camões? Baudelaire foi feliz? Por acaso, Fernando Pessoa ou Drummond? O poeta vive em luta com seu destino, dela extrai a gema de sua poesia, e não tem tempo de ser feliz. O “poeta feliz” só pode ser um poeta menor.
Podem conferir lá no Trem Azul, do Thomaz Magalhães.
Grotão de Deus e do Estado
Avaliamos a a visão que o brasileiro tem do destino. Resultado: 60% acreditam que todo o destino, ou grande parte dele, está nas mãos de Deus, e os homens não controlam nada, ou são capazes de mudá-lo muito pouco...Acham que tudo está nas mãos de Deus – ou quase tudo...E só 14% entendem que não há destino. Isso eu considero um quadro de idade média, que justifica muitas coisas. “Ah, estava no lugar errado, na hora errada. É o destino. Deus quis...”
Leiam a entrevista de Alberto Carlos Almeida, que escreveu o livro A cabeça do brasileiro.
Quintas-colunas do chavismo no Peru
De minha parte, suspeito que já haja desses barracos de encrenqueiros também aqui no Grotão. Quem sabe, até ligados a departamentos de algumas universidades.
O Rei das Ongs
Aliás, as ongs são impropriamente denominadas, depois do assalto petista: são majoritariamente OGs - Organizações Governamentais. Há algo que o Grotão não deturpe? Há, sim, o famoso "jeitinho"...
domingo, 16 de março de 2008
O milionário antiamericano
Quem revela essa visão tosca e antiamericanista é o centenário arquiteto e arquicomunista Oscar Niemeyer, amigo de Fidel Castro e das ditaduras cucarachas. Mais não digo porque é perda de tempo. Quem quiser, e é assinante da Folha, lê aqui (se achar que vale a pena...). Desculpem, mas não gasto saliva com múmias.
Grotão exportador...de gente.
"Eu ia pra lá, mas vou esperar passar essa crise" foi uma das frases ouvidas pela Folha. Como na maioria das conversas, a moça se negou a dizer o nome. O município de 33 mil habitantes é, segundo estimativa de Luciano Dornelas, delegado da Polícia Federal em Goiás, o terceiro do Estado que mais manda mulheres para prostituição na Europa -principalmente para Espanha e Portugal. O primeiro, segundo ele, é Anápolis (população de 300 mil) e o segundo, Goiânia (1,2 milhão). Os goianos são maioria na Europa, diz o governo do Estado - cerca de 250 mil. (Na Folha).
Cérebros, tecnologia, conhecimento? Não, o principal produto de exportação do Grotão é gente. São as nossas "commodities". "Este é um país que vai pra frente/ Uou,uou,uou,uou,uou". Alguém ainda lembra dessa infame musiquinha?
EM TEMPO: sexo à parte, o resto dos grotenses no exterior é mandado de volta, inclusive pelos EUA, que pouco aparecem na atual cantilena nacionalista de araque, exclusivamente contra a Espanha. Confiram aqui.
Bill Evans
sábado, 15 de março de 2008
Batina vermelha
Mas, Spon, o Betto só critica porque isto aqui ainda não virou algo parecido com Cuba. Ele queria mesmo é o socialismo, com todos iguais na miséria. Este é o igualitarismo de todos os messiânicos, crentes num cristianismo primitivo. Betto não saiu nem sairia do governo por causa da corrupção desenfreada ou da falta de qualquer princípio, que todos conhecemos. Aliás, sobre isto, nunca disse nem dirá um "a". O gourmet e entusiasta do castrismo só saiu porque Lula não chutou o balde do capitalismo...
Este é um blog de imbecis
Enfim, alguém "de dentro" confirma o que nós, aqui de fora, sabemos e dizemos sobre o governo há muito tempo, ou seja, que ele não dá a mínima para as questões éticas. A tal ponto que, "quem respeita a lei, é considerado imbecil."
Não se poderia esperar bom exemplo de um governo que institucionalizou a corrupção, mas isto o entrevistado da Veja desta semana, embaixador Marcílio Marques Moreira, não diz. Então digo eu: a ética lulista e a de seu partido estão no nível chafurdante do porcão do post lá embaixo.
