sábado, 31 de maio de 2008

Bitches Brew



Com Bitches Brew (1969), Miles Davis fundiu jazz e rock, desagradando os puristas. Azar deles, pelo menos no caso desse álbum antológico.

Cenas grotenses


No jornal Zero Hora, de Porto Alegre:

Entalado em uma churrasqueira, um ladrão foi obrigado a pedir socorro às vítimas que dormiam no momento em que tentou invadir a residência no bairro Cristal, zona sul da Capital, na madrugada desta sexta-feira.

Ah, eu lá! Botaria carvão e álcool e tocaria fogo...

A melhor pizza do mundo

Os paulistanos sempre se orgulharam de ter "a melhor pizza do mundo". Bom, temos o melhor pizzaiolo...

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Florianópois, brrr...

Florianópolis, 10 graus no momento, e caindo...

Boa noite. Brrrr.

Update: troco o chimarrão do Spon e do pingüim por um bom vinho.

Um computador que sabe o que você pensa

Se você pensa em algo concreto, um computador pode ler a sua mente. É o que mostra um grupo de pesquisadores da Carnegie Mellon University, que produziu um modelo computacional que pode decifrar e predizer o exato esquema de ativação do cérebro associado de modo unívoco aos nomes das coisas concretas, isto é, das coisas que você poder ver, sentir, cheirar etc. (Leia aqui, em italiano).

Ainda engatinhamos, mas não há ninguém "lá fora" impedindo que o nosso conhecimento possa avançar. Os problemas estão aqui, dentro de nós e entre nós, nos limites biológicos e de inteligência.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Um voto pela ciência

Enfim, o STF resistiu à pressão das religiões - particularmente a católica, cujos representantes no próprio tribunal tentaram embromar a decisão - contra as pesquisas com células-tronco embrionárias, aprovando sua constitucionalidade.

Comemoro a decisão e parabenizo a suprema corte pela sensatez.

As pesquisas deverão ser aprovadas por comitês de ética das instituições - como já ocorre, aliás, com qualquer estudo envolvendo seres humanos ou animais (já fiz parte de um destes comitês).

Quanto à Igreja católica - em que fui batizado na infância -, que continue na sua luta insana contra o conhecimento científico, assim como insufla o MST contra o agronegócio e apóia suas violentas invasões, além de doar facões a índios em manifestações nada pacíficas. E que, sobretudo, se enterre cada vez mais na escatológica "teologia da libertação", já que não tem peito para excomungar nenhum jagunço de batina.

Para excomungar as mulheres, no entanto, a coisa funciona ligeirinho - até automaticamente...
(Danke, Maria).

quarta-feira, 28 de maio de 2008

O patrimonalismo grotense

O amigo Sponholz fez o retrato perfeito do patrimonialismo brasileiro (algo extensivo à Narcoamérica, aliás), que não distingue entre público e privado. Uma das perguntas feitas na monumental pesquisa realizada por Alberto Carlos Almeida - que resultaram no livro A cabeça do brasileiro, que comentei aqui outro dia - exemplifica muito bem essa visão: "se alguém é eleito para um cargo público, deve usar o cargo como se fosse propriedade particular, em benefício próprio?"

As respostas são assustadoras: 40% dos analfabetos e 31% dos que concluíram o primeiro grau concordam. Dos que têm ensino superior, 97% discordam. O que mostra, uma vez mais, que as pessoas de escolaridade mais alta tendem a ser menos patrimonialistas.

Os que concordam, formam, de fato, um curral eleitoral que elege e reelege corruptos.

O corcundinha antropocêntrico

O corcundinha Antônio Gramsci (1891-1937), ainda muito apreciado em certos setores das "ciências sociais", é tão velho quanto os pré-copernicanos. Não existe objetividade além da história, isto é, além da espécie humana, disse ele num dos fragmentos dos Cadernos do cárcere.

Herdeiro do idealismo italiano, via Benedetto Croce (1866-1952), regurgitou o seguinte:

O conceito de "objetivo" do materialismo metafísico parece querer significar uma objetividade que existe também fora do homem, mas quando se afirma que a realidade existiria mesmo se não existisse o homem, ou se faz uma metáfora ou se cai numa forma de misticismo.

Bueno, isto significa que, para o baixinho dialético, as ciências naturais (física, biologia etc.) são metafísicas ou místicas, pois tratam da realidade independente do homem. Ora, esta é justamente a concepção básica do realismo contemporâneo: existe uma realidade independente dos nossos pensamentos, idéias, preconceitos, desejos e que tais.

Com Gramsci - e todos os dialéticos marxistas, anteriores ou posteriores a ele -, é impossível fazer estudos científicos. Portanto, tome-se ideologia.

A inútil Unasul

Raúl Ferro, do Cadal, escreve que o nascimento oficial da União das Nações Sul-americanas (Unasul), no final deste mês, "é o último capítulo de uma arraigada tradição latino-americana: criar superestruturas políticas para facilitar a integração dos países, mas que, no melhor dos casos, resultam absolutamente inúteis para seu propósito." No pior dos casos, conclui ele, "acabam agregando mais travas a esta integração que supostamente tentam impulsionar". (Continua).

Assino embaixo, acrescentando que é um delírio acreditar (como é o caso de Lula) que teremos até uma moeda única. Realidade nunca foi o forte das "esquerdas" latino-americanas, que abraçam apenas utopias.

Lula e as Farc

No rolo, o padreco Medina.

Demorou, mas o governo Lula aparece no computador do tampinha Raúl Reyes, morto neste ano. Eis uma notícia que não surpreende quem acompanha as relações internacionais do governo Lula, que não chama os membros das Farc pelo nome adequado: terroristas. O fato é que o governo se recusa a condenar os narcotraficantes, seqüestradores e estupradores colombianos, por aqui carinhosamente tratados como "guerrilheiros".

Surrupio a matéria publicada hoje pela Folha (de Claudio Dantas Sequeira):

Uma troca de mensagens entre membros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) revela que a guerrilha esperava ter a proteção da cúpula do governo Lula para evitar a prisão do padre Olivério Medina, seu "embaixador" no Brasil. A mensagem cita o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
Segundo fonte da inteligência colombiana, o texto fazia parte dos arquivos de computador de Raúl Reyes - o dirigente do grupo morto em 1º de março, em ataque da Colômbia em território equatoriano.
No e-mail, datado de 29 de julho de 2005, Medina demonstra estar informado do pedido de captura encaminhado pela Procuradoria da Colômbia à Interpol (polícia internacional).
"Os amigos daqui me advertiram que deveria ficar atento, pois há uma comissão da Procuradoria que tem uma ordem de captura", escreveu. Ele acrescentou que, segundo os mesmos amigos, não deveria se preocupar, pois "a cúpula do governo com apoio de Celso Amorim estavam a par. Eles não apoiariam uma captura por crimes políticos".
O padre guerrilheiro, representante da Comissão Internacional da guerrilha, acabou preso pela Polícia Federal, no dia 24 de agosto de 2005. Em abril do ano passado, ele conseguiu status de refugiado político e foi libertado.
A assessoria de imprensa do Itamaraty negou a existência de qualquer "participação pessoal" do chanceler no caso. "A referência ao ministro no suposto e-mail não faz o menor sentido", afirmou.
A reportagem não conseguiu localizar o advogado de Medina, Hélio Silva Barros. A operadora informa que o número de contato de Barros, registrado na OAB do Distrito Federal, é inexistente.
Fonte dos serviços de informação da Colômbia disse à Folha que o e-mail de Medina foi encontrado em um dos três laptops de Reyes que teriam sido apreendidos no local do bombardeio. A Colômbia já divulgou dezenas de mensagens atribuídas a dirigentes das Farc ligando a guerrilha a autoridades equatorianas e venezuelanas. Mas até agora não havia menções a membros do governo brasileiro.
Há duas semanas, a Interpol divulgou laudo de auditoria realizada em arquivos-espelho dos computadores, afirmando que não houve manipulação das informações. O relatório da Interpol não se pronunciou sobre o conteúdo das mensagens e disse que não poderia garantir a origem dos computadores.
No mesmo e-mail, Medina relaciona os nomes de Acasio e Héctor num suposto negócio, que não detalha. "O camarada Héctor já tem contato com Acasio para o negócio, e tem muito boas relações aqui e me disse que se encarregará de tudo sem problema, que nos entregará uma comissão sobre as vendas, de acordo com o ordenado por jorge, o Mono Jojoy."
Acasio é provavelmente Tomás Medina Caracas, o Negro Acácio -sócio do traficante Fernandinho Beira-Mar morto em 2007. Já Hector poderia ser Héctor Orlando Martínez Quinto, que está na Costa Rica.

