quinta-feira, 31 de julho de 2008

Quá-quá-quá! Top, top!

O pseudo-diplomata do lulismo, Marco Aurélio top-top Garcia, nega que o governo do Pequeno Timoneiro tenha colaborado com os narcoterroristas, seqüestradores, estupradores e assassinos das Farc.

Uma negação do ex-professor "unicampeiro" é, para mim, sempre uma confirmação.

O computador do falecido tampinha Reyes não deixa mentir: gente do governo Lula é cúmplice dos narcoterroristas (ver post abaixo, "As Farc e o governo Lula").

El loco de Caracas

A turma pré-1989 não deixa de aprontar. Só podia ser coisa do Chávez: nacionalizou um banco pertencente ao grupo espanhol Santander. Isto, poucos dias depois de apertar a mão do rei espanhol e dizer que estava tudo bem entre os dois países por eles representados.

O tirano é assessorado pelo rebotalho do comunismo internacional que não se conforma com a derrota do mundinho ditatorial do século passado.

Como se já não bastasse a autóctone "idiotia latino-americana"...

Um e-book sobre a Lei Seca

Shikida, do De gustibus, gosta tanto de cerveja quanto de e-book. Entre um chope e outro, organizou uma coletânea cujo título é A quem (realmente) servem os bafômetros? (disponível aqui), com artigos de vários autores.

Aqui vai um tiragosto, da lavra do próprio:

A conclusão deste texto é que devemos ser céticos – sempre – em relação às intenções do governo, mesmo quando as políticas públicas parecem nos ser favoráveis. Isto, de forma alguma, significa que não devamos usar bons incentivos para minimizar problemas sociais como os dos acidentes de trânsito mas estes devem ser pensados levando em conta o fato simples de que políticos, burocratas e eleitores vivem em um “mercado governamental” de oferta e demanda de políticas públicas cujas falhas são tão graves ou piores do que as do mercado de trocas voluntárias.

As Farc e o governo Lula

Os narcoterroristas das Farc têm ótimas relações com figuras do Governo Lula:

A juzgar por el contenido de los mensajes, la presencia de las Farc en Brasil llegó hasta las más altas esferas del gobierno de Lula, el Partido de los Trabajadores, PT -el partido del Presidente-, la dirigencia política y la administración de Justicia. En ellos son mencionados cinco ministros, un procurador general, un asesor especial del Presidente, un viceministro, cinco diputados, un concejal y un juez superior.

Leia "O Dossiê Brasileiro", da revista colombiana Cambio.

(Obrigado, Stefano di Pastena)

A dança dos chapas-brancas



Surrupiei do Reinaldo. Vale a pena ver.

Nunca antes...

terça-feira, 29 de julho de 2008

Miles e os ritmos espanhóis

O blog deve voltar a funcionar na quinta-feira. Por enquanto, divirtam-se com Miles Davis.








Do álbum "Sketches of Spain" (1960)

Combustível caipira


Dramalhão botocudo

Sai na Globo no meio-dia e de noite, claro. Pais e parentes chorando. O que aconteceu? Ah, o filhote que entrou clandestinamente nos EUA foi morto pela polícia do odiado país.

Mas em que condições? Simples: além de clandestino, dirigia sem habilitação e furou uma barreira policial (sim, sim, tinha maconha no carro, mas deixa pra lá).

Queriam que a polícia fizesse o quê? Atirar fogos de artifício? Botocudos (como diz o Aluízio) às vezes pagam com a vida.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Império da mediocridade

Daniel Piza, na mosca:

É por isso que não entendo que tanta gente boa sonhe com uma aliança entre PT e PSDB, a qual por sinal já vem se dando em muitos municípios e em Minas Gerais. Seria a consagração da mediocridade de idéias ora vigente no Brasil.

Leia aqui.

Eles não querem saber de ideologia

A Folha lançou na edição de ontem um caderno especial traçando o perfil do jovem brasileiro. Foram ouvidos 1.541 jovens em 168 cidades.

Resumo:

A primeira constatação da pesquisa é simples: cai por terra o clássico imaginário do jovem contestador, rebelde, engajado, participativo etc. O jovem brasileiro quer emprego. Seus maiores sonhos são materiais: realização profissional, comprar imóvel e veículo e ficar rico. Seus principais valores são família, saúde, trabalho e estudo. (Para assinantes).

A esquerdalha, certamente, não gostou do perfil: a juventude não está nem aí para as ideologias nem embarca em utopias - tão ao agrado de boa parte dos professores.

Sinal de realismo. Bom sinal.

Update: 42 por cento deixariam o Grotão...

Horror aos fatos

Essa tigrada ainda não chegou a 1989. Não dá bola para as lições da história.

Ah, sim, é uma das seitas do PT.

Fim do jornalismo?

Marcelo está certo: se o jornalismo morrer, será pelas mãos dos próprios jornalistas. Não faltam candidatos a assassinos entre a "catchigoria"...

E você com isso?

domingo, 27 de julho de 2008

Debate eleitoral

Ora, Veja...

A revista Veja mudou de cara, é? Só espero que a mudança gráfica não seja disfarce para apetralhamento. Toc-toc-toc!

É uma das poucas publicações que não consideram o tempo presente como o fim da história (e por isso mesmo é odiada, principalmente em escolas de "jornalismo e comunicação"), isto é, a eternização da mediocridade. Ainda resta algum espaço para a discordância neste grotesco inferno pasteurizante...

sábado, 26 de julho de 2008

Café e beberagem

A porcaria vendida em pacotes nos supermercados é chamada de café, mas não passa de pó para sujar água. Os grãos produzidos aqui estão longe de figurar entre os melhores do mundo (os arábicos).

Eis os melhores, segundo especialistas:

País: Costa Rica
Região: Vale Central
O que o torna especial: é plantado num lugar de estações bem definidas, com água e sol em quantidades exatas
Resultado na xícara: é o mais forte de todos

País: Guatemala
Região: Huehuetenango
O que o torna especial: o cultivo se dá numa região vulcânica, onde o solo é rico em minerais
Resultado na xícara: seu sabor é adocicado

País: Etiópia
Região: Yirgacheffe
O que o torna especial: a colheita é feita três vezes ao ano – e não uma só, como é comum. Permite uma seleção mais apurada dos grãos
Resultado na xícara: o café é encorpado e doce

País: Jamaica
Região: Blue Mountain
O que o torna especial: a plantação, encravada no meio de montanhas, é regada pela água rica em nutrientes vinda do topo, onde fica uma reserva natural
Resultado na xícara: o café é suave, sem amargor.

