quarta-feira, 30 de abril de 2008

Colombo, o "genocida".

Demência bolivariana

Cristóvão Colombo, descobridor da América, não passou de um "genocida". São palavras do novo ministro da Educação (!) da Venezuela, que substitui no cargo o hermano de Chávez, Ádam.

O ministro pretende erigir uma estátua de Colombo "junto com os índios que matou".

Aliás, há quatro anos a estátua centenária do descobridor foi arrastada nas ruas pelos chavistas.

Ô, continente atrasado: sempre vendo o mundo pelo retrovisor.

Chávez ataca prêmio a estudante

O governo venezuelano criticou o Prêmio Milton Friedman concedido ao líder estudantil venezuelano Yon Goicoechea (no valor de 500 mil dólares).

Não poderia ter sido mais execrável: o dinheiro vem do "sangue de milhões de latino-americanos." Caracas!

Leia aqui.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Balinhas para as Farc

Se as Farc entrarem no Brasil, disse o ministro da Justiça do Grotão, serão "recebidas a bala".

As balinhas a que Jobim se refere são, certamente, um presente do assessor de Relações Internacionais do governo, o pseudo-diplomata Marco Aurélio Top-top Garcia, amigo das Farc, de Chávez, do Evo, do Fidel...

Não vai um chocolatinho também?

O xeguinho

Profissão emergente: flanelinha...

Mãe, quando eu crescer, quero ser flanelinha ou pedir esmola no semáforo...

Do blog A Nova Corja (links):

Discussão sem fim, dia desses, sobre dar ou não esmolas. Defendi até a morte que a maioria dos mendigos e/ou flanelinhas que conheço ganham mais do que eu. E eu trabalho. Daniel, que cuidava de carros na Rua da República, onde morei por muitos anos, faturava R$ 2 mil por mês, tinha família, casa. Dia desses, vi de relance na TV dois garotos de uns 12 anos que tiravam, juntos, R$ 1,5 mil mensais. Jamais sairão do sinal. Entendo a culpa cristã — muitas vezes é difícil negar uma moeda àquela garotinha de 5 anos que já nasce com cara de “tio”. Mas renda-se ao mondo estudo de uma vez por todas. Dar o peixe nunca ensinou nada a ninguém. (Continua).

Mestre em Gestão e Manutenção de Campos de Golfe?

Não é piada, não. Uma faculdade portuguesa está oferecendo curso de mestrado nessa área, ou melhor, campo...

Não vai demorar para que alguma baiúca daqui ofereça mestrado em Manutenção de Estádios de Futebol ou Gestão de Quadras de Tênis. (Leia aqui).

(Via De Rerum Natura).

Piada

Dei gargalhadas com esta notícia: "ONU cria força-tarefa para combater crise dos alimentos". Há muito tempo a tal organização das "nações unidas" não se une para coisa nenhuma nem consegue nada. É uma imensa burocracia multinacional que gasta perdulariamente - também para nada.

A "preocupação" da ONU me parece tão inócua quanto a dos sucessivos papas: "O Papa pede paz".

E daí? As guerras e a fome continuam (em algumas regiões do planeta, é claro).

Cadê a oposição?


Tudo pronto para o Lula III

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Lula III, o golpe.

Há poucos dias registrei aqui que o golpismo mora no palácio do Planalto (agora no Torto - aliás, um lugar mais apropriado). Em campanha 24 horas por dia, o Pequeno Timoneiro está como peixe na água. Campanha é o que ele sabe fazer.

Agora ele confirma o anseio golpista: "ninguém consegue fazer tudo em oito anos".

E depois ainda tem gente que se preocupa com o gen. Heleno, os militares...

Ô, país atrasado! E como a justiça eleitoral trabalha e fiscaliza!!!

Século XIX

Vi e ouvi a "freirinha" Heloísa Helena agora à noite na TV. Aquela roupinha infame, aquele discurso do PT quando bebê, os velhos jargões ideológicos contra os bancos etc. Um discurso velho, velhíssimo, sem proposições.

Vou pedir um saquinho em "homenagem" ao Psol.

Ô, país atrasado!

E isto aqui não é um grotão?

domingo, 27 de abril de 2008

Relativismo obscurantista

Os relativistas "pós-modernos" se consideram críticos e libertadores, mas não passam de conservadores. Estão, aliás, muito próximos dos piores fundamentalismos.

Ao fazer a crítica dos ideais do iluminismo, crítica muitas vezes interessante, alguns pensadores pós-modernistas acabaram por radicalizar de tal forma as coisas que hoje é de bom tom, nos meios académicos e culturais mais frágeis, declarar que o Big Bang e os mitos gregos da criação estão ao mesmo nível — são ambos mitos. (Leia aqui o texto de Desidério Murcho).

Entrevistas na rede

Quem quiser conhecer um pouco de algumas grandes figuras do cenário brasileiro pode acessar o blog do repórter Geneton Moraes Neto. Lá você pode encontrar Nelson Rodrigues, Paulo Francis, Ivan Lessa e Woody Allen.

Bem, também há conversas com Lula, Mino Carta, Caetano, Gilberto Gil e Ariano Suassuna...

Acesse aqui.

Dois pesos e duas medidas

Justiça cega? Alguns juízes usam tapa-olho...

Quando julgam pedidos de indenização movidos contra a mídia por outros cidadãos, os juízes em geral são parcimoniosos. Mas quando a coisa é em causa própria, os valores sobem de forma vertiginosa. Infelizmente, isto revela uma tendência.

Transcrevo matéria de Lilian Christofoletti na Folha de hoje:

As indenizações por danos morais fixadas em processos iniciados por juízes contra organismos de imprensa têm valor aproximadamente três vezes maior do que as estipuladas em ações movidas por pessoas de outras áreas de atuação.
A reportagem analisou as decisões proferidas em 130 processos abertos contra televisões, jornais e revistas de todo o país. Foram consideradas as diferentes instâncias e autorias.
Segundo o levantamento, o magistrado que recorreu à Justiça alegando ter se sentido ofendido por alguma reportagem obteve, em média, uma indenização de cerca de R$ 470 mil ou 1.132 salários mínimos.
Uma outra pessoa que tenha buscado no Poder Judiciário o mesmo tipo de reparação teve como resposta uma indenização menor, fixada em aproximadamente R$ 150 mil ou 361 salários mínimos.
"Eu não tinha idéia disso, estou perplexo", afirmou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, que disse ser inconcebível existir um tratamento diferenciado entre um magistrado e um cidadão comum (leia texto abaixo).
Se o universo dos "não-magistrados" for reduzido para as pessoas comuns, ou seja, se forem excluídos os artistas, políticos, advogados e membros do Ministério Público, a quantia estipulada judicialmente é menor, fica em torno de R$ 120 mil ou 289 salários mínimos.
Nesse valor total estão incluídos os processos movidos pelas três pessoas acusadas no caso da Escola Base, que estourou em 1994, quando inocentes foram presos por acusações improcedentes de violência contra crianças.
As indenizações fixadas em favor dos três envolvidos foram elevadas -para cada um foi definido, somando as diversas empresas jornalísticas acionadas na Justiça, cerca de R$ 2 milhões por danos morais.Se os processos da Escola Base forem excluídos da contagem, o valor de indenização estabelecido para pessoas comuns que foram em juízo contra a imprensa se reduz para R$ 30 mil por pessoa, ou seja, cerca de 72 salários mínimos.
Instâncias
O levantamento das sentenças proferidas em diversas instâncias judiciais revelou uma tendência de os juízes das varas cíveis, de primeira instância, fixarem valores mais altos nas indenizações em geral.
Essa quantia pode ser modificada na segunda instância (Tribunais de Justiça), para mais ou para menos, e normalmente é reduzida pelos ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) de Brasília, que é a terceira instância judicial.
Dificilmente casos de indenização chegam ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Isso porque processos de reparação financeira são tidos como factuais e dependem mais de uma interpretação de cada magistrado sobre a situação reclamada. A vocação do Supremo é discutir questões constitucionais.
Segundo o levantamento da reportagem, em média, juízes de primeira instância fixaram em aproximadamente R$ 940 mil -ou 2.265 salários mínimos- as indenizações por danos morais para os colegas do Poder Judiciário.
Nos Tribunais de Justiça (segunda instância) essa média foi reduzida para R$ 236 mil (568 salários mínimos).Quando chegou às mãos dos ministros do STJ (terceira instância), a quantia reparatória foi mantida em cerca de 500 salários mínimos (R$ 207,5 mil).
Entre os processos analisados, a indenização mais alta estipulada pelo Judiciário contra um organismo de imprensa foi dada numa ação movida pelo juiz Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, que era titular da Vara de Infância e Juventude de Jundiaí quando foi acusado de supostas irregularidades em caso de adoção internacional de crianças em 1994.
Decisão da primeira instância condenou a Folha a pagar 500 salários mínimos relativos a cada uma das 31 reportagens sobre o caso, o que dá cerca de R$ 6,4 milhões. O processo ainda não foi analisado pelo Tribunal de Justiça.

