terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

"Manifesto" de governadores contra Bolsonaro é pura hipocrisia

Não há nada ali que seja para valer. Não há nada ali que seja em defesa da população dos seus estados. Não há um pingo de sinceridade em nada do que assinaram. J. R. Guzzo:


A maioria dos governadores brasileiros acaba de dar aos seus eleitores uma demonstração combinada de hipocrisia, oportunismo e deslealdade que já está com o seu lugar garantido na galeria dos piores momentos políticos no ano de 2020 – e olhe que ainda nem chegamos ao fim de fevereiro.

Seu “manifesto” contra o presidente Jair Bolsonaro e o governo, por isso mesmo, tem importância equivalente a três vezes zero. Não há nada ali que seja para valer. Não há nada ali que seja em defesa da população dos seus estados. Não há um pingo de sinceridade em nada do que assinaram.

Alguns dos governadores são inimigos abertos do governo – esses têm, naturalmente, todas as razões políticas para organizar, assinar e promover na mídia o abaixo-assinado. Todos os demais entraram nesse bonde querendo mostrar uma força que não têm, fazer cartaz com a imprensa e fingir que são homens corajosos, quando sabem perfeitamente que não estão correndo risco nenhum.

Ninguém, ali, será perseguido pelo governo federal em seus pedidos permanentes de verba, ajuda e outros favores. Vai sair tudo de graça. E todo mundo vai fingir que anda de cabeça erguida diante do poder central.

Tudo mentira. Na vida real, os signatários são o que existe de manso. O governador de Minas Gerais, ainda outro dia, declamou em público um poema de elogios a Bolsonaro e ao seu governo. O governador do Pará, nas vésperas de assinar o manifesto, estava puxando explicitamente o ego do presidente, ao se derramar em elogios a ele na inauguração do trecho final da BR-163. Os outros são a mesma coisa. Resultado: você não tem a menor obrigação de respeitar ou acreditar em nenhum deles.

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Metrópoles.

2 comentários:

Anônimo disse...

O "maunifesto" deve ter mais erros de português que um tweet qualquer do ministro da educassão.

Anônimo disse...

Exmo Sr. Sérgio Moro, Ministro da Justiça e da Segurança Pública do Brasil

“Nunca antes na história deste país”, um homem honrado foi tão perseguido e ofendido como o senhor tem sido por parte de individuos inescrupulosos e desqualificados, travestidos de políticos, juristas, jornalistas e militantes de partidos políticos, que juntos não valem um tostão furado. A razão disto é muito simples: nunca antes alguém revelou tanto desassombro e coragem no enfrentamento dos corruptos que, acoitados nos três poderes da República, vêm sugando, há décadas, o suor e o sangue do povo brasileiro!

Contudo, não é na prisão de criminosos lesa-pátrias e seus sequazes que identifico a maior contribuição dada pelo senhor combate à corrupção, e que o transformou na principal figura pública do país nos dias atuais, num dos maiores brasileiros de todos os tempos e numa personalidade de subido destaque mundial, eleito que foi, pelo prestigioso “”Financial Times, como uma das 50 personalidades que marcaram a década. Para mim, a maior contribuição que o senhor deu até agora ao país, como juiz e Ministro da Justiça e da Segurança Pública, foi ter nos revelado algo que em parte já sabíamos, ou seja, que fomos, por anos a fio, subjugados:

por um Executivo que se constituiu como uma “sofisticada organização criminosa” para saquear os cofres públicos;

por um Legislativo que abriga, ainda hoje, um grande número de políticos corruptos, os tais “300 picaretas”, que se empenham grande parte do tempo em frustrar, no “toma lá, da cá” praticado em defesa dos seus mesquinhos interesses, os interesses legítimos dos cidadãos brasileiros;

por um Judiciário que, principalmente em alguns segmentos das suas mais altas cortes, parece ter representantes mancomunados, ainda hoje, com a bandalheira desses políticos;

e por uma grande imprensa - a extrema-imprensa - que, sendo movida, em grande parte, por interesses ideológicos, político-partidários e financeiros, tem feito , desde sempre, o jogo sujo desses “podres poderes”;

É nessas instâncias, as mais altas do poder, senhor ministro, que se encontram os seus mais implacáveis adversários, e que são também, desnecessário dizer, os mais contumazes comensais dos cofres públicos e os maiores inimigos do Brasil.

Paulo Cesar