Fonte: Veja (para assinantes).

O indolente

Entre as leituras de férias, atravessei A anatomia do fascismo, de Robert Paxton (Paz e Terra, 2007), um excelente livro sobre os horrores gerados pelo antiliberalismo no século passado. Anotei a seguinte passagem, muito curiosa, sobre o "estilo pessoal" de Hitler, que se saía bem mesmo era só no palanque:

Enquanto Mussolini mourejava por longas horas em sua mesa de trabalho, Hitler continuava a se permitir o diletantismo indolente e boêmio de seus tempos de estudante de arte. Quando seus auxiliares tentavam atrair sua atenção para assuntos urgentes, Hitler freqüentemente se mostrava inacessível. Passava muito tempo em seu refúgio na Bavária e, mesmo quando em Berlim, negligenciava questões da maior urgência. Submetia seus convidados a jantares com monólogos que iam até a meia-noite, acordava ao meio-dia e dedicava suas tardes a paixões pessoais (...). Após fevereiro de 1938, o gabinete deixou de se reunir. Alguns ministros jamais conseguiam ver o Führer.

Qualquer semelhança com qualquer líder de qualquer país latino-americano é mera coincidência.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Brucutus atacam na Unicamp

Inimigos da pesquisa científica atacam cientista na reunião da SBPC, durante o Fórum das Comisões de Ética de Experientação em Animal. Os brucutus pertencem a uma associação de nome esquisito. Que se juntem ao MST de Pol Pot Stédile, igualmente inimigo da ciência.

Avante, Grotão! Para trás, sempre para trás!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Pós-modernices e marxismo barato

Isto não acontece apenas em faculdades de Direito, que formam nossos juízes, delegados, procuradores e desembargadores. Em grande parte das chamadas ciências sociais, a indigesta sopa servida é a mesma. Mas acho que poucos têm a coragem de invocar o charlatão espiritualista e new age Leonardo Boff, ex-frei da Igreja católica, como "pensador" central de uma disciplina.

O que ele escreve não passa de pseudociência, mas isto não impede que seja o astro de um curso de "filosofia" ministrado num certo Curso de Direito, conforme denuncia o blog do Reinaldo. Essa porcaria não é nem filosofia nem teologia. Parece coisa de padreco fanático pela "teologia da libertação", essa escatologia típica da idiotia latino-americana, que Boff agora tinge, como bom oportunista, com tinturas ecológicas.

Bene, chega de perder tempo com essa sem-vergonhice. Vou pescar...

terça-feira, 22 de julho de 2008

Salve, Sponholz!


Boas férias, Sponholz, enquanto o Presimente conta grotenses...

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Saudade dos pombos

Bueno, terminou a greve dos Correios. Alguém notou que havia greve? O que importa receber e enviar já se faz pela internet há muito tempo. O resto é correspondência de pedichões de ongs, igrejas, jornais et argh!

Dá até saudade dos pombos, que eram mais fiéis e mais ágeis.

O que falta nessa área? A boa e velha concorrência. Mas, ah, lá vem o Tambosi com essas idéias "neoliberais"...

Eles entendem do assunto...

domingo, 20 de julho de 2008

"Somos corruptos"

Achamos que o povo é bom e a elite, ruim. É uma impressão de todo superficial. O Brasil é essencialmente corrupto e precisamos encarar isso.

Bolivar Lamounier, em entrevista ao Estadão.

Filosofia do abuso

Vale a pena ler o editorial do Estadão de hoje, que analisa as idéias do juiz De Sanctis.

Aqui vai um picles:

Quanto ao artigo do juiz De Sanctis, o que nele pouco ou nada se lê são referências às situações concretas - e criticadas - de investigações da PF, ou considerações sobre normas de Direito ou menções ao trabalho jurisdicional. O texto é um amontoado de idéias genéricas e desconexas, que mais parecem digressões superficiais no campo da antropologia, da filosofia e da "auto-ajuda". Nele, para definir a ação criminosa dos acusados da Operação Satiagraha, há extravasamentos do tipo: "A terra limpa e abençoada da liberdade é, pois, tomada por alguns que aspiram a uma felicidade fictícia e construída a partir da desgraça ou menosprezo alheio." Sobre os valores da sociedade e os ideais perseguidos pelos povos, o magistrado só encontra sua realização nas comunidades indígenas: "Lamentavelmente, não se tem notícia de sociedade que tivesse chegado a tamanho grau de evolução, salvo raras intactas tribos indígenas que, de primitivo, se pode tão-somente invocar alguns instrumentos e objetos inerentes, mas que em verdade representam grandeza do ser: pureza, honestidade e amor."

E, para justificar a necessidade dos abusos da autoridade, que defendeu na entrevista coletiva, ele diz no artigo de quinta-feira: "A sociedade contemporânea não pode dispensar, lamentavelmente, os mecanismos citados (algemas, grampos, prisão cautelar, etc.) a fim de continuar perseguindo a mesma pureza, honestidade e amor dos nossos nativos (!!!)." (Continua).

Hummm...

A colunista Mônica Bérgamo, da Folha, acompanhou um dia do juiz De Sanctis, que mandou às favas o STF no escândalo Daniel Dantas. Entre outras peculiaridades, ficamos sabendo que o meritíssimo, nos últimos meses, dedicou o tempo a ler o processo contra Daniel Dantas (claro!) e um livro sobre a vida de São Francisco de Assis, aquele reverenciado pelo seu pobrismo:

Duas leituras absorveram o juiz Fausto Martin de Sanctis nos últimos meses: as mais de mil páginas do inquérito sobre os crimes de evasão de divisas, gestão fraudulenta, corrupção e formação de quadrilha imputados ao banqueiro Daniel Dantas; e "Florilégio" - livro sobre a vida de São Francisco de Assis. "Eu quis conhecer a história de uma pessoa abonada que se despiu totalmente e foi professar aquilo em que acreditava, em confronto até com o seu pai", diz De Sanctis. (Para assinantes).