Desculpem, mas já vou pedir um saquinho. E, longe de mim espezinhar um dos poucos poderes que acho que ainda funciona neste Grotão.

Boa questão

Shikida, do De Gustibus, levanta uma boa questão a propósito dos países que mais praticam a pena de morte, modalidade em que a China e o Irã são campeões. Será que países democráticos e liberais condenam e matam menos?

Parece que sim...

sábado, 26 de abril de 2008

Partido da boquinha

Leio no jornal que a Eletrosul vai criar novas diretorias para acomodar a turma da boquinha. Eurides Mescolotto, fundador do PT em SC e ex-marido de Ideliiiii, deixa o Banco do Estado de SC (que está sendo empurrado para o BB) para assumir a presidência da estatal. Com ele vai também o ex-deputado Paulo Afonso Vieira (PMDB).

Só que Antônio Vituri e Ronaldo dos Santos Custódio, que comandam a empresa há dois anos, permanecerão na casa, assumindo as diretorias engendradas para mantê-los. Fica assim, na cúpula: três petistas e um peemedebista.

Sob o reinado Lula, as estatais nada ficam a dever às falecidas estatais soviéticas.

Adeus, aposentados.

O Circo Nacional de Chávez

A última do tirano: criar uma Companhia Nacional de Circo. Mas o objetivo maior é formar o Circo del Sur, convidando a vizinhança a aderir ao projeto.

Convenhamos: palhaço é o que não falta na região.

Quinta-coluna do "bolivarianismo"

A espalhafatosa senadora Piedad Córdoba, a Ideli colombiana, anda tão metida com os narcotraficantes das Farc que até codinome tem. Nas matas, ela atende por "Teodora de Bolívar". Mantinha contatos freqüentes com o tampinha Raul Reyes, devidamente despachado para o inferno, e anda mais em Caracas do que em Bogotá. É uma quinta-coluna do chavismo na Colômbia. (Leia aqui).

Autoritarismo eterno

Do czarismo ao comunismo, passando agora por lampejos de democratização, só uma coisa não morre na Rússia: o autoritarismo. Para variar, a inimiga é a imprensa - como acontece em todos os regimes autoritários ou ditatoriais. (Leia aqui).

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Verba garantida para Pol Pot Stédile

Já a turma do campo que se roce nas ortigas...

Na Agricultura, o corte de verbas foi profundo: quase metade do que estava previsto no orçamento. Em compensação, o tal ministério do Desenvolvimento Agrário - território livre ao exército de mercenários do Pol Pot do Grotão, o vociferante João Pedro Stédile - tem dinheiro suficiente para financiar a "vermelhidão" de abril, maio, junho etc...

Chama a atenção o fortíssimo contraste entre a revisão orçamentária do Ministério da Agricultura e a do Ministério do Desenvolvimento Agrário. As verbas destinadas ao primeiro diminuirão 44%, devendo passar de cerca de R$ 1,8 bilhão para apenas R$ 1 bilhão. No caso do segundo, a perda será de apenas 10%, de R$ 2,8 bilhões para R$ 2,53 bilhões. Os números são tão espantosos quanto inquietantes. O Ministério da Agricultura tem uma indiscutível importância econômica e uma agenda notavelmente diversificada. Basta pensar nas tarefas de controle sanitário e de combate à aftosa e a outras doenças, itens fundamentais da política brasileira de exportações. As deficiências desse trabalho custaram muito dinheiro ao País. O último grande problema comercial, com a União Européia, ainda não está resolvido. Em contrapartida, pouco ou nada se pode dizer a favor do Ministério do Desenvolvimento Agrário, conhecido principalmente pelos serviços prestados ao MST, ou, se se preferir, a entidades vinculadas àquele movimento sem personalidade jurídica mas muito influente em Brasília. Esse Ministério, depois do corte, ainda terá um orçamento equivalente a duas vezes e meia o do Ministério da Agricultura. Os cidadãos seriam muito beneficiados se o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, explicasse os critérios seguidos na distribuição de recursos entre os Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário. O problema seria convencer os contribuintes do acerto da opção preferencial pelos sem-terra, em detrimento da produção agropecuária. (Continua).

P.S.: ah, sim, criticar o MST é coisa de direitista, conservador, reacionário etc., etc. Financiar quem desrespeita a lei é "progressismo"...

Notícias do nosso "bruxo"

Sik, nosso notívago "bruxo" da Lagoa da Conceição - ex-professor de economia da FGV que apoitou seu barco por aqui -, manda o recado:

SikSite Contemporary Art

Interessado em saber como a Arte Contemporânea vem retratando as mulheres, selecionei
40 paintings de 15 pintores para mostrar o que encontrei, tanto no ocidente como no oriente, em partes iguais. Há também um novo verbete (NAK) 'anexo' ao Zona Z, que narra a história de seu herói, Noah, comandante do HMS Ulysses, um submarino atômico da marinha inglesa. Espero que goste e lhe seja de proveito. Um abraço, Sik.

Salve, Sik, precisamos combinar um café aí na Lagoa...

O fedor do ralo

Pelas Ongs da Amazônia escorrem milhões e milhões dos cofres públicos. Tudo em nome dos "índios". O governo agora - só agora - fala em controle. É piada com o nosso dinheiro.

Está faltando uma ong para defender brancos, heterosexuais e não-lulistas. (Leia aqui).

É ilegal? O governo apóia...

Estado de Direito? Só em Gana...

O acordo que permite aos sócios privados da Oi, a antiga Telemar, se tornarem donos da Brasil Telecom foi assinado há pouco no Rio de Janeiro. Nasce a BrOi, que eu chamo de Telezona, porque além de gigantesca, a nova empresa está sendo criada à revelia da lei.
O mais constrangedor é que a ilegalidade é, como sempre foi, abençoada pelo governo. A desculpa é a criação de uma supertele nacional. Mas não é preciso ser muito esperto para perceber que agradar grandes financiadores de campanha também pesou na balança do Planalto.
(
Continua).

