domingo, 20 de novembro de 2011

Economista vê Brasil na rota da crise espanhola


Lula e Dilma deixarão uma conta impagável:
A Espanha é "irresgatável" e seus crescimento nos últimos anos foi "baseado numa ficção". O alerta é de uma das principais referências hoje na Espanha, o economista Santiago Nino Becerra, autor de dois livros sobre a crise econômica que afeta o país. Em entrevista ao Estado, o economista diz que um resgate para a Espanha custaria  800 bilhões à UE e ao FMI, dinheiro que "simplesmente não existe". Becerra também alerta que há sinais claros de que o Brasil está seguindo o mesmo caminho de endividamento e de crescimento pelo crédito adotado pela Espanha há dez anos. "O Brasil hoje é a Espanha de 2003, em versão 2.0."
A seguir, os principais trechos da entrevista. (Continua).

3 comentários:

Maria do Espírito Santo disse...

Eis a marolinha lulista que beijará e balançará nossa tenra economia...

Cfe disse...

Discordo em parte.

O comportamento da população é sim muito parecido: todo mundo endividado. Outra coisa parecida é a subsidio-depedência.

Mas a Espanha não tem materias-primas a farta como o Brasil.

Outro fator diferente é que a piramide etária não caminha parecida: o Brasil jovem ainda perdura um pouco para alem do espectado período de alcamia economica que fatalmente virá.

Mas o principal problema do Brasil em sua semelhança com a Espanha é a estruturação da economia no capitalismo de estado.

As soluções para a crise lá custam a serem implementadas porque alem de não haver braços jovens, os que existem não querem trabalhar para alem daquilo que foram forçados a acreditar durante sua instrução escolar. E ainda o estado tem suas leis todas voltadas para que a sociedade só possa fazer aquilo que o governante de plantão permita. Ou seja: são poucos, desses a maior parte não está a fim de se sacrificar e a ínfima parte que pode empreender novas saídas está com os braços e pés amarrados.

Dawran Numida disse...

Essa expansão, via crédito, observada no Brasil, pode inviabilizar-se.

Não há "ilhas de tranquilidade" como querem fazer crer.
O momento não seria de aumento de gastos em consumo. Seria o momento de fazer que cada R$ público aplicado, rendesse mais.
E para as pessoas pouparem mais.

Pelo contrário, está sendo elevada a capacidade de endividamento das pessoas. Isso, fatalmente, baterá contra a oferta, forçando as importações. E pressões sobre a inflação.

Até que ponto, ainda precisaria de medições, porém, não seria suportável a longo prazo.