Casal K e Chávez na berlinda

Ana Julia Jatar, lá da Venezuela, comenta a queda que, aos poucos, o estatismo latino-americano deixa transparecer neste continente perdido, o Grotão Maior. Ainda bem que alguns percebem, aqui e ali. Para uns poucos, no entanto, basta ver a cara da bugrada, a começar pela foto acima...

P.S.: a dondoca, claro, é a presidenta argentina, apontando sabe-se lá o quê - o passado, seguramente - ao (ex-)falastrão Hugo Chávez...

sábado, 19 de julho de 2008

Este é o Grotão!

Prévias eleitorais chegam a dar medo. No Rio, o "pastor" Crivella está na dianteira; Belo Horizonte aponta para uma "comunista"; e, em São Paulo, Martaxa do PT está um pouco à frente do Picolé de Chuchu.

É cedo ainda, mas já dá para ver que o Grotão continuará enterrado no patrimonialismo por mais algumas gerações. Argh!

Tá difícil

Este blogueiro já não distingue entre página de política ou policial...

Pelegos da CUT pedem impeachment do presidente do STF

Na Folha Online:

Um grupo de 15 manifestantes ligados à CUT (Central Única dos Trabalhadores) do Distrito Federal protocolou nesta sexta-feira, na Secretaria Geral do Senado, a denúncia de pedido de impeachment do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes. Os sindicalistas acusam o ministro de crime de responsabilidade.

Eis aí mais uma razão para que eu seja contra o afastamento do presidente do STF. Primeiro, impeachment de Lula e prisão dos 40 ladrões do mensalão. Depois a gente conversa.

É bom lembrar que a CUT representa mais os interesses do governo que dos trabalhadores. Os pelegos de Vargas eram amadores perto dessa gente.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O DNA do racismo

O cientista Sérgio Danilo Pena explica como as raças foram inventadas e diz que é necessário desinventá-las.

Parece existir uma noção generalizada de que o conceito de raças humanas e sua indesejável conseqüência, o racismo, são tão velhos como a humanidade. Há mesmo quem pense neles como parte essencial da “natureza humana”. Isso não é verdade. Pelo contrário, as raças e o racismo são uma invenção recente na história da humanidade. (Continua).

(Foto: National Archives and Records Administration)

Um dia pode fazer falta...

PF desobedece Lula

Afinal, quem manda no Grotão? Lula tinha ordenado à Polícia Federal que divulgasse as gravações da conversa entre o delegado Protógenes e os chefões, mas a PF diz que não divulgará a íntegra da reunião. Isto é indisciplina, no mínimo. O presidente deveria demitir todos.

Ainda não temos um Estado policial, mas policialesco ele já é...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Na mosca

Do Leite de Pato:

"Fora, Gilmar Mendes!" é coisa de gente chique, intelectualizada.

"Fora, Lula" é golpismo...

Bando de caras-de-pau mesmo, Persegonha.

Relembrando Mencken

Um bom artigo sobre o controvertido e ferino jornalista norte-americano H. L. Mencken, frasista de primeira e defensor da liberdade:

Acredito que a liberdade é a única coisa genuinamente valiosa que os homens inventaram, pelo menos no campo governamental, em mil anos. Acredito que é melhor ser livre do que não ser livre, mesmo sendo a primeira opção perigosa e a segunda segura. Acredito que as melhores qualidades do homem apenas podem florescer ao ar livre – que o progresso obtido sob a sombra do clube dos policiais é um progresso falso, e não tem nenhum valor permanente. Acredito que qualquer homem que coloque a liberdade de outro sob sua guarda irá, certamente, se tornar um tirano, e que qualquer homem que abra mão de sua liberdade, mesmo que seja apenas um pouco dela, se tornará, certamente, um escravo.” Mencken acrescentou: “Em qualquer disputa entre um cidadão e o governo, é meu instinto ficar ao lado do cidadão... Sou contrário a qualquer esforço para tornar os homens virtuosos através da lei. (Leia aqui).

Do governo, dizia o seguinte (e acho que vale para os governos em geral):

O governo sob o qual vivo foi meu inimigo durante toda a minha vida. Quando não estava me silenciando, estava me roubando".

Paredes & emparedados...


quarta-feira, 16 de julho de 2008

Parou na porta do Imperador

E esfria a "luta de classes" via Judiciário

Pois é, o exibicionista delegado Protógenes foi afastado, o colunista da Folhona mais ligado a Lula, Kennedy Alencar, diz que parece operação-abafa e tudo ficará nas mãos do Congresso, o mesmo que o lulismo já enlameou desde o hediondo caso dos mensaleiros, para sempre impunes.

A petralhada já se assanhava contra o guru do patrimonialismo - o malvado banqueiro Dantas -, antegozando a ocasião de ressuscitar a velha "luta de classes" preconizada pelo seu gibi da infância. O lulopetismo, com seus seguidores na imprensa e fora dela, tentava agora enxovalhar a Corte Suprema, incentivando movimentos contra seu presidente (ah, nomeado por FHC!). Pouco importava a instituição vilipendiada: era preciso derrubar o inimigo Gilmar Mendes (alguém que estudou, num tribunal que parece pouco chegado aos livros).

Não bastasse tudo isso, o chapa-branca PH Amorim, lambedor de botas, chegou a perguntar, revelando o Zeitgeist lulista, onde estavam os ministros do STF nomeados por Lula (que, se não me engano, são maioria na casa), como se tudo fosse coisa de compadre. Lula nomeou os "jogadores" e eles não responderam?

Há um recuo porque tudo o que é ruím vai parar na porta do Palácio do Planalto, sede de um Executivo imperial, envolvendo mais uma vez o secretário caipira que assessora o Imperador viajante, que tem amizade com um ex-deputado petralha (Greenhalgh) que assessora Dantas.

Sponholz já tinha cantado a pedra na semana passada. Reproduzo a charge:



Quanto a mim, vou pedir um saquinho e depois lavar as mãos.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Juízes a favor de um golpe?