Por que alguns países enriquecem?

Vou atrás do livro do Sachsida já, já.

À beira da extinção

Foi por pouco...

Leio hoje que a nobilíssima espécie humana quase foi extinta há 70 mil anos. Ficou reduzida há mais ou menos dois mil "seres humanos". Como ficamos sabendo disso? Biologia molecular, ora...

A notícia serve para alertar todos os tipos de arrogantes. Não somos especiais nem eternos. E somos vítimas, também, de eventos pelos quais não temos qualquer responsabilidade, para desgosto dos ecólatras - que certamente gostariam de ver extinta a humanidade, essa causadora de todas as "desgraças".

Se nossa espécie perdurar, será em função do nosso conhecimento e capacidade para superar as adversidades, com ciência e tecnologia, e não porque, supostamente, algo "lá fora" garanta a nossa existência.

Não está escrito em lugar algum que nossa espécie seja melhor do que qualquer outra, incluídas as bactérias. Nosso único privilégio é a inteligência (Leia aqui).

O golpismo mora no palácio

Quem esteve preocupado com a fala do general Heleno, que se cuide. Não virá golpe algum dos famigerados milicos: os generais da ditadura estão todos mortos e a geração fardada que conviveu com eles à época, em grande parte, já vestiu o pijama. Os novos têm outra formação, mais constitucionalista, gostem as vivandeiras sobreviventes ou não.

O golpismo, na verdade, está enraizado no palácio do governo. O lulismo quer um terceiro mandato para manter o melado com o qual, vergonhosamente, se lambuza e emporcalha o país há dois mandatos. O desejo do deputado petista Devanir Ribeiro (um sindicalista amicíssimo de Lula), autor do projeto de violação da Constituição para que isto se torne realidade, não é devaneio do próprio: duvido que não conte com apoio palaciano.

O resto é conversa mole. E não é culpa só de jornalistas chapas-brancas. A oposição é muito benevolente. Não deve deixar a naja terceirista levantar a cabeça. Pau nela.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Exibido e indisciplinado

Assim era o padre voador, Adelir De Carli (desaparecido no mar), segundo seu instrutor num curso de parapente, em Curitiba.

Ele era indisciplinado e não participava das aulas teóricas, que são fundamentais para se compreender as questões meteorológicas. Ele não tinha nada de humilde, se acha o bom, o que conhecia tudo, o que sabia tudo. Parecia um playboy". (Leia aqui).

Música contemporânea


Ah, se eu morasse em Belo Horizonte, não perderia essa mostra de música contemporânea, no sábado. O maestro Sérgio Canedo, meu amigo, regerá Stanley Levi. Abraço, maestro!

Base movida a sorvete e conhaque

A base de Alcântara, pelo que se sabe, não lança foguetes há muito, muito tempo. Parece ter virado um parque infantil. Então, haja bombom, sorvete, chiclete e, como ninguém é de ferro, conhaque...

Pela liberdade

Estudante venezuelano de 23 anos ganha o Prêmio Milton Friedman para a Liberdade. Yon Goicoechea enfrentou o tirano Hugo Chávez organizando manifestações estudantis pela preservação dos direitos humanos e das liberdades.

Dá-lhe, Sponholz!




quarta-feira, 23 de abril de 2008

Homenagem a Wegener

O chão tremeu aí, é?!

O cientista alemão Alfred Wegener (1880-1930), tão maltratado quanto Darwin com suas descobertas, foi o primeiro a propor a teoria da deriva dos continentes, isto é, a Pangéia. Idéia básica: no passado remoto, os continentes da Terra estavam unidos numa única grande massa de território. O que vemos hoje nos mapas se separou há cerca de 200 milhões de anos e têm flutuado imponentemente pela superfície do planeta, como verdadeiros icebergs sobre um substrato mais denso.

Hoje temos poucos problemas com essa idéia; de fato ela é a fundação na qual se baseiam todas as modernas geociências. Mas quando Wegener a apresentou, a reação foi não apenas negativa, mas tão intensa que muitos que poderiam ter-se colocado a seu lado recuaram temerosos de pôr em risco suas carreiras. Por cinco décadas, seus parcos defensores foram rejeitados com desdém por cientistas de ambos os lados do Atlântico...

Bene, até o Brasil "sem terremotos" agora ouve falar de placas tectônicas e de que a Terra não é um planeta prontinho, acabado, completo, como pensa a religião ambientalista. Graças a Wegener - que, aliás, era astrônomo e meteorologista.

(O trecho em itálico é do livro Grandes debates da ciência, de Hal Hellman (SP, Editora Unesp, 1999).

Chávez e o anti-semitismo

O site argentino Cadal (links) entrevista Sérgio Widder, do Centro Wiesenthal para a América Latina, que observa traços anti-semitas no chavismo. Só traços? Ora, o tirano venezuelano anda aos abraços com a teocracia iraniana de Ahmadinejad, que já ameaçou jogar os judeus no mar...

Leia aqui.

Jornalismo na era petralha

Haja saquinho

Continua firme a briga de Janaína Leite com Luis Nassif. Ela trabalhou na Folha, da qual o turco fez parte do conselho editorial até ser chutado e sair por aí competindo com os piores chapas-brancas do Grotão. Quem quiser saber quem é esse cara, visite o Arrastão. Inclusive para saber como funcionou a agência Dinheiro Vivo, do dito cujo - até com dinheiro do Bndes.

De minha parte, Nassif já foi escorraçado daqui faz tempo. Só me resta lamentar que a Assembléia Legislativa de SC o tenha convidado para uma palestra, hoje, sobre "O Brasil no mapa da economia mundial". Rapaz entendido, este!

Portanto, um saquinho em homenagem a Nassif e outro aos nobres deputados de Santa Catarina. Bleargh!

Teologia do contrabando

Vem aí o "contrabando da libertação"

Lula e o caridoso Itamaraty terceiro-mundista já estão amaciando para o lado do bispo-presidente paraguaio Fernando Lugo (na fotinho, claro) que quer arrancar mais dinheiro do Brasil. Em contrapartida, o Pequeno Timoneiro deveria exigir, no mínimo, o fim do contrabando e da pirataria, principais "indústrias" do Paraguai (além do roubo de automóveis brasileiros).

A propósito, Roberto Romano faz um lúcido comentário em seu blog:

Desde o começo de Itaipu, e mesmo antes, a opção preferencial dos políticos paraguaios encontra-se no contrabando, jamais na indústria e no aproveitamento racional dos recursos advindos da mega-usina. O epicentro do comércio pirata que desgraça o comércio brasileiro está situado em Assunção. E todo mundo sabe perfeitamente que esta é a realidade.

Agora, com a choradeira teológico-política, o bispo deseja mais recursos. Não será para industrializar o país ou promover desenvolvimento técnico educacional. O trato com a China por soja? Por solidariedade? Por gentileza amiga? Ora, o costume é tirânico. Podem apostar: com o bispo no poder, as pacotilhas chinesas afogarão indústrias e comércio no Brasil. Será o "contrabando da libertação", um "progresso", fato alvissareiro que fortalecerá o o "contrabando da libertação cocaineira", dos "companheiros" das Farcs.

Peço que me corrijam e cobrem dentro de dois anos. Até lá...soja, ora soja! O mais oportuno, para quem não quer trabalho duro, é continuar com os negócios...da China, entende?

