domingo, 22 de setembro de 2019

Bolsonaro na ONU, cerco aos hackers - e liberdade econômica agora é lei.

Coluna de Alexandre Garcia, publicada pela Gazeta do Povo nesta segunda-feira:


O presidente Jair Bolsonaro está decolando hoje para Nova Iorque para falar nas Nações Unidas. Essa é uma tradição da abertura da Assembleia Geral da ONU desde que Osvaldo Aranha ocupou a tribuna da ONU - este que chegou a ser capa da revista Time.

Bolsonaro vai falar sobre o Brasil e sobre a Amazônia. Ele vai dizer que a Amazônia é nossa, que somos responsáveis pelo o que acontece na Amazônia e que aceitamos ajuda daqueles que estiverem dispostos, mas sem segundas intenções.

O presidente viaja cheio de cuidados, com meias elásticas, tendo de caminhar no avião, ficando preferencialmente na posição horizontal e tomando injeções de anticoagulantes.

As injeções são importantes porque em uma viagem aérea há o perigo de a pessoa ficar sentada muito tempo e formar algum coágulo no sistema venoso das pernas, este subir para o coração pela veia cava e depois ser bombeado para o pulmão, assim ele ficaria com embolia pulmonar, o que é muito grave. Por isso, procura-se evitar esse risco.

Hackers

Foi preso, naquela operação contra hackers, um tal de Chiclete e agora se pensa que ele é chefe do Vermelho. Porque se imagina que ele é um programador mais capacitado. Ele teria milhões na conta, teria sido ele também que passou o carro Land Rover para o outro em Araraquara.

Prenderam também o Molição, estudante de Direito e ativista LGBT, porque ele teria gravações com alguém que fala com sotaque americano. A polícia desconfia de quem é - e imagino que você também.

Combate ao crime no Rio

A atividade policial no Rio de Janeiro é muito grande. Eles estão prendendo muita gente: pegando bandido, apreendendo fuzil e munições todos os dias. Nesse fim de semana dois cabos da PM foram mortos. Além disso, uma menina de oito anos também, que estava dentro de uma Kombi.

Fica aqui o registro: essa bandidagem se sustenta por quem compra cocaína e maconha dos traficantes. É bom que a gente se lembre disso.

Petrobras

Conversando com um altíssimo executivo da Petrobras, ele me disse que a empresa perdeu mais com preços populistas, demagógicos e eleitoreiros dos combustíveis do que com a corrupção.

A petrobras perdeu muito com a corrupção, mas manter preços que não podiam manter deu ainda mais prejuízo à Petrobras.

O trator Tarcísio Freitas

O ministro da Infraestrutura Tarcísio Freitas parece uma máquina. Ele passou uma semana nos Estados Unidos convencendo investidores da infraestrutura, hoje ele vai para Rondonópolis (MT) e amanhã (24) ele vai estar em Sumaré (SP) para ver terminais ferroviários.

Além disso, na quarta-feira (25), ele vai inaugurar a pista do Santos Dumont, depois vai no leilão em São Paulo de duas BR’s, no sábado (28) ele vai para Florianópolis inaugurar o aeroporto e no domingo (29) ele vai para Espanha buscar investidores operacionais na área da infraestrutura.

Ele está fazendo um trabalho gigantesco que faz lembrar muito Mário Andreazza, mas Freitas parece que tem mais energia que o então ministro Andreazza.

A liberdade econômica agora é lei

A lei da Liberdade Econômica já está em vigor. Ela foi sancionada na sexta-feira (20) pelo presidente da República, foi a primeira vez que ele foi ao Palácio do Planalto depois da cirurgia.

Haverá dispensas de alvará de funcionamento para atividades pequenas, como costureiras, barzinho e sapateiros. Ao mesmo tempo que abre a permissão generalizada para trabalhar aos domingos, claro que obedecendo às leis trabalhistas, mas até banco pode abrir no domingo por essa lei.

Há dispensa de muita burocracia para o empresário. Essa lei é uma espécie de retirada do Estado para não atrapalhar o crescimento econômico, os investidores, os que empregam; aqueles que querem faturar e ganhar dinheiro.

3 comentários:

Anônimo disse...

A petrossauro ainda perde muito por ser uma estatal. Um belo dia, privatizada, poderá gozar da liberdade econômica que vem chegando e assim fará mais bem ao País, a seus acionistas e, sobretudo, aos consumidores.

Anônimo disse...
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Orlando Tambosi disse...

The Guardian, também não.