terça-feira, 27 de maio de 2008

A onipresente voz do ditador

É sabido que o tirano venezuelano Hugo Chávez convoca cadeia de rádio e televisão quando lhe der na telha, a qualquer hora do dia ou da noite. Haja ouvido (ou melhor, saco) para tanta cascata.

Ontem entrou em cadeia nacional numa comemoração com desportistas e hoje fez o mesmo com médicos. Se há uma coisa que líderes autoritários da Narcoamérica do Sul não desprezam é discurso de auto-louvação. Falam pelos cotovelos.

O tirano não perdoa nem festinha de aniversário infantil. Mussolini perde.

Estado-sanguessuga

E será que ainda existe oposição lá dentro daquela toca?

Para pensar

Gostei do que disse o Shikida sobre a importância da educação. Sem ela, não nos livraremos jamais do Grotão. Ele fala para a tigrada da economia, mas isto vale para qualquer área - jornalismo, principalmente:

Perceba o significado do conhecimento. Um sujeito não precisa ir à escola para aprender a cortar madeira. Mas se vai, não é porque deseja ensinar, e sim aprender. Agora, existe uma diferença muito óbvia entre teoria e prática que é normalmente caracterizada por uma capacidade necessária em qualquer aluno: abstração (ou generalização, para os mais chegados em Lógica e Matemática).

Sobre isto não há o que discutir. Sabemos de gente que entra em salas de aulas em cursos como este desejando não fazer o menor esforço para abstrair porque “no mundo real, onde eu trabalho, não é assim”. Ora, isto é obviamente verdadeiro e, se você pensa assim, não precisa realmente ser um aluno em um curso que se pretenda “de nível superior”, mesmo que seja um simples MBA e não um mestrado ou doutorado acadêmicos.

Deus e a ciência


(Via De Rerum Natura)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

A democracia teve um Ulysses


Reinaldo cavou uma foto que ficou na minha memória na luta contra a ditadura. De fato, é a gente como Ulysses Guimarães - presidente do então MDB, que enfrentou os cães do Exército no dia 13 de maio de 1978, na Bahia - que se deve a democracia que hoje temos. "Respeitem o líder da oposição!, bradou ele, e os soldados recuaram.

Nada devemos aos bandos que optaram pela luta armada (tão anti-democráticos quanto os ditadores), que hoje desfrutam de indenizações milionárias pelos atos de violência que praticaram por livre e espontânea vontade.

Quanto ao velho Ulysses, teria nojo do que restou de seu partido, agora denominado PMDB, sustentáculo do governo Lula.

E Caetano não falou sobre a teoria das cordas. Tsc, tsc, tsc...

Pois é, entrevista com Caetano Veloso na Folhona de hoje. Entre otras cositas, defendeu o futurólogo Mangabeira Unger, da Sealopra. Aliás, é mesmo difícil entrevistar cantor baiano sem que elogiem alguém do governo ou o próprio.

"Brasileiro adora dizer que o Brasil não presta". Estou neste time, Caetano, para mim isto aqui não passa de um grotão.

Ah, esqueceram de perguntar ao ilustre compositor baiano o que ele acha da "teoria das cordas". Ele também não opinou sobre a Teoria Final buscada pelos físicos das partículas - claro, só porque não lhe foi perguntado...

Ele voltou...


Sugismundo, aquele personagem dos tempos da ditadura, volta à cena. Nada mais apropriado para os tempos lulistas.

domingo, 25 de maio de 2008

Terrorismo se dá bem no Foro


O que não falta, no encontro contra a democracia em Montevidéu (o tal Foro de São Paulo, esgoto do comunismo), são louvores aos terroristas das Farc.

É bom assinalar que somente a revista Veja (ah, a maldita, burguesa etc.) enviou correspondente para lá. Vergonhosamente, os jornais se calam. Mostram-se cúmplices desses movimentos anti-democráticos, capitaneados no continente pelo petismo e pelo chavismo.

Diego Schelp, persona non grata no festival da "idiotia latino-americana", não esconde o jogo:

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estão presentes no Foro de São Paulo. Não, não há nenhum terrorista com uma credencial onde se lê “Farc-EP” andando pelos corredores do Edifício do Mercosul, em Montevidéu, onde ocorre o encontro. Mas a cada vez que algum dos participantes toma a palavra nos debates e toca no assunto Colômbia, percebe-se a presença das Farc – na forma de argumentos que tentam justificar sua existência e na incapacidade de condenar com firmeza os crimes cometidos pelo grupo. (Continua).


E, confirmando o tom anti-democrático do Foro, o pseudo-diplomata Marco Aurélio "Top-top" Garcia ataca a imprensa...

A porta do inferno.

Eis aí mais uma característica grotense: a burocracia rapace. Herança do passado colonial, devora 4 bilhões de reais por ano da população, obrigada a filas, carimbos e papelório para "atestar" e "declarar" obviedades. O cartório é a porta do inferno. (Ler).

E olha que o Acampamento já teve um ministério da Desburocratização...

Família Lula pode tudo

Na cobertura que Lula comprou quando ainda era sindicalista (profissão rendosa, esta), em São Bernardo do Campo, as despesas de condomínio dos familiares foram pagas com dinheiro do fundo partidário. Traduzindo: dinheiro público. Visão patrimonialista é isso aí: não há distinção entre público e privado. Coisa típica do Grotão e da Cucaracholândia em geral.

Na Folha:

O PT bancou, com recursos públicos do fundo partidário, taxas condominiais de uma cobertura usada por familiares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo. O imóvel, de número 121, é no mesmo andar e fica de frente para a cobertura 122, comprada por Lula em 1996, no condomínio Hill House.
Em análise da prestação de contas do PT de 2006, ano de reeleição do presidente Lula, a equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral constatou que o PT gastou R$ 4.536,70 com taxas de condomínio do apartamento 121, "não justificado pelo partido a utilização e finalidade em área residencial". O partido arcou com despesas desse apartamento desde 2003.Três anos depois da revelação do chamado "caso Okamotto", em que o hoje presidente do Sebrae, o petista Paulo Okamotto, assumiu a paternidade do pagamento de uma dívida de R$ 29,4 mil de Lula, uma vez mais despesas relacionadas à vida privada do presidente são bancadas por terceiros -desta vez diretamente pelo PT.A lei (9.096/95) que rege o funcionamento dos partidos políticos não permite a utilização do fundo partidário -dinheiro público repassado mensalmente aos partidos- para custear despesas de caráter pessoal dos dirigentes das legendas.
Por causa dessa e de outras observações, os técnicos sugeriram a rejeição das contas do PT de 2006, o que pode resultar na suspensão do repasse do fundo ao partido. A previsão em 2008 é que o PT receba cerca de R$ 28 milhões dos cofres públicos.A recomendação da área técnica do TSE serve de embasamento ao ministro que relata o processo, Marcelo Ribeiro, que ainda não tem data para levar seu posicionamento à votação em plenário. Ribeiro pode seguir ou não essa orientação.
O Palácio do Planalto confirmou, por meio da assessoria, que o apartamento é "frequentado por pessoas da relação" de Lula, incluindo familiares. Acrescentou, sem informar os valores, que o PT bancou os custos do imóvel de 2003 a 2007 porque a cobertura era usada para guardar arquivos que o presidente doou à legenda quando foi eleito.
O Planalto também admitiu que familiares do presidente podem ter pernoitado eventualmente no imóvel, mas afirma que nunca foi moradia fixa de nenhum parente do presidente.
O partido teria retirado os arquivos de lá em 2007. Agora, o apartamento é bancado pela Presidência da República, sob o argumento de que isso "preenche necessidade de segurança" de Lula.
O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), e o secretário de Finanças do partido, Paulo Ferreira, disseram que só iriam comentar o caso após o parecer do ministro do TSE.Sob a condição de não ter seus nomes revelados, dois funcionários e dois moradores do Hill House, um condomínio de classe média, com dois blocos e 48 apartamentos, concederam entrevistas à reportagem, que esteve em São Bernardo do Campo. Os quatro confirmaram à Folha que o imóvel 121, de 186 m2 de área útil (mesma metragem da cobertura 122), é usado por familiares do presidente.
Os funcionários contaram que os filhos de Lula usam bastante a cobertura 121. Testemunharam vários pedidos de entrega no apartamento, como pizzas e pastéis.
Os dois apartamentos ocupados pela família Lula da Silva estão no bloco "A", também chamado pelos moradores de bloco "1". Contudo, na documentação do imóvel, o edifício é identificado como conjunto "E". Os moradores não souberam explicar porque o primeiro bloco é identificado na escritura como "E", uma vez que só há dois blocos no condomínio.Neste ano, a Presidência da República reservou R$ 8.721 para "locação de imóvel para atender às necessidades da equipe de segurança" do presidente no condomínio Hill House, sem no entanto identificar qual seria o imóvel.
Os funcionários do prédio ouvidos pela Folha disseram que os seguranças ficam numa sala no térreo do edifício. Questionados se não ocupariam também o apartamento 121, disseram que não, reiterando que são os familiares do presidente que usam a segunda cobertura.
De acordo com a declaração de bens de Lula enviada ao TSE em 2006, o apartamento 122 foi comprado por R$ 189 mil. Tem sala com dois ambientes, três dormitórios (uma suíte), um quarto reversível, copa, cozinha, lavanderia e uma escada em caracol que leva a um salão de festas privativo. Lula comprou-o em junho de 96, de Luiz Roberto Satriani, inadimplente, a ele apresentado pelo advogado Roberto Teixeira, amigo de longa data do presidente. Lula morou durante anos numa casa em São Bernardo emprestada a ele por Teixeira.Comentando em tese sobre o uso de dinheiro do fundo partidário para fins particulares, dois ex-ministros do TSE afirmaram que isso é motivo para rejeição das contas. "É descumprimento da lei e é motivo para rejeição das contas. Eventualmente, pode resultar em uma cobrança de ressarcimento do valor usado", disse Fernando Neves. "O fundo partidário é um grande privilégio que os partidos têm. Ele [o partido] não pode desviar os recursos oriundos do fundo para atividades outras que não aquelas especificadas. O partido político é a entidade, dentro do regime democrático, da maior importância, talvez a mais relevante de todas. Qualquer violação a um preceito por parte dos partidos políticos tem que ser severamente punida", afirmou Pedro Gordilho.

sábado, 24 de maio de 2008

O saco de gatos da "esquerda" latina

O repórter Diogo Schelp, da Veja, continua em Montevidéu acompanhando a reunião do Foro de São Paulo, um verdadeiro "saco de gatos". Nas reuniões deste festival do atraso proliferam o antiamericanismo, o ataque ao "neoliberalismo", a defesa da ditadura cubana e o elogio à "idiotia latino-americana" - populista, estatista, patrimonialista e autoritária. Os petistas estão como peixe na água: tanto quanto seus "hermanos", rejeitam as lições da história.

Leia "A ideologia da esquerda latina".

Jackson Pollock

Jackson Pollock (1912-1956) foi um dos representantes máximos do expressionismo abstrato. Com a técnica do "dripping", estabeleceu as bases do "action painting", um modo de pintar com meios muito rigorosos que deixa margem para a espontaneidade. Consiste em deixar que a tinta, contida em receptáculos perfurados suspensos em pêndulos, caia sobre as telas estendidas no solo. Pollock deu seus primeiros passos inserido na tradição da pintura realista, mas, depois de entrar em contato com a arte abstrata da vanguarda européia, elaborou os próprios meios de expressão. A partir de 1946, renunciou completamente aos elementos figurativos em seus quadros. As obras de Pollock caracterizam-se por redes de linhas coloridas entrelaçadas que, pela transparência, desviam a atenção para o fundo do quadro (Catedral, 1974; Ritmo Outonal e Névoa Azul-Lavanda, 1950). Em suas últimas obras, realizadas nos anos de 1950 até sua morte por acidente, aprecia-se certa redução de colorido, o que é interpretado como reflexo de seus problemas psíquicos relacionados com o alcoolismo. (Fonte).

Agora, clique aqui e brinque de ser Pollock.

(Via Bender Blog).

Já foi tarde

O governo colombiano confirma a morte de Manuel Marulanda, o fundador e dirigente máximo das Farc.

Que dele não reste nem sequer um traço na história. E que qualquer memória, se houver, seja sempre de ódio.

Concluindo este rosário de pragas: que os terroristas que ele comandou se encontrem logo com ele no inferno.

Dá-lhe, Uribe!

Farc são terroristas, sim.

Na Folha:

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, condicionou sua adesão ao órgão de segurança a que todos os países da região reconheçam as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) como grupo terrorista. "Num país que tem sofrido tanto como a Colômbia, o continente deve atrever-se a qualificar como terrorista a todo grupo violento que atenta contra a democracia", disse. (Assinantes).

A decisão da Colômbia ajudou a melar a tentativa do ministro da Defesa Nelson Jobim de criar, em função da Unasul (quá, quá!!), um tal de Conselho de Defesa para a Cucaracholândia.

Ponto para a Colômbia, mais uma vez. E que o Hades me livre desse quadro brega aí da foto (Alan Marques, Folha Imagem). Quero é defesa contra essa gente!

Cucaracholândia


O universo agora tem rumo...

sexta-feira, 23 de maio de 2008

A ditadura contra a blogueira

Artigo de Carlos Alberto Montaner sobre as ações da ditadura cubana contra a blogueira Yoani Sánchez, do Generación Y:

Raúl Castro perdió una oportunidad perfecta de dejarle saber al mundo que su gobierno era ligeramente menos torpe y represivo que el de su hermano Fidel. Las cancillerías y los medios de comunicación más importantes tenían los ojos puestos en el ''nuevo'' presidente. Se trataba de algo muy sencillo: permitir que Yoani Sánchez, una joven blogger cubana, filóloga de profesión, a quien el diario El País de España le había otorgado el Premio Ortega y Gasset en la categoría digital, acudiera a Madrid a recibirlo. En su lugar, debió aceptarlo el ensayista exiliado Ernesto Hernández Busto, quien leyó una conmovedora carta dirigida a su amiga inmovilizada en La Habana. Previamente a la ceremonia, Yoani, cuyo popularísimo blog titulado Generación Y recibe millones de visitas, había sido seleccionada por la revista Time como una de las cien personas más influyentes del momento. (Continua).