Fábricas brasileiras: podem se preparar para o fechamento. E com as bênçãos do patriótico governo Lula. Patriótico, se entenda: na defesa da Bolívia, Venezuela, Paraguai.. Enfim, podemos nos orgulhar: nunca neste país tivemos um governo tão nacionalista - contra nós.

P.S.: bem entendido, quanto ao título e subtítulos: libertação do tráfico, do crime, da pirataria, das chalanas do Paraguai e do entreposto chinês etc...Bandido é legal!

Tremores


terça-feira, 22 de abril de 2008

O fim da "esquerda" italiana

Berlusconi não é flor que se cheire, mas teve o mérito de jogar uma pá de cal sobre a "esquerda" italiana, do velho comunismo ao ambientalismo.

No Podcast do Diogo Mainardi:

A esquerda sumiu. Acabou. Morreu. O velho fundamentalismo comunista e o novo fundamentalismo ambientalista, reunidos no mesmo partido, ficaram sem representantes na Câmara dos Deputados e no Senado. É isso aí: zero. O país que por tanto tempo se gabou de ter o maior partido comunista do ocidente finalmente se livrou desse atraso. Os sindicalistas e os verdes, que impediam qualquer tentativa de modernizar a economia italiana, conquistaram 3% dos votos e foram varridos do cenário político. Seus líderes, depois da derrota histórica, continuavam a declarar que a Itália ainda precisa da esquerda. Não precisa, não. Ninguém precisa da esquerda.
(Continua).

Jornalismo e vodka

A notícia é da Ansa:

O jornal russo "Moskovski Korrespondent", responsável pelo furo que noticiou a polêmica separação entre o presidente Vladimir Putin e sua esposa, desmentiu o caso. Um dos jornalistas do tablóide afirmou que o affaire entre Putin e sua suposta amante, a jovem ginasta Alina Kabaeva, foi inventado para cobrir um buraco vazio na página de política. A equipe de redação estava bêbada, afirmam os envolvidos. (Continua).

Com esse pretenso "furo" jornalístico, o site do jornal passou a ter 10 mil visitas diárias...

E não é chapa-branca?

Ali Kamel desce o sarrafo no livro (cujo título é quilométrico) do ex-presidente da Radiobrás, Eugênio Bucci, que tenta livrar a cara dizendo que seu trabalho por lá não foi de chapa-branca, mas "apartidário", "ético", "afastado da propaganda" etc.

Não tenho nada contra Eugênio Bucci na Radiobrás. Creio que ele fez ali o que seus antecessores fizeram. Mas não acho ético, não acho correto que alguém que tenha decidido servir a um governo, a um partido, e que tenha feito isso com esmero e dedicação, venha, tanto tempo depois, dourar sua biografia, passar a sua história a limpo, vendendo-se como vestal do jornalismo apartidário quando, na verdade, fez exatamente o que aqueles que o convidaram para o cargo queriam que ele fizesse. (Continua).

Tremendo cara-de-pau, esse Bucci.

"Grande Pátria" cucaracha

Em seu primeiro discurso depois de eleito presidente do Paraguai, Fernando Lugo já mostrou sintonia com as teses "bolivarianas" do tirano Hugo Chávez. Fala em transformar a América Latina numa "Grande Pátria" sem fronteiras.

Sai da frente! Com uma grande pátria dessas, governada por tiranetes, vou pedir asilo na Austrália...

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Quarteto latino

Lugo & Lula

Ainda em Gana - aquela potência científica e tecnológica, exportadora de conhecimento -, o Pequeno Timoneiro alardeou que não vai negociar o contrato de Itaipu com o Paraguai - exigência do presidente eleito, o "teólogo libertador" Fernando Lugo.

Frei Betto, gastrônomo e amante das ditaduras, além de ex-assessor "espiritual" de Lula, andou dizendo o contrário lá no Paraguai, onde festeja a vitória com o irmão de sacristia.

A conferir a atitude do governo, que tem demonstrado mais compromisso com visões político-ideológicas do que com os interesses nacionais - mas eu já estou apostando em Frei Betto...

Leia aqui.

domingo, 20 de abril de 2008

Lugo vem aí para incomodar

Ele é discípulo da "teologia da libertação"

As eleições no Paraguai, realizadas hoje, provavelmente levarão ao governo um representante populista e nacionalista ao estilo bolivariano. Trata-se do ex-bispo católico - e partidário da "teologia da libertação" (novidade?) - Fernando Lugo, que vai aos comícios calçando sandálias franciscanas e ataca o "imperialismo" brasileiro, fazendo ameças contra a binacional Itaipu. (Vai na mesma linha a mídia paraguaia, a exemplo do jornal ABC de hoje, que acusa o Brasil de explorar o país). E os brasiguaios, coitados, que se cuidem - não terão amparo por aqui.

Novos problemas à vista para o governo brasileiro e o Itamaraty, que, pelo que têm demonstrado até hoje, também não enfrentarão o bravateiro Lugo (que é a cara do Pequeno Timoneiro), assim como se dobraram ao cocaleiro Evo Morales e ao fanfarrão Hugo Chávez.

Em resumo, teremos mais um país no brejo da "idiotia latino-americana". O mundo civilizado vai para um lado, nós vamos para outro, sem aprender as lições da história. Marco Aurélio "Top-top" Garcia deve estar esfregando as mãos...

Outra história

O blog publicou abaixo, há alguns dias, "Uma história", colaboração do argentino Esteban Lijalad. Maria do Espírito Santo Gontijo Canedo responde com "Outra história". Boa leitura.

sábado, 19 de abril de 2008

Festa comunista

Ong é o falso nome de entidades voltadas para o crime (as exceções são raras). Na verdade, são mais governamentais do que públicas ou privadas. A maioria drena recursos públicos e não recolhe nem sequer um centavo da iniciativa privada. E também não presta contas de nada.

Não passa semana sem que haja denúncia contra uma dessas ongs. Desta vez, a denúncia é contra uma arapuca governamental do PCdoB e do PSB, aliados do governo. Em Roma, como os romanos...

VEJA localizou uma testemunha que ajuda a entender como muitas ONGs se transformaram em verdadeiras minas de ouro. Do que ela confessa e pode provar, emergem as engrenagens criminosas de uma entidade de Brasília que se associou a comunistas e socialistas que comandam os ministérios do Esporte e da Ciência e Tecnologia e conseguiu desviar, sozinha, 3,4 milhões de reais. Fácil, fácil.

A testemunha chama-se Michael Vieira da Silva, ex-funcionário do Instituto Novo Horizonte, uma ONG que dizia oferecer cursos de treinamento a crianças pobres. Ele conta que atuava como uma espécie de faz-tudo da entidade, mas seu grande trabalho foi abrir uma empresa de fachada, a T & Z, para fornecer notas fiscais frias à ONG, que assinou um convênio (que tem o sugestivo número 171) com o Ministério da Ciência e Tecnologia no valor de 1,8 milhão de reais. Os recursos saíram dos cofres do ministério e desapareceram sem deixar vestígios. Os documentos apresentados por Michael revelam o destino final do dinheiro: a conta pessoal do responsável pela ONG, Luiz Carlos de Medeiros (veja o quadro). O golpe é simples e de altíssima rentabilidade. A ONG simulava gastar a maior parte da verba que recebia em material didático. Investia, na verdade, apenas 5% do que declarava. A diferença, 95%, caía nos bolsos dos donos e de amigos que participavam do esquema. "Havia pagamento a secretárias e funcionários dos ministérios", diz Michael. Ao emitir notas fiscais frias para comprovar as despesas falsas, Michael acabou sendo multado em 722 000 reais pelo Fisco estadual.