Perdido num cantão da ilha, acho que estes juízes favorecem um golpe, perfilhando-se ao lado de policiais federais e do ministério da Justiça, sob o comando de Tarso Illich Genro, e confrontando a nossa corte suprema, o STF. Já cruzei meio século de vida e nunca vi tamanha quebra de hierarquia, principalmente no Poder Judiciário.

Os meritíssimos pedem "independência do Poder Judiciário", mas o que me parece é que estão próximos demais de iniciativas do Executivo, o gigantesco poder do Grotão.

Será que todo mundo esqueceu que o STF é o "guardião da Constituição"?

Dantescas

Salve, ministro Brossard!

Lembro da palestra do então senador Paulo Brossard, em meados dos anos 70, quando eu ainda freqüentava a faculdade de Direito da UFSC, em Florianópolis. Ele era um dos grandes críticos da ditadura militar. Sempre com seu chapéu panamá, empolgava a platéia com sua dicção claríssima e pontual. Fico feliz em ver que, octogenário, critica agora os excessos do governo lulista, legítimo filhote da ditadura que todos combatíamos.

Surrupio a entrevista da Folha (conduzida por Graciliano Rocha, da agência Folha em Porto Alegre) na íntegra:

EX-MINISTRO do STF (Supremo Tribunal Federal), ex-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ex-ministro da Justiça (governo Sarney), o jurista gaúcho Paulo Brossard de Souza Pinto, 83, afirma que a exposição de suspeitos em operações da Polícia Federal é "abuso" e fere o princípio da presunção da inocência. O ex-ministro sustenta que algemas só devam ser usadas em suspeitos com possibilidade real de fuga ou de resistência. Fora disso, é "agressão gratuita". "Está havendo uma tolerância com o abuso", critica ele.

Segundo Brossard, o uso disseminado de grampos telefônicos em investigações indica um resquício de autoritarismo, "que destruiu o conceito de legalidade". Para ele, os juízes erram ao permitir que a quebra de sigilo seja regra. "O uso do poder é um convite ao excesso." Embora tenha evitado comentar detalhes da polêmica envolvendo a prisão e a liberação do banqueiro Daniel Dantas, Brossard afirma que a disputa entre instâncias do Judiciário abriu uma crise inédita e de conseqüências imprevisíveis para o Poder.

FOLHA - O sr. é um crítico da chamada "espetacularização" das ações da PF. O que há de errado?
PAULO BROSSARD - Há alguns fatos que estão acontecendo que são inequivocamente graves e também inéditos. De tudo que vem acontecendo, uma das coisas mais importantes que foram ditas pelo presidente do STF [Gilmar Mendes] é que o país está atravessando uma fase policialesca. A expressão, embora forte, é verdadeira. Pelo menos é verossímil. A interferência policial, sendo legítima, tudo bem, porque a polícia existe é para isso. Quando existe uma infração que se apresenta com a natureza penal, aí é obrigação, não é favor. O que me chama a atenção, ao mesmo tempo, é que está havendo uma tolerância com o abuso.

FOLHA - Que tipo de abuso pela PF?
BROSSARD - Se eu, amanhã, exercendo uma autoridade legal, me deparasse com uma situação em que o meu dever é prender alguém, eu não hesitaria, mas prenderia com a finalidade de chegar ao resultado mais útil com o menor dano.Uma coisa é prender uma pessoa condenada com uma pena a cumprir, onde não há uma necessidade de discrição. Agora, quando se trata de suposição de um crime, a conduta há de ser diferente, há de se levar em conta o que a Constituição estabeleceu, há de se levar em conta o patrimônio da humanidade. O que estou notando agora é que está se perdendo o apreço por essas garantias.

FOLHA - A prisão provisória não é um instrumento adequado para garantir que suspeitos, por exemplo, não destruam provas?
BROSSARD - A prisão provisória é legítima, desde que haja a observância daquelas regras que não são de agora. Para quê algemas? Haverá casos em que será necessário. Há casos em que há verdadeiros artistas em se evadir, neste caso a prudência recomenda as algemas. Mas há casos aí de pessoas em idade avançada, que não têm condições de correr. Algemar uma pessoa dessas é agressão gratuita. E para quê? Só para humilhar. Isso é estúpido e brutal.Fotografar, filmar e publicar é para achincalhar uma pessoa que pode ser autora de grandes responsabilidades ou não.Agora, num critério utilitário, o que é que isso ajuda? A Constituição garante ao preso, o preso condenado, que seja preservado na sua integridade física e moral. Então imagine aquele que está sendo preso porque está sendo investigado, porque há uma dúvida. Isso é um índice de falta de critério, quem parte daí não tem limites.

FOLHA - Quem está sendo tolerante com o abuso?
BROSSARD - É difícil dizer, são todos e não é ninguém. A sociedade se compõe de mil parcelas e não existe uma expressão adequada. Isso me impressiona vivamente. Por maiores que sejam os indícios, a pessoa que não é condenada deve ser considerada inocente. A presunção de inocência é uma norma de validade universal, salvo naturalmente naqueles países que ainda vegetam em tiranias. Estamos vivendo aqui um período de investigação judicial. Hoje não se faz uma investigação policial sem recorrer a [quebra de] sigilo. Isso não é normal. Haverá casos que será justificável, é por isso que se tem que requerer a um juiz e o juiz pode conceder ou não. Em geral, concede-se. Agora, isso não pode ser regra, porque é perigoso.

FOLHA - Mas os juízes aprovam quebras de sigilos depois que lhes são apresentados indícios.
BROSSARD - Os juízes também erram, os tribunais também erram, porque não são formados nem de santos nem de sábios.Estabelecer [a quebra do sigilo] numa mera investigação pode ser até útil, mas é preciso haver determinados limites. Há um velho princípio segundo o qual o uso do poder é um convite ao excesso. Uma pessoa bem intencionada que está fazendo uma investigação e encontra tropeços aqui e ali é tentada a transcender este óbice. É perigoso, sobretudo quando se dá secretamente. Vai acontecendo sem que ninguém saiba, salvo quem pratica ou quem sofre.Sabe-se como começa e não se sabe como termina, até porque pode estar em curso uma investigação comprometida.