Facão bento

Foram mesmo os senhores de batina que deram facões aos índios que atacaram o engenheiro da Eletrobrás em Altamira, no Pará (foto AP). O fato é reconhecido pelo próprio Conselho Indigenista Missionário (Cimi), cujo presidente é D. Erwin Krautler, bispo do Xingú.

Bene, se os índios não podem ser processados criminalmente, que a Justiça caia sobre a entidade e seu dirigente.

P.S.: por trás de arruaças do MST e dos índios, sempre há alguém de batina.

Liberticidas reunidos em Montevidéu

A bugrada do Foro de São Paulo reúne em Montevidéu o que há de mais atrasado na Narcoamérica: aqueles que não chegaram a 1989, o ano da grande revolução do século XX, que derrubou ilusões sem provocar uma gota de sangue. Na minha opinião, foi a única, a verdadeira revolução desse século sangrento (gostaria de escrever um livro sobre isto).

Para encurtar, vamos à justa designação: trata-se de um banquete da "idiotia latino-americana", nostálgica amante das ditaduras, populista, patrimonialista e inimiga das liberdades, especialmente a liberdade de imprensa. Vão falar muito em Lênin et caterva, mas o espectro de Mussolini ronda o encontro cucaracho.

E a coisa já começou bem ao estilo: expulsaram de uma das reuniões o jornalista Diogo Schelp, da revista Veja, provavelmente a pedido do comunista jurássico Valter Pomar, secretário de relações internacionais da etnia petista.

E aqui no Brasil muitos disseram que o Foro de S. Paulo era invenção do Olavo de Carvalho...

Adeus ao senador Jefferson Peres


O senador Jefferson Peres (PDT) morreu de infarto hoje de manhã, aos 76 anos. Foi um parlamentar íntegro, que sempre demonstrou preocupação com a lassidão moral do Congresso Nacional. Certa vez, num desabafo, disse que abandonaria a política e que a reeleição de Lula demonstrava claramente que o povo brasileiro é conivente com a mentira e a imoralidade (leiam o post "Acampamento de corruptos"). Dito e feito. Os mensaleiros estão todos aí emporcalhando a instituição. Sem Peres a vigiá-los, estarão mais tranqüilos.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

O país do jeitinho

A pesquisa realizada por Alberto Carlos Almeida (A cabeça do brasileiro, ver ao lado), colunista do jornal Valor Econômico, mostra o Brasil dividido ao meio quanto ao "jeitinho". Metade acha correto, outra metade acha errado. Quanto mais jeitinho, mais complacência com a corrupção.

A maioria dos nordestinos considera o "jeitinho" certo, enquanto a maioria dos habitantes do sul e sudeste o consideram errado.

Ponto.

Grotão de foras-da-lei

Os índios que massacraram um engenheiro da Eletrobrás em Altamira compraram facões em companhia de arruaceiros de ongs, inclusive um padreco da Igreja católica (oh, que surpresa!).

E aqui em Santa Catarina, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri), que teve uma estação experimental em Chapecó invadida pelo MST, abriu seu auditório para uma prédica do "comandante" Pol Pot Stédile, que veio, é claro, falar sobre uma tal de reforma agrária - como se estivéssemos ainda nos anos 60.

Farc dominam 3 estados na Venezuela

Pelo menos três Estados da Venezuela foram tomados e são governados pelos terroristas das Farc. Tudo sob a complacência do tirano Hugo Chávez, farol do atraso na Narcoamérica do Sul. A denúncia é de um ex-capitão do exército venezuelano.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

My Favorite Things

John Coltrane e quarteto interpretam "My Favorite Things" (gravação de 1961). Bom feriado a todos.

O fim da "cultura K" na Argentina

A derrota do kirchnerismo é cada vez mais visível. Já perdeu a hegemonia política e está afundando, também, no plano político-cultural.

Em que se amparou essa cultura K? "Num novo standard de moral social em torno de dois eixos: o discurso épico-trágico da ditadura e dos 30 mil companheiros desaparecidos, todos eles heróis a que não se pode formular nenhuma crítica póstuma", e o discurso antiliberal, nacionalista e populista.

O barco bravateiro da família K começa a fazer água. Bom sinal, aliás.

No país do "jeitinho"


No país em que há uma zona cinzenta entre o certo e o errado (o miserável "jeitinho"), quase tudo é permitido e admissível. Duvidam? Leiam, por favor, o livro de Alberto Carlos Almeida, A cabeça do brasileiro (Rio de Janeiro, Record, 2007). Está provado estatisticamente que somos um povo corrupto. Ninguém se volta contra decisões dos "sinhozinhos" de plantão. Eles mentem e metem a munheca no bolso da gente quando bem entenderem. Temos o que merecemos.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Lá vem a mão grande do Estado...


A tropa governista perdeu a vergonha na cara (se é que ainda tinha algum resquício): fechou acordo para reeditar a maldita Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), extinta no ano passado. Pretexto: a Saúde precisa de dinheiro...

Se a oposição dormir, os cidadãos perderão 10 bilhões de reais em 2009. Uma boa fortuna para a campanha eleitoral do lulismo...

Um livro demolidor

John Gray, professor de Pensamento Europeu na London School of Economics e colunista do jornal britânico The Guardian, escreveu um livro demolidor. Dessacraliza até o humanismo, cuja crença no progresso, segundo ele, é apenas uma versão secular da fé cristã. Quem ainda cultiva ilusões, verá elas caírem aos pedaços depois de ler Cachorros de palha (exagerado em algumas conclusões, é certo, mas ainda assim um excelente livro de filosofia contemporânea).

Aí vão alguns picles:

Humanismo pode significar muitas coisas, mas para nós significa crença no progresso. Acreditar no progresso é acreditar que, usando os novos poderes que nos são propiciados pelo crescente conhecimento científico, os humanos podem se libertar dos limites que constrangem a vida de outros animais. Esta é a esperança de praticamente todo mundo hoje em dia, mas não tem fundamento. Pois, embora o conhecimento humano muito provavelmente continue a crescer e com ele o poder humano, o animal humano permanecerá o mesmo: uma espécie altamente inventiva que também é uma das mais predadoras e destrutivas.

Darwin mostrou que os humanos são como os outros animais, e os humanistas afirmam que não. Os humanistas insistem em que, usando nosso conhecimento, podemos controlar nosso ambiente e florescer como nunca. Ao afirmar isso, renovam uma das mais dúbias promessas do cristianismo - que a salvação está ao alcance de todos.

Gray está certo ao ressaltar que só há progresso identificável na ciência e na tecnologia. Fora delas, é ilusão. De fato, como humanos - e, atenção, animais -, não podemos nos considerar melhores que os babilônios ou os antigos gregos. Não há fuga da condição animal.

Aliás, Darwin já havia mostrado que evolução nada tem a ver com progresso. "A idéia de a humanidade tomar seu destino nas próprias mãos", diz o filósofo, "somente faz sentido se atribuirmos consciência e propósito à espécie; mas a descoberta de Darwin foi que as espécies são apenas correntes na flutuação dos genes. A idéia de que a humanidade possa moldar seu futuro presume que esteja isenta dessa verdade."

Durma-se com um barulho desses!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Coisa de Grotão


José Aparecido pode ficar mudo diante da CPI. Tem as garantias do ministro do STF Carlos Ayres Britto. Sem comentários. (Leia aqui).

Estatísticas assustadoras

Ele calcula nascimentos, mortes, casamentos, abortos e doenças a cada segundo. O World Clock é de apavorar...