Luiz Carlos é um bem-sucedido ongueiro, embora quase nada apareça em seu nome. De origem humilde, mora hoje num apartamento de cobertura, dirige carros importados, promove festas requintadas, mas também é dono de uma ficha corrida na polícia. A ONG Novo Horizonte, por exemplo, está registrada em nome de Antônio Carlos de Medeiros, irmão dele. "Não tenho nada, nada a ver com a Novo Horizonte. Sou uma pessoa humilde", diz Luiz Carlos. Luiz tem amigos influentes em sua área de atuação. Um deles é o comunista Agnelo Queiroz, ex-ministro do Esporte e atual diretor da Anvisa. O outro é Joe Valle, secretário de Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia. "Luizinho é bom, sério, vai além do que o ministério exige", explica o ex-ministro. Em junho de 2006, três meses depois de Agnelo deixar o cargo, a ONG que Luiz diz que não é dele faturou um convênio de 1,6 milhão de reais com o Ministério do Esporte. Meses depois, Luiz atuou na campanha de Agnelo ao Senado. Era tratado pelos funcionários do comitê como "assessor". "Sou fã do Agnelo e votei nele", diz Luiz. Segundo Michael, cerca de vinte computadores da ONG de Luiz Carlos foram cedidos ao comitê de Agnelo.

Agnelo perdeu a eleição, mas a amizade com o ongueiro continuou – e os negócios também. Em 2007, o Ministério do Esporte fez uma auditoria no convênio com a Novo Horizonte e descobriu que os serviços não foram prestados. Uma das acusações graves que a testemunha faz trata do nível de intimidade entre o ongueiro e o ex-ministro. Michael Vieira afirma que um dos saques na conta da empresa fantasma T & Z, feito no dia 1º de outubro do ano passado, no valor de 150 000 reais, teve como destinatário o ex-ministro. Ele relata ter sacado o dinheiro do banco, acompanhado do irmão de Luiz Carlos e de um funcionário da ONG. "O dinheiro foi entregue para o Agnelo", garante Michael. Agnelo diz que a informação é "absurda". "Estão querendo me prejudicar", afirma. Na semana passada, Michael prestou depoimento ao Ministério Público e entregou os documentos ao promotor Ricardo de Souza, que abriu procedimento para investigar o caso. Enquanto isso, Luiz Carlos, aquele que nada tem a ver com ONGs, segue a sua trajetória humilde. Além de planejar sua candidatura a deputado pelo PCdoB, ele assumiu o Instituto Universo, sua nova ONG, e já conseguiu assinar um convênio no valor de 638 000 reais com o Ministério do Esporte. A classe operária, ao que parece, encontrou nas ONGs o seu paraíso.


Negociata de índio

Sônia Racy, no Estadão de hoje, em nota intitulada "Cloro na confusão":

Importante explicação dada ontem por um general que foi assessor militar nos governos Collor e Itamar: o compromisso do governo brasileiro de demarcar a reserva ianomami - motivo do conflito entre o Planalto e o general Augusto Heleno - foi assumido no início dos anos 90.

Em troca da manutenção do Rio de Janeiro como sede da Eco-92 - a reunião da ONU sobre meio ambiente. (Thanks, Lets).

Enfim, um juiz na suprema corte.

Gilmar Mendes não usa viseira ideológica

Em entrevista à revista Veja, Gilmar Mendes, o novo presidente do STF, diz o que todo cidadão gostaria de ouvir: dossiês, vazamentos e violação de regras básicas são práticas autoritárias e antidemocráticas. E, como qualquer cidadão que preza a democracia, Mendes não vê com simpatia a tentativa de um terceiro mandato para Lula.

O que há de mais saboroso na entrevista, porém, é o conselho (inútil, é bem verdade) ao ministro Tarso Illich Genro. Cito um trecho:

Veja – O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que fazer dossiês com fins políticos não é crime. Como o senhor analisa essa declaração?
Mendes – Fazer coleta de informações às quais eu tenho acesso simplesmente porque estou no governo, para uma finalidade política eventualmente de constrangimento ou de chantagem, pode não ser crime. Mas certamente não é uma atitude eticamente louvável. É uma atitude preocupante, que revela uma concepção autoritária e certo patrimonialismo. Embute-se nela o entendimento de que as informações que estão ao meu alcance pelo fato de eu estar no governo, o que é circunstancial, podem ser usadas para as finalidades que eu entender devidas. Isso é preocupante. Se alguém pensa assim, talvez tenha de repensar seu conceito de democracia. Talvez essa pessoa esteja lendo muito Lenin e Trotsky – e deveria ler mais Popper (Karl Popper, filósofo inglês nascido na Áustria, o maior defensor teórico da democracia liberal) .

É isto, senhor ministro da Justiça: mais conhecimento e menos ideologia. Está na hora de renovar a biblioteca, paralisada nos anos 80.

P.S.: só faço uma observação à nota do entrevistador, Alexandre Oltramari: Popper não foi apenas um defensor das idéias liberais, mas, sem favor, o maior epistemólogo do século XX. (Para assinantes).

P.S. 2: enfim, alguém letrado ocupando um cargo importante. E sem carteirinha partidária...

Dá-lhe, Sponholz!




Grotão sem lei e sem governo, mas cheio de ongs. Enquanto isso, o Pequeno Timoneiro voa para Gana, gigantesca potência sem a qual o mundo estará perdido. Vai em busca de conhecimento, ciência e tecnologia.

Mentes preparadas para a ditadura

Ditadura lulista, bem entendido...

O Grotão está preparado para o que Lula quiser. Pode virar ditador, monarca ou coisa parecida - o que bem entender. As mentes estão entorpecidas por décadas de ideologia barata, dos velhos às crianças. O certo é o "politicamente correto", sobrevivência do esquerdismo e do totalitarismo comunista dos anos 70/80.

O Brasil não é só vizinho da Venezuela, Equador e Bolívia, cujos governos ignoram a história. Aqui também não se aprende qualquer lição do passado. Tanto quanto nossos vizinhos, vamos repetir ad nauseam - ainda que de forma mais light - tudo o que não deu certo em países civilizados. Bleargh!

Prosseguindo: a lei, no Grotão, não é universal. O relativismo impera na criação e na aplicação das regras. A leniência que vale para o MST e os bandidos não é extensiva ao indivíduo sem partido, sem igreja, sem agremiação, que cumpre a lei, paga impostos e nada tem como retorno. Mandados de prisão não são cumpridos (há 500 mil sentenciados soltinhos).

Se você conta com a protetora capa de um partido, de uma igreja, uma ong ou uma máfia qualquer, tem chance de não ser preso, por mais horrendo que seja o seu crime. Terá ainda a comiseração das entidades de "derechos humanos", das "pastorais" igrejeiras e o diabo a quatro.

A garantia de impunidade incentiva a criminalidade. Não temos crime organizado, temos é Estado mal organizado. E salve-se quem puder. Bleargh de novo!

P.S.: Ah, sim, alguns ingênuos - ilustres acadêmicos entre eles - acham que apoiar a fala de um general é incentivar o "golpismo" - como se os generais dispusessem ainda de algum poder ou capacidade de iniciativa contra as instituições, já avacalhadas pelo lulopetismo. O que me preocupa é que eles não vêem o perigo iminente: a eternização dessa mediocridade rapineira que se incrustou no poder.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

DEM apóia o general Heleno

Brasil exige luta contra o crime. Este é o título da nota da executiva nacional do Democratas, apoiando o general Heleno, que solicitou mudanças na política indigenista.