FOLHA - Comprometida politicamente, o sr. quer dizer?
BROSSARD - Eu não tenho elementos. No tempo em que fui ministro da Justiça, não tive atritos com a Polícia Federal. Eu não posso dizer que esteja havendo isso, mas, no caso do R$ 1,7 milhão para a compra do dossiê contra o [então candidato a governador José] Serra [em 2006, quando duas pessoas ligadas ao PT foram presas tentando comprar supostas denúncias contra tucanos], onde parou aquele dinheiro? Eu pergunto porque não sei. A polícia procedeu com correção naquele caso ou não? Alguém respondeu pela compra de um instrumento de crime contra um cidadão que era candidato a governador? Alguém prestou contas disso? Ninguém. Isso não é correto e não fica bem à polícia, seja de que nível for.

FOLHA - A decisão do ministro Gilmar Mendes de soltar Daniel Dantas pela segunda vez e a forte reação das entidades que reúnem magistrados e procuradores em favor do juiz Fausto De Sanctis instalou uma crise no Judiciário?
BROSSARD - Eu não vou falar sobre qualquer coisa que esteja sub judice. Não falo sobre isso até porque já fui do tribunal. Eu acho graça porque "crise" é o vocábulo mais usado na língua portuguesa. Mas aí [atrito entre STF e instâncias inferiores] é crise mesmo. Crise é vida, o que está em crise está vivo -também aí, nisso que estamos vendo nos jornais. Eu estou com mais de 80 anos e não me lembro de ter visto isso, de ter lido isso em tempo algum.

FOLHA - O ministro Gilmar Mendes considerou que o juiz Sanctis se insurgiu contra o STF. Isso não fere o princípio da independência do juiz?
BROSSARD - Não posso comentar, é mérito. Faço uma generalização: em princípio, o juiz é independente, talvez nem todos saibam o que isso representa para ele e para a sociedade.

FOLHA - O sr. é favorável a que o juiz Sanctis responda ao Conselho Nacional de Justiça? Qual papel o CNJ deve desempenhar nessa crise?
BROSSARD - Repito que não falo sobre o que está sub judice. Eu já não estou no tribunal, mas é uma tarefa muito difícil a do Conselho Nacional de Justiça. Tem que usar poder com critério, mas acho que tem de haver alguém que tenha uma autoridade [sobre juízes]. O conselho tem essa finalidade.Quando estava no Senado, isso foi apresentado em uma daquelas reformas, combati e votei contra. Quando entrei no STF, mudei de opinião. Quantos juízes há no Brasil? O juiz deve ter todas as virtudes humanas e sobre-humanas, mas nem todos têm porque é a fragilidade da argila humana. É preciso que haja alguém que possa fazer alguma coisa na medida que possa fazer. Na ausência de solução melhor, o conselho foi um aperfeiçoamento.

FOLHA - Que desdobramentos essa disputa entre instâncias pode ter?
BROSSARD - Ninguém sabe, mas temo que não sejam bons.

FOLHA - De alguma maneira, as turbulências no Judiciário e a própria crítica do STF à ação da PF podem ter uma repercussão mais profunda, como no conceito de separação de Poderes no Brasil?
BROSSARD - No conceito de separação dos Poderes, não. Talvez o período autoritário tenha deixado seqüelas que nós não nos damos conta. De todos os males do autoritarismo, nenhum é superior à destruição do conceito de legalidade.Cumprir a lei se tornou quase uma coisa inimaginável e isso não se apaga de uma hora para outra. Uma coisa que também foi desaparecendo -em todas as entidades, em todas as Casas, em todos os Poderes- foram as referências não escritas.No mundo parlamentar, no mundo partidário, por exemplo, as Casas Legislativas tinham cardeais. Tinham a mesma investidura dos demais, mas a palavra deles era melhor acolhida, todo mundo sabia que não iriam dizer uma coisa que não fosse o bem da instituição. Essas referências não existem mais. Isso é visível em todos os setores. Faltam líderes.

FOLHA - Desde que o sr. deixou o Supremo, em 1994, o tribunal vem passando por mudanças. No julgamento das células-tronco, por exemplo, a corte ouviu pela primeira vez muitas entidades da sociedade civil. Para onde vai o STF?
BROSSARD - Realmente não havia precedente a esse respeito, mas naquele julgamento havia duas posições inconciliáveis. Foi um julgamento de alta categoria, das duas posições, histórico. Também é a primeira vez que um assunto desta natureza chega ao tribunal. É a necessidade que cria o hábito.
(Foto: Folha Imagem).

domingo, 13 de julho de 2008

Mainardi versus Nassif

Um bom resumo da contenda entre Diogo e o chapa-branca Luiz Nassif está no Imprensa Marrom. Peguei a dica lá no Arrastão (links).

Ah, a era lulista...

E acho que Mainardi até pegou leve ao chamar o Nassif de banana.

Lá fora, o horror...

...aqui dentro, o grotesco paraíso.

Tio Pancho já era

O facínora, que é considerado um dos maiores seqüestradores das Farc, foi preso pela polícia colombiana. Não passa dia sem que os narcoterroristas sofram uma derrota. Estão com os dias contados.

E cinco anos de solitária, pão e água para o maldito tio!

Irmandade petralha

Assim pensa o chapa-branca Paulo Henrique Amorim, que sempre chama a imprensa de golpista (alguns o tem na conta de jornalista):

Mendes (ministro Gilmar Mendes, do Supremo) deu o Golpe. Deu o Golpe nas barbas de um Supremo omisso, que está em casa, a assistir a crise pela televisão. De onze juizes do Supremo, o Presidente Lula, o que tem medo, nomeou 6 ministros. Cadê eles ?

Precisa comentário? Pois é, o STF não é uma corte suprema, é um time nomeado pelo lulismo...

Saquinho, por favor.

Tarso Illich e Betto, os demagogos.

Em entrevista que virou manchete na Folha de hoje, o ministro da Justiça, Tarso Illich Genro, faz prejulgamento do banqueiro Daniel Dantas, tomando ares de juiz:

Tarso Genro disse à Folha considerar "muito difícil" que o banqueiro Daniel Dantas consiga provar ser "inocente", pois há "farta prova dentro do processo" e "está praticamente comprovado" que tentou comprar um delegado da Polícia Federal, além da descoberta de crimes financeiros pela Operação Satiagraha. Tarso evita acirrar a polêmica com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, com quem travou uma disputa pela imprensa. (Para assinantes).