Falácias sobre a luta armada

A amiga Nariz Gelado já chamou para este artigo (publicado na Folha de hoje), mas não resisto a colocá-lo na íntegra também aqui. O título: "Falácias sobre a luta armada na ditadura". Autor: o historiador Marco Antônio Villa, já mencionado neste blog algumas vezes. Num texto corajoso, ele desmonta a lengalenga dos terroristas que participaram da luta armada contra a ditadura e se arrogam paladinos da liberdade. E pede a revisão das milionárias - vergonhosas e ultrajantes - "indenizações" via Bolsa-Ditadura. Contra a ditadura militar lutamos todos nós, mas não para impor outra, a do "proletariado"...

A LUTA armada, de tempos em tempos, reaparece no noticiário. Nos últimos anos, foi se consolidando uma versão da história de que os guerrilheiros combateram a ditadura em defesa da liberdade. Os militares teriam voltado para os quartéis graças às suas heróicas ações. Em um país sem memória, é muito fácil reescrever a história. É urgente enfrentarmos essa falácia. A luta armada não passou de ações isoladas de assaltos a bancos, seqüestros, ataques a instalações militares e só. Apoio popular? Nenhum. O regime militar acabou por outras razões.

Argumentam que não havia outro meio de resistir à ditadura, a não ser pela força. Mais um grave equívoco: muitos dos grupos existiam antes de 1964 e outros foram criados logo depois, quando ainda havia espaço democrático (basta ver a ampla atividade cultural de 1964-1968). Ou seja, a opção pela luta armada, o desprezo pela luta política e pela participação no sistema político e a simpatia pelo foquismo guevarista antecedem o AI-5 (dezembro de 1968), quando, de fato, houve o fechamento do regime.

O terrorismo desses pequenos grupos deu munição (sem trocadilho) para o terrorismo de Estado e acabou usado pela extrema-direita como pretexto para justificar o injustificável: a barbárie repressiva.

Todos os grupos de luta armada defendiam a ditadura do proletariado. As eventuais menções à democracia estavam ligadas à "fase burguesa da revolução". Uma espécie de caminho penoso, uma concessão momentânea rumo à ditadura de partido único.

Conceder-lhes o estatuto histórico de principais responsáveis pela derrocada do regime militar é um absurdo. A luta pela democracia foi travada nos bairros pelos movimentos populares, na defesa da anistia, no movimento estudantil e nos sindicatos. Teve na Igreja Católica um importante aliado, assim como entre os intelectuais, que protestaram contra a censura. E o MDB, nada fez? E seus militantes e parlamentares que foram perseguidos? E os cassados?

Quem contribuiu mais para a restauração da democracia: o articulador de um ato terrorista ou o deputado federal emedebista Lisâneas Maciel, defensor dos direitos humanos, que acabou sendo cassado pelo regime militar em 1976? A ação do MDB, especialmente dos parlamentares da "ala autêntica", precisa ser relembrada. Não foi nada fácil ser oposição nas eleições na década de 1970.

Os militantes dos grupos de luta armada construíram um discurso eficaz. Quem questiona é tachado de adepto da ditadura. Assim, ficam protegidos de qualquer crítica e evitam o que tanto temem: o debate, a divergência, a pluralidade, enfim, a democracia. Mais: transformam a discussão política em questão pessoal, como se a discordância fosse uma espécie de desconsideração dos sofrimentos da prisão. Não há relação entre uma coisa e outra: criticar a luta armada não legitima o terrorismo de Estado.

Precisamos romper o círculo de ferro construído, ainda em 1964, pelos inimigos da democracia, tanto à esquerda como à direita. Não podemos ser reféns, historicamente falando, daqueles que transformaram o adversário, em inimigo; o espaço da política, em espaço de guerra. Um bom caminho para o país seria a abertura dos arquivos do regime militar. Dessa forma, tanto a ação contrária ao regime como a dos "defensores da ordem" poderiam ser estudadas, debatidas e analisadas. Parece, porém, que o governo não quer. Optou por uma espécie de "cala-boca" financeiro. Rentável, é verdade.

Injusto, também é verdade. Tanto pelo pagamento de indenizações milionárias a privilegiados como pelo abandono de centenas de perseguidos que até hoje não receberam nenhuma compensação. É fundamental não só rever as indenizações já aprovadas como estabelecer critérios rigorosos para os próximos processos. Enfim, precisamos romper os tabus construídos nas últimas quatro décadas: criticar a luta armada não é apoiar a tortura, assim como atacar a selvagem repressão do regime militar não é defender o terrorismo. O pagamento das indenizações não pode servir como cortina de fumaça para encobrir a história do Brasil. Por que o governo teme a abertura dos arquivos? Abrir os arquivos não significa revanchismo ou coisa que o valha.

O desinteresse do governo pelo tema é tão grande que nem sequer sabe onde estão os arquivos das Forças Armadas e dos órgãos civis de repressão. Mantê-los fechados só aumenta os boatos e as versões fantasiosas.

MARCO ANTONIO VILLA, 51, é professor de história do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e autor, entre outros livros, de "Jango, um perfil".

Cartunistas na rede

Cartunistas e chargistas, entre eles o nosso bravo Sponholz, lançam novo site na blogosfera. Bem-vindos!

Salve, Blumenau!

Um abraço aos blumenauenses pela grande vaia à pit bull do lulismo no último final de semana.

domingo, 18 de maio de 2008

Globalização e redução da pobreza

Os críticos e negadores do capitalismo - principalmente as "esquerdas" - costumam berrar que o mundo nunca teve tantos miseráveis. Mentira. Qualquer pessoa, hoje, mesmo morando em favela, tem água, energia elétrica, acesso a entidades de saúde e educação. Aliás, qualquer barraco de favela tem mais luminosidade que o palácio dos reis da França no século XVIII.

O planeta é um só e não adianta relativizar as "saídas", pensando em "alternativas" que de alternativas nada têm: são um retorno ao passado, no que ele mais tem de funesto. O fato é que a globalização não aumentou a pobreza dos países - pelo contrário, até tirou da miséria muitas delas.

A propósito, chamo atenção para um artigo de Xavier Sala-i-Martin, catedrático da Universidade de Colúmbia (título: "Globalización y reducción de la pobreza"). Aqui vai um trecho:

Concluyo destacando lo más importante de lo que he explicado. En 20 años Asia ha hecho un milagro. Salir de la pobreza, por tanto, se puede conseguir. Mucha gente decía que era imposible, que con la cultura asiática era imposible, que su religión les llevaba a la sumisión, que eran gente que, a diferencia de los cristianos, y sobre todo de los protestantes, que perseguimos el bien material, los chinos estaban allí flotando con su religión mística y que nunca jamás serían gente emprendedora, y que no podrían salir del pozo. Esto nos los decían en el año sesenta. Hoy en día, los chinos están creciendo.

Y hoy estamos escuchando los mismos mensajes respecto de África: que los africanos no tienen iniciativa, que son tontos, que los emprendedores en África son siempre extranjeros, que la gente rica y los que tienen negocios en el África negra son indios o chinos, o libaneses, todo para demostrar que la raza africana es una raza inferior. Las mismas tonterías que se decían antes de China. Lo importante es que China lo ha conseguido y lo ha conseguido igual que lo hemos conseguido nosotros.

¿Cómo lo hemos conseguido? ¿Con la “tasa Tobin”, con la renta básica, con la caridad del 0,7%, con la condonación de la deuda, con la antiglobalización? La respuesta es no. La respuesta es que lo hemos conseguido con la economía capitalista de mercado. Así es como lo hemos conseguido nosotros, así es como lo ha conseguido China y así es como lo conseguirán los africanos. Abriendo las fronteras a la globalización que todavía no ha llegado.

Es verdad que ha habido grados de intervencionismo diversos. No todo es Hong Kong, no todo es Estados Unidos. Los chinos están funcionando con un grado bastante elevado de intervencionismo, pero funciona. Lo que está claro es que todos los países que funcionan tienen mercados, tienen apertura.