É isso aí. Chega de baderna com apoio oficial.

Leia aqui. Você pode assinar a petição em apoio a Heleno neste endereço:
http://www.petitiononline.com/xptoxpto/petition.html

Chavistas contra Homer Simpson

Arrumaram até um "filósofo" mexicano para descer a lenha na série norte-americana. O bigodudo cucaracho, Fernando Buen Abad, diz que Homer Simpson "viola os direitos humanos fundamentais".

Ah, sim, o ilustre "pensador" mexicano escreve num site chamado Rebelión, que conta com colaboradores antidemocráticos não menos ilustres: Frei Betto, Emir Sader et caterva.

Mãe Dilma reconhece comício em BH

Ato falho, ela própria admitiu que a coisa era comício. Alô, alô, existe tribunal eleitoral no Grotão? Existe alguma instituição não submissa aos desígnios do Executivo? Aliás, existe independência de poderes? Socorro, Montaigne!

(Danke, Maria).

Chega de baderna!

DEM e PSDB cobram atuação do governo contra a baderna instalada no país pelo exército mercenário de Pol Pot Stédile. Até que enfim alguém se mexe. Enquanto isso, o vergonhoso PMDB lambe as botas do lulismo em troca de cargos, tão sedento de verbas quanto o PT. Cuisp! Os ossos de Ulisses Guimarães se reviram no mar...

Torcicolo brando

Bom mesmo seria o torcicolo completo, mostrado pelo nosso Sponholz.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Uma história

Para que a nossa espécie tivesse conseguido fazer história por própria conta, foi um longo caminho. Esteban Lijalad, do blog argentino Monología (links), tenta captar algumas dessas pegadas em texto enviado para cá. O título é breve para uma longa história.

Plano de Aceleração da Campanha


Não tem TSE, não tem nada. Jamais vi tanto desrespeito à lei eleitoral. Será que ela só vale para vereadores?

O exército de mercenários do MST

Do sociólogo Zander Navarro, sobre as invasões a prédios públicos promovidas pelo exército de mercenários de Pol Pot Stédile, com a cumplicidade do governo:

O movimento apela para outras formas de protestos como artifício de atrair holofotes que possam reforçar a necessidade de sua existência. O MST não é mais do que uma organização do sistema político, integrada por algumas centenas de militantes profissionais, que não sabem fazer mais nada. Se sumir da cena política como obterá recursos públicos que sustentam a organização? A tudo isso o governo federal assiste passivamente. A manutenção dessa comédia atende interesses de militantes profissionais do MST, intelectuais desinformados, estudantes encantados com a retórica radical, corporativismo do Incra e segmentos radicalizados da classe média, que jamais pisaram em áreas rurais. (Na Folha, para assinantes).

Intelectuais desinformados é o que não falta. Stédile e a bugrada que o apóia estacionaram nos anos 70, mas sabem muito bem como viver confortavelmente à custa dos cofres públicos.

Buracos continuam abertos para as ratazanas ongueiras

O governo tentou dar uma guaribada na relação (incestuosa) entre os órgãos federais e as ongs, mas deixou enormes buracos para as ratazanas ongueiras, criadoras de um verdadeiro duto de verbas públicas para entidades de fachada - coisa que os petistas conhecem bem. (Leia aqui).

Bota torto nisso!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

A utopia regressiva de Pol Pot Stédile

De volta das aulas, vejo na TV e nos jornais que não vivemos de fato sob o Estado de Direito. O "exército" do Pol Pot do Grotão e chefe supremo do MST, João Pedro Stédile (cujo mandado de prisão jamais é cumprido), invade 46 prédios públicos em 16 Estados. Tudo sob a bênção da Igreja Católica, que incentiva a ruptura institucional e a volta a um idílico país agrícola, cheio de roças voltadas à auto-subsistência das "famílias". Destrua-se o agronegócio, a agricultura com máquinas!

Pouco importa o fato de que 87 por cento da população brasileira seja urbana. Quem quer voltar para o campo, para as enxadas de seus avós? O exército de mercenários do MST clama ainda por "reforma agrária", mas que o Pol Pot explique como isto deverá ser feito. Vai obrigar a população a sair das cidades para "voltar" ao campo?

Foi exatamente isto que fez o legítimo Pol Pot (foto), no Camboja, promovendo um genocídio que dizimou dois milhões de pessoas (metade da população). Reforma agrária para quem, para quantos?

A utopia regressiva sempre esteve presente no discurso dos bispos católicos e do MST, hoje um partido político de vocação totalitária. Não perceberam que as paróquias, felizmente, já morreram tarde no século XX.

Dengue e lulismo

Ah, é, presidente? Pois então eu completo: ou acabamos com o lulismo ou o lulismo acaba com o Brasil.

Reitores? Prepostos do governo...

A Folha chama para a coluna do Elio Gaspari com os seguintes dizeres: "Reitores confundem o poder da cátedra com mandato divino". Errado. Eles se consideram é executivos do MEC, isto é, do governo. E, nesses obscuros tempos lulistas, agem como a turma do Lula, dispondo até de cartões corporativos.

Basta lembrar (mais uma vez) que a atual safra de reitores das universidades federais quebrou o decoro acadêmico ao assinar um manifesto de apoio à reeleição de Lula, nas últimas eleições - fato inédito na história da República. Sacrificaram as instituições à ideologia reinante.

A coluna de Gaspari está disponível aqui.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Governo transparente

Cientistas são otimistas?

Do La Nación:

Escritor, editor y artífice de gran parte de los best sellers científicos de los últimos años, el norteamericano John Brockman cuenta cómo nació el proyecto de convocar a un centenar de mentes brillantes, en su mayoría científicos, y cada año proponerles preguntas provocadoras a fin de sintetizar, de alguna manera, el pensamiento contemporáneo. Las respuestas, afirma, son sorprendentes. (Por Juana Libedinsky).


A entrevista ("Os cientistas são naturalmente otimistas") pode ser baixada em arquivo pdf. O trabalho de Brockman pode ser acompanhado na página da Fundação Edge, um site que vale a pena visitar com freqüência.

O rei dos pelegos

O sociólogo Jose Francisco Weffort, um dos fundadores do PT, partido que abandonou em 1995, levanta algumas boas questões sobre Lula e sua insistência em esconder os vultosos gastos da família palaciana.

Que coisas tão graves em seus gastos na Presidência estará Lula procurando esconder da opinião pública? Que de tão grave têm as despesas dos palácios do Planalto, da Alvorada e da Granja do Torto que possam explicar a cortina de fumaça que o governo criou para impedir o controle dos cartões corporativos de Lula, Marisa, Lulinha, Lurian etc.? A estas alturas, só o governo pode responder a tais perguntas. E como o governo não responde, a opinião pública, sem os esclarecimentos devidos, torna-se presa de dúvidas sobre tudo e todos.
É conhecida a ojeriza de Lula a qualquer controle sobre gastos. Evidentemente os dele, da companheirada do PT, dos sindicatos e do MST, sem esquecer um sem-número de ONGs sobre as quais pesam suspeitas clamorosas. Ainda recentemente, ele vetou dispositivo de lei que exigia dos sindicatos prestação de contas ao TCU dos recursos derivados do imposto sindical (agora “contribuição”). Há mais tempo, Lula era contra o imposto em nome da autonomia sindical.
(
Continua).

