quarta-feira, 3 de março de 2021

Os países nórdicos são muitos mais liberais que o Brasil


Todos os países nórdicos exibem uma imensa segurança jurídica e também respeito enorme à propriedade privada. Caio Ferolla para o Instituto Liberal:


É um fato que os países nórdicos adotaram muito mais o liberalismo do que o Brasil. Os países escandinavos, como a Dinamarca (8º), Islândia (13º), Finlândia (20º), Suécia (22º) e Noruega (28º), são todos considerados majoritariamente livres pelo índice de liberdade econômica da Heritage Foundation, enquanto o Brasil (144º) é considerado majoritariamente não livre.

Esse ranking avalia os países em diversos aspectos como sua segurança jurídica, tamanho do governo, respeito à propriedade privada, eficiência regulatória, liberdade comercial, liberdade do mercado de trabalho e até a abertura de mercado para o restante do mundo.

Esses países só não são considerados ainda mais livres pois todos perdem muitos pontos na carga tributária e nos gastos do governo. Mesmo assim, os gastos não atrapalham a saúde fiscal dos países, com todas as suas contas muito bem equalizadas e controladas. Não há nenhum rombo fiscal por lá como há no Brasil. Esses gastos são majoritariamente em investimentos e para gerar retornos e benefícios às suas populações. Por aqui, a arrecadação de impostos é basicamente toda para custear a enorme e inchada máquina pública.

Todos os países nórdicos exibem uma imensa segurança jurídica e também respeito enorme à propriedade privada. As leis trabalhistas são muito mais flexíveis, permitindo um maior dinamismo e adaptabilidade ao mercado de trabalho, segundo a Heritage Foundation. Enquanto isso, no Brasil, quebras de contrato e leis mudando as regras do jogo acontecem a todo momento.

Trocas voluntárias e o comércio são pouco regulados por lá, tornando os países escandinavos muito atrativos para se empreender. Abrir uma empresa é muito rápido e fácil por lá, enquanto aqui inúmeros alvarás, taxas, diferentes enquadramentos tributários e regulações são exigidos, além de toda a lentidão e burocratização dos processos de abertura. Essa diferença faz com que o Brasil esteja na péssima posição de 124 do ranking doing business, do Banco Mundial, enquanto os países nórdicos estão todos eles entre os 30 melhores países do mundo para se fazer negócios.

Como resultado de toda essa liberdade desses países, temos baixíssimos índices de desemprego, população com renda e qualidade de vida, demonstrada pelos altos índices de IDH desses países.

Com reformas liberais estruturais, podendo se inspirar nos países livres economicamente, como todos os nórdicos, o Brasil e sua população só têm a ganhar. O país só irá conseguir se desenvolver de forma acelerada quando o ambiente de negócios for mais próspero, quando houver forte segurança jurídica e quando for atrativo para empreendedores. Isso trará investimentos e desenvolvimento à nação. Como consequência, o Brasil terá um forte crescimento da economia, menos desemprego e mais renda, semelhante ao que ocorreu nos países nórdicos que hoje colhem os frutos. Certamente os indivíduos no país se beneficiarão e terão melhorias em sua qualidade de vida.

*Caio Ferolla é Diretor de Formação 2021 e Associado Alumni.

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