O leninista Tarso Illich, com seu bigode de Stálin, também defende o uso indiscriminado de algemas para os desafetos burgueses. Tomou uma boa resposta de Jânio de Freitas:

Diz o ministro da Justiça que uso de algemas, em todos os presos pela Polícia Federal, é uma "ação igualitária do governo que não distingue entre pobres e ricos". É raro ouvir de Tarso Genro alguma coisa que não esteja infiltrada de demagogia, e sua defesa das algemas generalizadas não fugiria à regra. Que igualdade real advém de algemas, além da farsa demagógica das aparências?

E não poderia faltar também a opinião de Frei Betto, amante da ditadura cubana e ex-assessor "espiritual" de Lula, sobre os fatos dessa semana:

Não houve surpresa. O corruptor pau-mandado disse com todas as letras, gravadas pela Polícia Federal, que o chefe se preocupava "apenas com o processo em primeira instância, uma vez que no STJ e no STF ele resolve tudo". Sabia o que dizia. Dito e feito, em dose dupla. O chefe entrou na lista daqueles que, para certos ministros do STF, pairam acima da lei e reforçam a nociva cultura de que, como cantava Noel Rosa, "para quem é pobre a lei é dura", mas para quem é rico a impunidade fa(r)tura.

O fradeco é outro que não perde ocasião para destilar seu ódio à "burguesia" e condenar o capitalismo, embora goze intensamene de suas benesses (viaja muito, gosta de iguarias e toma vinhos que nem em sonhos chegam à mesa dos fiéis de sua religião).

Ligando os pontos, não tenho mais dúvida de que a orquestra lulopetista está por trás dessa tentativa de manchar a Corte Suprema.

sábado, 12 de julho de 2008

Dantas é o símbolo do patrimonialismo

A revista Veja desta semana traça um perfil do banqueiro Daniel Dantas, mas erra ao dizer que ele é representativo do "capitalismo brasileiro". Se há uma coisa que não existe no Brasil é capitalismo, assim como são escassas as idéias liberais. Aqui impera o patrimonialismo (como, aliás, tenho insistido à exaustão), que nos mantêm ligados ao resto da América Latina. Tenham paciência, portanto, porque vou repetir: sob o atrasado patrimonialismo, forças políticas, empresariais e sindicais tomam o Estado como se fosse sua propriedade. As instituições públicas funcionam como um anexo de seus quintais. O Estado é balcão de barganhas - algo que o lulopetismo levou à perfeição. Corrupção é o azeite dessa engrenagem.

Trecho da matéria da revista:

Poucos homens de negócios representam com mais nitidez a natureza perversa do capitalismo brasileiro dependente do estado macrófago do que o banqueiro Daniel Dantas. Pelas mãos do ex-ministro Mario Henrique Simonsen, que o considerava seu aluno mais capaz, Dantas despontou há duas décadas como um jovem e astuto economista saído do conceituado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. Durante as privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso, o banqueiro de origem baiana reinventou-se. À frente de seu próprio banco, o Opportunity, recebeu a bênção do governo para unir-se aos poderosos fundos de pensão de estatais, como Previ e Petros, formando uma espécie de parceria público-privada cujos efeitos desastrosos perduram até hoje. Dantas conseguiu do governo um mandato para ser o gestor dos recursos investidos por esses fundos em um conglomerado de empresas recém-privatizadas, que reunia desde a Santos Brasil, terminal portuário em Santos, até as operadoras de telecomunicações Brasil Telecom, Telemig Celular e Amazônia Celular. A parceria funcionava desta forma: o governo entrava com o dinheiro e Dantas dava as cartas.

Foi assim, como empresário privado de patrimônio público, que Dantas despontou como o mais astuto entre os inúmeros capitalistas brasileiros cujo sucesso se deve a privilégios oficiais obtidos pela bajulação e, principalmente, pela corrupção de autoridades de plantão. Ele é expoente entre os negociantes e sistemas empresariais que nunca se expuseram ao poder purificador da concorrência, que se escondem sob as asas estatais para fugir dos rigores da lei e do vento trazido pela abertura econômica. Nada sabem sobre inovação ou produtividade, os reais motores da criação de riqueza no sistema capitalista. Nessa condição, Dantas envolveu-se em praticamente todos os grandes escândalos de economia mista – estatal e privada – da última década no Brasil. (Para assinantes).

Pode voltar, Lula!

Perguntinha

A quem interessa o desgaste do STF, pintado como defensor dos ricos e submetido ao escárnio - incentivado - da população?

Na Venezuela de Chávez a coisa começou assim...

A propósito, recomendo a boa análise feita pelo amigo Aluízio.

E faço uma observação: isto não significa que eu ponha a mão no fogo pelos empresários sob investigação, partícipes todos do banquete patrimonialista que impede o desenvolvimento do capitalismo no Grotão.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Prefeito persegue jornal

A censura à imprensa avança a passos largos no Grotão. Desta vez, alcança o Diarinho, de Itajaí (SC), por iniciativa do prefeito Volnei Morastoni (acompanhe aqui).

Ah, sim, o prefeito é do PT, off course.

Desrespeito ao STF

Procuradores da República (ou do governo?) repudiam decisão do presidente do STF, ministro Gilmar Mendes. Parece estar em curso uma guerra contra as instituições republicanas: órgãos do Executivo contra o Judiciário. Nesta, estarei sempre ao lado do último.

Ahá!, entre os signatários da carta de repúdio, lá está Luiz Francisco Fernandes, um petista de carteirinha que andava sumido.

A democracia pressupõe independência dos poderes, senhores procuradores!

P.S.: entusiastas do Estado policial estão se assanhando.Tarso Illich Genro abriu a porteira...

EM TEMPO: juízes federais também protestam contra Gilmar Mendes. Os federais são do Executivo ou do Judiciário?

Outra boa entrevista do Shikida

Cláudio Shikida, do De Gustibus, entrevista o economista Ronald Hillbrecht, outro que - entre gatos pingados - defende idéias liberais no Brasil estatólatra.