Prêmio "11 de abril"

Os leitores sabem que não sou chegado a "memes", prêmios etc., mas aí vai: o blog foi agraciado com o Prêmio "11 de abril", criado por Alexis Marrero, da Venezuela, em homenagem aos blogs que defendem a democracia e as liberdades. Agradeço a indicação feita por Katya, do blog Resistência Caracas e por Ferra Mula, mas não vou citar 15 blogs (!!!), mesmo porque muitos já foram contemplados.

Indico estes aqui:

O barão não mora mais aqui

O Itamaraty está nas mãos dos baixinhos Celso Amorim e Marco Aurélio "Top-top" Garcia. Viva o caudilhismo!

Não poderia deixar de mencionar aqui a entrevista do historiador Marco Antônio Villa à Veja desta semana (ótima, aliás). Villa é um historiador que não foge de polêmicas e não se recusa a confrontar temas do presente, à diferença de historiadores, digamos, hegelianos, que esperam o vôo da coruja, só se manifestando ao anoitecer (não para falar do passado, mas para açoitar o presente, supostamente dominado pelo "imperialismo norte-americano"). Sentem-se eles muito confortáveis neste obscurantismo de "fim da história" que vivemos no Brasil sob o reinado lulista.

Villa fala de alguns temas já suscitados aqui em alguns posts, como a partidarização do Itamaraty. Cito a apresentação feita pela revista e, mais abaixo, alguns trechos da entrevista:

O historiador Marco Antonio Villa já escreveu 21 livros, com temas que variam da Idade Média à Revolução Mexicana. Ao investir contra mitos da história nacional em suas obras e artigos, esse professor da Universidade Federal de São Carlos colecionou polêmicas e fez dezenas de inimigos. Sete anos atrás, tornou-se persona non grata no estado de Minas Gerais ao sustentar que Tiradentes foi um herói construído pelos republicanos. Mais tarde, causou comoção ao escrever que o presidente João Goulart, deposto pelos militares em 1964, preparava o próprio golpe de estado para obter a reeleição. "Os historiadores costumam ter receio de polêmicas, mas é com elas que se transforma a visão de mundo de uma sociedade", diz Villa, que tem 52 anos. Estudioso da diplomacia brasileira, ele vê com preocupação o sumiço da linha de diplomacia cunhada pelo barão do Rio Branco. "O barão profissionalizou o Itamaraty, que passou a atuar em busca dos interesses do país, e não de um governo ou partido."

Aqui, alguns picles. A começar pelo sacrifício dos interesses nacionais no altar de ideologias latino-americanistas defendidas pelo lulopetismo, embebidas de populismo e indigenismo, algo melhor denominado como "idiotia latino-americana" (grifos meus).

Veja – Como o senhor avalia a atual diplomacia brasileira?
Villa - Nossa diplomacia se esquiva de defender os interesses nacionais na América Latina. Teima sempre em chegar a um acordo e, como não consegue, acaba cedendo aos vizinhos. Se Lula tivesse sido presidente na República Velha, o Acre seria hoje dos bolivianos e Santa Catarina, dos argentinos. Por aqui se pensa que o Brasil não pode ter interesses nacionais ou econômicos na América do Sul, uma vez que estamos em busca de uma integração regional. É um equívoco. Os interesses do Brasil não são os mesmos da Argentina. Os objetivos do Paraguai não são os do Brasil. A linguagem amena, educada, usada pelos nossos diplomatas apenas tem fortalecido os caudilhos da região, como o venezuelano Hugo Chávez e o boliviano Evo Morales, que se acham com autoridade para falar ainda mais grosso e aumentar as exigências.

Veja – A diplomacia brasileira não era assim no passado?
Villa – Não. No fim do século XIX, a Argentina reivindicou o oeste do Paraná e de Santa Catarina. Não fazia o menor sentido. O presidente Prudente de Moraes, com a ajuda do barão do Rio Branco, resolveu a questão e evitou a doação da área. Não perdemos um hectare de terra. O barão sabia quais eram os interesses nacionais e os defendia. Além disso, profissionalizou o Itamaraty, que passou a coordenar uma política em nome do país, e não de um governo ou partido. Hoje, precisamos urgentemente que o barão do Rio Branco se incorpore no ministro das Relações Exteriores.

No lugar do barão, temos o baixinho Celso Amorim, coadjuvado pelo historiador "unicampeiro" Marco Aurélio Top-top Garcia, cuja obra de professor e pesquisador de relações internacionais é absolutamente desconhecida:

Veja – Qual é a relevância de Marco Aurélio Garcia nas relações externas?
Villa – Desde o início da República, não há registro de um assessor com tanto poder como ele. Garcia aparece nas fotos quase sempre atrás de Lula. Dá pronunciamentos em pé de igualdade com o ministro das Relações Exteriores ou o secretário-geral do Itamaraty. Marco Aurélio Garcia é considerado um grande acadêmico, um gênio, uma referência para qualquer estudo sobre relações internacionais na América Latina. Curioso é que não se conhece nenhuma nota de rodapé que ele tenha escrito sobre o tema. Fui procurar seu currículo na plataforma Lattes, do CNPq. Não há nada sobre ele. Marco Aurélio Garcia é o Pacheco das relações internacionais.

Para assinantes.

Fiat lux

Demorou, mas veio um técnico da Net perto do meio-dia (!) e, com gentileza, trocou conexões e deu uma guaribada geral. Está tudo funcionando normalmente (e a velocidade da internet até melhorou). Volto à carga, portanto. E vou começar mexendo com o Itamaraty petralha, que enterrou o barão de Rio Branco pela segunda vez.

Eskafuska!, dizem os marqueteiros "russos" da Net. A evocação deve ter algo a ver com a falecida URSS mesmo: no fundo, a empresa não tem concorrência na área, embora seja privada (coisas do patrimonialismo). Já tive ADSL através da Brasil Telecom, mas aqui nunca funcionou direito. Até há pouco a empresa dormia sobre ouro à sombra do Estado e chegou tarde à internet. Deu no que deu.

Em algumas coisas, não estamos muito longe de Cuba, apesar do ufanismo reinante...

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Alô, Net!

Problemas de conexão. Solução só amanhã (promessa da empresa grotense). Câmbio.

O sindicalista milionário

Criar sindicato é com ele

Ataíde Francisco de Morais, criador de sindicatos, só poderia mesmo ficar milionário na República Sindicalista do Grotão. Pelegos unidos têm conseguido tudo o que querem, inclusive manter suas máfias longe da lei, com a ajuda do Pequeno Timoneiro e dos deputados. Valha a vergonhosa festa no congresso, há alguns dias, com whisky 18 anos - um brinde da pelegada aos generosos amigos do legislativo, que mantiveram o imposto sindical.

Acompanhe aqui a trajetória de sucesso financeiro do ex-operário, em reportagem da revista Época.

domingo, 13 de abril de 2008

O horror

Professores queimando livros!

Só agora acessei a notícia da Veja, que transcrevo na íntegra. Jamais imaginei professores queimando livros - nem que fossem exemplares do Mein Kampf, de Hitler (no labirinto da história, aprende-se com os erros).

