segunda-feira, 22 de julho de 2019

Boas expectativas para Moro, Eduardo, e também para a economia.

Coluna de Alexandre Garcia, publicada pela Gazeta do Povo, agora muito otimista com Eduardo Bolsonaro:


Nesta segunda-feira (22), depois de umas pequenas férias, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro – que foi o grande juiz da Lava Jato –, está voltando. Ele precisava de um descanso e foi para os Estados Unidos com a família.

A licença dele esgotou e está voltando hoje sem precisar temer nenhum processo depois da divulgação daquelas escutas criminosas. Nem ele, nem Deltan Dallagnol, porque a Constituição no artigo 5.º dos “Direitos e garantias individuais” diz no inciso 56: “São inadmissíveis no processo provas obtidas por meios ilícitos”.

O ex-advogado-geral da União do governo Temer, o então ministro Fábio Medina Osório, lembrou em um artigo desse domingo (21) que as informações do The Intercept são inúteis para efeitos de processo. Mas essas informações não são inúteis para responsabilizar os invasores e seus parceiros. É bom a gente lembrar disso.

A economia dá bons sinais

Na terça-feira (23) o IBGE vai divulgar a previsão da inflação de julho pelo IPCA 15. Em junho foi de 0,06%, a mais baixa para o mês nos últimos 13 anos. Sorte nossa que a inflação esteja muito baixa porque senão a gente poderia falar de estagflação, que é quando a economia cresce pouco e a inflação fica alta. Mas não, a inflação está lá embaixo e há uma perspectiva muito boa de crescimento econômico.

Exemplos disso são: o barateamento do gás, com a possibilidade de comprar direito do distribuidor; a privatização de gasodutos, inclusive o do gás da Bolívia; e o estímulo à economia com a liberação de 35% das contas ativas do Fundo de Garantia.

Não se preocupe, a construção civil, porque os fundos de Previdência abertos e fechados têm R$ 2 trilhões e há uma resolução do conselho monetário que permite o financiamento da construção civil, ou seja, da casa própria.

Tem mais acordos bilaterais com o Mercosul, Coreia do Sul e Canadá; tem a simplificação tributária; tem mais liberdade na economia; e pode haver mais um ciclo de flexibilização das leis trabalhistas, inclusive com a desoneração da folha de pagamento para facilitar o emprego. O que pode levar a um crescimento sustentado pela iniciativa privada. Esse é o ideal.

Eduardo, um bom embaixador?

Eu falei aqui que o deputado Eduardo Bolsonaro não poderia abandonar seus 1,84 milhão de eleitores e nem a CPI do Foro de São Paulo.

Ele me respondeu dizendo que a CPI do Foro de São Paulo é muito importante, mas está difícil conseguir as assinaturas – já foi difícil conseguir assinaturas para a CPI da UNE.

Contudo, disse também que, dos Estados Unidos, vai acompanhar a atuação do Brasil não só como embaixador, mas também na ONU e na Organização dos Estados Americanos que tem sede em Washington.

Eu fico pensando, como Eduardo é amigo do Trump, se ele passar a frequentar a proximidade do presidente americano, já vai ser um grande ganho na relação Brasil-EUA. Afinal, é a potência mais forte do mundo e também a maior economia do mundo.

3 comentários:

Iara Mãe D'água disse...

Que bom que Alexandre Garcia mudou de ideia!!!
Adorei o que ele escreveu sobre o futuro Embaixador, Eduardo Bolsonaro.

Danir disse...

O Bolsonaro pai é aquele sujeito que às vezes fala demais um pouco rude em seu estilo direto. Mas ainda assim é o homem certo para ocupar a presidência. Se as coisas não caminham mais rápido, a culpa é do aparelho instalado pelos governos anteriores, que nada têm a ver com os cidadãos de bem.
Quanto ao filho, creio que pelo simples fato de ser uma pessoa bem recebida pelo presidente americano e afinado em pensamento pelos mesmos objetivos, pode ser melhor do que qualquer cisne do Itamaraty afinado com as esquerdas. Mesmo não tendo tantas rendas e frufrus em suas mangas e golas.

Anônimo disse...

Se o pretenso amigo de Trump disse a Alexandre Garcia que vai acompanhar a atuação do Brasil na ONU e na OEA, mostra que não entende do riscado. O Brasil tem delegações autônomas junto a esses órgãos, inteiramente desvinculadas da embaixada.