Por lo tanto, concluyo con un mensaje optimista. Si Asia lo está consiguiendo, África también lo puede conseguir.

(Via Monología, links).

Teflon? Nada, é serra elétrica...


Pelo menos para se livrar dos "cumpanhero"...

Eita, São Paulo...

A bela e querida São Paulo não me surpreende mais em termos de política. Tem uma das câmaras de vereadores mais grotescas do país (com representação até na cadeia). Adhemar de Barros e Maluf são "homens públicos" típicos. E agora a disputa pela prefeitura está empatada entre o Pícolé de Chuchú, que perdeu de mão beijada uma eleição presidencial, e a bruxa Marta, rainha da petralhismo paulista.

Que a Lets, que tanto ama a cidade, não brigue comigo por esta crítica ácida. (Na Folha, para assinantes).

Profissão: militante.

Tudo se encaixa neste governo de camaleões: basta carteirinha de militante, único "diploma" respeitado pela "idiotia latino-americana". Conhecimento é aquilo que a assembléia decide que é, sem apartes. Mérito? Ora, isto é elitismo.

sábado, 17 de maio de 2008

E tome ideologia!

Artigo interessante, no Instituto Millenium, sobre "o mito da conscientização social":

Os movimentos sociais e estudantis organizados tendem a dividir o mundo entre opressores e oprimidos. Acusam as grandes redes de televisão de promoverem alienação em massa, enquanto se autoproclamam os legítimos defensores dos fracos e ignorantes. Entretanto, ao utilizarem a expressão “conscientização social” acabam sendo eles mesmos manipuladores da opinião alheia. (Continua).

Blogs servem para alguma coisa?

Para os jornalistas, parece que sim. Eles dizem utilizar blogs como fonte de pesquisa para suas matérias e reportagens. Leia aqui sobre a pesquisa feita com 100 profissionais no mês passado.

Chutadores de batina

Discussão entre o professor Roberto Romano e o frei David (de uma tal Educafro), que chuta e manipula "dados" como qualquer petralha politicamente correto.

Para certas pessoas, a distinção entre verdade e falsidade não tem a mínima importância. Absolutistas em suas crenças dogmáticas, são relativistas na política e abominam o rigor científico. Acompanhe aqui.

Voracidade seletiva


Farc e Cuba treinam milícias chavistas

Os terroristas das Farc e a ditadura cubana, em conjunto com o exército venezuelano, participam há três anos da formação de "forças especiais" e de "milícias" para a "defesa da revolução bolivariana".

Qualquer semelhança com as milícias nazi-fascistas do século passado não é mera coincidência. Mas a verdade é que, pelo jeitão e arrogância, se parecem também com os traficantes dos morros cariocas (Leia aqui).

O submarino dos narcotraficantes

(Foto: Reuters).

Os terroristas das Farc, agraciados pela imprensa brasileira com o caridoso nome de "guerrilheiros", dispõem até de submarino para traficar cocaína. Esta é a principal fonte de renda dos seqüestradores, estupradores e torturadores colombianos, tratados como chefes de Estado pelos representantes da "idiotia latino-americana".
***
Matéria de Duda Teixeira, na Veja:
***
Exército colombiano impôs derrotas humilhantes às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia nos últimos cinco anos. As surras sucessivas, contudo, não diminuíram a ousadia das Farc naquilo que é sua principal atividade – o narcotráfico. No último ano, a organização comunista adotou o submarino como seu meio preferido de transportar cocaína para o principal mercado consumidor da droga, os Estados Unidos. Em média, dez pequenos submergíveis carregados de drogas são interceptados a cada mês pela guarda costeira americana ou por forças navais de países da América Central. A popularidade desse meio de transporte inusitado deve-se a duas razões. Cada submarino transporta 10 toneladas de cocaína – cinco vezes mais que uma lancha de alta velocidade –, no valor de 250 milhões de dólares. A segunda é a facilidade com que essas embarcações enganam os radares dos aviões de patrulha, pois são facilmente confundidas com baleias ou golfinhos. A guarda costeira americana estima que, para cada submarino capturado, outros nove conseguem descarregar sua carga na costa dos Estados Unidos.

"Nossos esforços, em conjunto com outras nações, para combater os métodos tradicionais de transporte obrigaram os narcotraficantes a ser mais inovadores e a aceitar mais riscos", disse a VEJA a americana Betty Lightcap, diretora da Força Tarefa Conjunta, na Flórida, uma divisão do Exército americano responsável pelo combate ao tráfico. Sabe-se que as embarcações pertencem às Farc, ou navegam com autorização da organização comunista, porque praticamente todos os estaleiros clandestinos descobertos pelo Exército colombiano estavam em áreas de floresta sob controle da narcoguerrilha. Ninguém construiria uma embarcação dessas por ali sem permissão e proteção das Farc. Trata-se igualmente de uma confirmação de que a guerrilha comunista hoje atua em todas as etapas do narcotráfico – do refino ao transporte da droga para os Estados Unidos.

A rota de entrada de drogas nos Estados Unidos mais fácil e segura ainda é a fronteira mexicana. Mas esse caminho é agora dominado por traficantes locais e já não serve aos colombianos. Sem alternativa de rota terrestre, estes se especializaram no transporte marítimo de cocaína. Em meados da década de 90, eles usavam lanchas capazes de navegar a 90 quilômetros por hora e deixar a guarda costeira para trás. Esse meio de transporte foi abandonado depois que as autoridades americanas equiparam aviões com radares e aumentaram a vigilância no Caribe. Os colombianos passaram a esconder a droga em contêineres misturada às exportações legítimas de vegetais e flores. Em resposta, as autoridades americanas instalaram enormes aparelhos de raio X para rastrear o conteúdo dos contêineres. Os narcotraficantes voltaram-se então para os submarinos, cujo custo de construção é estimado em 2 milhões de dólares.

A única forma de flagrar um desses submarinos anões é a olho nu. Os agentes colombianos e americanos ficam atentos a tubos de PVC cortando a superfície da água. A maior parte dos narcossubmarinos não tem capacidade para afundar totalmente e, por isso, navega pouco abaixo do nível do mar. A função dos tubos é levar oxigênio para a tripulação. Movidos a diesel e com autonomia média de 1.500 quilômetros, os submarinos são reabastecidos em alto-mar para seguir viagem até os Estados Unidos. Quando chegam ao litoral mexicano ou americano, a carga é transferida para barcos maiores e mais rápidos. A viagem pelo Pacífico demora mais de duas semanas. Um piloto pode ganhar o equivalente a 50.000 reais pela aventura. Tanto empenho por soluções tecnológicas por parte do narcotráfico tem sólidas razões mercadológicas. Da Colômbia saem 90% da cocaína consumida pelos americanos. O negócio mais lucrativo, no entanto, não é a produção, e sim a venda nos Estados Unidos. Um quilo da droga no porto de Buenaventura, na Colômbia, vale 5.000 dólares. Em uma cidade americana custa 25.000. Vale o risco de se fingir de baleia nas águas do Caribe e do Pacífico.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Teflon

O Itamaraty morreu

É isto mesmo, não existe mais. Quem falou há pouco no Jornal Nacional, da Globo, botando panos quentes no envolvimento de Chávez e Rafael Correa, do Equador, com os narcoterroristas das Farc, foi Marco Aurélio "Top-top" Garcia (dados da Interpol).

Lá se foi uma das últimas instituições deste Grotão a merecer respeito e se tornr decrépita. Onde estão os diplomatas?