Livros em chamas remetem a períodos de obscurantismo na história. Foi assim na Inquisição, cinco séculos atrás, quando obras contrárias à doutrina da Igreja Católica eram queimadas em praça pública. Essa também foi uma prática dos nazistas. Em doze anos no poder, eles carbonizaram milhares de volumes em macabras cerimônias noturnas em que as chamas produzidas pelo papel queimando-se eram luzes que anunciavam as trevas da intolerância. Poucos dias atrás, a cena de uma fogueira de livros, no centro da cidade de São Paulo, ecoou esses tempos sombrios. O episódio, por si só, já chamaria atenção. Piora ainda mais o quadro saber que a iniciativa partiu de um grupo de professores, justamente de quem mais se espera o apreço à diversidade de opiniões. Os responsáveis pelas labaredas são da Apeoesp, o maior sindicato de professores de São Paulo. Enquanto os livros desapareciam com o fogo, eles gritavam: "Quei-ma, quei-ma!".
A razão para a indignação dos sindicalistas também surpreende: eles protestavam contra o novo currículo escolar produzido pela Secretaria Estadual de Educação. De quebra, colocaram na fogueira algumas das apostilas fornecidas pela secretaria. O currículo contra o qual eles se posicionam é um documento que organiza o conteúdo a ser transmitido aos alunos da rede pública – com metas estabelecidas para cada aula do ano. Deveria ser bem-vindo, mas os sindicalistas decidiram reduzir alguns dos exemplares a um punhado de cinzas por considerá-lo, antes de tudo, uma afronta à liberdade de o professor conduzir sua própria aula. Em segundo lugar, por julgá-lo "limitado" e "incapaz de formar cidadãos", segundo palavras do professor Carlos Ramiro, o presidente da Apeoesp.
A pregação ideológica do sindicato não tem confirmação nas pesquisas. Elas indicam que os alunos sempre têm desempenho melhor naquelas escolas em que os professores são guiados por metas de ensino – algo elementar, mas ainda uma raridade no Brasil. Enquanto em outros países o currículo já é, há tempos, artigo básico, aqui os professores de escolas públicas começam a ser apresentados a ele só agora e ainda em poucos estados, como Minas Gerais e Tocantins. Não resta dúvida, portanto, sobre o mérito da iniciativa de São Paulo – e sobre a falta de razão do violento protesto do sindicato. Diz a secretária estadual de educação, Maria Helena Guimarães de Castro: "Os sindicalistas são corporativistas. Eles rejeitam qualquer instrumento que permita a prestação de contas da escola à sociedade". Com o novo currículo, os professores passam a estar mais sujeitos à cobrança sobre o que ocorre em sala de aula e terão, finalmente, de se pautar por um objetivo mensurável. Esse é um cenário que favorece o ensino de qualidade. A fogueira dos sindicalistas sinaliza que a preocupação central deles é a política e não a formação dos alunos. Uma pena.


Boa noite, tenho aulas amanhã.

Bin Laden se daria bem no Grotão

Se o terrorista passeasse na Avenida Paulista ou em Copacabana, ninguém poderia prendê-lo sem autorização do STF.

O que nem é de estranhar, num país em que há 500 mil condenados (sentenciados) na rua, leves e fagueiros, e apenas 400 mil na cadeia. E ai de quem disser que é necessário, no mínimo, dobrar o número de presídios.

Vem, Bin, vem pra cá você também!

Patrimonialismo (II)

Patrimonialismo "über alles"

Tudo pelo terceiro mandato

A entrevista (Folha de hoje) do empresário farinheiro Lawrence Pih (Moinho Pacífico), petista desde o berço, apenas confirma que o Grotão ainda não superou o patrimonialismo, isto é, não é um país capitalista. Ele é outro a defender o golpe do terceiro mandato para o Pequeno Timoneiro.

Empresários contentes e felizes em torno do Estado, abraçados às máfias sindicais e aos políticos e burocratas, tratam o que é público como seu patrimônio pessoal - eis o retrato do patrimonialismo latino-americano, anti-liberal até debaixo d'água. Não espanta que queiram, todos eles, a continuidade de um governo que os beneficia. E viva o Estado forte!

"O projeto dele não está completo, e a sociedade está satisfeita com seu governo", disse Pih. Huummm, sabemos bem qual é essa "sociedade"...

Escola pública, cartilha privada...

Um bom post sobre o tema no De Gustibus.

sábado, 12 de abril de 2008

Homenagem a Romano

Como, infelizmente, não poderei beber um bom vinho na companhia do amigo Roberto Romano lá na querida São Paulo, pego carona com outro amigo para homenageá-lo em seu aniversário, neste domingo. Mas não dispensarei, é claro, uma taça por aqui também...

E lembro, aos que não se escandalizaram com o milionário Bolsa-ditadura outorgado aos cartunistas Ziraldo e Jaguar, que pouca gente, neste país, teria o direito de reivindicar alguma indenização. Romano é uma dessas pessoas (passou um ano na prisão durante a ditadura), mas, decentemente, jamais exigiu algum troco.

Bravatas contra o "imperialismo"

Na festa "bolivariana", o tirano Hugo Chávez ataca os "lacaios do imperialismo". Não, o século XX ainda não morreu. Divirta-se.

O imperador


A capa da Veja desta semana diz tudo.

(Leia a matéria de capa aqui).

sexta-feira, 11 de abril de 2008

O futuro do Brasil

O futuro do Grotão é isto aí: mineiro se fingindo de caipira e paulista se fingindo de cosmopolita.

Os céticos que acompanhem nas páginas de política e polícia. Ou no palácio da presidência. Deu!

O que é liberalismo?

Já havia chamado aqui para o texto em espanhol, mas a Ordem Livre acaba de fazer uma tradução do artigo de Carlos Alberto Montaner sobre "O que é o liberalismo".

Bem, o patrimonialismo brasileiro passa longe de qualquer idéia liberal. Apesar de a bugrada ideológica viver berrando contra um tal de "neoliberalismo", jargão predileto da idiotia latino-americana.

Cuco brasileiro

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Estado laico?

Roseli Fischmann e Roberto Romano analisam a questão. A primeira traça um histórico da influência da Igreja por aqui, mostrando que há constante violação ao princípio de laicidade, inclusive em relação à criminalização do aborto. Romano defende o ordenamento legal sem imposições de ordem religiosa. Os artigos estão disponíveis na revista Nossa América n° 26, do Memorial da América Latina (SP). Por enquanto, ainda podem ser baixados aqui.

Dá o que pensar.

Cowboy out

Estudantes dão sinal de vida, apesar do peleguismo da UNE.

Dia de muito trabalho, volto agora (não vivo do blog, infelizmente). E volto com a boa notícia de que o reitor-cowboy Timothy Mulholland pediu licença por 60 dias, depois da manifestação dos estudantes do UnB.

Ao contrário de alguns blogueiros, não vejo a pressão sobre a reitoria da UnB como coisa da UNE et caterva, todos bem cevados pelos cofres do patrimonialismo lulesco, assim como a CUT, que pagou whisky longevo para os deputados que liberaram a máfia sindical de qualquer fiscalização. Foi mais um ato vergonhoso que presenciei na TV. Mas ainda devo esperar mais, porque essa tigrada não tem limites.

E, só pra lembrar, repito o que tenho dito: a atual safra de reitores das federais quebrou o decoro acadêmico ao tomar partido pela reeleição de um presidente. Que fique claro: reitores não devem apoiar partidos, quaisquer que sejam. É pôr a universidade a serviço das ideologias.

Mas Timothy, bravo cultor da mentalidade dominante de poder a qualquer custo, só se afasta por 60 dias. Não precisará se preocupar muito. A madrinha dos mensaleiros e de Renan Calheiros, Ideli Salvatti, certamente irá beijá-lo e consolá-lo, como faz com todos os companheiros denunciados por "maracutaias" (expressão contumaz de seu chefe supremo, o Pequeno Timoneiro, mas apenas antes de assumir o poder).