domingo, 14 de agosto de 2011

A lama chega ao ministério do Trabalho

Não passa dia sem alguma barbaridade cometida por gente do governo. Deveriam fazer uma devassa em todos os ministérios. Efeito dominó, na certa. Peguei a dica lá no Coturno:

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) repassou, nos últimos dois anos, R$ 62,8 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) a sete empreendimentos inscritos no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (Ceis). O cadastro é elaborado pela Controladoria-Geral da União (CGU) e relaciona as empresas que já sofreram algum tipo de punição por parte de órgãos públicos federais, principalmente por fraudes na execução de contratos. O objetivo é evitar que esses empreendimentos sejam contratados novamente pelo poder público. O MTE ignorou o cadastro e repassou o dinheiro do FAT mesmo depois da inscrição das companhias na lista suja da CGU. Dos sete empreendimentos, beneficiados desde 2009, seis receberam dinheiro do FAT após aparecer no cadastro.

A única empresa que recebeu todo o dinheiro e só depois foi considerada inapta para fazer novos contratos com o governo é a Probank. A situação da Probank, porém, é peculiar. A certidão de registro da empresa mostra que o capital atual do empreendimento é de R$ 3,1 milhões. Somente os repasses do FAT em 2009, 2010 e 2011 já somam R$ 15,5 milhões, dos quais R$ 4,9 milhões foram depositados por meio de contratos que dispensaram licitação. (Continua).

Um comentário:

Maria do Espírito Santo disse...

Agricultura, Turismo, Trabalho... É tanto escândalo que daria até tempo de se esquecer do primeiro escândalo do governo Dilma, o do Palocci.

A Veja desta semana está dando a maior força para a limpeza prometida pela faximineira Dilma.

As faxineiras daqui costumam ser ótimas: limpam tudo, tudinho, até a geladeira. E além disso, passam roupa também. E cobram bem mais barato do que as faxineiras de Santa Catarina, por exemplo.

Que Dilma se inspire nas faxineiras nossas conterrâneas e mãos à obra.