Para este blogueiro, liberal é quem defende um Estado mais enxuto e as liberdades clássicas: liberdade econômica, liberdade de ir e vir, de imprensa, de opinião etc. Enfim, tudo aquilo que os petralhas abominam).

Aí vai um pickles da
entrevista:

Sou economista com mestrado na USP e doutorado na University of Illinois. Decidi percorrer a via acadêmica pois percebi que meus conhecimentos em economia apenas da graduação eram constrangedoramente insuficientes. Ao melhorar minha compreensão sobre a organização econômica da sociedade acabei por defender idéias liberais, como as virtudes de mercados competitivos e de governos limitados sob democracia. Desta forma, acabei por conhecer melhor a filosofia política do liberalismo clássico e do libertarianismo atual. O mais interessante nessa combinação de teoria econômica com filosofia política é que ela permite apreciar o liberalismo clássico sob dois ângulos distintos: não apenas o liberalismo clássico está baseado em sólidos princípios morais (a idéia de direitos naturais, ou seja, os direitos à vida, propriedade e liberdade) como também gera consequências econômicas desejáveis (a construção de uma sociedade próspera e pacífica).

Zorra total

quinta-feira, 10 de julho de 2008

A sucata do tirano

Essas geringonças aí desfilaram no Dia da Independência da Venezuela, em homenagem que Ana Julia Jatar justamente chamou de vergonhosa. E olha que o fanfarrão Chávez ainda faz pose...

Um dos tanques deixou peças pelo caminho. Não percam a série de fotos.

Desencanto com a Justiça

É isto que expressa o desembargador aposentado Ilton Dellandréa em seu blog, o Jus Sperniandi.

Vai um picles:

E quando um ministro do STF e um de seus réus demonstram que estão do mesmo lado, olhando o rabo do macaco no galho vizinho, ainda que em aspectos diversos, é sinal de que há algo de podre no reino do Planalto.

Somos todos bandidos, menos os próprios...

O Brasil parece querer criminalizar abolutamente tudo, exceto os bandidos. Bandido no Brasil não é bandido, é vítima da sociedade. Quanto aos demais, se fumam são bandidos. Bebem? Bandidos. Educam seus filhos? Bandidos. Trabalham muito? Bandidos. Isso não é um movimento isolado, é uma preparativa para algo maior. Quando todos são culpados, não existem inocentes. Quando não existem inocentes, todos dependem das benesses do Estado.

Do blog do
Adolfo Sachsida, comentando ainda a lei seca.

Lula Ho Chi Minh

O falastrão viajante andou evocando a guerra da Vietnã para tentar bajular o povo vietnamita, que não quer mais nem saber de comunismo. O Pequeno Timoneiro não fez mais que revelar seu mal-escondido antiamericanismo, como típico líder latino-americano.

O Vietnã é um dos países que mais atrai o capital estrangeiro. Está cheio de empresas de tudo quanto é país.

Nostalgia, Lula, nostalgia sua...

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Tem para todos...

No podcast de Diogo Mainardi, que esteve algumas vezes com o banqueiro Daniel Dantas:

- Onde está Marcos Valério? E Delúbio Soares? E José Dirceu? E Roberto Teixeira, o compadre de Lula, contratado por Dantas? E Duda, contratado por Dantas? E Kakai, contratado por Dantas? E Delfim? E Della Seta? E Lula?

A prisão de Daniel Dantas e de Naji Nahas é a chave para entender o que aconteceu no Brasil nos últimos 10 anos. Vou ficar olhando pela janela à espera de notícias. (Leia aqui).

Ah, e o Dirceu diz que não tem nada a ver e é "perseguido pela mídia". Começou...

Na mosca, Sponholz!



Eu só quero que o Dantas conte tudo, tudinho...

terça-feira, 8 de julho de 2008

Estado policialesco

Como se não bastasse os juízes confundirem entrevista jornalística com propaganda política, penalizando a mídia, agora vem a PF pedir a prisão de uma jornalista que simplesmente fez seu trabalho, "furando" os concorrentes. A Justiça, ainda bem, negou o absurdo pedido.

Não surpreende que esse tipo de iniciativa esteja se tornando comum na era lulista. Lula e seu partido nunca viram a imprensa com bons olhos, assim como desprezam as liberdades individuais (ah, isso é cantilena dos liberais).

Tempos obscuros...

A Polícia Federal em Brasília pediu à Justiça, como parte da Operação Satiagraha, a prisão da jornalista Andréa Michael, do jornal Folha de S. Paulo, por vazamento de informação sigilosa. Além da prisão da jornalista, a PF solicitava busca e apreensão de documentos na casa da repórter, que trabalha na sucursal da Folha na capital federal. A Justiça negou o pedido da PF. (Continua).

Tia Marilena dixit

Quem culpou a mídia, já no nascedouro do escândalo, foi a filósofa da corte petralha, Marilena Chauí - mudinha, felizmente, de uns tempos para cá.

Tarda e falha, sim!

Todos bandidos

Já disse aqui, a propósito da lei seca, que o Estado, não podendo botar na cadeia os verdadeiros bandidos (aqueles que dirigem embriagados), transforma em bandidos todos os cidadãos. E a população do Rio e São Paulo, as duas maiores do país, fica contentinha com mais esta intervenção estatal, provando que isto aqui é de fato um Grotão. O Estado sempre está certo; a sociedade é irresponsável.

Nariz Gelado foi ao ponto ao chamar todos de "
vacas de presépio".

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Férias

O blogueiro está de férias, escondido num cantão de Floripa. Tempo para caminhar, ler e dormir. Mas o blog não pára, claro, ainda que deixe de acompanhar mais de perto a esculhambação grotense.

Dá-lhe, Sponholz!

Volte para lá, Ingrid!

Bastaram dois dias na França para Ingrid Betancourt começar a dizer bobagens. Afinal, está na terra das bobagens pós-modernas.

Agora já pede complacência para seus seqüestradores. Mais um pouco e vira a freirinha Ingrid das Selvas. Que vá se roçar nas ostras!

E napalm nos narcoterroristas!

Dória, Croce e o Foro de S. Paulo.

Nemerson, do Resistência, faz uma boa crítica a Pedro Dória a propósito do Foro de São Paulo, apontando algumas contradições. E lembra até uma frase do velho filósofo idealista italiano Benedetto Croce.

domingo, 6 de julho de 2008

Blog é mídia?