É um governo que nos envergonha de ser brasileiros.
sexta-feira, 14 de março de 2008
The Economist chove no molhado
Leia o artigo da revista aqui, em espanhol.
Uma migalha do século XXI...
Governo da última múmia comunista latino-americana libera venda de computadores e DVDs! Não resisto ao comentário malvado: alguém tem dinheiro para comprar, num país em que a comida é racionada e o sabonete é coisa de luxo?
Que tal o frei Betto e o pseudo-diplomata Top-top Garcia abrirem uma "financeira popular" por lá? (Leia aqui).
P.S.: talvez agora a Yoani não necessite levar tudo escrito para um hotel para postar na internet...
Pecados capitais
-Você sabia que a preguiça é um dos sete pecados capitais?
E o outro, sem se mexer, lhe responde:
-A inveja também!!!
(Danke, Maria).
Na couve, Motta!
RIO DE JANEIRO - Depois de tanto sangue, suor e lágrimas, afinal, o que querem as Farc? Derrubar um governo legítimo e democrático e instalar um "governo popular" bolivariano? Usar as liberdades da democracia para acabar com ela? Seria cômico, como geralmente é a política latino-americana, se não fosse tão trágico: além dos 700 reféns, torturados e humilhados, as Farc já mataram tanta gente inocente quanto a Al Qaeda. Imaginem esse pessoal no poder, o que fariam com a oposição? Como "dialogariam" com terroristas e seqüestradores que lutassem contra o governo bolivariano e ainda fossem apoiados, digamos, pelo Brasil e pelo Chile?
Mas o assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, com sua autoridade de fundador do Foro de São Paulo, disse que o Brasil tem uma posição de "neutralidade" em relação às Farc: não as considera terroristas, como Uribe, nem forças beligerantes, como Chávez. Deveria dar o mesmo status à Al Qaeda, que tem os mesmos nobres ideais de destruir "o Império" e o capitalismo, mas, em vez de cocaína, trabalha com ópio e heroína. Mas eles só vendem drogas pela causa, para destruir a juventude americana, são traficantes de esquerda.Moralmente, nada diferencia as Farc da Al Qaeda ou do ETA, só o estilo dos atentados e seqüestros, de arrecadação de fundos para suas causas, para eles, as mais nobres do planeta. O Brasil não deveria discriminar os guerrilheiros árabes, que também são forças beligerantes lutando pelo povo de Alá.
Já o povo da Colômbia é ingrato: apenas 1% da população reconhece legitimidade nas Farc, que estão se sacrificando para livrá-lo da tirania do mercado, do voto e da democracia burguesa. Mas o assessor Garcia quer que o Brasil seja neutro, vergonhosamente neutro.
Amantes da ditadura
Os petistas nasceram sob o autoritarismo e são umibilicalmente autoritários. Não bastasse atacarem a imprensa por divulgar, de vez em quando, fatos que não lhes convêm, transformar o Legislativo em balcão de negócios e abominar o Judiciário, agora tentam silenciar o próprio presidente do TSE, Marco Aurélio Mello.
O tal de Maurício Rands (PE), líder dessa malta na Câmara, encaminhou queixa ao Conselho Nacional de Justiça reclamando das opiniões do magistrado contra os vergonhosos planos eleitoreiros do lulismo. Como se todos os dias, enojados, não presenciássemos a eterna campanha desses palanqueiros na televisão.
Essa gente sempre desprezou o conhecimento, abomina discordâncias e exerce patrulha contra os adversários que não se rendem ou não conseguem comprar. Não age como partido, mas como etnia, conforme a precisa definição do Millôr.
O lulopetismo é o representante oficial do retardado pensamento cucaracha no Grotão. É sobrevivência tardia do populismo, do caudilhismo, da demagogia assembleísta e do igrejeiro culto ao pobrismo. Seu legado moral, intelectual e institucional será ruinoso, pesando sobre mais de uma geração.
quinta-feira, 13 de março de 2008
Dá-lhe, Condoleezza!
É isso aí, nada de ficar em cima do muro: ou ficamos com a barbárie ou com a civilização. Isto é, com a selva do terror ou com o mundo moderno, civilizado e democrático. O resto é Chávez e retorno ao totalitarismo do século XX.