Lula & Chávez na parede

O governo brasileiro, em termos de relações internacionais vizinhas, está nas mãos de Marco Aurélio "Top-top" Garcia. Pois é, de rabo preso com o tosco "bolivarianismo" chavista, está em situação difícil: ou aceita o veredito da Interpol sobre as Farc (e suas relações com o tirano Hugo Chávez) ou toma, mais uma vez, o partido dos narcotraficantes e terroristas - por tabela, afagando Chávez . É coisa que não tem sido rara.

Como ninguém mais sabe o que é o Itamaraty, não duvido que o governo do Pequeno Timoneiro bote sob suspeita a Interpol...

Leia aqui.

"Terrorista" é o Tarso

O ministro da Justiça, Tarso "Illich" Genro, que andou chamando de "terroristas" os rizicultores de Roraima, teve o troco na Folha de hoje:

Personagem principal da polêmica envolvendo a demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima, o líder arrozeiro e prefeito de Pacaraima (RR), Paulo César Quartiero (DEM), 55, acusou o governo federal e o ministro Tarso Genro (Justiça) de fazerem terrorismo na terra indígena. Segundo ele, o confronto entre índios e funcionários de sua fazenda, na semana passada, foi "orquestrado". O Ministério da Justiça não quis se manifestar sobre as declarações. Ontem, um dia depois de ser solto pela Justiça, Quartiero visitou deputados no Congresso. (Continua, para assinantes).

O governo continua levando adiante a doutrina politicamente correta do petismo em favor das chamadas "minorias". O objetivo é nefasto: dividir o país entre índios e não-índios e brancos e não-brancos.

Lula no pós-Lula


A nossa "bolha"

Fala-se muito na "bolha" imobiliária dos Estados Unidos, provocadora da crise que o país atravessa, mas será que não temos uma em gestação por aqui?

Segundo o blog do
Sachsida, temos, sim:

A seu próprio modo o Brasil também está com uma “bolha”. Mas, ao contrário da americana, a bolha brasileira parece passar despercebida pela grande maioria dos experts em finanças. Até o momento ninguém notou o perigo que representa o aumento da inflação para os financiamentos de longo prazo, que estão sendo providenciados na economia brasileira.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

E agora, tirano?

Provas contra as Farc são autênticas

O relatório divulgado pela Interpol não deixa dúvidas de que os documentos apreendidos no computador do tampinha Raul Reyes, despachado para o inferno pelo exército colombiano, não foram violados pelas autoridades que o tomaram.

Traduzo a conclusão do extenso documento:

Realizado um exaustivo exame forense, os especialistas da Interpol concluem que não não se criou, modificou ou suprimiu nenhum arquivo de usuário em nenhuma das oito provas instrumentais de caráter informático depois de sua retirada das Farc, praticada em 1 de março de 2008.

Como de hábito, o tirano venezuelano Hugo Chávez faz escarcéu, tentando desautorizar a Interpol. Ora, crédito tem essa organização internacional, e não o "bolivariano" que serve de intermediário - e financiador - para os terroristas das Farc, entidade de seqüestradores, estupradores, torturadores e narcotraficantes.

Que Chávez esperneie, porque ainda vem muito mais por aí:

Entre las 8 evidencias había más de 600 Gigas, entre los cuales había 37.000 documentos y 210.000 imágenes, 22.000 páginas web, casi 8 mil direcciones de e-mail, y 983 archivos cifrados.

Mais informações aqui.


(Obrigado, Paulo).

Eis o Minc


Isto é Minc: aposentadoria aos 51, aproveitando brecha na lei, e concessão de licença ambiental a toque de caixa.

A Secretaria do Ambiente do Estado do Rio concedeu 2.068 licenças ambientais no período de 16 meses e meio da gestão de Carlos Minc. De acordo com informações da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), vinculada à secretaria, é o mesmo número de licenças concedidas nos três últimos anos da gestão antecessora (2004, 2005 e 2006).

Com tal folha corrida, não há como negar: é um sujeito talhado para integrar o governo Lula. Está em casa.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Leninista nervozinho

Tarso "Illich" Genro se irritou hoje na Câmara. Para o leninista extemporâneo, o país é dividido entre índios e não-índios. Os plantadores de arroz de Roraima não passam de "terroristas".

Legítimo representante da etnia petista, Illich quer dividir a nação em etnias. Segue à risca a política oficial: o Grotão deve ser dividido entre índios e não-índios, negros e não-negros etc. Nação brasileira? - isto é coisa de reacionário.

Só os gaúchos conseguiram ver alguma diferença entre o bigode do Tarso e o do Olívio Dutra, que os pampas os carreguem, os dois.

(Na foto da AE, o gesto típico: o de esganar os discordantes. Pode fazer companhia à megera Ideliiii como outro pit bull do lulismo)

Parque do Grotão


Pois é, o Minc fez charminho, mas virou ministro do Meio Ambiente. Vai "cuidar" do ambiente pela metade (excluído o tal do "homem", esse destruidor), como os antecessores. Sai a criacionista, entra o surfista, também ex-guerrilheiro, off course...

terça-feira, 13 de maio de 2008

Raoni para o ministério!

Bom, já que estão repartindo a "Amazônia" em lotes para supostas tribos indígenas, sugiro que o novo ministro do Meio Ambiente seja o cacique Raoni. Também é da "Amazônia", tem experiência internacional (com ongs, missionários e roqueiros enlouquecidos), não tem medo de avião e hotel de luxo, posa bem com a turma de terno e gravata e sabe dar (literalmente) uns cascudos nos que discordam de suas opiniões, principalmente esses branquelos invasores.

UPDATE: se alguém reclamar, sugiro o "reformador agrário" Pol Pot Stédile.

Retrovisor cucaracho


No passado, a coisa era de 10 por cento...

6 por meia dúzia

Sai a criacionista Marina Silva, entra o politicamente correto Carlos Minc. O ministério do Meio Ambiente está entregue, mesmo, a ideólogos. Cientista, aí, não dá nem palpite.

Os "povos" da "Amazônia" não precisam se preocupar. Missionários estrangeiros e ongs não serão perturbados. Minc é verde. Minc é de confiança.

Ficha do ministro: idéias socialistas, ecologista, defensor dos oprimidos homossexuais e das mulheres. Claro, ninguém fale mal da humanidade perto dele!

Baldinho, por favor!

UPDATE: o governo nega ter convidado o verdolengo. Oh, quanto mistério na republiqueta dos corruptos!

Aborto: a liberdade como castigo.

Como a questão da legalização do aborto sempre gera polêmica por aqui, vou botar mais lenha na fogueira. A jurista e professora Samantha Buglione trata do assunto em artigo publicado no jornal A Notícia (Joinville), chamando atenção para a absurda situação a que 10 mil mulheres de Campo Grande (MT) estão submetidas. Processadas por aborto voluntário, podem ser condenadas por sua decisão.

A jurista põe o problema em seus justos termos: não há monopólio interpretativo sobre o que significa o bem. O aborto diz respeito à liberdade da mulher, liberdade que não pode ser revogada por imposição de uma única crença moral. Se algumas crenças (religiosas, em geral) são contrárias ao aborto, que seus fiéis sigam as regras. O que não se pode é impor esses critérios morais/religiosos - e as regras correspondentes - ao conjunto da sociedade. Reproduzo o artigo:

A LIBERDADE COMO CASTIGO

O castigo é o destino provável de quase 10 mil mulheres envolvidas em um histórico caso brasileiro. Não se trata de um caso no qual estão em investigação os problemas envolvendo as dificuldades de acesso à saúde, de obtenção de métodos contraceptivos ou as cotidianas denúncias de violência doméstica. É um caso envolvendo aborto voluntário. Com base em prontuários médicos, exames de gravidez e sem qualquer flagrante, exatamente 9.896 mulheres, da cidade de Campo Grande, praticamente 40% da população carcerária feminina do Brasil, estão na fila para serem interrogadas, e possivelmente indiciadas, por aborto.

