sexta-feira, 20 de julho de 2018

A desgraça do relativismo nas universidades

Geleiras, gênero e ciência sob a perspectiva feminista e gatos (sim, gatos) como coautores de estudo; exemplos recentes levantam questões sobre a natureza das investigações acadêmicas na educação superior. É o resultado do relativismo epistemológico e moral que campeia nas universidades desde os anos 80. Tudo é relativo, não existe verdade etc. Combati isto em minha vida acadêmica - em vão. A propósito, segue artigo de Mary Clare Amselem, publicado pela Gazeta do Povo:



Universidades americanas estão enfrentando um problema de percepção. Entre protestos desordeiros, custos astronômicos, e alguns materiais didáticos ridículos, estudantes estão começando a pensar se vale a pena gastar tanto dinheiro. 

Apesar de algumas universidades e professores se dedicarem a estudos acadêmicos sérios, pesquisa recente publicada pela “Qualitative Inquiry” levanta questões significativas sobre a natureza das investigações acadêmicas na educação superior. 

Susan Nordstrom, professora assistente de pesquisa educacional que está se especializando em metodologia de pesquisa qualitativa pela Universidade de Memphis, publicou recentemente um artigo intitulado “Guilty of Loving You: A Multispecies Narrative” (“Culpado por amar você: uma narrativa multiespécies”, em tradução livre).

Susan Nordstrom não é a única autora do artigo. Os coautores listados são Amelie Nordstrom e Coonan Nordstrom – os gatos dela. Depois que um dos gatos morreu, Susan Nordstrom escreveu: 
“Reconhecemos a urgência de nossa investigação multiespécies compartilhada, com a morte recente de um dos gatos, Amelie. Na intensa singularidade da morte, nos tornamos conscientes de como sintonizamos e cuidamos juntos – práticas do dia a dia nas quais humanos (que também são animais) e animais vivem e percebem juntos – e de como essas práticas moldam nossa vida diária. Essas práticas são atos de sobrevivência multiespécie nas quais aprendemos como viver e morrer juntos. Tecemos a teoria da “vide-morte multi-espécie” junto com as teorias de Haraway e Rautio. Escrevendo juntos enquanto causamos uma ruptura nas categorias entre humanos e animais, nos conceitos filosóficos centrados no humano, e na investigação da narrativa centrada no humano. Fazendo isso, oferecemos uma narrativa multiespécies evocativa que conta uma história diferente”. 
Deixando de lado o aspecto lunático de listar gatos como coautores, é difícil que isso seja aceito como um estudo sério. Apesar de ter sido publicado em um jornal aberto, que tem padrões menos rigorosos do que publicações acadêmicas tradicionais, os contribuintes teriam todo o direito de questionar a eficácia de um professor em uma universidade renomada que recebe fundos federais para publicar um artigo sobre como lidou com a morte de sua gata. 

Infelizmente, esse caso não é uma exceção. Outros exemplos estranhos publicados por universidades americanas incluem: 


De acordo com os autores Mark Carey, M. Jackson, Alessandro Antonello e Jaclyn Rushing, o estudo tem como objetivo conseguir “ciência e interações homem-gelo mais justas e igualitárias” ao unir “estudos feministas pós-coloniais e política ecológica feminista”. 


O resumo da obra afirma que “esse artigo apresenta o ato de vestir, a experiência corporal de vestir, e o corpo juntos como ferramenta de desenvolvimento do conhecimento de ‘estar dentro’ ou ‘estar com’ ao invés de ser um observador exterior”. 


De acordo com a professora Jennifer Lum, da Universidade da California Berkeley, a maneira com que a doença de Alzheimer é retratada na televisão é profundamente problemática da perspectiva feminista. Ela argumenta que “... um domínio tão visual, e ainda assim material, precisa de intervenções feministas, que se engajem com as ideias que circulam sobre envelhecimento, medicina, incorporação humana, e não humana”. 

Professores universitários são – e deveriam ser – livres para explorar buscas intelectuais de interesse para eles e avanços em seu campo de estudo. Mas os estudantes de graduação americanos têm uma dívida de US$ 1.5 trilhão em empréstimos estudantis, e há um crescimento da percepção da diminuição do retorno do investimento. 

Não é surpresa que a maioria dos eleitores republicanos agora acreditam que universidades têm um efeito negativo no país, de acordo com uma pesquisa recente da Pew Research. 

A educação superior precisa de mudanças significativas em suas políticas para restaurar sua missão. Acesso virtualmente ilimitado a dinheiro através do Title IV (empréstimos e bolsas federais) certamente amplia o problema. 

Talvez se a educação superior operasse mais como um mercado e dependesse menos de ajuda federal, com uma saudável mistura de empréstimos estudantis privados e medidas que assegurem a qualidade, pudéssemos ver aprendizagem acadêmica e baseada em habilidades melhores alinhadas com as necessidades da economia. 

Até lá, pelo menos os donos de gatos em todos os lugares podem ficar tranquilos com a certeza de que os professores americanos estão prontos para tratar da “urgência de nossas investigações multi-espécie compartilhadas”.

©2018 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês

Tradução: Carlos Eduardo Carvalho.

4 comentários:

Anônimo disse...

As universidades americanas atigiram o ápice do ridículo. Os únicos campos, ainda, mas não por muito tempo, sério são os campos de STEM, o restante é um resumo do artigo cat ladies feministas escrevendo coisas retardadas e os tais POC (People of Color) chorando que qualquer estudo europeu é racista.

Anônimo disse...

Mandem esses gatos para o Brasil, eles ficarão muito ocupados com tanta ratazana que nem terão tempo de contribuir para teses imbecis.

Anônimo disse...

Teses imbecis ou dissertações idiotas? Você decide. Se decidir pular fora e empregar melhor sua grana, fez bem.

Anônimo disse...

Isso é a prova de que estudar e fumar maconha ao mesmo tempo não combina.