Para o TSE, sim. Mas está criado um grande problema. A propriedade dos meios de comunicação (mídia, no neologismo adotado no Grotão) sofre restrições constitucionais quanto à sua propriedade. Se blog é mídia, como é que fica o Blogger (Google), ao qual esta página está vinculada? Vão estatizar os provedores internacionais?

Quanto à decisão do TSE, que restringe até o uso da internet, não há outra designação: é censura.

Às mulheres




Já trouxe este belo vídeo aqui há muito tempo, mas vale a pena ver de novo. São 500 anos de história da arte contemplando as mulheres, sem as quais este mundo sequer existiria, ou, existindo sem elas, seria um mundo horripilante. Minha saudação a todas, de novo. E fico feliz em ver que boa parte dos comentadores deste blog são, na verdade, comentadoras (sem essa de "gênero", por favor).

Coltrane, sempre.



John Coltrane, "My Favorites Things", para os amigos.

sábado, 5 de julho de 2008

Ambientalista condenada por dano ambiental em Florianópolis

Só me ocorre o infame dito popular: faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço...

A bióloga e oceanógrafa Tereza Cristina Pereira Barbosa (foto), do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, foi condenada pelo juiz Hélio do Valle Pereira, da Vara da Fazenda Pública da Capital, em ação civil pública promovida pela Fundação Municipal de Meio Ambiente - FLORAM, a demolir edificações e executar a recuperação ambiental em uma área de 3.663 m2 localizada na região conhecida como Mato de Dentro, no morro do Lampião, Campeche. A área é propriedade da ambientalista e endereço da ONG ISA - Instituto Sócio-Ambiental Campeche. O juiz condenou-a, também, ao pagamento dos honorários advocatícios arbitrados em R$4 mil, mais as custas processuais. (Do jornal de bairro Ilha Capital).

O apocalipse na janela

Rajendra Pachauri, chefão do Ipcc, entidade que reúne cientistas e oportunistas e ameaça o mundo com o inferno, volta a cuspir fogo. A humanidade, diz o indiano, "só tem 7 anos" (sempre o número 7!)para estabilizar as emissões de gases que causam o efeito estufa.

O Ipcc é a prova de que as ciências, quando submetidas à política e às ideologias, viram discurso de profetas - com cientistas abraçados a pseudocientistas e picaretas ongueiros.

Ah, sim, falta o Ipcc ordenar que o planeta Terra brinque de morto...

sexta-feira, 4 de julho de 2008

4 de julho



A homenagem do blog à data nacional dos Estados Unidos, sem os quais o mundo seria pior do que é. E que os antiamericanos de todos os quadrantes se rocem nas ostras (ou melhor, nas esporas das ditaduras)!

Notícia de araque

O Estadão de hoje lasca: "Lula não entra na campanha eleitoral antes de agosto."

Ah, é? E Lula tem feito outra coisa que não seja campanha eleitoral? Esta é, reconheça-se, sua grande especialidade.

A matéria é ainda mais ridícula porque não identifica as fontes desse grande "furo" jornalístico. Confira aqui.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Só no Grotão!

É incrível, mas no Grotão acontece. São Paulo, a maior metrópole do país e uma das maiores do mundo, teve sua conexão com a internet paralisada por mais de 24 horas, afetando serviços públicos essenciais.

A Telefónica (assim, com acento à espanhola) anunciou, à noite, ter resolvido o problema, mas não em todas as regiões da Grande S. Paulo.

Duvido que coisas assim aconteçam em outros países, à exceção dos africanos, por razões óbvias.

E a TeleFÓnica ainda não explicou o que aconteceu. Sai da frente: é incompetência de país patrimonialista!

Na passarela...

...e nas lojas, nos supermercados, nas taxas de condomínio, luz etc...

Vida de cão sob as Farc

General colombiano mostra as correntes com que são presos os reféns dos terroristas das Farc, grupo que já está com os dias contados. Napalm neles!

P.S.: leiam o relato de Ingrid.

O engano de Ingrid

Da ex-refém dos trogloditas das Farc:

A ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt fez um apelo nesta quinta-feira para que os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e do Equador, Rafael Correa "empurrem" as Farc para a via democrática e que "restabeleçam os níveis de amizade e confiança com o presidente (da Colômbia, Álvaro) Uribe".

Prisioneira de facínoras há mais de seis anos nas selvas colombianas, Ingrid ainda não compreende a política abjeta desenvolvida pelos vizinhos da Colômbia sob as botas de Chávez, Correa e Evo (faltou mencionar Lula). É gente que quer a derrubada do presidente colombiano Álvaro Uribe, único que não integra o processo de pasteurização ideológica em curso em boa parte da Narcoamérica do Sul (e tem contra si o fato de ter boas relações com o Grande Satã, os Estados Unidos).

Esses aí não têm o mínimo apreço pela democracia. O autoritarismo é parte constitutiva de sua vida e de seus governos. A casca grossa ditatorial não se torna mais flexível com o tempo.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Um bom papo entre dois economistas

Shikida, do De Gustibus, entrevista Adolfo, que tem batalhado pela divulgação das idéias liberais no Brasil - onde até os empresários são estatólatras:

Acredito que boa parte dos empresários brasileiros é CONTRA o liberalismo. A FIESP por exemplo não é liberal. Liberal é quem defende a competição, a liberdade de escolha e a propriedade privada. A FIESP não defende a abertura dos mercados brasileiros, tal como boa parte dos empresários prefere um Estado grande protegendo suas ineficiências. Liberal no Brasil são os consumidores que querem ter o direito de comprar produtos melhores e mais baratos. Quem mantém vivo o liberalismo no Brasil são indivíduos comuns, sem o apoio de grandes grupos ou de interesses ocultos. Por isso acredito que os Blogs e a internet foram a salvação do liberalismo brasileiro, sem essas ferramentas estaríamos ainda mais isolados. (Continua).

Mandou bem, Adolfo!

Narco-terroristas derrotados

Forças colombianas libertam Ingrid e outros reféns. Só espero que, quando não mais houver reféns, se jogue napalm naqueles facínoras, tão apreciados por esse trio de joelhos aí...