O problema não é o Estado fazer o que deve fazer, mas fazer o que deve fazer quando há violação a direito - agindo. Explico: a punição pela prática do aborto no Brasil é uma notória violação a um vasto leque de direitos fundamentais. Algo que começa pelos precários serviços de acesso à saúde e informação qualificada. Não são poucas as denúncias de hospitais que se negam a oferecer adequadamente métodos contraceptivos ou projetos de lei que impedem o acesso a outros tantos, como a pílula contraceptiva de emergência.

Informação qualificada é política de educação sexual em escolas. Enquanto diferentes atores políticos obstaculizarem políticas sérias de educação nas escolas, o quadro de abortos voluntários não irá diminuir e seguirá aumentando entre as jovens. Por certo, quem estará na lista de Campo Grande, não será o menino, mas a menina que suporta o ônus e a solidão da culpa e do crime. Esse abandono onera, fragiliza e tortura mulheres e meninas.

Optar pela liberdade, sendo mulher, torna-se, não mais das vezes, um castigo. É o castigo de denunciar a violência doméstica e ser responsabilizada por ela, o castigo da autonomia em gerenciar a reprodução e ser julgada por isso, o olhar de repreensão da mulher que não escolhe a maternidade. A liberdade é um ônus.

O outro direito violado é o da liberdade de crença e pensamento. A proibição do aborto voluntário é uma imposição de uma determinada crença moral. Obrigando pessoas que não compartilham de uma mesma idéia a comungarem dela.

Sinto em repetir, mas estamos sozinhos nessa. A ciência pouco informa a respeito. O consenso é de que a vida começou há milhares de anos, apenas isso. Nem a concepção é um dado exato. Penetração do espermatozóide no óvulo e concepção são coisas diferentes e também ocorrem em momentos diferentes, então, nem adianta advogar que a vida humana começa na concepção, porque concepção é processo. Não tem o "dia D", com hora exata. Em realidade, poucas coisas no mundo são passíveis de serem datadas com exatidão.

O último problema da criminalização do aborto que merece ser destacado aqui é a sua notória discriminação de classe social. Mulher rica faz aborto no exterior e transpõe, inclusive, o mundo do crime; ou, faz de forma criminosa na clínica clandestina, mas igualmente sem risco à sua saúde. Mulher pobre é criminosa e corre o risco de morrer.

O problema de Campo Grande é o circo dos horrores, as violações a pressupostos básicos de legalidade, como violação ao sigilo do prontuário médico - você não deve estar sabendo, mas o juiz do caso deixou todos os prontuários, de todas as mulheres, à disposição para quem quisesse ver. Há, ainda, a fragilidade das provas, mas pior, é o tradicional argumento da burocracia, que tudo justifica e banaliza o mal, mas, sempre revestido de bem e em nome da vida.

A ilegalidade do aborto voluntário impõe um estado de exceção no qual direitos não se realizam por razões de uma ordem moral específica ou econômica. Provocando, assim, mortes desnecessárias, discriminação, tortura, violação à privacidade, culpa, sofrimento.

Não há, hoje em dia, em contextos de democracias constitucionais, o monopólio interpretativo sobre o bem, como também não há como determinar o momento exato do início da vida humana. O que há é um acordo sobre ser a liberdade um valor a ser preservado. O que não podemos permitir é que esse direito exista, apenas, para homens e para mulheres de determinada classe social e etnia.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Um improviso de Keith Jarrett

Estatismo bolivariano

O tirano Hugo Chávez prossegue a marcha de estatizações, resquício do velho comunismo cultivado pela "idiotia latino-americana". Expropriou a Sidor, a maior empresa do setor siderúrgico da Venezuela.

E lascou esta: "Hoje não presido um Estado capitalista, não; um Estado socialista! Assim, a Sidor tem que se converter em uma empresa socialista." (Ler).

Os bolivarianos daqui, por sua vez, querem reestatizar a Vale do Rio Doce (sempre com apoio da CNBB).

Não tem jeito: a América Latina olha o futuro pelo retrovisor.

Lula vira jornalista na sua TV

É isso mesmo, ele poderá entrevistar jornalistas na sua TV, falsamente designada como pública. Pronto, agora qualquer um pode ser jornalista, como bem observou A Nova Corja (links).

E tem mais: a "TV Brasil" despejará 60 milhões de reais em produções "independentes", além de produzir os infantis "A turma do Pererê" e "O menino maluquinho", do milionário cartunista Ziraldo (ganhou mais de milhão da Bolsa-Ditadura, lembram-se?).

Nunca antes "nesspaís" houve tanta sem-vergonhice.

UPDATE: quero ver a Fenaj fiscalizar o exercício ilegal da profissão...

O Rei do Grotão

domingo, 11 de maio de 2008

A arrogância dos "pós-modernos"

Antropocentrismo requentado

Não poderia deixar de dar essa canelada nos "pós-modernos" depois de ler, no livro Cachorros de palha, de John Gray, uma passagem que vem ao encontro do que penso sobre a tigrada. Na verdade, o "pós-modernismo" é a última versão do velho antropocentrismo (o mundo existe porque os humanos estão aí). Que vão roçar sua arrogância nas ostras!

Gray:

Os pós-modernistas nos dizem que não existe algo como uma natureza, apenas o mundo flutuante de nossas próprias construções. Toda conversa sobre a natureza humana é rejeitada como dogmática e reacionária. Vamos deixar de lado esses falsos absolutos, dizem eles, e aceitar que o mundo é o que fazemos dele.

Os pós-modernistas exibem seu relativismo como um tipo superior de humildade - a modesta aceitação de que não podemos pretender ter a verdade. Na realidade, a negação pós-moderna da verdade é o pior tipo de arrogância. Ao negar que o mundo natural existe independentemente de nossas crenças sobre ele, os pós-modernistas estão implicitamente rejeitando qualquer limite às ambições humanas. Ao tornar as crenças humanas o árbitro final da realidade, estão efetivamente afirmando que nada existe, a menos que apareça na consciência humana.

A idéia de que não existe algo como a verdade pode estar na moda, mas dificilmente é nova. Dois mil e quinhentos anos atrás, Protágoras, o primeiro dos sofistas gregos, declarou que "o homem é a medida de todas as coisas". Ele queria dizer os indivíduos humanos, não a espécie; mas a implicação é a mesma. Os humanos decidem o que é real e o que não é. O pós-modernismo é apenas a versão da moda do antropocentrismo.

Traição

Quanto vale um par de chifres?

O juiz bate o martelo: 7 mil reais!

sábado, 10 de maio de 2008

A mãe do Lula

Tocqueville

"Que espécie de despotismo devem temer as nações democráticas?". Ler.

Novo reitor assume na UFSC

O blog deseja boa sorte ao novo reitor da UFSC, Alvaro Toubes Prata (foto), e ao vice, Carlos Alberto Justo da Silva, que assumem seus cargos hoje à noite. Que tenham sucesso na administração da instituição e não se transformem em prepostos do Executivo ou ergam a bandeira do lulismo, como fez boa parte da safra de reitores das federais que, enfim (ufa!), agora se retira, regressando ao anonimato.

Prata e Justo já tiveram um grande mérito ao concorrer: derrotaram fragorosamente o concorrente "boliviariano", que transformaria a UFSC - uma das universidades mais importantes do país - em entreposto avançado do chavismo.

EM TEMPO: uma certeza, pelo menos, já temos: a UFSC não virará um matagal ideológico nos próximos quatro anos...

Mentira oficial


Se a verdade interessa a todos, a mentira interessa a alguns que dela tiram proveito.